Notas iniciais
A música que toca na Star Line é essa -> Opção 1 http://www.youtube.com/watch?v=L5oHO6u0DH0 Opção 2 http://www.youtube.com/watch?v=UQwfi3UXwt0

Rapidamente Francis entrou na Star Line, agarrado com Harry, pois ele tinha medo de perdê-lo para alguma outra pessoa. Harry sabia que Francis notou que ele tinha algo a mais, e embora Francis não soubesse o que de fato era, eram suas atitudes que denotavam tal conhecimento.

Ao entrar na Star Line, Harry percebeu como o ambiente era escuro e trazia consigo um ar de sedução. A sensação que ele tinha era que as paredes exalavam sexo e o mais puro ato de prazer. Não havia uma preocupação com pudores ali dentro, o que de fato também não se tem em casas noturnas, destinadas a esse tipo publico. O que faz com que tais casas ganhem conhecimento e popularidade é justamente, o fato de seus frequentadores saberem que ali podem encontrar sexo fácil, e muitas vezes sem pagar absolutamente nada.

Francis conduziu Harry pelo pequeno salão que dava acesso a uma escadaria central, em todos os cantos via-se estatuas de belos corpos masculinos gregos, e quadros que traziam o erotismo entre homens, e sua maioria, cabe lembrar, apenas com os corpos. Harry notou em muitos quadros que os homens pintados não tinham cabeça, ou seja, um total culto ao corpo, e não ao conhecimento. Isso, de certa forma, incomodou Harry, pois ele sabia que agora tinha um belo corpo, mas jamais desejaria que o seu conhecimento conquistado até a presente data sucumbisse à beleza, mas também ele se considerava um mortal, e o sexo é sim o que move uma grande parte da sociedade. Cabia a ele apenas aproveitar de seus dotes e utilizar de seus desejos para conseguir o que desejava. Neste caso, além do sexo propriamente dito, sua vingança.

Ao subir a escada, e muito bem protegido pelo seu anfitrião, Harry foi conduzido a uma pequena sala que dava visão a parte debaixo que era onde ficava a pista popular. Em seu espaço reservado, havia uma mesa ao lado coberta com um pano branco e no centro um balde de prata em forma de cálice, onde ele ao olhar sorriu, estava cheia de camisinhas. Ao lado havia champanhe e algumas frutas, duas cadeiras estofadas com um pano vermelho e uma cortina para uma privacidade, quase fosse requerido. A música já estava tocando em alto e bom som, e suas batidas entravam no corpo de Harry e ele logo não se conteve. Francis abriu a champanhe e serviu duas taças, e ficou encostado na parede apenas observando aquele monumento vivo o seduzindo, e Harry sabia e muito bem aproveitar o seu belo corpo para se exibir, e não tardou até que os olhares da área popular o notassem e não tirassem mais os olhos dele. Ele estava chamando a atenção de todos, inclusive dos outros clientes das outras áreas reservadas que constantemente batia na porta em busca de informações sobre aquele garoto que estava causando euforia em todos. Francis chegou a trancar a porta para que não fossem incomodados, e de tanto balbuciar sua insatisfação pelo incomodo, sentou-se na cadeira, e Harry em seu colo, olhando firmemente em seus olhos.

– Por que você está tão nervoso, meu Francis? – disse ele, alegre e no ouvido de Francis.

– Me incomoda saber que você é tão desejado.

– E por quê? Foi sua escolha me trazer aqui, logo, não vejo motivos para se frustrar. – disse Harry tomando mais uma boa golada do champanhe – Você poderia ter me levado a qualquer lugar mais reservado do que esta saleta.

– Realmente eu poderia, mas você é jovem e eu sou já tenho certo idade, pensei no momento que gostaria de vir a Star Line.

– Até que aqui é interessante, embora eu nunca tenha ido a lugar assim.

– Não me venha com essas mentiras, — disse Francis ironicamente debochando de Harry – um garoto como você é frequentador assíduo de baladas como essa, onde o prazer e a atenção é o que importa.

– O que faz você achar que eu sempre fui assim, ou o porquê diz que garotos como eu frequentam lugar como esse, poderia me explicar? Como você já disse, sou jovem, e você tem idade, logo sua experiência seria muito bem aproveitada por mim.

– Levante-se príncipe. – disse Francis dando leves tapinhas nas pernas de Harry e foram para a beirada olhar a multidão – Consegue ver? Notar o que se passa na cabeça de cada um deles? Nós, em sua maioria, visamos o prazer, e por quê? Porque somos homens, embora gostemos de outros iguais. Obviamente que existem uns por este mundo a fora que são diferentes, mas... – Francis apontou um garoto ao longe, dançando timidamente próximo ao bar – Ele mal sabe o que faz neste lugar, veio por impulso, para sentir-se parte do grupo predominante. Consegue ver como ele mexe com o seu corpo? Como suas mãos estão mais próximas ao seu quadril? Isso é porque ele tem medo de esbarrar em alguém, e que esse alguém aja com falta de respeito ou modéstia a parte, com total desdém sobre o que ele representa. Você acha que ele conseguira alguém até o fim da noite? Não.

“Agora veja aquele outro, mais ao centro da pista. Veja suas mãos ao topo, os olhos fechados, cabeça girando lentamente e o movimento de seu corpo. Ele está aqui para ser notado, ser abordado e levado por qualquer um que seja mais atraente do que ele. Aquele menino, jamais olharia para aquele do bar, embora se você perceba sua tímidez, ele tem uma beleza muito superior do que este do centro. Agora Harry, diga-me, quantos aqui parecem o menino do bar, e quantos são assim tão semelhantes e vazios quanto aquele do centro?”

Harry pensou.

– Quase não vejo iguais ao menino do bar.

– E isso por que, embora ele tenha sua beleza, ele não está aqui para chamar atenção. O jogo do prazer é esse, ganha quem mais clama por isso. E você, meu príncipe, é tão igual aquele do centro da pista, mas com uma única diferença, eles, mesmo se unir todos aqui, não se igualam a sua beleza, a sua fragilidade no olhar, e o desejo de ser domado pelo movimento do seu corpo. Preste atenção, ninguém se interessa por aquele menino no centro, pois você está aqui. E você tem algo muito além do que ele tem. Você é único.

Então esse era o mundo que Harry desejava tanto? Um mundo de conformismo e futilidade? Ele sempre sonhou com alguém em sua vida em que pudesse entendê-lo e deseja-lo da forma como ele era, e naquele momento, olhando o menino do bar, Harry se viu há alguns dias, como era e como agora é. Sua razão era lógica demais para permitir-se a ser um objeto de desejo, mas seu coração estava focado no ódio em ser algo que ele não queria ser, e agora poderia conquistar tudo.

– Acho que podemos mudar alguns paradigmas, meu caro Francis!

Harry sorriu e saiu da saleta. Logo à direita, havia a escada para a pista e ele sem se preocupar com os garotos que dançavam, correu até o bar e com extrema violência jogou o menino na parede e o beijou. O beijo mais quente que ele dera em sua vida. O seu primeiro beijo.

– E então, vai ficar me olhando com essa cara de bobo? – disse Harry ao menino ainda mordendo seus lábios, enquanto o menino tentava voltar a si – Qual o seu nome?

– Thiago. – disse o garoto tímido, embora suas mãos já estivessem dentro da calça de Harry.

– Pois bem Thiago, hoje é o seu dia de sorte!

Harry pegou a mão de Thiago e o conduziu até o centro da pista, ao chegar olhou para o menino que Francis havia comentado e pediu, gentilmente, que o menino fosse embora da Star Line. Nesse momento, todos estavam parados, e até mesmo a música havia dado uma trégua.

– O que estão olhando? – perguntou Harry em alto e bom tom.

– Tanto e porque ele? – disse um garoto quase do seu tamanho, sem camisa exibindo o seu corpo suado.

– E porque não ele? – Harry estava afoito, e sua respiração arfando – O que ele tem que você não tem? O problema é o corpo dele? O jeito que ele dança não os inspira a desejá-lo? Diga-me, loirinho vazio, me de uma boa resposta e eu você vamos transar aqui e agora, na frente de todos.

– Diziam na antiga Grécia, que transar com um deus é simplesmente magnífico. – disse outro cara.

– Eu te fiz uma pergunta. Responda! – disse Harry, agora encarando o loiro, que não conseguia reagir.

– Ei DJ, o que acha de me surpreender agora? – perguntou Harry – Vamos Thiago, tire a roupa.

– Mas eu nem ao menos sei o seu...

– Meu nome é Harry, e agora vou dar a você um presente. Tire a roupa.

E Thiago, tirou a camiseta, e depois o tênis, as meias, seu jeans e sua cueca, mostrando seu pênis pulsante e desejado. Harry olhou para Thiago e passou a línguas nos lábios, olhou para a saleta e viu Francis que o fitava de forma repulsa, mas com desejo, pois seria naquele momento que ele veria o seu garoto completamente nu.

Harry olhou para o loiro a sua frente, e o pegou na mão, levando ele até o palco, junto a Thiago, que conforme passava, sentia seu pênis sendo apalpado pelas mãos eufóricas dos outros homens que o desejava. Já no palco Harry ordenou que o loiro ajoelhasse na frente de todos, e arrancou o seu cinto do jeans. Nas costas do garoto Harry ouviu a música que o inspiraria naquele momento. O DJ correu entre suas milhares de músicas e teve duas opções, e disse a Harry:

– Erótica ou Donimatrix?

Harry se agachou até o ouvido do loiro e sussurrou:

– O que será hoje, cabritinho?

– Faça o que quiser, eu só peço que me dê o prazer que estou desejando.

E nessa hora Harry lançou o cinto com a fivela nas costas do rapaz e soltou um gemido contido. Lançou mais uma e duas vezes e a música começou. Não dançava conforme a música, mas naquele momento, cada puxada no cabelo do loiro, ou cintada que ele recebia fez com que, pouco a pouco Harry fosse tirando a sua roupa e mostrando a todos o seu maravilhoso corpo, e no momento que tirou sua cueca Box, percebeu que toda a pista está gemendo, pois naquele momento o sexo era a única coisa que comandava naquelas quatro paredes.

Ele pediu para que Thiago fosse mais próximo a ele, e ordenou que ele transasse com o loiro.

– Eu quero que você se vingue Thiago, coma ele com toda a força que você tem. Bata nele. Xingue ele. Cuspa nele se assim desejar, mas hoje você não passara vontade alguma.

Harry olhou para o loiro, já caído no chão e com as costas além de marcadas, com riscos fortes de sangue escorrendo pelo o seu corpo.

– Não cabe a eu pedir para que você se lembre, você está aqui porque quer, e não porque eu pedi.

E Harry estava certo. Seria muito fácil desejar o sexo em lugar como aquele, do que na escola, pois ali, todos estavam desejando por isso. Por tal humilhação. Era o que cercava cada homem na Star Line.

Thiago puxou com força o cabelo do loiro, e entre tapas e murros em suas costelas, ele o chamava de cabrito, e arrancou com força as calças dele, e sem ao menos se preocupar com qualquer tipo de proteção, meteu seu pênis com força no menino, que ao invés de gritar de dor, urrava de prazer. Ora ou outra, Harry narrava o que a música em inglês dizia.

Agora pare, não fale, sente-se agora, faça o que eu digo.

Eu serei o único que dominara o seu amor, agora fique de joelhos e faça o que eu mandar.

Fique de joelhos, comece a pedir “por favor”, eu serei seu mestre e você meu escravo.

Faça o que eu digo e me implore “por favor”!

A cada trecho da música, o cabrito urrava de prazer. A cada forte estocada que Thiago lhe fincava, o cabrito urrava de desejo. Não demorou, até que a luz negra acendeu, e Harry deslumbrou o que o seu poder poderia causar em todos. Estavam num frenético ato sexual compulsivo, e Harry percebeu que poderia controlar mais de uma pessoa.

Notas finais
Espero que tenha gostado!!!!! Aguardo seu comentário!!!!