Notas iniciais
Voltemos ao capitulo que tudo começou. Vamos entender um pouco das razões de Hanton? E ah. PASMEM!

— Hanton! – disse Harry.

­— Olá Harry, como vai?

— Não podia estar melhor.

— Não vai lá para dentro curtir a festa com a gente?

­— Sem permissão. – disse Harry sacudindo seu convite.

Essa foi a primeira visão que Harry teve, daquele dia, enquanto ele era apenas um singelo porteiro de banheiro. Logo depois, quando Hanton saiu dali dizendo que voltaria, ele se viu ainda sentado mas seguiu os passos largos de Hanton até um dos corredores, onde estavam todos os outros meninos.

— E então, ele caiu na sua? – perguntou Lucca.

— Acho que sim. – disse Hanton com desdém – Mas eu ainda não entendi, o que vocês querem fazer com ele?

­— Vamos dar uma lição aquele imundo. – disse Gabriel.

— E pretendem fazer isso de que maneira? Vão bater no menino? Mas por qual motivo?

— A única que podemos ter, oras. Diversão. – disse Lucca – E acho bom você entrar naquele banheiro e fazer exatamente o que vamos fazer, ou vamos começar achar que você é uma marica como ele, e talvez mudemos nosso plano e ao invés de bater no imundo seremos obrigados a dar uma lição em você.

Hanton mordeu o canto da boca de raiva, sabia exatamente qual seria a lição, pois em poucos minutos que esteve com os meninos, já ouviram eles dizer que eram grandes apreciados de viados.

Lucca deu a ordem então para eles seguirem para o banheiro. E ao chegar viram Harry sentado, se tocando como era o de costume. Um a um foram entrando no banheiro e Hanton foi o ultimo a passar, dando uma piscadela para o menino, que não tardou, até que a porta se fechou, manchou toda a sua calça com sêmen.

— Me chamem, me chamem... – dizia Harry enquanto os meninos riam lá dentro, mas não foi essa visão que ele teve.

Por ele estar em uma dimensão estranha, seus ouvidos foram levados para dentro do banheiro, enquanto todos cochichavam e riam.

— Bem, o Hanton sai lá fora e chama o imundo para participar de nossa festinha, — dizia Lucca – então Hanton, você pede para ele se abaixar e alisar o seu pau, e sei lá, o que você pode dizer depois, mas bem... você precisa ganhar o nosso respeito, ou será seu rabo jogado na roda, você é quem escolhe.

— Lucca você um lunático. Não podemos fazer isso com o menino.

— Até que o Hanton tem um rabo bem empinado, vai ser bem interessante te ver rebolando e cavalgando no meu pau. – disse Arthur – Ah, homem deixa disso, só vamos dar uma surra nele para ver se ele se manda da escola.

— Só isso, não vamos matar o menino. – comentou Felipe

— Mas você que escolhe, ou ele, ou o seu rabo e todos da escola saberão que você esta afim do nojento do Harry.

— Do que você está falando Rodrigo? Eu afim do Harry? Eu não sou gay.

— Não é o que o Daniel disse: Ah Harry, porque você não poderia ser diferente, porque tem que assim tão desleixado, tão atormentado... – citou Rodrigo com a voz infantilizada – O Daniel ouviu você conversando consigo mesmo dias desses no banheiro do seu quarto, ele veio correndo contar pra gente.

Hanton sentiu seu coração pular do peito, embora tenha realmente tenha dito isso, não significava que ele estava afim de Harry.

— E então Hanton, o que vai ser? – indagou pela ultima vez Lucca.

Ele assentiu com a cabeça.

A partir deste momento, os meninos beberam grandes doses de uísque, usaram cocaína e seguiram com o plano, ao qual você já sabe exatamente como foi sua idealização.

Hanton saiu do grupo e foi até o lado de fora, pedir uma ajuda a Harry, que entrou engatinhando até o meio do circulo. Ele proferiu uma ou duas palavras e o garoto começou a subir com sua língua até o pênis dele, que logo depois puxou o seu cabelo e o menosprezou da forma mais vil possível. No entanto logo depois de lhe dar o soco, Hanton se esquivou num canto e ali permaneceu, tremendo e em choque pela violência que os meninos estavam cometendo contra Harry.

No final da brutalidade, Harry em sua posição atemporal, se viu estirado no chão e ao lado Lucca entregar algo a Hanton, e sussurrar alguma coisa:

– Faça-me um ultimo favor Harry? Tente suicídio e desta vez não fracasse.

Essas foram as ultimas palavras daquele dia, ditas pela boca de Hanton, enquanto fechava a porta e sumia pelo corredor, em fuga na ânsia de ninguém os vê-los por ali. E Harry neste momento sentiu pesar no seu coração.

Lembrou-se de quando voltou do hospital e via Hanton pela escola o ameaçando e lhe perseguindo, mas tudo a mando de Lucca, que vivia a forçá-lo, causando terror psicológico no menino, fazendo o acreditar que se não fizesse, seria violado por todos os outros. E Hanton, acabou caindo em desgraça, com fortes pesadelos, que o acordavam durante a noite, ensopado e tremulo, onde até mesmo a comida parecia ter cheiro do sangue de Harry.

— Covarde. Eu sou um covarde. – dizia ele a si mesmo, nas madrugadas em que não dormia – Jamais poderia ter permitido isso.

Nosso vingativo protagonista, foi levado então para um dia um pouco mais atual, não soube ao certo quanto tempo havia se passado, mas do lado de fora de uma casa muito bem construída, estava Hanton e Melanie, conversando quase íntimos.

— Eu me arrependo de tudo o que eu fiz Melanie. Eu fui um fraco.

— Eu entendo. Mas o Harry está tão mudado. Ele já não é o mesmo. Existe um poder nele e isso está me assustando demais. Eu não quero que ele faça as coisas que está querendo com você Hanton, por isso eu estou aqui. Fique longe daquela escola, fique longe de Harry.

— Eu preciso olhar nos olhos dele e pedir perdão Melanie.

— Você terá sua chance, mas de tempo para que ele volte a ser o garoto encantador que ele era. Eu temo pela sua vida se você o ver neste momento.

— Eu não temi pela vida dele, e veja o que está acontecendo.

A imagem ficou difusa a partir deste momento, como uma cortina de fumaça lançada para cobrir os acontecimentos futuros, e então tudo se desfez, e mais uma vez Harry se viu na frente da casa de Hanton, só que agora Lucca e Antony o convenciam a ir até a escola.

— Você precisa ir Hanton, você não tem escolha. – disse Lucca.

— Eu não vou seguir mais as suas ordens, seu verme. Agora volte lá e diga ao Harry para me esquecer, ele não terá de mim mais do que aquilo que eu posso dar a ele.

Lucca ficou com uma expressão de duvida, olhou firmemente nos olhos de Hanton e perguntou lentamente:

— Você o ama?

E por uma última vez a fumaça se fez e trouxe Harry a sua realidade. A frente estava Hanton, preso a grade quase desfalecendo, e a única coisa que ele pode fazer naquele momento foi fitar Lucca, que tremia e chorava compulsivamente, pois soube naquele momento, pelo olhar de Harry que sua revolta cairia sobre ele.

Notas finais
Comentários about this....?