Fucking Harry

20 O Salão Vermelho


Notas iniciais
Gente. Comente. ^^

Bum

Foi o som que a porta fez quanto com extrema violência Harry a chutou. Os meninos que Harry havia pedido para que Lucca chamasse estavam ali: Rodrigo, Luiz, Felipe, Arthur, Andrew, Julia, Gabriel e também o irmão de seu cachorrinho de estimação, Antony, que ao ver Lucca já ficou todo assanhado passando a língua entre os lábios.

– Hoje não Antony, se acalme. – disse Harry, já percebendo que Lucca ficara incomodando ao ver seu irmão o olhando daquela maneira – Ei que aqui estamos nós novamente.

Eles estavam exatamente no banheiro onde todos eles, incluindo Hanton, haviam lhe espancado. Lucca saiu por um instante e rapidamente voltou com uma cadeira, onde a colocou na maçaneta da porta, impedindo que qualquer um entrasse. E ali todos eles ficaram se entreolhando sem entender absolutamente nada.

– O que é? Não me reconhecer? – perguntou Harry – Que coisa feia, eu pensei que se ao menos eu colocasse a cadeira vocês iriam se lembrar.

O fato é que Harry já havia percebido que todos sabiam o seu nome, embora não o ligasse a pessoa que ele era antes. Por este motivo, os meninos não se lembravam de quem ele era, pois para os meninos, ao menos naquele momento, Harry sempre foi exatamente daquela maneira.

– Este lugar não os lembra de nada? E nem de ninguém em especial?

A esse ponto, Antony já estava tirando a camisa e desabotoando o jeans.

– Que merda esta acontecendo aqui Lucca? – Arthur.

– Antony? – chamou Luiz – Por que ele esta tirando a roupa.

– Vem aqui Antony. – disse Harry – De quatro, como um cachorrinho no cio e educado que você é.

– Você não me é estranho. Harry é o seu nome, não é? – disse Felipe.

– Olha alguém sensato que sabe meu nome. Pois não, — Harry o reverenciou – Sou Harry Carter, aquele que vocês gentilmente causaram dor no dia da festa de boas vindas à nova turma. Aquele que muitos de vocês zombavam, humilhavam e trombavam propositalmente me arremessando contra a parede. Aquele que vocês cuspiam no lanche e obrigavam a comer. E aquele que um belo dia estava no banheiro quando três garotos entraram e falaram tão bem de mim, e depois, mesmo com a droga de um viado no local, preferiram aquele asqueroso do Adrian.

– Harry? – perguntou a si mesmo Rodrigo – Você não pode ser esse Harry. Aquele Harry é diferente de você.

– O velho Harry em uma casca nova. – disse Lucca.

– Muito saborosa por assim dizer. – mencionou Antony que estava esfregando suas mãos nas pernas de Harry.

– Mas que merda está acontecendo aqui? Lucca? Antony vocês viraram bichas?

– Não. Eles só fazem o que a minha mente insana pede para que façam. É um dos meus novos poderes, meninos.

– Isso é coisa do diabo.

– Não. – disse Harry sorrindo – Eu tenho certeza de que o diabo é muito mais cruel e insensível.

– E o que você quer com a gente? – perguntou Gabriel.

– Eu? – disse Harry recebendo beijos doces no pescoço de Lucca, e acariciando os cabelos de Antony que já estava se masturbando nesse ponto.

Os meninos começaram, um a um, se lembrar do ocorrido naquele dia, e da dor que infligiram em Harry, e tal qual, um a um começou a cair de joelhos no chão implorando para que Harry os perdoasse. Julian foi o primeiro que percebeu o que tinha que fazer. Rapidamente tirou sua roupa e engatinhado foi até Harry, onde lentamente e receio de suas atitudes, começou a acariciar o jeans do garoto, que agora estava com um volume bastante significativo.

Logo depois, dizendo a palavra não constantemente foi à vez de Luiz, que foi até Harry e o beijou, tirou sua camisa e desabotoou seu jeans, se ajoelhando e passando a língua nos mamilos de Antony.

– Que merda. – disse Felipe andando apressadamente para as costas de Harry, onde encaixou seu corpo no de Harry – Eu já comi um viado uma vez, porque não faria novamente? – e começou a beijar o outro lado do pescoço de Harry e colocou sua mão por dentro de sua calça.

Logo depois foi a vez de Rodrigo, que mesmo chorando foi até o garoto e se ajoelhou. Harry olhou fixamente para os seus olhos e indicou o pênis de Lucca, assim Rodrigo aliviou a pressão que o garoto tinha na calça, e começou a praticar sexo oral.

Não tardou até que Gabriel também percebesse que precisava fazer algo a respeito. Tirou lentamente sua roupa e como se esperasse por aquilo não pareceu tão preocupado. Ele estava excitado com o que via e correu para cair de boca em Rodrigo.

– Eu sempre quis mamar você Rodrigo. – disse ele com a boca cheia.

– Venha Andrew. – disse Harry – Escolha qualquer um deles ou a mim, mas venha por livre e espontânea vontade.

– Será melhor Andrew, Harry é capaz de coisas... E de fazer você se lembrar de que fez contra sua vontade. É melhor vir. – disse Lucca. Tornando a beijar o pescoço de Harry, e com uma das mãos puxando o cabelo de Rodrigo que balançava sua cabeça freneticamente.

Andrew pensou várias vezes enquanto sibilava que aquilo não estava correto, mas sua ânsia pelo prazer era maior do que seus medos e preconceitos. Ora, ele já tinha transado com outro garoto, mas foi pago para fazer, assim não se sentia totalmente gay. Tirou sua camisa e foi até Harry onde com força rasgou sua camisa e começou a passar sua língua pelo corpo do menino.

Os meninos revezavam as posições e mordidas e lambidas pelo corpo. Nenhum deles ficou sem colocar o pênis na boca de outro, e todos gozaram mais de três vezes. Já era noite, quando apenas uma lâmpada no banheiro fazia força para iluminar o locar, e todos estavam deitados no chão, completamente pelados e ainda se tocando freneticamente. Quanto a Harry, estava sentado na cadeira, apenas observando, enquanto havia um revezamento entre os garotos, que engatinhavam e faziam nele um delicioso sexo oral. No entanto, Harry não era capaz de chegar ao ápice de seu prazer, pois todas as vezes que fechou os olhos, enquanto as línguas dos meninos encostavam-se aos seus testículos, era a imagem de Hanton que lhe vinha.

– Precisamos de um local. Não podemos ficar no banheiro. – disse Gabriel, totalmente suado enquanto urinava no mictório.

– Mas para onde vamos? – perguntou Felipe – Se os meninos descobrirem o que estamos fazendo aqui vão nos humilhar.

– Não entendo o porquê de tanta preocupação Felipe. – disse Harry – tenho certeza de que sua boca se encaixara muito bem em qualquer pênis desta escola.

– Harry, embora eu tenha feito o que fiz, e confesso, ter gostado, não quero ter que me deitar com outro que não seja você ou eles.

– Pronto, o menino sentiu o gosto da minha porra e já está vidrado em mim. – disse Andrew. Todos sorriram.

– O que sugerem? – perguntou Harry enquanto Lucca sentava em seu colo e gentilmente passava seu nariz no pescoço de Harry.

– Podemos encontrar um local que não é usado, talvez no segundo andar achemos algo.

– Não precisamos ir até o segundo andar Julian. – disse Rodrigo – em a antiga sala de teatro, que foi desativada depois que fizeram à nova, ela fica no final do corredor da ala oeste, eu posso conseguir a chave se vocês quiserem dar uma olhada.

Rodrigo era filho do zelador da escola, e por assim ser, tinha acesso a qualquer sala da escola. Com a ordem dada, o garoto saiu do banheiro, não antes de lavar o rosto e dar um beijo em Felipe.

– Preciso de você dentro de mim novamente. – disse novamente.

– Gostou tanto de dar esse rabo para mim? — Rodrigo sorriu e saiu.

Como não era de se esperar, depois do frenesi da tarde, Harry começou a sentir-se tonto e correu até o vaso onde por dois longos minutos vomitou ar, já que já fazia dias que ele não se alimentava de absolutamente nada. Os meninos ficaram completamente apavorados e começaram a discutir se deveria levar ele ao médico, mas categoricamente Harry disse que não, e que também não deveriam se preocupar, pois não iria demorar muito ele ficaria melhor. E realmente ficaria.

Eles saíram do banheiro, circulando Harry de forma a protegê-lo das vistas de qualquer pessoa que aparecesse, e Lucca, ao seu lado, em sua pose de total obediência. Seguiram para próximo do pátio e foram para a ala oeste da escola, seguindo por um longo corredor, onde Rodrigo já os aguardava. Chegando mais perto, o garoto abriu a porta e suspirou:

– Esta um pouco sujo aqui e desorganizado, mas acho que podemos dar um jeito. Somos homens.

– Que acabaram de transar com outros homens. – disse Gabriel entrando na sala.

Harry os seguiu e pediu que a luz fosse acessa. Luiz foi até disjuntor que ficava ao lado da porta e com a luz de seu celular a olhou por algum tempo, apertando alguns botões a luz se vez no salão.

Realmente não era grande, e não havia mais os bancos da plateia. Tudo estava empoeirado e o piso era negro como a escuridão da noite. Havia um imenso lustre central e outras luzes por todos os cantos das paredes, e a frente um pequeno palco com suas cortinas vermelhas. Harry caminhou e viu no chão um pequeno cajado onde em seu topo era mais grosso e ia afinando. Ele se lembrou do tempo que era criança e foi até a escola ver uma peça, e um mago o usava. Pegou e o fez dele naquele exato momento.

– E então Harry, o que achou? – perguntou Arthur – Podemos dar um jeito nesse lugar.

– Quase ninguém vem para cá. – continuou Rodrigo — Ali dentro tem alguns galões de tintas se não me engano, eles iriam pintar o salão, mas preferiram construir um maior.

O garoto pediu ajuda de Felipe e retornaram com três grandes galões que pareciam enferrujadas. Rodrigo pegou a chave que abriu a porta e forçar a tampa da lata, e eles viram que a tinta era vermelha como o sangue.

– O que acha Harry?

– Que seja o nosso Salão Vermelho então. – disse o garoto, enquanto Lucca vinha até ele com uma cadeira imensa, que simulava a de um trono.

Harry se sentou em seu trono e respirou fundo. Agora ele se sentia um ser sagrado. Um rei. Um deus.

Notas finais
Aguardando ansiosamente por seu comentário sobre este capitulo...