Fucking Harry
4 O garoto iluminado
Notas iniciais
Já era dia quando Melanie chegou e se jogou na cama de Harry, e ali, ela permaneceu, enquanto ele foi tomar banho e se aliviar da tensão da noite, onde havia desejado de forma tão suja seus não tão amigos assim. Harry se masturbava pelo simples fato de fazê-lo, tesão mesmo ele já não sentia, era apenas uma grande necessidade de praticar o ato em si. Não fazer era como não tomar banho ou não urinar quando a natureza chama, ficamos loucos ou irritados e era assim que Harry se sentia sempre. Obviamente, que ele já procurou por médicos em busca de um tratamento para seu pequeno distúrbio sexual, mas isso não vem ao caso neste momento, pois este foi o responsável pela sua segunda tentativa de suicídio, ou seja, não resolveu muito, nem ajuda com remédios e muito menos com o psicólogo.
Harry era normal. Anormal eram os outros que não o entendiam e achavam que ele era um lunático compulsivo, o que de fato era verdade, mas não em sua totalidade. O que ele tinha era carência de pessoas, e convenhamos que Melanie não seja o tipo de pessoa que poderia suprir essas necessidades de Harry, pois além de menina, ela não se importava muito com ele. Ou melhor, ela se importava, mas era egoísta demais para perceber as fraquezas dele. Seu isolamento era evidente, e ninguém poderia fazer nada, pois conforme passou o tempo, Harry aprendeu a viver bem. Se ele chorava de vez em quando? Todos os dias enquanto se banhava e na sua prática usual, se masturbava, pois brincar de gozar já não o satisfazia mais.
Por vezes, Harry pensou em ir ao banco e retirar toda a sua gorda mesada e pagar para que os meninos da escola transassem com ele. Isso também o excitava. Pagar por sexo. E na escola o que mais tinha eram meninos de classe baixa, onde seus pais praticamente vendiam suas almas para tê-los na melhor escola do país, logo não seria difícil conseguir sexo barato e de forma rápida, visto que muitos necessitavam de dinheiro para fazer parte da nata da escola. Mas, ao mesmo tempo, que vinha esse infame desejo em seu coração, sua mente o coibia, pois ele jamais teria coragem de chegar a algum deles e fazer tal proposta. Como já bem se sabe, todos sentiam nojo dele por ser como ele é.
Harry saiu de seu quarto, gritando com Melanie para que ela acordasse e não se atrasasse para aula, e sua rotina começou novamente. Lembra-se do lance das escadas não é mesmo? Então acredito que não falar novamente sobre seu medo e todo aquele processo árduo que é descê-las. Durante o caminho para a sala de aula, o telefone dele tocou, era sua mãe que perguntou como ele estava e que seu irmão havia se classificado para as regionais de natação. Harry gostava muito de seu irmão, embora este, o odiasse com todas as forças. Não são todos os irmãos que aceitam um irmão homossexual, e ainda maníaco compulsivo por sexo. Harry ficou feliz, mas sua felicidade logo aumentara quando ele enfim o vira passando desesperado, cortando o pátio da escola. Ele não podia acreditar no que estava deslumbrando. Era ele. O garoto iluminado.
Não contente em apenas vê-lo, sua felicidade se irradiou ainda mais quando o garoto se aproximou dele e lhe proferiu com gesto de amizade um simples bom dia.
– Bla bo-lhia! – disse Harry com a língua enrolada.
– Como disse? – perguntou o garoto iluminado.
– Eu quis dizer bom dia, peço desculpa.
– Não por isso. Poderia me ajudar?
Ah, Harry. Excitação com ele e por um pedido de ajuda? Como ele amava esse pedindo sendo proferido por bocas masculinas. Sua mente fértil o levou abaixo da macieira onde com toda a certeza, rebolar no colo daquele garoto foi apenas uma das posições possíveis que ele imaginara.
– Lógico.
– Não faço ideia da onde fica a ala branca, sala 274. – disse o garoto iluminado sorrindo e timidamente coçou a nuca.
O garoto iluminado. Um jovem lindo e cheio de vitalidade masculina. Corpo sarado, e isso quer dizer muito bem delineado. A camisa que vestia era branca e leve, deixava seus peitos definidos saltados e a manga dela parecia que rasgaria a qualquer momento, de tão fortes eram seus braços. Sua pele sedosa sem nenhuma imperfeição e lindos lábios tornava o seu rosto de príncipe ainda mais belo. Como eram vermelhos aqueles lábios. Seus olhos verdes pareciam ser únicos de tão vividos que eram, e aqueles cabelos curtos e espetados o deixavam com cara de cafajeste. Harry notou também suas mãos bem definidas, porém másculas, e como eram lindos e perfeitos seus dedos. Logo abaixo notou que não era como outros meninos, onde se preocupam apenas com braços e abdômen bem definidos. Suas pernas eram grossas e o volume de seu jeans levou Harry a quase gozar de tão volumoso que eram.
– À direita, segundo corredor vire à esquerda e suba um lance de escada, fica ao lado da biblioteca.
– Para aquele lado? – disse o garoto iluminado, apontando o dedo para a sua direita.
– Sim!
– Agradeço... Qual seu nome?
– Rolha de poço, prazer! – disse Lucca que se aproximara.
– Hanton, seria melhor não perder seu tempo com esse aí, ou vai acabar fazendo parte de seus sonhos noturnos. – disse Antony.
– Lembra ontem na festa que dissemos a você sobre um viado que se masturba na aula de genética? – perguntou Lucca – Eis aqui que está — disse ele agora apontando o dedo para Harry – Nunca, mas nunca perca seu tempo com ele, a menos que queira dividir a cama com ele, se caso for, nos avise para que possamos dizer a escola toda que você também é um chupador de pau.
– Parem com isso meninos, estão deixando ele constrangido. – disse Hanton.
– Ele gosta. Veja só já está excitado. – comentou Antony rindo.
E Harry realmente estava. Desejando os três agora dentro dele.
– Valeu mesmo. – disse Hanton saindo junto com os gêmeos mais chatos e deliciosos do mundo.
Então seu nome era Hanton. Tão lindo. Tão gostoso. Tão favorável para uma masturbação matinal. Ele correu para seu quarto – ele tinha problemas para descer escadas, não subir – e viu que Melanie ainda estava completamente apagada pelo cansaço da noite, entrou no banheiro arriou suas calças e bateu a mais demorada de todas as punhetas que já bateu em sua vida. Sua ânsia pelo gozo era tão clara que além de suar ele chorou mais do que normal. Aquilo jamais tinha acontecido com ele. O que foi aquilo? Demorar mais de dois minutos para gozar? Jamais acontecerá algo assim. Seria o nervoso? Quem sabe responder...
Mas Harry sabia que ele aquele menino era especial, pois Hanton era o garoto iluminado. Será que era um sinal de que seria ele? Ora, nenhum outro garoto na escola o defendeu, mesmo que seja apenas com uma singela frase. Mas ele se sentiu de certa forma, protegido e feliz. E agora ele já estava a cinco minutos tentando e tentando, e nada de liberar seu prazer. Algo havia acontecido com ele.
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