Notas iniciais
Ah, nem peguei pesado. Aguardem. Espero que gostem, não esqueçam de comentar depois....

Todos os alunos já estavam na sala agora, e para variar Melanie se encontrava em algum lugar que ninguém saberia, mas Harry teria a certeza de suas conclusões depois, pois Melanie contava a ele tudo o que tinha acontecido em seu popular dia, e ele já aguardava ansioso pelo nome do garoto iluminado, pois ele tinha certeza de que ela estaria com ele. Ele tinha esta certeza por que todos os garotos pelo qual ele ansiava ter algo eram presas fáceis para ela, e obviamente que seus desejos por eles aumentavam, pois ele sabia exatamente do que eles eram capazes de fazer. Os piores eram Arthur e Andrew, ambos, aos olhos de Melanie eram desprovidos de poder masculino, ou seja, membros pequenos. Julian e Gabriel eram os melhores, principalmente quando a pegavam em dupla no almoxarifado e revezam por uma ou duas horas até que suas pernas cambaleavam e acabavam pedindo arrego a ela, que era puro fervor no meio das pernas. Certamente que havia outros, mas Melanie sempre gostava dos mesmos e também de experimentar carne nova. Era como ela os defina. Uma carne nova de primeira classe e saborosa. Ele amava quando ela dizia isso.

A aula já estava prestes a acabar quando de repente seu Anastácio pegou o celular e deslumbrou algo, e pediu que todos se retirassem, pois, “devido a problemas pessoais, ele precisaria se ausentar exatamente naquele momento”. Todos entraram em festa, menos Kayo que já sabia exatamente qual problema pessoal estaria passando. Ele seguiria direto para a sala de vídeos, onde também era o cinema da escola. E com certeza o motivo de ir até lá tinha nome... Mas não vem ao caso nesse momento. Harry precisava ir até o banheiro, e então aliviar, não o tesão, mas a bexiga. E então encontramos um pequeno problema.

Lembra quando mencionei que Harry tentou suicídio aos sete anos de idade? Bem, vamos contar rapidamente o que aconteceu.

Eis que nosso garoto precisou ir ao banheiro e dois amiguinhos entraram e o zombaram por ele ficar excitado enquanto urinava. Sim. Harry fica extremamente excitado enquanto urina e isso vem desde quando ele era apenas um pequeno e prematuro bebê. Naquela época os garotos o chamaram de anormal e viadinho e que ele teria que ser a fêmea deles todos os dias. Você deve estar chocado com o que foi dito, não foi? Mas calma, são coisas normais para crianças, principalmente para duas que tinham pais que não se importavam de saciarem seus prazeres carnais na frente dos filhos ou de ver filmes pornográficos ao invés de desenhos. Deve ser por isso que não tardou, e as crianças foram tiradas dos pais e adotadas por um casal de magnatas da cidade, onde a esposa não era capaz de gerar filhos, e, além disso, eram por demais racistas, e logo duas crianças brancas, loiras e de olhos azuis seriam o mais próximo que poderiam chamar de filhos. Até que eles deram boa educação aos meninos, pois eles estudavam na mesma escola que Harry, e se chamavam respectivamente Lucca e Antony.

Por tal motivo Harry desde pequeno se sentiu mal ao entrar em um banheiro, pois embora desejasse que os gêmeos o seguisse ele tinha medo de algo realmente acontecer. Naquela época não aconteceu absolutamente nada com ele, não se preocupe, os gêmeos são mais do tipo que latem, mas não mordem, mas os assédios verbais e até físicos eram corriqueiros naquela época. Seus pais não aceitavam, e ainda não aceitam o fato dele ser quem é então não acreditavam em suas palavras, e um dia como que acidentalmente, ele tomou uma garrafa de detergente com sabão em pó. Por sorte, seus pais conseguiram salvar sua vida, mas isso virou piada até nos dias de hoje. Por vezes chegam a Harry e dizem – Deveria ter se lavado para quem sabe limpar essa sua cara cheia de espinha e essa sua atitude de marica!

Mas nada disso muda o fato dele precisar ir ao banheiro, então ele se dirigiu até o mais próximo, e antes de entrar se certificou que não vinha ninguém e que também não tinha ninguém lá dentro. Quem estava lá dentro não era lá muito importante, pois sempre saiam quando ele entrava, gritando que o chupador de rola havia entrado. Mal esses meninos sabiam que Harry jamais havia se quer pego em um pênis em sua vida, quanto mais chupado algum.

Ao entrar, ele teve a certeza de que estava sozinho, e se dirigiu até o vaso sanitário. Fechou a porta e garantiu por três vezes que a porta estava bem fechada. Subiu no vaso e olhou de esguelha se alguém estava nos boxes dos lados, não satisfeito, abriu a porta e foi até o corredor novamente para garantir que ninguém estava vindo, e correu até o boxe onde rapidamente começou a se aliviar, e onde por mais uma vez naquele dia, seu pênis ficou ereto e ele sentiu-se no dever de se masturbar. Embora saísse na madrugada e ia até o banheiro para isso, pois amava sentir o cheiro de urina de seus colegas de escola, ele não se sentia bem de fazer isso à luz do dia. Terminou de urinar, deu as famosas sacudidas e se ajeitou, mas antes de sair, ouviu um murmurinho que aumentou a intensidade quando a porta rangeu e três garotos entraram.

– Felipe. Você é um doido, aquela menina é mais rodada do que a roleta da sorte da professora Márcia.

– Rodrigo, ela quis dar o rabo pra mim, eu na minha função de homem a comi, sabe como é, não se pode deixar um mulher na vontade. Algumas sentem vontade de chocolate e fazer compras, ela gosta de liberar o rabo. Sem contar que vai à carne e a safada aguenta cada estocada que eu dou, e ainda a encho de porra. Ela ama. Você deveria experimenta-la.

–Um rabo que qualquer um comeu? Você é louco, ela não libera o grelo não?

– Não.

– Por qual motivo?

– Medo de engravidar, acredita? Ela bebe tanta porra que já deve ter gerado uns nove filhos imaginários. Aquela vadia. Faremos o seguinte, marcarei com ela e vamos nós três. Você topa perder o cabaço Luiz?

– O que o faz pensar que ainda o tenho? Férias e Mirella não o dizem nada?

– Ah, realmente, você comeu ela. Mas tenho que conversar com ela pra liberar para nós três. Anda tão difícil de encontrar vadias nesta escola ultimamente...

– Pois é Rodrigo, — disse Felipe – logo estaremos comendo uns viados, por que se é pra comer rabo, é o que mais tem aqui.

– Imagina aquela orca do Harry? — Rodrigo riu – Nem pagando eu comeria aquele moleque.

– Eu também não, embora tenha o Adrian, que vou falar para vocês, até que ele dá para o gasto.

– Você acha que ele libera pra gente? Para os três? Sim, porque eu não teria coragem de ir sozinho, se aquele viado tentar me comer eu o mataria.

– Vou falar com ele hoje, ele esta na minha sala de recursos humanos, e fica tranquilo, isso se é o que vocês querem.

– E ai Felipe? O que acha? – perguntou Rodrigo.

– Demoro. Carne nova. Rabo novo, melhor do que mendigar para as carmelitas desta escola.

– Hoje falo com ele então, e combinamos... – finalizava Luiz enquanto os três saiam do banheiro.

Esse era o desejo de Harry, que garotos como eles chegassem nele e dissessem: – e então, nós estamos a fim de comer você. Mas ele sabia que isso jamais iria acontecer. Principalmente por terem o rejeitado da forma como o rejeitaram.

– Orca? Sério? Não tinha um apelido mais convidativo? – disse Harry a si mesmo enquanto lavava as mãos.

O decorrer do dia foi repleto de estudos e para finalizar uma prova surpresa de geografia, onde Harry foi o primeiro a terminar e seguiu direto para o refeitório, onde pegou sua janta. Dois pedaços de lasanha, um pedaço bem gordo de um bife acebolado, arroz, uma garrafa de dois litros do melhor refrigerante do mundo, dois pedaços de pudim de queijo, três barras de chocolate e um prato de salada de rúcula, alface e pepino. Não, ele não tentou balancear sua alimentação, ele realmente gostava de saladas.

Já em seu quarto, ele tomou um bom banho, e ao sair tinha um bilhete de Melanie dizendo que chegaria tarde e que era para ele não se preocupar. Não se espantem para onde ela foi, havia uma festa de boas vindas não oficial, que estava acontecendo na área norte, e ela como sempre, foi convidada a participar.

Ele ficou então em sua cama, apenas aguardando o tempo passar para começar mais um dia de aula. Não haveria nada para ler naquele momento, nem tarefa para ser realizada. Ficou apenas deitado, ouvindo os risos vindos dos outros quartos, onde verdadeiros amigos brincavam ou se zoavam de todas as maneiras. Como ele queria ter amigos. Melanie era sua amiga, mas de uma forma diferente ao qual ela era de todos os outros. Isso porque a única coisa que ela tinha com ele, era o fato de saber, que poderia contar com ele em qualquer momento e para o que fosse preciso.

Harry adormeceu e sonhou. Sonhou com Rodrigo, Felipe e Luiz entrando no banheiro completamente nus, exibindo seus corpos e membros eretos, clamando por um gay ao qual eles pudesse se aliviar. E ele sentiu enquanto em seu sonho, cada estocada, cada puxão de cabelo, cada cuspida e cada insulto proferidos de suas bocas até ser acordado por Melanie, quase pela manha, deitando em sua cama.

– Harry. Você está se masturbando de novo enquanto dorme... Por que você não é normal? – e então ela adormeceu, e Harry ficou acordado, abraçado com ela até que chegasse a hora de acordar.

A semana seria dura, mas ele teria que suportar, pois logo chegaria o final de semana, e o grande salão seria aberto para a festa oficial de boas vindas. Ele odiava essas festas, mas era obrigado a ir, pois seria ele que cuidaria talvez do único lugar onde o pudessem colocar, para cuidar dos banheiros, e denunciar a diretoria se qualquer aluno entrasse e apresentasse algum grau de bebedeira. Se não bastante tantas coisas ruins que já o chamavam, ele ainda era taxado de fofoqueiro, mas não se importava, era o único dia de cada trimestre que falavam com ele, pois sempre prometiam que os insultos parariam se ele não abrisse a boca.