Fucking Harry
22 Segundo novo Eu
Notas iniciais
Não era de se esperar que o esgotamento físico de todos os meninos daquele salão chegasse rápido, e por mais de nove horas de sexo e violência brutal, muitos acabaram desfalecendo, embora isso não causasse nenhum tipo de arrependimento em Harry.
Ele andava entre os corpos inertes e aos que ainda continuavam na ativa, ele se abaixava e lhes concedia um terno beijo, e outros permita que tocassem no seu pênis ou acariciassem suas nádegas, ou até mesmo seu belo corpo definido. Harry estava quente, e por conta da excitação não contida, ele estava nu, e de um pedaço generoso da cortina vermelha de seda, fez o seu novo vestuário. Como um rei perverso, ele pisava nos corpos e com seu cajado batia em suas cabeças, ordenando que acordassem e continuassem com aquele seus atos ordenados, quando possível, pedia que alguns meninos se levantassem, para que ele pudesse lamber seus corpos suados e se hidratar, embora os próprios meninos não pudessem nem isso fazer. Ele sabia que deveria dar um descanso a eles, pois não desejaria que ninguém morresse por conta de prazer.
– Mas jeito mais maravilhoso de partir para a escuridão. – dizia ele sorrindo.
Em todo o momento Lucca o seguia agora com uma corrente presa em uma coleira especialmente dele, e tal qual a ele, os outros meninos daquele dia fatídico. Um total de nove cachorrinhos de estimação, andando de quatro e se esfregando como se estivessem no cio. Harry não seria tão piedoso com eles, obviamente que em sadismo momentâneo dizia a todos no grande salão para se lembrar do que estava acontecendo, e neste momento não se ouvia mais urros de prazer, apenas gritos de medo e desespero, de dor, e lágrimas, aos quais Harry fazia também questão de secar dos rostos dos meninos, com sua língua.
Já era quase quatro da manhã, quando enfim, sua fome de prazer havia sido saciada, e Harry pediu para que todos se retirassem.
– Eu torno a chama-los meus amores. – disse ele – Agora vão, se banhem, comam alguma coisa... Bem se já não tiverem saciados depois de se comerem por tanto tempo, e logo em breve os chamarei novamente.
Um a um foram trêmulos, recolhendo suas roupas e as vestindo, outros, que Harry tinha feito questão de permitir que se lembrassem, saíram do Salão Vermelho correndo e aos prantos, outros ajudavam os mais feridos e exaustos a se trocarem e os levaram para o mais longe possível, até que no salão ficou apenas os iniciados no clã. Harry ordenou que eles ficassem ali, e se lembrassem de cada momento passado, cada segundo onde seus corpos haviam sidos deflorados, e que eles jamais se esquecessem de quem eles servem. Os meninos se juntaram para aquecer seus corpos ensanguentados, e segundo a ordem de Harry, logo pela manhã, deveriam buscar os outros objetos que naquele dia não tinham sidos comprados. Em sua companhia, apenas Lucca e Antony, ambos em coleiras e engatinhando ao lado de seu senhor, e Harry, com seu cajado e capa vermelha.
Andaram pelos corredores, agora sombrios, e riscados de sangue, mostrando a Harry os caminhos por onde os mais violentados foram. Nenhum destes permaneceu na escola, todos foram para fora, em busca de abrigo de suas casas tamanho era o medo.
Harry não se importava, estava saciado e agora passando por umas das portas com vidros no corredor que levava ao seu quarto ele viu o quão belo ainda estava. Dirigiu-se ao seu aposento e pediu para os gêmeos massageassem seus pés, e logo Antony adormeceu.
– Meu senhor, o que deseja que façamos ao amanhecer?
Harry pensou bem na resposta que daria a seguir, e antes de fechar os seus olhos e por fim adormecer proferiu:
– Amanhã, você com o seu poder de persuasão me trará o único que poderá enfim me dar o que desejo.
– E quem seria esse, meu senhor?
– Hanton!
Harry acordou com batidas leves na porta, embora seu corpo parecesse por demais descansado, não havia feito mais do que seis horas de sono. Lucca e Antony estavam em um canto do quarto, agarrados devido ao frio extremo que fazia naquele dia. Ele despertou sem se preocupar ou dar valor a quem batia a porta, e mesmo que constante, ele foi até o banheiro onde esvaziou a bexiga e só depois, lentamente, se enrolando em seu manto vermelho, ele foi até a porta. Ao abrir era o diretor da escola.
– Ah, Harry. – disse ele olhando bem para a nova roupagem de Harry – Receio que tenha tido uma ótima noite de sono.
– Alastor. Sim, eu tive. Obrigado por se mostrar tão prestativo em perguntar. Em que posso ajudá-lo?
– Podemos conversar por um minuto ou dois?
– Se não passar disso, creio que posso perder meu tempo com você. O que deseja?
– Não sei se você percebeu, mas existe alguma coisa estranha acontecendo na escola já faz alguns dias, e como um bom diretor, não posso deixar de notar, que tais influencias tem haver com o seu retorno do hospital. Embora eu não possa acreditar que você esteja literalmente envolvido com tais atos, algumas reclamações chegaram aos meus ouvidos, e andei vasculhando e investigando algumas informações e elas me reportam a você. – o diretor sorriu – Não quero te ofender, obviamente não este meu papel, sabemos muito bem que o bem estar de nossos alunos são de extrema importância, mas não pude deixar de notar, que desde o seu retorno, o que refuta tais reclamações, tem causa certo desespero em certos alunos, bem, sendo mais especifico em muitas alunas da escola.
– Você tem apenas mais um minuto, diretor. – disse Harry com desdém.
– Como dito, nossa escola visa o bem estar de todos, não podemos simplesmente nos oprimir por certos privilégios, embora todos vocês alunos, os tem. Mas andei vendo, inclusive, alguns vídeos de segurança, e notei certo apelo sexual muito evidente de muitos meninos para com a sua pessoa, inclusive houve relatos de certa orgia¸se assim posso chamar, na antiga sala de teatro, além de que, nosso singelo zelador disse ter mencionado que pela manhã, encontrou pelos corredores uma tinta vermelha, assim como no chão, um tanto quanto suspeita... O que eu quero dizer, meu caro Harry, é que...
Não houve tempo de Alastor finalizar, pois nesse momento, ele já estava completamente hipnotizado pelos olhos quase brancos de Harry, e tal como seu desejo, suas mãos já começaram a tocar os peitos do garoto, e lentamente desceu o manto de Harry do ombro, tocando em seus mamilos.
– Dizia? – perguntou Harry.
– Que talvez seja hora de termos uma conversa um pouco mais pessoal em minha sala, quem sabe?
– O senhor tem algo de importante hoje, diretor?
– Não. Ao menos que diga o que tenho que fazer, tenha apenas a certeza absoluta de que farei sem questionar.
Harry se aproximou dos ouvidos de Alastor, e sibilou seus desejos, logo o diretor concordou com a cabeça e apenas se retirou. O garoto fechou a porta e deslumbrou por breves segundos os gêmeos que ainda dormiam como se estivessem no útero, e se assustou ao virar o rosto e se olhar no espelho.
Seus olhos estavam mais brancos do que a nuvem, a pupila tinha uma fina fenda, e sua pele estava mais opaca. Seus lábios um pouco mais finos, e sua língua vermelho sangue, além de seus dentes que estavam ficando cerrados. Ele passou sua mão no cabelo, e percebeu que estavam mais lisos do que antes, embora sentisse que estavam gosmentos. Havia algumas manchas em seu rosto também, finos fios negros como se fossem veias carregando seu sangue. Seus dedos mais longos do que o normal, embora não tão assustadores do que a figura que deslumbrara no dia anterior em seus pensamentos. Seu corpo ainda continuava belo e impecável, embora sem cor, e sua respiração subiu um leve assobio dos pulmões.
– O que está havendo comigo? – perguntou Harry preocupado.
Correu até o banheiro e lavou o rosto, na expectativa de ser apenas uma visão ruim de si mesmo, mas se deu conta de que aquele era realmente sua nova fisionomia, e se preocupou. Acreditou piamente que o desejo dos meninos iriam cessar. Foi até os gêmeos e com o seu cajado os acordou brutalmente.
– Acordem inúteis. — Como era de se esperar, Lucca tomava a palavra, já que entre ele e seu irmão, ele era o dominante.
– O que foi meu senhor?
– Pegue. – Harry entregou a Lucca o papel com o endereço de Hanton – Do lado de fora existe um taxista, seu nome é Lui, diga a ele que ele terá o que quer se levar você e o seu irmão até esse endereço. Não retornem sem Hanton. Agora ande, vistam qualquer roupa minha e se apressem.
Os gêmeos se levantaram, e se ajudaram para retirar suas coleiras, abriram o guarda roupa e pegaram a primeira peça que viram, e vestiram apressadamente, e logo partiram. Harry ficou um tempo até se dar conta do que precisava. Se alimentar de mais dor e prazer.
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