Fucking Harry
2 Sonhando acordado
Notas iniciais
Pelos corredores da escola, que eram realmente muito grandes, e tinha por volta dos seus quase dois mil alunos, Harry foi caminhando todo apressado até a ala central do prédio, que era onde ficavam as salas de aula, esbarrando em um ou outro aluno que corria para ver os novos que estavam chegando ao jardim. Por conta deste dia, todas as aulas começariam naquele com uma hora de atraso, o que de fato era bom, vendo que iriam sair mais cedo e aproveitar o começo da noite. Mas lógico que Harry ficaria em seu quarto ou no lugar onde mais gostava de permanecer, na biblioteca. Ele sempre se indagava se realmente era um nerd, visto que os nerd eram iguais a ele, tirando o fato de serem magrelos e viciados em jogos ao estilo RPG. Ele não era assim, trocava tudo por uma boa leitura ou por ficar no jardim no final de semana, deitado embaixo da grande macieira que havia no centro admirando o céu, seja de dia ou de noite. Aliás, embaixo daquela macieira era onde a sua libido mais funcionava, e era ali onde suas ideias eram transcritas para o papel. Ele não almejava ser um escritor, longe disso, tinha certeza de que jamais teria uma obra sua publicada. Talvez seja pelo fato de que ele queimava todas as folhas escritas após de idealizá-las.
Ele já estava descendo as escadas, enquanto era empurrado e chamado de lesma obesa pela morosidade ao qual as descia. Vamos lembrar, ele não era muito gordo, ele só era precavido em descer escadas, pois os degraus lhe causavam certa náusea e ele temia desmaiar e rolar. Já seria humilhante demais simplesmente rolar pela escada, mesmo que tenha sido por conta de seu medo, ninguém entenderia.
Todos os alunos, e quando eu digo todos são realmente todos, ainda se atropelavam para ir até o jardim, duas turmas novas já estavam no pátio central sendo redirecionados aos seus dormitórios com os seus padrinhos escolares.
Padrinhos escolares, você pergunta? Ora, é muito simples, eram os padrinhos os responsáveis por ensinar as diretrizes da escola e indicar aos novos alunos as salas de aula, ginásio de esporte ou até mesmo onde ficava o grande salão de festa. Além disso, tais padrinhos eram também responsáveis por ajudar os novos alunos por determinado tempo nas matérias, visto que, a escola tinha um ensino muito superior ao que se era de costume.
Você deve estar se perguntando também que tipo de aluno chega numa escola enquanto outros estudam. Como eu disse a escola era diferenciada, e isso não quer dizer que ela tenha que seguir os parâmetros de ensinos que se tem conhecimento. Havia três datas de inicio de aulas, um a cada trimestre, foi uma forma da escola crescer e obviamente lucra. E com isso poderia haver mudanças de acordo com a necessidade da escola, qualquer necessidade, diga-se de passagem. Quanto aos alunos, só eram admitidos alunos com mais de 15 anos de idade, e estes ficavam na área sul da escola, e eram divididos de acordo com sua idade, ou seja, na área em que Harry ficava, existiam apenas estudantes com 17 anos, tal qual na área sul os de 15, leste os de 16 e norte os de 18 anos. Harry desejava ir para a área norte mais do que desejava sair da escola, isso porque aos 18 anos eles eram educados de acordo com a profissão que iria exercer, e de lá, eram encaminhados diretamente para uma universidade que, tinha em tese, os mesmo parâmetros desta escola. Vamos parar de falar da escola e voltar ao Harry, que ainda se encontrava descendo as escadas.
Melanie sema aproximou e o abraçou, desejando boas aulas, pois ela não iria tão cedo para a sala, pois tinha visto alguém a quem a interessou. E era tiro certo, com toda certeza ela tiraria a virgindade de mais um, ou quem sabe nove meninos. Ora, ela tinha que bater seu recorde.
Nosso protagonista enfim conseguiu sair daquele mutirão que o arrebatou tempos antes e seguiu diretamente para a sala de aula, onde seu professor, o seu Anastácio, já estava sentado em sua mesa lendo livros de matemática e física. Vamos combinar uma coisa antes de tudo? Não vamos narrar o professor explicando e explicando, só quando for realmente necessário para o andamento da trama, embora Harry amasse estudar, pois até ele de vez em quando piscava os olhos de forma mais demorada.
– Bom dia professor. – disse Harry.
– Harry, bom dia a você também. Como passou o final de semana?
– Como o de costume professor.
– Não foi ver seus pais?
Harry seguiu até sua carteira, a terceira fileira de cinco, na segunda mesa.
– Não. Meu irmão foi para uma competição de natação e eu decidi ficar, ás vezes é melhor ficar só do que com eles.
– Continua tendo problemas com eles?
– Professor, eu tenho problemas com todos.
– Não deveria Harry. Você é jovem e esta escola proporciona boa diversão aos seus estudantes, deveria aproveitar e se enturmar.
– Me enturmar? Com qual motivo, se daqui a um ano e meio estarei saindo daqui e jamais verei ninguém. A não ser Melanie que insisti em me seguir para onde vou pelo simples fato de me irritar. Mas não me incomodo, é a única pessoa que eu tenho.
– Compreendo. – disse o professor transferindo um olhar de pena – Em falar em Melanie, onde ela esta?
– Onde o senhor acha que ela possa estar?
– Não precisa dizer, já vejo que ela ganhara mais uma advertência quando chegar.
Advertência? Não. Seu Anastácio iria dar a ela outra coisa, visto que ela nunca assistia a uma aula dele e ainda assim era considerada uma boa aluna. Harry se perguntava em todas as vezes que lhe era possível, como ela era capaz de prestar serviços para aquele homem, ainda mais com a boca. Ele tinha seus 60 e poucos anos. Era nojento.
Harry já estava sentado, quando se perdeu novamente olhando pela janela e de repente se lembrou do garoto iluminado do jardim central. Perguntou a si qual seria sua idade, e com isso para qual área estaria, e por mais que odiasse a escolha de padrinhos se perguntou o motivo pelo qual naquele trimestre não tinha escolhido ser um, quem sabe o universo poderia conspirar enfim ao seu favor e lhe conceder uma boa conversa com um garoto. Ou quem sabe uma boa conversa na cama, enquanto nus, se enroscando nos livros de física maximizando a força que o garoto poderia exercer em seu corpo. Ah. Sua mão na mesma hora já correu para o meio de suas pernas enquanto uma sensação maravilhosa de formigamento ascendeu em seu pênis que mais uma vez ficou duro feito rocha. Jurou naquele momento que pudera ouvir o suspirar de prazer daquele garoto enquanto o violava da maneira mais sublime possível, sentindo sua respiração e o batimento de seu coração pulsar no frenesi do ato sexual. O gozo. Como Harry amava gozar. Qual homem não ama isso?
– Ei! – ele ouviu um grito e logo depois se assustou quando um dos garotos de sua sala jogou de forma estúpida o imenso livro de física em sua mesa, causando-lhe um tremor nas pernas – Espero que não esteja me desejando, viadinho. – disse o garoto rindo junto de seus amigos.
Harry se calou e percebeu que estava com as mãos dentro da calça, pronto para aliviar toda a sua tensão.
– Esse menino tem problemas sérios com isso, deveria se tratar! — mencionou outro que passou por ele.
Lucca e Antony, os irmãos gêmeos de sua turma. Aliás, a escola era repleta deles. Ambos odiavam Harry e sempre que podiam o tratavam de forma a repudiar sua condição sexual, em todos os sentidos por assim dizer. Ah, se eles não fossem tão lindos Harry até se importaria em denuncia-los a direção, mas os insultos eram o que o mantinha ativo durante o final de semana. Eram os insultos que o faziam gozar tão forte ao ponto de perder o controle de si mesmo e gritar de tanto prazer.
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