Fucking Harry
25 Hanton
Notas iniciais
Hanton ficou ali parado, na escolta de Lucca e Antony, observando a cena que via a sua frente. Os corpos que caiam e aos poucos formavam pequenos montes de corpos, que ao se chocar no chão ou com outros, começavam a tremer, e a sangrar. Melanie ao fundo, próxima à macieira com as mãos no rosto inconformada com a atitude de Harry, e este por fim, parado. Seu coração palpitava tão forte, que seus batimentos eram audíveis de longe. O contentamento de Harry encheu o jardim da escola de felicidade, e trevas, pois logo seu sorriso de extrema felicidade se encheu de fúria e com pequenos passos ele caminhou até Hanton, ainda inerte com tal deslumbre do inferno.
– Harry? O que está havendo aqui? – perguntou ele apavorado.
Não existam palavras que Harry podia dizer naquele momento. Ou melhor, houve. Mas foi em forma de uma risada frouxa e sem força. Ele esticou a mão em direção a Hanton e passou a língua entre os lábios.
– Por onde esteve, Hanton?
O garoto levou às mãos a cabeça e passou por Harry, que se virou, admirando o seu pavor.
– Precisamos chamar a policia. Esse povo ficou louco?
Ao fundo, Melanie caiu de joelhos e suas lágrimas caiam na grama, dando vida a aquele verde fúnebre. A frente uma imensa poça de sangue se formara, e Lucca e Antony baixaram suas cabeças. Harry estava com os olhos vidrados em Hanton, e em suas pupilas, dois riscos se formaram como olhos de serpente. O garoto se virou a Harry. Havia algo de estranho nele.
– Onde esteve Hanton? Responda-me, por favor. – disse Harry calmamente, com sua voz assustadora e cansada.
– Harry. Você não está vendo o que está acontecendo a sua frente? O que importa onde eu estive?
– Diga-me Hanton, por favor. – disse Harry fitando os olhos de Hanton com mais força.
– Mas que menino complicado. – vociferou Hanton, tirando o celular do bolso – Eu vou chamar a policia...
– Não, você não vai! – disse Harry indicando a Lucca com a cabeça o que fazer. Rapidamente o garoto se levantou e correu até Hanton tirando brutalmente seu celular de suas mãos e jogando para longe.
– Lucca, você está louco? – perguntou o garoto eufórico – Harry, o que está havendo aqui? O que está havendo com você, por que você está usando esse manto? Você está doente. – disse ele se virando mais uma vez, pois um último grito pode ser ouvido, o ultimo homem a se jogar do telhado.
– Tem algo de errado em você Hanton... – disse Harry analisando o menino – Embora eu não sinta, eu sei que tem...
– Hanton, se você for inteligente o bastante, não faça perguntas. Apenas vá embora. – disse Melanie se aproximando, tremula e com os olhos vermelhos – Não pergunte e se vá.
Harry olhou para a menina com desaprovação e tornou a olhar para Hanton com o mesmo olhar de indagação de antes.
– O que está havendo Melanie? Será que alguém pode me dizer o que está acontecendo aqui?
– Diga a ele Melanie. Se você tem tanta coragem, diga a ele. – falou Harry calmamente.
– Hanton, vá embora. AGORA! – gritou ela quase perdendo a voz.
Mas era tarde. Neste momento, Lucca e Antony agarraram os braços de Hanton e com um soco na nuca, o garoto desacordou e sendo arrastado pelos braços foi levado para dentro. Harry olhou uma ultima vez para Melanie e balançou a cabeça negativamente.
A garota chegou próximo de Harry e em prantos pediu-lhe um abraço, que foi prontamente atendido, embora ele não tivesse lançado seus braços na garota.
– Eu lamento por ter usado você Harry.
Houve um silêncio mórbido naquele jardim, e um vento teimou assobiar o que viria depois. Mas Harry era mais esperto, além de ter um poder muito superior do que a de Melanie, e então a garota apertou bem forte seu corpo contra o de Harry, e depois soltou um leve murmúrio de dor. Sem perceber o movimento rápido de Harry, ele tirou de dentro de seu manto um pequeno canivete e fincou na barriga de sua amiga. Melanie desgrudou dele e deu alguns passos para trás, olhando sua mão ensanguentada e mais tremula do que antes. De sua outra mão uma faca acabou se desprendendo e caindo na grama, agora manchada de seu sangue. Harry se aproximou dela e em um movimento mais rápido transferiu um golpe certeiro em sua garganta.
– Não me importei com a aquela que me deu a luz, porque acreditou que me importaria com você? – disse ele – Minha vida. Minhas decisões. Minhas consequências. – finalizou ele se virando e caminhando para dentro da escola.
Mas antes de seus olhos apagarem. Antes da vida se esvair de seu corpo definitivamente, Melanie arrumou forças para dizer:
– Não deixe que esse poder te controle Harry. Vá à busca da verdade. – disse ela, agora praticamente inerte, enquanto um último suspiro de vida se esvaísse completamente.
Harry caminhou entre as dezenas de corpos caídos no chão, e um contentamento lhe preencheu o coração. Isso se ele ainda tinha um. Ele passou pela porta e a fechou, se virou e lentamente caminhou até o Salão Vermelho. No caminho, sem se importar com o corpo ainda caído de sua mãe, ele se abaixou próximo ao ouvido do garoto que a havia matado e ordenou que ele viesse junto com ele. E juntos seguiram até o seu destino.
Ele não tinha mais coração, e sua alma já estava corrompida pela ganância e ódio, e agora tudo teria em si um sentido. Ele tinha Hanton junto de seus asseclas, e isso para ele bastava. Já sentia as náuseas corriqueiras. Já sentia as pernas bambas como se a fome já batesse a suas costas. E agora tinha mais do que certeza de que sua alimentação seria completa.
O garoto que acompanhava Harry abriu a porta do Salão Vermelho e permitindo que seu senhor entrasse primeiro, o seguiu. Logo abaixo do lustre, ainda desacordado, estava o corpo de Hanton, e em torno dele seus amiguinhos do dia da festa. Harry se aproximou um pouco mais e admirou tudo o que estava acontecendo. Cada um dos meninos, ajoelhados, com olhares de satisfação, pois sabiam que seria Hanton que faria seu mestre feliz. Lucca era o mais feliz de todos, pois teria sido ele a convencer Hanton a voltar para a escola. E embora a felicidade de Harry fosse enorme, ele desejava mais do que tudo, saber o porquê o seu garoto iluminado tinha desaparecido por tanto tempo. Mas essa dúvida iria demorar em se ter uma resposta, visto que eles tinham que aguardar o garoto acordar. Mas até que esse momento chegasse, Harry fez um pedido.
– Não demorem, pois vocês precisam ser rápidos. Montem uma grade, me tragam correntes e mordaças.
Os meninos logo se levantaram e saíram do Salão Vermelho as pressas, inclusive o garoto que havia acompanhado Harry, e foram em busca de algo para criar a grade que ele havia pedido. Enquanto isso Harry, já com um pouco de dificuldade, puxou sua cadeira para mais próximo de Hanton, e sentou, colocou seus pés em cima do corpo do menino e apenas aguardou.
Como Hanton estava lindo. Ainda continuava exatamente da maneira como Harry se lembrava. Os belos cabelos, os desenhos dos olhos, a boca bem feita e aquele corpo divino. As veias do braço bem torneado que saltavam a vista, aquela pele macia, aquelas pernas e coxas que parecia, belas esculturas gregas, e aquele jeans que parecia ser pintado em seu corpo. Sua camisa estava dobrada, devido à forma como ele tinha sido colocado no chão, sendo assim, Harry pegou o seu cajado e tentou levanta-la um pouco mais. Ali, ele pode ver a aba da cueca Box que Hanton usava, e o pouco que viu da barriga do menino, já o deixou completamente excitado. Ah! Harry. Você iria enfim sentir o prazer que tanto estava esperando há anos. Você teria Hanton aos seus pés, embora já o tivesse, mas desta vez o teria realizando todos os seus desejos mais imundos e mundanos.
Os meninos, depois de algumas horas, chegaram com um grande engradado de ferro e algumas grandes barras. Ao ver, Harry pediu que fosse colocado de pé a sua frente, e que Hanton fosse amarrado com as correntes na grade. E ali, antes de começar a redobrar a consciência, Hanton ficou, completamente exposto, com as pernas abertas e braços esticados acima da cabeça, pois assim, segundo Harry, seria possível de admirar toda a beleza do corpo do menino, que faria toda a força para sair dali. Os meninos se aproximaram de Harry, e ficaram em torno de seu trono, completamente extasiados com o que viam. Um belo corpo, preso embaixo daquela luz vermelha, era para se deixar qualquer um pensando em todas as formas de prazer. Um corpo disponível para ser feito o que se bem entendesse.
Hanton, bem lentamente, foi voltando a si. Seus olhos foram se abrindo e contemplando ainda que de forma lenta, sua real situação. Ao se deparar que estava amarrado, fez exatamente o que Harry havia dito. Em suas tentativas de se desprender das correntes, seus braços inflaram e sua masculinidade foi contemplada.
Ah! Como é lindo, não Harry, ver um homem a sua disposição e servidão sexual.
– Harry, o que está havendo aqui? – perguntou Hanton, já em prantos.
O menino ficou ali por mais de vinte minutos apenas observando o desespero de Hanton, em suas perguntas sem resposta alguma, enquanto os outros meninos apenas riam da situação prazerosa ao qual se encontravam. Neste ponto, Lucca já estava em sua posição de servidão, com o corpo embaixo do manto de Harry, tentando aliviar sua tensão sexual, praticando o que mais era melhor em fazer: sexo oral.
Harry, depois de um tempo, retirou o manto de cima do corpo de Lucca e pediu para o menino se juntar aos outros em algum canto escuro do Salão Vermelho. E logo após se aproximou do menino preso a grade, levou seu dedo indicador a boca indicando a ele que se cala-se.
– Agora, com muita calma, apenas me diga e sem pressa: onde você esteve.
– Por favor, me tira aqui Harry, eu te imploro. – disse Hanton com um sofrimento mórbido na voz.
– Não. – respondeu rispidamente Harry.
– Mas porque? O que eu fiz?
– O que você fez? – perguntou Harry – Não acredito, a sensação que eu tenho é que todos vocês tem problemas sérios para se lembrar de suas atitudes.
– É por conta daquele dia no banheiro? – perguntou Hanton batendo a cabeça na grade – Não. Não, não pode ser... Eu não posso pagar por isso Harry... eu jamais...
– Você me iludiu aquele dia Hanton. Você fez com que eu acreditasse que você me desejava. Mas não. Você só queria brincar comigo, brincar com os meus sentimentos. Eu poderia ter suportado a dor da morte causada por qualquer um destes inúteis que hoje me seguem, mas por você?
– Mas do que você está falando? Eu não te enganei.
Harry começou a arfar, se tinha algo que ele mais odiava desde a sua breve mutação além de não conseguir de fato saciar sua sede por sexo, era mentira. Ele partiu pra cima de Hanton e aferiu com toda a sua força o cajado nos joelhos do menino, que urrou de dor.
– Mentiroso! – gritou Harry, agora rasgando a camisa do menino com as mãos – Você mente! – disse ele agora dando fortes socos no peito másculo de Hanton que chegou a ficar sem ar.
– Eu juro Harry.
Ele não estava contente com o que está ouvindo. Virou-se e catou um chicote que um dos meninos tinham feito com anzóis na ponta. Harry respirou fundo e de uma vez se virou e lançou o chicote no corpo de Hanton. O seu urro de dor foi muito maior do que a batida no joelho, os anzóis ficaram presos próximo ao seu coração, e logo sangue brotou.
– Enquanto não me disser a verdade, essa tortura não irá cessar. — disse Harry bem próximo dos os ouvidos de Hanton – Agora me responda, onde você esteve seu verme inútil.
Por mais duas ou três vezes, Harry lançou aquele chicote no corpo de Hanton, mas ele não estava feliz com aquilo, embora já começasse a sentir vida correndo em suas veias novamente.
– Tragam-me a cera. – disse Harry arrumando seu manto nos ombros, que persistiam em cair com tanta agitação de seu corpo.
Antony prontamente se aproximou com o caldeirão com cera fervente e Harry ordenou que fosse jogado no corpo de Hanton. Andrew se prontificou a ajuda, tal como Rodrigo, que veio com uma cadeira. Andrew se elevou e com ajuda de Antony pegou o caldeirão, sem se preocupar com o peso e o fato de estar quente e lentamente despejou a cera no corpo de Hanton. Harry sorriu. Seus olhos encheram de lágrimas. Não por piedade. E sim por tesão.
Podem imaginar o quão lindo ficou o corpo de Hanton com aquela mistura do branco e vermelho do seu sangue? Lógico que podem. Talvez não com os olhos sádicos de Harry, mas pela beleza em si, como se fosse propositalmente montado por um artista plástico, com tinta para o corpo. Hanton, embora fosse um menino muito sadio, e com aquele corpo escultural, já estava fraquejando. Sentia dor e os furos dos anzóis que penetraram e depois saíram brutalmente de seu peito, ardiam e vazavam de uma forma frenética. Por duas e três vezes, Harry pediu que fosse jogado mais cera no corpo do menino, e aos poucos, conforme os pequenos buraquinho sumiram conforme a cera secava, o menino adormeceu, e Harry permitiu que isso acontecesse, pois logo ele teria que se alimentar com a dor de Hanton.
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