Fucking Harry
13 Star Line
Notas iniciais
Não eram onze horas da noite quando Melanie chegou a seu quarto, e Harry estava com seu fone de ouvido, em frente ao novo espelho que havia acabado de chegar, apenas de com sua cueca Box preta, dançando e exibindo seu belo corpo. A música estava alta, e Harry nem percebeu que Melanie estava no quarto, só se deu conta quando ela retirou um dos fones de seu ouvido e ouvindo a música começou a dançar junto com ele. Suas mãos deslizavam sobre o corpo do novo Harry, numa dança sensual e cheia de malicia, onde ela pegava ora ou outra no pênis dele e dava leve apertadas. Harry apenas ria, e colocava as mãos nos seios de Melanie, e assim ficaram até a musica terminar.
– Você esta realmente muito feliz, não é? – disse ela, agora que ele a abraçava e ambos se olhavam no espelho.
– Eu não deveria? Até você que tinha nojo de mim esta me desejando neste momento.
De fato ele estava. Harry transmitia essa sensualidade de uma forma única, e ela, que estava sempre presente com ele, não podia esconder o fogo no meio de suas pernas, embora soubesse que ele jamais faria nada com ela, a não ser pegar em seus seios. Eles deitaram no chão, Melanie colocou sua cabeça no peito de Harry e eles começaram a conversar, desta vez era Harry que tinha o que falar, e embora desejasse dizer o que seu encontro com Lucca, ele não se sentiu no direito de dizer a ela seus planos, logo, começou a contar sobre sua ida à ala norte e seu encontro com o amigo de quarto de Hanton.
– Ele fez o que? – disse ela surpresa.
– Lambeu o meu gozo, deixou meu rosto limpo e ainda pediu por mais.
– Não posso acreditar nisso, eu já sai com ele. – disse ela frustrada.
– Melanie, você não vai se importar se eu...
– Lógico que não, você tem que aproveitar o que ganhou nada mais que justo. Mas cabe lembrar, deixe alguns para mim.
– Ou sua vagina vai atrofiar, não é? – disse ele rindo.
– Para Harry, estou falando sério.
Eles riram por algum tempo das peripécias sexuais de Melanie, e conforme ela ia comentando e citando os nomes dos meninos que tinha saído, Harry foi os imaginando um a um na sua cama, enquanto a música ainda tocava em seus ouvidos e ora ou outra levantavam e começavam a dançar. É. Harry estava realmente feliz, mas ainda falta colocar umas coisas em prática, e ele precisava saber o que estava acontecendo com Hanton, mas naquele momento ele deixou essa fúria de lado e apenas curtiu o momento com sua, estranhamente, melhor amiga.
Amanheceu. E mais uma noite que Harry não tinha dormido. Enquanto Melanie dormia, por duas vezes ele passou mal novamente, e começou a se preocupar, cogitando a ideia de procurar o médico naquela manhã antes de ir para aula, o que de fato aconteceu. Na ala hospitalar, ele foi atendido pela Doutora Lívia, que era muito atenciosa e prestativa. Solicitou alguns exames de sangue e receitou alguns remédios, que Harry pegou na farmácia da escola, além de que, recebeu um atestado de dois, até que os resultados dos exames ficassem prontos, e recebeu recomendações para repousar.
Durante esses dois, por diversas vezes, os meninos batiam na porta à sua procura, e viam sem nenhum romantismo, todos eles queriam apenas serem violados por Harry, que sempre batia a porta e ria por saber que eles ficavam do lado de fora, implorando pelo seu corpo. Ele resolveu então limpar o seu quarto, Melanie tinha saído com algumas amigas naquela noite, e arrumando as suas roupas em sua gaveta, ele sentiu que algo havia no bolso. Era o cartão que Francis Vicci havia lhe dado no final de semana, e que também disse que quando ele precisasse, era para Harry entrar em contato. Sentando em sua cama ele não pensou duas vezes, pegou seu celular e ligou, e marcou de encontrar com Francis no centro da cidade.
Harry tomou um banho e se arrumou, foi até sua escrivaninha e pensou em qual perfume usaria, mas decidiu não usar nenhum, sabendo que o seu cheiro era muito melhor do que qualquer perfume caro vendido no mundo. Quando saiu, havia uma fila com uns nove rapazes sentados ao lado de sua porta, ao passar por eles, sem dar qualquer sinal de esperança, os meninos se puseram a chorar.
Saindo da escola, Harry deparou logo ali, um taxi, e encostado nele estava Lui, que ao vê-lo tornou seu semblante sereno em pura paixão.
– Abra! – disse Harry rispidamente, e Lui abriu a porta e correu até o seu banco – Me leve ao Star Line.
Prontamente Lui saiu da vaga e percorreu pelas ruas da cidade até chegarem ao local que Harry havia pedido. Durante o caminho, Lui ainda fitava o garoto pelo retrovisor e ora e outra lambia os lábios, com uma das mãos começou a alisar sua coxa, enquanto Harry parecia apenas impaciente.
– Você se importa se de repente eu...
– Vá em frente, é o mais próximo que você chegara de mim. — respondeu Harry olhando pela janela impaciente com a demora em chegarem ao Star Line.
Lui sugeriu a ideia de enquanto dirigia, se ele poderia colocar seu pênis para fora e se masturbasse enquanto levava Harry até a Star Line, com a ressalva que Lui dirigisse rápido e que não o matasse, Harry permitiu, mas não gostou muito da ideia. A pressão de estar no mesmo ambiente que Harry estava era tão grande, que após colocar seu membro para fora, ele não foi capaz de deixa-lo duro, e sua frustração foi tamanha que logo ele guardou, ajeitando o retrovisor para não ver qualquer reação negativa do garoto. Logo chegaram a Star Line, e Harry desceu.
– Preciso pagar Lui? – disse ele, encostado na janela, e Lui com vergonha de seu ato balançou a cabeça em negativa – Fique esperando, caso eu volte para a escola eu procuro por você.
E sem se preocupar com a sensação de podridão ao qual Lui se sentia, Harry se virou e atravessou a rua, e ali já estava ele: Francis Vicci.
– Querido Harry. – disse ele vindo ao seu encontro e o abraçando – Você está magnífico.
Harry o abraçou dando um leve beijo em seu rosto e olhou por cima de seus ombros, olhando a Star Line. Ele nunca tinha ouvido falar desse lugar, e muito menos tinha ido a um que fosse igual a esse. No topo do casarão havia o letreiro em chamas e tochas espalhadas por todo o telhado, toda a estrutura era em branco e preto e era um lugar iluminado.
– Francis, você tem certeza de que vamos entrar? – perguntou Harry eufórico com a ideia.
– Algum problema com o local? Existe um mezanino perfeito no segundo andar, e ficaremos na área vip, é claro. Não estou acostumado a ficar meio do povo, e também jamais permitiria ficar ao lado deles, eu iria perder você de vista. – disse Francis indicando o caminho e seguiram.
Star Line era uma casa noturna, a mais famosa e cara de toda a região. Boates dizem que muitos famosos frequentam os quartos ocultos ao grande publico em busca de prazer e muito, em busca de sadismo. Harry, estranhamente, mesmo sem conhecer ou ter ouvido falar de tal local, percebeu que aquele era o antro da mais pura safadeza masculina. Durante a noite suas musicas envolventes, durante o dia uma casa de massagem onde homens de todos os tipos, principalmente casados, iam para escolher jovens homens para abusar de seus corpos. Era uma questão de troca: Eu pago, e você é meu por uma hora, para fazer o que eu quiser. Essa era a Star Line, o local onde festas aconteciam de segunda a segunda, sem nenhum descanso para feriados ou data importantes, pelo contrario, eram nessas datas que eles lucravam mais, desde sexo com duas pessoas a gigantescas orgias ou gang bang.
Enquanto caminhava até a portaria, Harry percebeu a imensa fila que aguardava para entrar na Star Line, e também notou alguns colegas da escola, e todos o olhavam com o mesmo desejo de sempre. Francis se sentiu incomodado com aquilo, pois aquela noite, Harry seria dele. Em um impulso, pegou na mão de Harry e apressou os passos para dentro da casa, sem ao menos passar pelos seguranças. E o que vem a seguir, mexeu com todas as emoções escondidas de Harry.
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