Notas iniciais
Uff. Pensei em abusar um pouco mais, mas é aquela coisa, a vingança tarda mais não falha.

Como havia mencionado, não tardou até que a festa começasse. Logo ele pode ouvir as batidas fortes das caixas de som tocando musica eletrônica e os gritos de euforia da turma. Ele, ainda sentado, batia com os pés o ritmo que sentia e com as pontas dos dedos os lançava de modo a curtir solitariamente a música, e com a outra mão acariciava seu pênis.

Um ou outro garoto passou por ele proferindo palavras baixas demais para dizer aqui e rindo de sua cara, enquanto outro e mais um iam apenas para rir dele mesmo.

– Como pode ser tão nojento?

– Deus não estava inspirado quando permitiu que uma aberração dessas fosse criada!

Eram bobagens a ele, os meninos nem eram tão lindos assim. Mesmo assim ele os desejou da forma como desejava outros meninos: Tem como você me ajudar, por favor? Dizia ele em seus pensamentos a frase que desejaria que saísse da boca daqueles meninos. Mas era um sonho e ele tinha mais do que certeza de que jamais ouviria aquilo.

– Ei amiguinho... – era Melanie com dois garotos – Trouxe um pouco de refrigerante batizado para você.

Melanie era educada. A sua maneira. Embora o copo de bebida fosse para que Harry liberasse a passagem para ela até o almoxarifado exercer sua função. A primeira da noite e com dois. Ele já nem se importava mais, nem prestava atenção quando iam falar com ele, já que desde que entrou na escola, nunca entrara no salão de festa. Seu grande desejo.

Ele sentiu necessidade de usar o banheiro e olhou pelo corredor uma ou duas vezes e entrou. Que merda! O banheiro estava tão cheiroso que lhe causava ânsia. Foi até o Box e esvaziou sua bexiga e enquanto saia foi surpreendido por Lucca e Antony.

– Sério que você tem permissão de usar esse banheiro? – disse Lucca, Antony apenas ria – Esta escola já foi melhor em seus dias gloriosos, já diz meu pai.

– Vai Harry, saia daqui senão seremos obrigados e mata-lo e te esquartejar e dar seus restos aos cachorros...

– Tony, eu acho que nem cachorro comeria isso ai...

Harry saiu do banheiro tão rápido quanto pode, e logo estava em segurança, em sua cadeira. Os gêmeos demoraram um pouco para sair, e Harry não perdeu a grande oportunidade de espiar o que estava havendo lá dentro, e então ele viu os dois próximos a pia usando cocaína e bebendo algo parecido com uísque.

Ah, como ele queria estar lá dentro.

– Malditos. – sussurrou ele enquanto voltava a sua cadeira, e logo os dois saíram.

– Harry, é o seguinte, — disse Lucca – Nós vamos voltar lá e daqui a pouco voltamos você já sabe o esquema como funciona.

– Daremos a você uma semana de folga, é mais o que suficiente. – disse Antony. E saíram rindo completamente alucinados.

Nosso coitado protagonista, ficou ali, sentado, já sabendo que não iria tardar mais garotos viriam e lhe diriam a mesma coisa. Melanie surgiu arrumando sua blusa e alça de seu sutiã, enquanto os dois garotos que estavam com ela ainda a desejavam, passando a mão em suas pernas e peitos.

– Você não viu nada! – disse ela, passando por ele e sumindo pelo corredor.

Ele continuou ali, a espera de Lucca e Antony. E vejam só quem foi que apareceu?

– Hanton! – disse Harry.

– Olá Harry, como vai?

– Não podia estar melhor.

– Não vai lá para dentro curtir a festa com a gente?

– Sem permissão. – disse Harry sacudindo seu convite.

– Nem uma espiada?

– Desejo não me falta. – disse ele apertando seu penis e lambendo os lábios enquanto secava de forma muito constrangedora Hanton.

– Harry, pare com isso. Não gosto de homem, eu te respeito, mas também gostaria que me fosse dado.

– Eu que peço desculpas, é um mau hábito.

– Deveria se tra...

–Trata? Já tentei, mas meu psicólogo disse que eu deveria me matar, pois eu era um caso sem solução, e que eu corria o risco de nem ser aceito pelo diabo.

– Nossa! Você parou de ir nesse otário, não foi?

– Sim. E tentei me matar. Deve ser verdade então...

– O que?

– Que o diabo não me queira, nem capacidade para isso eu tive.

– Não fale asneiras!

Era impressão de Harry ou Hanton estava proseando mais do que qualquer garoto na escola? Será que Hanton o estava desejando? Será que Hanton pedira ajuda para se aliviar?

– Harry, eu preciso falar uma coisa...

– Fale! – Harry se levantou e inconscientemente já aguarda para ficar de joelhos e cair de boca no pinto de Hanton

– Os caras daqui a pouco virão aqui no banheiro, e como sou novato, vão me batizar com uma espécie de trote, então eu queria que você ficasse de olho na porta e não deixasse ninguém entrar, será que você poderia fazer isso pra mim?

Quanta frustração.

– Isso sempre acontece, e nem precisam pedir, eles já fazem com ou sem mim.

– Eu entendo, mas eu tinha que vir falar com você e te pedir isso. Posso contar com você?

– Pode.

– Fico agradecido, quem sabe a gente não possa, sabe... Ser amigos! – disse Hanton se aproximando bem próximo do ouvido de Harry, que caiu sentado em sua cadeira.

Hanton logo saiu dali e Harry ficou louco de tesão. Sim. Seria Hanton a lhe dar o prazer que ele tanto esperava. Se sentir a fêmea de um macho alfa. O desejo fez com que seu pinto dilatasse de tal forma que chegou além de incomodar a doer, e sua respiração arfou de uma maneira que estava prestes a gozar sem mesmo tocar em seu membro.

E então ele chegou, junto de todos os meninos que Harry mais odiava e sentia prazer. Lucca e Antony, além dos três caras do banheiro da semana que disseram que iriam comer Adrian, Rodrigo, Felipe e Luiz, além dos quatros meninos que eram os pedaços de carne favoritos de Melanie, Andrew e Arthur, os que tinham os pintos pequenos, segundo ela, e Julian e Gabriel, que gostavam de pegá-la juntos, além é claro, de Hanton.

Todos entraram no banheiro sem ao menos olhar para Harry, Hanton foi o último e ao passar deu uma piscadela para Harry, e quando passou pela porta do banheiro, ele não se conteve, contraiu as pernas o Maximo que pode e logo sua calça ficou manchada de muito sêmen.

– Me chamem, por favor, me chamem... – dizia ele a si mesmo enquanto ouvia as gargalhadas vindas do banheiro dos meninos. Ele tentou espiar uma ou duas vezes, mas não conseguia ver de fato o que estava acontecendo, pois eles estavam em circulo e sempre havia um deles no meio.

Além de uísque, estavam usando cocaína e muita maconha. Logo a marola da maconha começou a sair pela porta, e Harry sabia que aquilo chamaria atenção de alguém, mas seu tesão não permitia que ele saísse dali e entre uma olhadela e outra Hanton abriu a porta.

– Harry, o que esta fazendo todo reprimido no chão?

Ele estava encolhido, com as mãos entre as pernas, acariciando o Maximo que podia seu pinto e seu anus.

– Vem aqui Harry, entra aqui no banheiro para a gente conversar...

Ele não podia acreditar no que estava ouvindo, enfim um convite e o melhor, vindo do cara mais gostoso que Harry já vira em sua vida. Ele não conseguiu se levantou, e entrou no banheiro engatinhando. Felipe saiu e logo entrou carregando consigo a cadeira que Harry estava sentado, após entrar, ele colocou as costas da cadeira na maçaneta da porta para que ninguém entrasse.

– Vem aqui no meio da gente Harry. Nós precisamos de um favor... Todos nós... – disse Hanton suavemente, e Harry foi até engatinhando feito um cachorrinho.

Ele chegou ao meio dos meninos e todos apertavam seus membros de uma forma alucinante, até a luz do banheiro pareceu diminuir para criar o momento perfeito.

– Ei Harry, chegou seu grande dia! – disse Lucca, e todos os outros disseram a mesma coisa.

– Harry, você vai nos ajudar? Você vai me ajudar com uma coisa que só você pode? – disse Hanton.

– Lógico, só pedir! – Harry já estava no terceiro gozo contido e sua calça começara a pingar de tanto sêmen.

Hanton o chamou com o dedo indicador e apontou seu pinto, Harry seguiu de joelho e colocou suas tremulas mãos na cintura de Hanton, e lentamente levou sua boca até o pinto dele, passou vagarosamente sua língua no jeans do garoto iluminado e então...

– O que pensou? – disse Hanton que agora puxou seu cabelo com toda a força para trás, causando muita dor na cabeça de Harry, que proferiu um ou dois gritos.

Os outros meninos começaram a rir.

– Pensou mesmo que eu, Hanton estaria dando uma chance a você? – disse ele rindo – Nunca cometeria tal sacrilégio a minha vida, seu verme imundo.

Hanton foi o primeiro que lhe aferiu um murro no rosto, que logo de cara desnorteou nosso pobre Harry. Os meninos fizeram uma fila e entre socos e chutes, cuspiam no rosto dele, e depois riam freneticamente, entre goladas gigantes de uísque e carreiras de cocaína.

Sua visão estava embaçada devido ao sangue que saia de seu supercílio, havia também grandes cortes em sua boca, hematomas logo foram se criando em seu corpo virgem e as pernas pareceram ser arrancadas de seu corpo. Harry jamais desejaria algo assim, mas estranhamento, alguém notou que ele estava excitado com tal situação, e as agressões só aumentaram.

Não durou mais do que vinte minutos, entre todos os xingamentos, insultos e socos, Harry ficou largado no chão, completamente nu e ensanguentado, e ao sair Hanton jogou um estilete próximo a ele e disse com ódio em suas palavras.

– Faça-me um ultimo favor Harry? Tente suicídio e desta vez não fracasse.

Notas finais
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