Fucking Harry

28 O sacríficio


Notas iniciais
Chegando ao fim. Que pena.... nem vou pedir por comentário. Um turbilhão de gente acompanhando, e eu sem saber se está bem. Bem... deve ser um bom sinal. HAHA.

Harry fez a única coisa que poderia estar em seu alcance naquele momento. Seguiu em direção de Lucca e lhe aferiu um soco no rosto e chutes no abdômen, enquanto o garoto chorava e implorava por clemência.

­— Clemência? Piedade? – gritava Harry aos prantos – A morte para você será um grande presente.

Ele arrastou Lucca pelos cabelos defronte a Hanton, que ainda estava preso à grade, e puxou o seu cabelo, ordenando que o menino pedisse perdão ao seu garoto iluminado, pelo o que tinha feito.

­ — Hanton me perdoe, por favor... — dizia ele soluçando de tanto chorar.·.

Mas o garoto já não tinha forças para responder ao pedido de Lucca, e por mais força que fazia com a cabeça para ver o que estava acontecendo, ela pendia abaixo. Hanton estava fraco, desidratado e seu corpo totalmente violado, sangrando e quase sem vida.

­— Você gosta de ordenar, não é? – disse Harry em seu ouvido – Pois bem, eu também adoro meu novo poder. Ah! Desta vez não serei tão misericordioso, e você se lembrará de tudo.

Harry chamou pelos meninos e ordenou que cada um deles violasse o corpo de Lucca, não apenas com suas agressões verbais, mas também que rebaixasse a sua masculinidade a zero. E não foram apenas seus lindos e duros pênis usados. Muitas barras e chicotadas com os anzóis foram aferidas contra o corpo do menino, que gritava e pedia por socorro, além de um perdão que jamais ouviria de Harry.

Nada mais importava naquele momento. Nosso ilustre protagonista estava enfim pagando pelas escolhas de seus atos. Era muito mais fácil simplesmente agir sem saber, onde a vingança ditava o seu rumo. Realmente Melanie tinha mais do que razão. Harry havia mudado. Harry havia deixado de ser Harry.

Durante a violência contra Lucca, ele se sentou em seu trono e admirava tudo, mas não rindo. Agora eram lagrimas que corriam em seus olhos, lagrimas de sangue, e seu coração estava ferido. Embora soubesse que seus pais não o amavam, ele permitiu que sua mãe fosse morte. Embora ele não aprovasse muita coisa que Melanie fazia em sua vida, tal como usá-lo, ele a havia matado. Embora muitos não se importassem muito com ele, naquele dia, muitos foram os que se arremessaram para a morte. As meninas estavam nervosas em seus quartos, e os outros garotos ainda transavam freneticamente, mas iam aos poucos saindo do transe, pois a cada minuto que se passava, Harry se distanciava de suas mentes, permitindo que todos fugissem. Não vou negar a vocês, meus caros. Alguns meninos chegaram a agredir outros, quando perceberam que estavam sendo passivos, e muitos outros tentaram se matar, pela vergonha de não saber o porquê faziam aquilo. Alguns professores redobraram a consciência e ordenavam aos berros para todos saírem, e os gritos eram audíveis por toda a escola, quando os alunos saiam e percebiam que na porta, haviam corpos, ensanguentados com ossos a mostra e cabeças viradas.

­ — Já chega! – gritou Harry aos meninos. Lucca estava quase desistindo de sua vida. Houve um silencio mórbido naquele momento — Decapitem-no.

Foi Antony quem apareceu com uma faca e sentou no lombo do irmão e começou freneticamente a cortar a cabeça do menino fora. Do próprio irmão, e aquilo a Harry causou enjoo, e muita fraqueza.

­— Por você mestre. – disse Antony.

— Acorde. Acordem todos vocês. – disse Harry com frieza.

Um a um, os meninos foram acordando, e tão rapidamente Antony redobrou a sanidade, ele enfiou a faca no peito, ainda segurando a cabeça do irmão.

— O que está havendo? – perguntou Artur incrédulo.

Não cabia mais a Harry permitir que eles vivessem. Todos eles ameaçaram violar o belo Hanton, caso ele não aceitasse o que era imposto, então coube a ele levantou e aos gritos e berros e suplica pelas suas vidas, Harry quebrou o pescoço de todos eles. Juntou força, e recolheu os corpos, juntando a um canto qualquer no Salão Vermelho e ateando fogo.

­ — Está feito! – disse ele, seguindo para frente de Hanton, onde delicadamente o desprendeu da grade, e o colocou sob seu colo. Neste momento, a ânsia de Harry aumentou, pois agora os corpos já queimavam a tona, e o cheiro de carne queimada começou a impregnar todo o salão.

— Hanton? – chamou Harry.

— Você precisa fugir. Precisa se esconder Harry. Eles vão achá-lo, e vão de culpar por tudo... – disse o garoto com extrema dificuldade. A cada trecho de suas falas, o menino se engasgava e sangue era despejado de sua boca.

— Mas eu sou o culpado Hanton. Minhas escolhas. Minhas consequências. – dizia Harry chorando, temente com o que poderia acontecer ao garoto iluminado.

— Você é apenas uma vítima do caos. Você não tem culpa de ter ganhando esse poder e ter feito o que fez. Nós somos os culpados Harry. Eu o negligenciei.

— Você não teve escolha Hanton...

— Sim. Eu tive a escolha de não permitir que fizessem com você o que foi feito. Mas eu fui fraco e permiti, por medo do que seria feito contra o meu corpo. Por medo que eles descobrissem.

— Descobrissem o que Hanton? – perguntou Harry agora, ajeitando o corpo de seu garoto no seu colo, tentando o deixar mais confortável.

— Que eu vi em seus olhos, um menino que precisava apenas de um abraço e ser entendido. Que eu fui capaz de ver a pessoa boa que você era, e que se caso você vivesse, que eu não iria conseguir viver com o que fiz. – Hanton forçou um sorriso — Você sempre foi fragilizado por tudo o que fizeram com você, e mesmo assim, você permaneceu de pé, qual o problema de ser violentado por eles, se fosse para não permitir por fraqueza, que você sofresse mais. Harry... – Hanton soltou mais um pouco de sangue pela boca — Você merece ser feliz, e eu não o culpo pelo castigo que você me deu. Acho que você foi até sensato.

— Deve ser porque eu o amo, meu garoto iluminado. – havia pesar na voz de Harry, e seus lábios já tremiam, enquanto lagrimas de sangue saiam de seus olhos brancos e sem vida.

­— Não. Você me odeia, porque eu fui responsável por fazer deste amor, as trevas que habita o seu coração. Por isso eu não o culpo, por isso eu acho que você não cruel, eu ganhei o que mereci...

O silencio era perturbador, embora pudesse ser ouvido naquele salão o trepidar dos corpos ardentes nas chamas, e gritos vindos por todos os lados da escola dizendo: Matem Harry!

— Porque você veio Hanton? Por que não ficou na sua casa? Por que não ouviu a Melanie?

— Porque eu pensei que poderia mudar a sua visão, e te ajudar a ser forte. Mas eu não vejo como fracasso. Acredite Harry, eu só queria ter te abraçado com o que você era.

Não houve mais esperanças para Hanton naquele momento, pois embora seus olhos estivessem abertos, não havia mais alma naquele corpo, e coube apenas a Harry a lamentar da forma mais insana possível. Seus gritos para que o garoto voltasse dos mortos era audíveis, talvez por quilômetros de distância, e o que antes eram socos no peito de ódio, agora eram da tentativa frustrada de esperança, para que aquele peito pudesse inflar novamente de vida. Mas não houve. Não foi o que aconteceu.

Hanton estava morto.

Bum

Bum

Bum

Eram fortes batidas na porta do Salão Vermelho que ecoavam pelos corredores da escola. Harry ainda estava sentado, com o corpo de Hanton nos braços, e os corpos já haviam virado cinza quando por fim, todos os revoltados contra as ações do lunático Harry, chegaram ali para matar o seu agressor. A porta foi rompida, e a fumaça e o cheiro de carne queimada entraram em cada poro daqueles meninos, causando neles além do ódio, tontura e náuseas. Harry estava mais pálido do que qualquer outro dia que não havia se alimentado, seus olhos fundos e brancos como nuvens e sua aparência mais cadavérica, como se ele fosse um morto-vivo, recém-criado. Os meninos então entraram no Salão Vermelho e partiram para cima dele, mas conforme corriam, com pedaços de pau e ferro e cordas e facas, a corrida foi ficando lenta e desesperadora. Houve um novo BUM no salão e tudo ficou estático, apenas Harry estava se movendo, e ainda choroso e desesperado pelo o que tinha feito a Hanton.

— Então, é assim que será seu destino. Fadado à morte. – disse uma voz misteriosa que invadiu a mente do menino.

— Ela já deveria ter acontecido há tempos.

— E porque diz isso, Harry? Não está feliz com o que fez? Não está feliz com a realização de seus pedidos? Não está feliz por ter enfim se vingado?

— Não. Não era o que eu queria.

— Então por que desejou?

— Por que eu não sou uma pessoa boa!

— Não Harry. Você não é. Matou a sua amiga. Matou sua mãe. Matou dezenas não faz muito tempo, e agora matou o seu grande amor. E porque isso?

— Porque eu queria ser como eles. – disse Harry chorando como se sua lucidez tivesse retornado.

— E como você queria ser?

­— Eu queria ser normal! – disse ele baixando sua cabeça ao peito de Hanton.

Uma ultima lagrima de sangue caiu de seus olhos, enquanto a paralisia dos meninos se voltava à normalidade.

— Eu queria ser apenas normal.

Notas finais
.... e então?