Fucking Harry
17 O prazer
Notas iniciais
Harry estava em seu quarto, rindo em alto e bom som, quando Melanie entrou chorosa perguntando o porquê de tanta felicidade.
– Como a vida é incrivelmente perfeita. – disse ele a abraçando. — Melanie foi ao banheiro e trancou por lá por longas duas horas.
Enquanto estava sozinho, Harry além de dançar e sorrir deitava em sua cama e fechava os seus olhos, acariciando seu corpo e relembrando do ato que fizera com que Lucca se sentisse a pior das pessoas do mundo. Para ele aquilo era pouco, e desejava mais e mais. Nunca tinha sentido tão prazer em sua vida. Obviamente, como de costume, depois de agir com tal impulso e ao chegar a seu quarto, ele passou mal, mas desta vez não fazia muita questão de se preocupar, já que sua primeira vingança já estava concluída. Certamente, você deve estar pensando, o quão cruel ele foi a fazer com que Antony transasse com seu irmão, mas tenha calma. Antony jamais se lembraria disso, e por quê? Oras. Harry soube quem mandava em suas atitudes, e a vingança veio em dose dupla. Humilhar Lucca da forma como foi, e ainda fazer com que ele fosse brutalmente violado pelo seu próprio irmão, deixava Harry com um sorriso largo de orelha a orelha. Ele sabia que isso não era algo bonito de se fazer. Mas ele pensava: “em qual momento Lucca, pensou em mim como ser humano? Qual momento ele realmente se importou com suas atitudes comigo? Pecado ou não, já tinha sido feito, e Harry estava feliz por fazer e já ansiava por mais. Realmente, ele não era mais o mesmo. Tão pouco se importou quando Melanie entrou no quarto chorando e mal o dera atenção.
– Não entendo por que de tanta felicidade Harry. O que você aprontou? – disse Melanie arrumando a toalha no cabelo.
– Hoje é um dos dias mais feliz de toda a minha vida, disso eu tenho certeza.
– Me conte o que houve então, porque o meu dia foi uma merda.
E Harry se pôs a falar sobre sua ardilosa trama psicologia contra os gêmeos que tanto o humilharam durante a vida, além de mencionar que já sabia o porquê havia sido espancado no dia da festa.
Melanie, conforme Harry falava, abria a boca de forma a não acreditar no que seus ouvidos eram violentados e obrigados a ouvir. Por vezes ela dizia que não queria ser cúmplice dos atos de Harry, que insistia em dizer a ela que por muitos anos ele ouvia suas historias e era obrigado a ouvir, que nada seria mais justo ele partilhar com ela suas tramas e que ela deveria ouvir e opinar se julgasse necessário.
– Você pede minha opinião? – disse ela revoltada – Então eu darei: você é um lunático Harry. O que fez com Lucca não tem desculpa. Tudo bem você ter feito dele o seu cachorrinho, mas fazer com que o seu irmão o violentasse? Harry, você tem um poder e está usando isso contra você mesmo. Já pensou o que pode acontecer?
– Esta com pena de Lucca? Pena do garoto que quase me matou? Diga-me Melanie, ele se preocupou com as consequências dos atos dele?
– Não. E eu esperava que você fosse melhor do que ele, e foi pior. Harry, até fazer o ato em si, tudo bem. Mas permitir que Lucca se lembre de que foi violentado pelo próprio irmão?
– Melanie, ele teve o que merece. E olha que ele até estava gostando, eu acho...
– Harry, você entra na mente dos garotos e faz com que eles imaginem o que você quer como ter certeza de que realmente ele estava gostando disso? Ele, independente de qualquer coisa, estava transando com o próprio irmão.
– Ah. Foi lindo de se ver. O jeito como Antony...
– Eu não quero saber Harry, eu já disse. Eu não quero ser cúmplice dessa maldade toda que você está engajado em realizar para se vingar. E vem cá. Você me disse que o culpado era o Hanton, e como ficara quando ele aparecer? Vai matá-lo?
– De prazer quem sabe... – disse Harry se olhando no espelho e apertando seu desejado volume no jeans.
– Prazer dele, ou seu?
– O que isso importa Melanie? Você é uma vadia lunática que sai por aí abrindo as pernas para o seu desejo, e eu não posso fazer o mesmo?
– Eu tenho os meus motivos Harry.
– E eu os meus, o que isso tem de diferente?
– Harry, eu não abro as pernas para me vingar e muito menos implanto desejos nos meninos para que eles entrem em mim.
– Sei! – disse ele com desdém.
– Harry, eu estou realmente muito preocupada com você. Desde que recebeu a oportunidade de quem sabe ser alguém melhor você tem causado o terror nesta escola. As meninas já estão preocupadas, já teve nove separações desde que seus namorados vão transar com elas e chamam por você...
– Sério? Interessante. Não sabia que meu poder ia além dos meus olhos.
– Eu estou falando sério Harry.
– Melanie, não se preocupe comigo ou com o que eu faço. Se preocupe com você, pois seu nome já está caindo em profanação aqui.
– O que você quis dizer com isso? – disse ela batendo a mão na mesa e enfurecida – O que tem meu nome?
– Esquece isso.
– Harry...
– Eu não tenho que perder meu tempo falando com uma vadia como você Melanie. E quer saber de uma coisa, por muito tempo eu dormia na salinha de limpeza no final do corredor enquanto você transava neste quarto. Faça-me um favor e procure um lugar para dormir esta noite, sua presença está me causando enjoo.
Melanie olhou para Harry não acreditando no que estava vendo. Ela realmente estava muito preocupada com a transformação de Harry, e ainda completamente assustada com o que ele tinha feito com Lucca. Arrumou meia dúzia de roupa e saiu, batendo a porta. E quanto a Harry, ficou apenas no quarto ouvindo música, e relembrando o seu dia. Em dado momento, ele foi para a sua cama, e abriu sua escrivaninha, pegou ali, muito bem dobrada, a cueca de Hanton e deitou na cama, levou a cueca usada e ainda com cheiro do sêmen de seu platônico amor e adormeceu.
Aquela noite, Harry teve um sonho com Hanton. O garoto chegava à escola, enquanto Harry estava sentado embaixo da macieira, e prontamente veio falar com ele.
– Oi Harry! Eu estava com saudades...
– Saudades de mim?
Harry se viu como era antes, gordo, com espinhas na cara, óculos e aparelho nos dentes, e pode jurar ter sido seu cheiro ácido. Hanton estava lindo, como sempre, e seu cheiro exalava testosterona.
– Mas lógico. Passei tanto tempo sem te ver, estava com saudades.
– E quando você chegou à escola? – disse Harry, tímido.
– Essa noite. – Hanton se sentou – Ontem quando eu cheguei eu fui ao banheiro, e procurei por uma cueca minha. Foi você que pegou?
– Sim. Desculpa.
– Não precisa se desculpar Harry. No entanto você sabe que ela estava suja, não?
– Sim. Com o seu sêmen.
– Ah. Somos adultos para usar tais termos... Era a minha porra. E sabe o que é melhor Harry? Eu gozei enquanto imaginava você lambendo as minhas bolas.
– Não posso acreditar.
– Mas acredite. Foi maravilhoso, parecia que eu sentia sua língua correndo pelo meu corpo...
– Você quer que eu realize esse desejo para você?
Antes de ouvir o Sim sair da boca de Hanton, Harry acordou assustado, por o rosto de Hanton se transformou em algo diabólico e rápida o dia se tornou em noite. Harry sentiu um forte calafrio e correu até o banheiro onde por mais uma vez vomitou.
– Preciso de mais... – disse ele, já sabendo exatamente qual seria a cura para todos os seus males.
O prazer.
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