Fucking Harry

15 O animal de estimação


Notas iniciais
Não tão pesado, mas tá valendo. Acredito que agora as coisas comecem a si a caminhar. Harry anseia por Hanton mais que tudo. E sua vingança será cruel...

Ele permaneceu na Star Line por uma ou duas horas, até que resolveu ir embora, e sem a companhia de Francis, que estava se engraçando com três meninos na saleta reservada. Harry não se sentiu incomodado, embora tenha ficado bem próximo à porta, ouvindo os gemidos exaltados. Ele saiu da casa da noturna acompanhado de Thiago, que ainda estava ofegante depois da maravilhosa noite que tivera. Constantemente, Thiago apertava seu pênis, pois dizia estar sentindo certo incomodo.

– Acho que forcei um pouco a barra com aquele menino...

– Chame-o de cabrito. – interrompeu Harry, enquanto ria – Percebeu como ele berrava enquanto você entrava em seu rabo?

– Sim! – Thiago sorriu – Não estou acreditando ainda no que aconteceu, viu todas aquelas pessoas? Todos aqueles caras transando e se excitando comigo comendo aquele menino? Como eu o desejava, e não é de agora.

– Quantos anos você tem Thiago? – perguntou Harry, enquanto caminhavam pelas ruas em busca de algum lugar para comer.

– Tenho 22. Não tão bem vividos como com certeza o cabrito, mas até que interessantes. E você Harry?

– Eu tenho 17.

– Dezessete? – perguntou Thiago segurando os braços de Harry devido ao espanto – Não posso acreditar. Dezessete anos e tanta, como posso dizer, virilidade e experiência.

– Thiago as coisas nem sempre foram assim. Eu nem sempre fui como sou hoje.

– E como você era?

– Digamos que como você, só que muito pior e mais feio.

– Não pode ser. Não tem como um menino mais feio do que eu ser tão lindo como você.

– Não vamos entrar em méritos aqui Thiago. Você teve a chance nesta noite, a única coisa que lamento, é que você nunca mais a terá.

E realmente não teria, pois Harry prometera a si mesmo que não daria mais prazeres a alguém apenas por implicância por algo que lhe foi dito. Harry não agiu de tal forma por pena de Thiago, e sim por Francis o comparou com qualquer um, logo ele se sentiu na obrigação de dar aquele menino uma chance única de ter algo que ele nunca teve em sua vida, e Harry não estaria na Star Line sempre.

Ele estava certo de que o poder que ele tinha poderia fazer com que outras pessoas pudessem de certa forma, ser felizes. Mas ele estava preocupado com outras coisas naquele momento, como por exemplo, o paradeiro de Hanton. Onde ele estava e qual o motivo de seu sumiço. Thiago ora ou outra tentava entender Harry e o porquê dele estar tão calado, mas nosso protagonista nada dizia. Eles já estavam em uma lanchonete local, o dia já estava amanhecendo, enquanto conversavam. Ao menos Thiago tentava, já que Harry não parecia muito interessado e comia algumas batatas fritas com desdém. Não tardou novamente e Harry sentiu seu estomago embrulhar e correu até o banheiro, onde mais uma vez acabou abraçando o vaso e entrou em desespero, pois não sabia o que estava acontecendo com ele. Saiu do Box e foi até a pia, lavou o rosto e se olhou no espelho, onde percebeu que certa luz o iluminava. Um homem entrou no banheiro e o admirava em quanto urinava no mictório. Harry, embora amasse sentir o cheiro de banheiro masculino, e ainda mais em ver homens urinando, se sentiu desconfortável e saiu. Chamou por Thiago e pediu para ele ir para casa descansar, já que de nada adiantaria a sua companhia, pois ele não se sentia muito bem. O garoto perguntou a Harry se queria companhia até a escola, mas ele negou, pois queria ir sozinho e pensar em sua vida.

Já fazia alguns dias que Harry não falava com seus pais, como sempre estavam muito ocupados com as regionais de natação de seu irmão mais velho. Ele pensou no que seus pais iriam dizem ao vê-lo e se iriam acreditar que ele era de fato o Harry. Ele amava seus pais, embora não sentisse o mesmo amor vindo deles, tal como amava seu irmão, que não fazia muita questão de dizer aos outros que Harry pertencia a sua família. De fato John, seu irmão, tinha vergonha de Harry por tantos motivos que nem valem a pena mencionar aqui. Harry foi pelo caminhando pensando em muitas coisas, principalmente sobre o seu novo eu, e também sobre Melanie. Será que era coisa de sua cabeça, ou Melanie parecia a ele mais humana e menos fútil? Obviamente que ela ainda era a vadia que sempre foi, embora já não mencionasse mais com Harry com quem ela estava transando.

O dia já estava amanhecendo quando ele enfim chegou à escola, e ao entrar percebeu que já havia muitos alunos indo para as salas de aula. Harry, embora estivesse acordado há tanto tempo, não parecia cansado, ao menos não em seu semblante que continua lindo e iluminado. Logo encontrou Melanie que conversava com algumas amigas perto a uma das entradas da escola.

– Harry? – chamou ela, vindo em sua direção – Por onde esteve, fiquei preocupada, e nem seu celular você levou.

– Não havia a necessidade em levá-lo. – disse ele secamente.

– Você está bem?

– A medida do possível. – disse ele com desdém – Melanie, você saberia me dizer algo de Hanton?

– Hanton? Não. Faz tempo que não o vejo e nem escuto os meninos falarem dele. Ele é uma graça não? Vai usar seus dotes para uma noite com ele?

– Se ao menos o visse, eu faria até mais. Vou para o quarto, estou cansado.

– Não vai ver a aula hoje?

– Não estou me sentindo muito bem. Depois conversamos, pode ser?

– Tudo. Mas eu chegarei um pouco atrasada, — Melanie se aproximou do ouvido de Harry – Eu tenho uns amiguinhos para consolar hoje. Amiguinhos novos. Estava precisando sentir um gosto diferente, chupar sempre os mesmos não é lá muito agradável.

– Tudo bem Melanie, vá e chupe o quanto você puder, se a faz feliz, me fará também!

Melanie olhou para Harry e o abraçou com um forte aperto, sentida com o que Harry havia lhe falado.

– Obrigada!

Harry seguiu então para o seu quarto, e ao chegar percebeu que havia um garoto sentado à frente da porta. Era Lucca, que ao ver Harry, timidamente, pediu para conversar com ele. Harry abriu a porta e pediu que Lucca entrasse e não demorasse a dizer o que precisava, deitou na cama e apenas observou o garoto, que acanhado e com a voz baixa se pôs a falar.

– Eu estive pensando Harry. Pensando no que houve aquele dia, naquele banheiro.

– Qual dia Lucca? O dia que você e seus amigos quase me mataram ou aquele que você me chupou e fiz da sua boca um mictório?

– Ambos os dias.

– E qual deles de fato esta deixando você mais perturbado?

– Já não sei mais Harry. Eu queria te pedir desculpas pelo o que fiz. Eu sei que você tem um bom coração e...·.

Harry se levantou debochando do que Lucca tentava terminar de dizer.

– Bom coração? Bom coração Lucca? Eu sempre tive, e você e o seus nunca se importaram com isso. Vamos diga — Harry cruzou os braços – O que você quer?

Lucca se ajoelhou e começou a chorar.

– Quer me chupar de novo? – disse Harry com um sorriso malicioso.

– Não! – disse Lucca em tom de suplica – Eu só quero esquecer Harry, esquecer o que fiz com você, esquecer o que você fez comigo, esquecer-se desta historia e seguir minha vida em paz. Eu sei que tem algo, existe algo diferente em você. – Harry fitava Lucca com desprezo – Eu sei que se você quiser você poderá me ajudar.

– Te ajudar Lucca? – Harry riu novamente – E quantas foram às vezes que você me ajudou em algo?

– Harry você tem que entender que eu não sou isso que você deseja que eu seja. Eu não sou um viado.

Ah! Você não é como eu? Pois bem Lucca. Você quer esquecer? Quer esquecer o que me fez e de tão maravilhoso você ficou chupando o meu pau? É esse o seu desejo? Eu lhe darei isso, mas não agora, não hoje, não amanhã. Pois eu ainda não tive o que quero.

– Por Deus Harry, o que você quer? – disse Lucca ainda em prantos, mas nervoso com a situação – Você quer que eu coma você? Eu tenho certeza de que você agora é capaz de fazer meu pau levantar pra te comer, ou o que? Você quer me foder? Então me foda com toda a força e vontade que você deseja, mas eu não quero mais lembrar. Isso está doendo demais Harry, tenha um pouco de compaixão. Eu só não quero lembrar.

Harry amava ouvir os pedidos de Lucca, ainda mais dele, que era digno da virilidade adolescente masculina, com seus hormônios exalando por seus poros, até o suar de Lucca pedia por sexo. Harry sempre sentiu prazer em seus pensando enquanto transava com Lucca, mas também com seu irmão, Antony. Lembra-se que eram gêmeos? Pois bem, diga-me e atire a primeira pedra quem nunca em qualquer momento de sua vida não pensou em como seria transar com gêmeos. Ah! Harry. Seus olhos se encheram de euforia nesse momento.

– Lucca? Faça-me um favor...

– Harry, não. Por favor, Harry... – suplicava Lucca já sabendo que algo viria contra a sua vontade.

– Ligue para Antony, e peça pra ele te encontrar no banheiro próximo a sala de química.

– Não Harry, deixe Antony fora disso, — dizia Lucca pegando o celular e discando o numero de seu irmão – Eu não quero ligar para ele, não faça isso Harry.

Lucca ligou para Antony que prontamente atendeu ao telefone, e passou o recado para encontra-lo no banheiro próximo a sala de química dentro de dez minutos. Não totalmente feliz com a situação, Harry pegou seu cinto e colocou em volta do pescoço de Lucca, foi até a gaveta de Melanie e procurou por uma longa corrente que ela tinha, e a prendeu na fivela no cinto.

– Eu sempre quis ter um animal de estimação, por que não unir o útil ao agradável? – Harry soltou um largo sorriso — Vamos Lucca, é hora de passear pela escola!

Notas finais
Gostou? Então comenta... Lembrando é de extrema importancia seu comentário, assim me ajuda a entender o andamento da historia, e do capitulo em si. Beijos!