Fucking Harry
16 O ato de pecado
Notas iniciais
Havia um garotinho naquela escola primaria gordinho e com seus dentes tortos, que vivia com o nariz escorrendo e vivia com fome por conta de sua extrema ansiedade. Era realmente muito novo, embora já tivesse pervertidos pensamentos sobre como seria estar com outro menino. E para piorar toda a situação, naquela série especifica, os alunos eram divididos por sexo por pelo menos três meses do ano, logo em sua sala, só havia meninos. Esse tipo de ensino já não é mais usado, cabe lembrar, embora, para aquela escola em especifico, era importante tal convívio, pois, se podemos dizer, a escola era contra comportamentos ou distúrbios de sexualidade. E sim, Harry foi parar nessa escola, porque seus pais, desde cedo, sabiam que ele era diferente. Uma bela manhã, depois de uma partida de futebol fracassada, todos foram levados para o vestiário para tomar banho, como já tinham certa educação, os alunos iam se refrescar no chuveiro já sem a supervisão massiva de um adulto, e foi quando, de fato tudo aconteceu. Foi quando Harry teve a certeza de que excitava com meninos.
No vestiário, uma sala ampla com três chuveiros e ao lado um grande banco onde os meninos sentavam sem roupa, e, aguardavam sua vez, Harry se posicionou do lado contrário, já que nenhum dos meninos gostava de sentar próximo a ele, e aguardava sua vez, já que sempre fazia questão de ser o último, pois tinha vergonha de ser visto pelos outros meninos. Ele sempre ficava de cueca, pois sua vergonha de ficar excitado na frente deles era enorme, e como era desprovida, a cueca poderia esconder uma relevante ereção. Harry ficava sempre encostado na parede, de pé, olhando para a parede, forçando sua cabeça o máximo que podia para olhar os meninos, que já naquela idade, brincando de masturbar e achavam graça. Obviamente que chegariam ao prazer absoluto. A brincadeira era apenas para mostrar suas ereções e competir, para ver quem tinha o maior pênis. E Harry, muitas vezes com seus olhos fechados, apenas ouvia as risadas e questionamentos dos meninos.
– Quem tiver o peru pequeno, vai dar pra mim. – diziam eles.
Sim. Se você acha que meninos de pouca idade não falam essas coisas, você está no mundo errado. Ainda mais vindo de crianças, que já tinham um alto grau de desenvolvimento sexual. Sabe aquela idade do famoso troca-troca? É nessa idade que tudo se inicia, e Harry, em particular, amava isso. Mas naquele dia especifico, depois das brincadeiras maliciosas dos meninos, ele ainda aguardou um pouco, enquanto os meninos, um a um saiam do banheiro já vestidos, e retornavam a sala de aula, até ter a certeza de que não restava mais ninguém. Logo entrou debaixo do chuveiro e tomou o seu tão esperado banho. Ele nem estava sujo ou suado, já que na educação física ficava sentado. Odiava futebol, embora amasse ver os meninos jogando. Foi então, que enquanto tomava seu banho e sentia os pingos da água quente caindo em suas costas ele ouviu um pigarrear. Abriu os olhos.
– Oi Harry! – disse Lucca, ao lado de Antony. Já naquela época ambos eram lindos e tinham malicias em seus sorrisos largos e dentes perfeitos, e seu corpos já denotavam a maestria da adolescência.
– Oi meguinos. – disse ele enrolando a palavra – Meninos, eu quis dizer.
– Diz pra gente Harry, porque você espera todo mundo sair e não toma banho com a gente, como um menino normal? É porque você gosta de ver a gente tomando banho?
Harry engoliu a seco, não sabia se responderia sim e o que isso iria acarretar, embora desejasse dizer sim, pois isso o traria uma enorme satisfação pessoal, ele apenas disse:
– Por nenhum motivo Lucca. – Antony sorriu.
– Harry, diz pra gente então, você fica muito de olho no Antony. Você gosta dele?
– Lucca, você está doido? Eu não gosto de meninos.
– Tem certeza que não? Nós percebemos hoje que você olhava demais para o Antony enquanto ele batia uma. Fala pra gente que sim, e ele deixa você pegar no pau dele.
Dúvida cruel.
– Lucca, me deixa sair daqui, você está vendo coisa onde não existe.
– Você é bicha. – afirmou Antony.
E após isso, ambos os meninos deram um soco na boca do estomago de Harry, que caiu no chão e ficou ali chorando calado, assim como a ordem de Lucca. É o caso de Harry com esses gêmeos era antigo, e ele sempre desejou que os dois fizessem as maiores perversões que pudesse, e sim, desde pequeno. Mas ele nunca gostou de apanhar dos meninos. Isso era humilhante demais. E foi nesta época que ele tentou seu suicídio, pois quando foi mencionar o ocorrido aos seus pais, eles acabaram não ouvindo e ainda agredindo-o chamando de anormal.
Nos tempos atuais isso não mudou muita coisa, sempre que eles tinham oportunidade, os meninos agrediam fisicamente Harry, não da forma como foi o dia da festa de boas vindas, eram mais leves e nunca deixavam marcas, mas existiam, com a diferença que agora que ele já era maior, poderia se masturbar com o desejo que o sexo viesse depois.
Harry caminhava pelos corredores da escola levando Lucca como um cachorrinho, embora o garoto não estivesse andando de quatro, andava normalmente, se sentindo completamente humilhado enquanto os outros meninos riam de sua cara, e as meninas chocadas, e em sua maioria, casos artificiais de Lucca, choravam tentando entender o que estava acontecendo. Três delas foi até Lucca e perguntaram o que estava havendo, qual a necessidade daquilo.
– Diga Lucca. Diga que você me pediu pra ser meu animalzinho. – disse Harry.
– Eu pedi ao Harry para ser o animalzinho dele. – concluiu Lucca aos prantos.
Era evidente sua ansiedade e frustração por não poder dizer ao contrário, e saber o quanto ele estava sendo humilhado naquele momento, deixou Harry excitado. Realmente muito excitado.
– Tirem essas meninas daqui. – disse ele aos outros meninos, enquanto outros faziam a escolta deles.
Desceram as escadas e chegaram ao pátio que estava vazio. Não era todos os alunos que não tinham aula logo pela manhã, logo o caminho foi muito tranquilo até o banheiro próximo a sala de química.
– Ninguém passa deste corredor, não me interessa o que vocês farão. Eu quero apenas paz. – disse Harry a uns oito meninos que pararam próximo a porta e ficaram ali como seguranças, Harry e Lucca entraram no banheiro.
– Lucca, que bom que você chegou. Você se atrasou... Mas que merda é essa? – disse Antony espantado com o que estava vendo, após sair do Box onde estava esvaziando a bexiga.
– Seja forte Antony, por favor... – disse Lucca em desespero por não saber o que Harry faria com ele.
Harry deu um forte tapa na boca de Lucca, onde um pequeno corte se formou e ele pode sentir gosto de sangue, depois foi ordenado a se ajoelhar, e contra sua vontade atendeu ao pedido de seu mestre. Os olhos de Lucca já estavam vermelhos e até água sai de seu nariz, sem contar sua boca tremula pela dor do tapa e o choro contido.
– Harry, o que você está fazendo? Qual a necessidade disso? — perguntou Antony.
– A necessidade define em uma palavra Antony. Vingança.
– Vingança pelo o que fizemos com você aquele dia no banheiro? Não seja idiota moleque, você gostou. Você sente desejo quando a gente bate em você, que diferença fez na sua vida.
– Que diferença? Uau! Quer dizer que pra você é super natural agredir em bando alguém indefeso?
– Indefeso? – Antony ironizou – Você ficou excitado enquanto a gente espancava você. Não venha me dizer agora que você mudou de conceito sobre este tipo de violência. Você sempre gostou.
– Antony, eu sou um garoto problemático, devo admitir, mas deste tipo de violência eu não sou muito favor, eu fiquei excitado porque eu sempre estou excitado, tal qual como estou agora. O que faz você achar que gosto desse tipo de coisa?
– Lucca disse que...
– Lucca? – indagou Harry despejando um olhar de ódio para o menino de joelhos ao lado.
– Cala a boca Antony. – disse Lucca desesperado.
– Fale Antony, por favor. – Harry apresentou calma em sua voz, era assim que causava o desejo repentino nos meninos, e com Antony não foi ao contrário.
– Lucca disse aquele dia, — Antony ficou com o olhar perdido, já começando a passar a mão por seu corpo e com a outra mão apertando seu volume no jeans – que seria necessário dar uma lição em você. Que você ansiava por aquilo, mais do que tudo.
– E como ele chegou a tal conclusão?
– Nós estávamos na festa, e Rodrigo chegou junto de Luiz e Felipe que estavam se vangloriando por terem comido Adrian naquela manhã, e que embora não fossem gays, eles tinham gostado de comer o rabo do viado, e que nós deveríamos experimentar. A principio Lucca não aceitou muito a ideia, mas logo chegou Arthur e Gabriel, completamente loucos de tanto fumar uma erva e todos nós fomos até ao jardim central, para entrar na mesma sintonia que eles. Você sabe como são as coisas, nós já estávamos relativamente bêbados de uísque e a erva ajudou a falar coisas que jamais diríamos sóbrios...
– Seja especifico no que foi dito aquele dia. – disse Harry prestando o máximo de atenção no que Antony dizia.
– Por favor, Antony... – Harry transferiu agora em Lucca um soco na nuca e puxou com força a corrente, fazendo com que o garoto engasgasse.
– Fique calado Lucca. – disse ele – Prossiga Antony.
– Os meninos começaram a falar que já não aguentavam mais as investidas nas putas da escola, que estava difícil demais conseguir sexo senão a pagar, principalmente para a sua amiguinha de quarto, Melanie.
– Vocês pagam para transar com Melanie? – perguntou Harry incerto do que estava ouvindo.
– Harry, você realmente acha que aquela vadia conseguiria tanto macho senão vendendo o que tem no meio das suas pernas?
– Entendo, mas isso não vem ao caso, prossiga. Eu quero saber onde eu entro nessa historia.
– Como eu dizia, estávamos conversando sobre essa nossa necessidade, e os meninos contaram para a gente como Adrian era quente e gostava de levar no rabo, e que ele havia dito que não precisavam pedir duas vezes, que era apenas dar um sinal e nós podíamos ter sua ajuda para nos esvaziar. Lucca então começou a rir e perguntamos o motivo da graça, e ele mencionou o seu nome. De como seria difícil se você fosse o único viado da escola.
Os olhos de Lucca ainda lacrimejavam compulsivamente, em total desespero para que seu irmão não falasse nada. Mas por mais que seus desejos eram fortes, Antony não conseguia, e continuou a narrar o que tinha acontecido naquele fatídico dia. Ele retirou sua camisa e já estava segurando seu pênis, acariciando lentamente enquanto continuava.
– Felipe chegou a passar mal e vomitou, e foi nesse momento que Lucca deu a ideia de chamarmos você e te dar uma lição, pois talvez, depois de espanca-lo, porque era o que você merecia. Você poderia ter a decência de sair da escola. Os meninos de pronto aceitaram a ideia e decidimos ir até o banheiro...
– Mas havia Julian e o Gabriel também...
– Eles estavam indo para o banheiro naquele momento, e tinham consigo cocaína, e nos ofereceram, não sabiam de nada até entrarmos no banheiro e contar a eles o que iríamos fazer, eles aceitaram também, pois Harry, todos sentimos nojo de você, embora agora eu esteja com completo desejo de te comer...
– Antony, diga-me sobre Hanton.
– Hanton? – perguntou Antony já de joelhos retirando sua calça – O que tem ele.
– O que ele foi fazer no banheiro aquele dia?
– Lucca ligou para Hanton e perguntou onde ele estava, e perguntou a ele se topava participar de uma boa ação. Quando Hanton chegou Lucca perguntou a ele se ele precisava se enturmar. Hanton é meio tímido para fazer amizades, e Lucca sabia que você tinha certo interesse nele.
– E como ele soube disso?
– Harry, nós vimos como você ficou aquele dia que o Hanton foi falar com ele, o jeito como você o olhou e o desejou. Soubemos na mesma hora que teria que ser através dele que iríamos te dar aquela lição. Então Lucca pediu para que o Hanton fosse até o banheiro pedir sua ajuda, pois iríamos para lá, e depois já dentro do banheiro, ele foi te chamar.
– Hanton fez algo contra a vontade dele?
– Ele fez exatamente o que quis fazer, tanto que foi ideia dele, ser ele a ir te chamar lá fora.
Hanton então tinha sua parcela de culpa. Ele poderia não ter feito nada, ter se calado. Ido até a direção e dito o que estava para acontecer. Mas não. Ele se calou apenas para entrar na turma de Lucca e seus asseclas medíocres. Esse foi o ápice do ódio de Harry por Hanton. Como ele poderia usar o fato de Harry certa paixão por ele, e agir de tal forma usando isso contra ele?
Harry se posicionou na frente de Lucca, que levemente o olhou com olhar de cachorro pedindo comida e balançou a cabeça negativamente.
– Lucca, você se lembra de há alguns anos, no primário, quando você e seu irmão entraram no banheiro e me bateram pela primeira vez?
– Sim Harry, eu me lembro.
– Então vai se lembrar de que naquele dia você me fez uma pergunta. Você se lembra de qual era?
– Eu perguntei se você gostava dele. – disse Lucca soluçando por causa do choro.
– E porque você me perguntou isso?
– Porque você não tirava os olhos dele enquanto ele se masturbava.
– Quer saber o porquê eu o olhava tanto?
– Harry, por favor...
– Responda!
– Eu quero!
– Olhe para ele. Apesar de vocês serem iguais você tem que concordar comigo. Ele é de longe, mil vezes mais lindo e gostoso do que você. – Harry se abaixou e sussurrou em seu ouvido – Olha a forma como ele se toca. As mãos pelo corpo, esse olhar cafajeste, a forma como sua boca expressa o tesão que ele esta sentindo enquanto passa a mão na cabeça de seu pênis. Sim Lucca, eu olhava pro seu irmão porque ele me da mais tesão do que você, e eu estou começando a acreditar que você tem ódio disso de saber que em certos pontos, ele é melhor do que você. – Harry se levantou – Muito bem. – Harry olhou novamente para a posição de servidão de Lucca – Acabe com o prazer dele Lucca, e sim. Você irá se lembrar!
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