Notas iniciais
E vamos para mais um capitulo. FORTE! Já vou logo dizendo. Mas é preciso, não me puna. Algumas ações são necessárias para algumas reações!!!! Espero que gostem, e aguardo um comentário....

Logo Henrico chegou até os meninos estavam, e enfurecido com a situação, indagou a Harry, se era de seu desejo conversar com os pais dos meninos sobre a agressão, mas o garoto negou veemente o pedido, temendo que seus pais soubessem de algo e assim, pudesse gerar uma situação mais complicada do que já havia se tornado. Tentou ludibriar seus amigos e a Henrico, alegando que ele não tinha sido empurrado, e sim perdido o equilíbrio, mas Jéssica negava tal informação a todo o momento.

— Não Harry, você não perdeu o equilíbrio, e se perdeu, foi por que aquele idiota te empurrou.

— Jéssica vamos esquecer isso, tudo bem? – disse Harry.

Por mais que a garota tentasse impor a Harry o que seria o correto a fazer, ele não acatava, e logo foi defendido por Henrico, que o segurou pelo braço e o levou para dentro do carro.

— Talvez seja bom não expor tanto o Harry. – disse ele indicando a sua filha e a Bernardo para entrarem no carro — Vamos para casa, primeiramente tentar parar esse sangramento, depois nós vemos o que pode ser feito.

Henrico seguiu então caminho a sua casa, e levou o garoto para o seu banheiro particular, enquanto os outros dois conversavam exaltados na sala. O pai de Jéssica não dizia nada, além de a limpeza seria necessária, e que se tivesse sorte, não incharia muito. Fez uma limpeza simples, com água e pediu para que o garoto ficasse com uma pequena bolsa de gelo na boca. Resolveu ligar para a mãe de Harry, e perguntou se o menino poderia dormir lá aquela noite:

— Eles vieram para cá e ficaram de conversa o tempo todo e tinham um trabalho da escola para ser entregue amanhã. Já está tarde, vou comprar pizza e assim fico no pé deles para que terminem o dever logo... – dizia ele ao telefone.

Harry estava nervoso com aquela situação, e envergonhado por Bernardo estar ali presente, sentado em sua frente, sentindo-se inerte com tal situação, enquanto Jéssica ainda soltava toda sua fúria em cima da atitude dos meninos.

— Isso tem dedo do seu primo... Me nego a acreditar que não tenha.

— Não acredito que ele tenha. – afirmou o garoto.

— Se não, como eles saberiam o que Júlio fez com você? – indagou ela, enquanto andava de um lado a outro pela sala.

— O que Júlio faz com o Harry? – perguntou Bernardo. A garota olhou sem graça para Harry e apenas soltou:

— Nada que você tenha que saber nesse momento. – tornou a olhar para Harry, indo até ele e tentando acalmá-lo com um terno abraço — Nós vamos achar um jeito de resolver isso.

— Será que por carinho ou apenas por impulso alguém pode me explicar o que foi que aconteceu agora a pouco? – perguntou Bernardo. Os outros dois se entreolharam.

— Coisas B. – disse Jéssica.

— “Coisas” não é algo que ajuda muito em uma explicação. – Bernardo olhou para Harry — Eu quero realmente te ajudar Harry, mas preciso saber o que foi que aconteceu...

— Eu sou gay, está satisfeito agora? – retorquiu Harry ferozmente.

Bernardo não disse nada por um curto período de tempo, olhou para Harry e disse algo que fez com que o garoto se sentisse um completo idiota.

— E? Você acha que eu me importo com isso Harry? – disse ele — Não me importa o que você é ninguém tem o direito de fazer isso com você; ainda mais com alguém como você.

— Como eu? O que eu tenho de diferente dos outros, senão um anormal?

— Você não é anormal Harry. Você é a pessoa mais enigmática que eu já conheci, e isso me encanta em você.

Por essa Harry não esperava, mas tentou se conter, não dando credito ao que o menino acabara de dizer, levando o seu pessimismo ao nível mais profundo que podia: ele está com pena de mim! Disse ele a si mesmo. Eles ficaram mais um pouco na sala, enquanto explicavam a Bernardo o que estava acontecendo.

— Meu primo sempre se atirou pra cima de mim, e eu como um idiota sempre cedi a ele, mas nunca chegamos a um finalmente, se caso estiver se perguntando isso. Não sei se teria coragem para isso. – dizia Harry encabulado, mas decidido em contar a verdade — Ele começou a querer algo a mais, e então eu disse que não faria que eu não seria um objeto pra ele, e ele se enfureceu.

— Mas será que ele teria coragem de contar a esses amigos sobre isso?

— Talvez tenha contado a sua versão da história. Júlio não é um menino de uma boa índole. – disse Jéssica — Por acaso você não sabe o que ele fez com a Amanda, não é Harry? Disse que a amava e quando eles deram uns pega atrás da escola, ele disse que ela era fraca e que não queria mais saber dela... Gente foi a primeira vez que ela beijou na vida, lógico que ela seria fraca. – continuou ela indignada — E durante uma semana esses entojos que são amigos dele, ficaram zoando com a menina. Ela ficou abalada com isso.

— Mas se ele fez algo contra Harry, isso com essa tal menina, não foi nada.

— Eu sei B. só estou levantando alguns fatos sobre o primo do Harry. Eu não suporto esse menino. E se ele fez isso, ele é capaz de fazer algo muito pior.

Os meninos ficaram mais calmos, embora as investidas de Bernardo com piadas fracas para tentar animar Harry não estivessem dando muito certo. Logo a pizza chegou, e com um pouco de dor na boca, o garoto conseguiu comer algumas fatias. Não tardou e Bernardo disse que precisava ir embora, já que ainda não tinha telefone em sua nova casa, sua mãe poderia estar deverás preocupada com o seu atraso. Henrico ia à sala de hora em hora ver se Harry estava bem, mesmo sem perguntar nada. Um colchão fora colocado na sala para que eles pudessem se deitar e viram algum filme, e ali ficaram e acabam dormindo um do lado do outro, abraçados. Obviamente Harry demorou um pouco mais para dormir, se sentindo reconfortado pela linda amizade com Jéssica, e ainda com seu dom pessimista, dando dezenas de justificativas, pelo o que Bernardo havia lhe dito.

— Obviamente que ele esta com pena de mim, Bernardo jamais me veria com outros olhos.

Amanheceu.

Henrico acordou lentamente os dois, e rapidamente se mostrou preocupado com o inchaço na boca de Harry.

— Uff. – soltou ele — Por algum milagre não ficou tão inchado, mas já vá preparando alguma desculpa para dar aos seus pais, eles terão um ataque na hora que virem isso. Tome Harry, — Henrico entregou a ele um pequeno pacote — Por algum motivo inexplicável Jorge ama cueca, e estas estão novas, e tem uma escova de dente, vá tomar um banho e se tranqüilize tudo dará certo.

Harry se levantou e foi para uns dos banheiros da bela casa, retirou a roupa e se admirou por um curto período no espelho. Sentiu um desespero contido ao ver o inchaço em sua boca, e se perguntou se aquilo seria corriqueiro em sua vida. Tomou uma boa ducha e se trocou, colocando a cueca usada no saquinho da cueca nova e guardou na mochila. Ao sair, Jéssica já o esperava do lado de fora, onde lhe deu um abraço e um caloroso bom dia, naquele dia frio. Saiu na companhia de Henrico e sua amiga a caminho da escola. Ao ser deixado na porta da escola, o pai de Jéssica incentivou o menino a ter coragem, que aquilo embora fosse cruel, era normal acontecer, por que as pessoas não entendem como eles são:

— As pessoas, às vezes, são cruéis Harry, e não devemos ser iguais a elas, porém, se isso continuar, você terá que tomar uma atitude, pois viver em uma mentira para agradá-los o tornara infeliz. Então seja esperto meu garoto, e se precisar eu estarei aqui. Pode contar comigo, sempre.

O garoto assentiu com a cabeça e entrou na escola, já temendo o pior. No caminho encontrou com Bernardo, que veio ao seu encontro e dando, para espanto de Harry, um forte abraço.

— Você está melhor?

— Não faça isso B. as pessoas não vão entender. – disse o garoto.

— Eu te fiz uma pergunta Harry, você está melhor?

— Estou.

— Então é isso o que importa. Vamos para aula, o sinal já tocou.

Eles partiram para a sala de aula, e tentando mostrar que nada de ruim havia acontecido, Harry tentou ser o que sempre foi: isolado. Mal conversou com Jéssica e Bernardo, embora os olhares tortos dos alunos parecessem perfurar suas costas. E tal sensação não ocorreu apenas na sala de aula, foi fora dela também, fosse aos corredores entre a troca de salas, ou no intervalo, até mesmo na saída, onde tal sensação o incomodava demais. Bernardo o acompanhou até a sua casa, junto de sua fiel amiga Jéssica, que garantiram ao garoto que nada de ruim iria acontecer.

A desculpa pelo pequeno inchaço era a mais idiota possível:

— Nós estávamos correndo e meu cadarço desamarrou, acabei caindo de boca no chão. – disse ele a sua mãe que acreditou, dando uma risada e o orientando a ter mais cuidado da próxima vez.

— Harry, final de semana, eu irei num jantar com o seu pai, e você vai ficar na casa de sua tia. – disse ela, enquanto colocava o almoço na mesa.

— Mãe. Eu não sou mais criança para ficar na casa da tia, eu posso me cuidar.

— Podendo ou não, eu sou sua mãe e essa é a minha ordem.

Era tudo o que ele não precisava; ser forçado a ficar ao lado de Júlio por uma noite, já sabendo que dormiria ao lado daquele que ele mais estava sentindo raiva. Mas ele não tinha opção: ou contaria a sua mãe o que era e sofreria as terríveis conseqüências disso, ou se sujeitaria a obedecê-la, e tentar o máximo possível não trocar um olhar com o seu primo. Obviamente que a segunda opção lhe pareceu mais fácil.

Embora a amizade com Bernardo parecesse fluir lindamente, o garoto ainda estava temeroso em acreditar que daquela relação pudesse acontecer algo além. Bernardo estava à sua cola seja onde fosse, e até mesmo quando Harry ia ao banheiro, o amigo o acompanhava, dizendo se preocupar que os amigos de Júlio pudessem novamente abusar do garoto.

— Você fala como se pudesse fazer algo contra eles. Quatro contra um não parece uma luta muito saudável. – dizia Harry.

— Pode ser que não seja, no entanto eu grudo em um e só paro quando estiver desacordado.

Bernardo era realmente encantador, com aquele seu jeito de nerd e tão protetor, embora fosse comparado aos amigos de Júlio, um anão. Era um pouco menor que Harry, e não tinha um porte tão atlético como os outros, mas isso não se mostrava um grande empecilho a Harry, pois ele via em Bernardo, o que poderia se dizer, um príncipe. O fato de não ter riqueza, ser filho de um rei ou ter um castelo era nada perto da singela companhia que lhe era dada, com aquele olhar penetrante, rosto bem desenhado e tão linda personalidade. Porém, Harry continuava ainda a desviar seu olhar quando o de Bernardo o encarava, temendo que o garoto desconfiasse que existisse algum sentimento.

O final de semana enfim chegou, e para desespero total de Harry, que todo momento era acalmado por Jéssica e Bernardo, ele teria que dormir na casa da sua tia. O garoto tentou convencer sua mãe a todo custo para que ele pudesse dormir na casa de Jéssica, porém ela alegava que o menino estaria perturbando demais e que era a sua ultima decisão. Ao chegar à casa de sua tia, sendo sempre muito bem recebido, o garoto se isolou em um canto reprimido no sofá, enquanto seu primo, sentado no chão, fingia que ele não estava ali, à irmã de Júlio tinha sido convidada a dormir na casa de uma amiga da escola. Tudo poderia correr muito bem, senão fosse por um desejo súbito de sua tia de comer um lanche.

— Bem crianças, eu e Cesar vamos à lanchonete do Vidigal comprar porcaria pra comer nesse sábado, vocês querem ir junto ou vão ficar aqui?

— Eu vou ficar mãe. – disse Júlio prestando atenção na programação na TV.

— Eu posso ir junto tia?

— Poderia, se o Júlio fosse junto, esse menino é um terror aqui em casa quando fica sozinho, e você é mais centrado que ele e sei que vai impedi-lo de por fogo na casa. Você se importa?

Se importar? Lógico que ele se importava em ficar sozinho com seu primo, porém, devido as suas escolhas de se calar para família o impedia de dizer ao contrário.

— Tudo bem.

Assim que seus tios saíram, Harry se retirou da sala e foi para o quarto, deitou no colchão e cobriu a cabeça com o edredom, rezando para que seus tios voltassem logo. Foi quando em tom assombroso, Júlio começou a chamá-lo.

— Haaaaaaarry. Ooo Haaaaarry. – dizia o seu primo como se fosse um fantasma — Estamos sozinhos priminho, o que acha de me lamber e beber meu leite quentinho para se esquentar do frio?

— Júlio, por que você não continua na sala e me esquece?

— Poxa Harry, se fosse há outros tempo você não negaria. – disse o garoto desanimado, sentado ao lado de Harry.

— Eu nunca colocaria minha boca aí, e você sabe muito bem.

— E porque não? Você gosta de pau, nada mais justo que colocar a boca e chupar até eu encher sua garganta com o meu gozo.

— Você beira a insanidade menino. Me deixa quieto aqui, estou com dor de cabeça.

— Maicon diz que negar fogo por que está com dor de cabeça é coisa de mulherzinha.

— E como ele sabe disso? Ele já negou fogo pra você, por acaso?

Júlio riu.

— Ele conhece os esquemas como são, tem umas vadias na escola que a gente está pegando, e tem uma lá, a Sofia, que olha... Vou dizer uma coisa pra você: ela não arrega nunca. Foi ela quem disse isso. – Júlio tornou a falar daquela forma espantosamente ridícula ­— Vamos Harryzinho me chupa vai. Vamos fazer assim, você me chupa, e eu te perdôo por ter me negado aquele dia.

— Júlio, eu não quero mais saber disso, você não percebeu não?

— Você esta cheio de frescura Harry, o que está acontecendo? Está dando para aquele viadinho do Bernardo?

— Você está ficando louco.

— Não estou não, todo mundo está comentando, principalmente com aquele jeito gay que ele tem de quando vê você te abraça, vai com você pro banheiro. O pau dele é maior que o meu por acaso?

Harry desdenhou da informação, não porque Júlio disse sobre tamanho, e sim por que ele realmente imaginou como seria o membro de Bernardo. Certamente que ele não desejava que Bernardo fosse dotado, mas era inegavelmente difícil não imaginar certas coisas.

— Não coloque o Bernardo no assunto Júlio, e outra, me desejando desta forma, quem está parecendo gay aqui é você. – disse ele saindo debaixo do edredom.

Talvez fosse melhor ter ficado quieto e não ter colocado a masculinidade de Júlio a prova. O garoto no mesmo momento pulou para cima de Harry, segurando com força seus braços para que ele não pudesse se esquivar de maneira alguma e lhe transferiu um tapa em seu rosto.

— Escute aqui seu viadinho de merda, se você ousar falar isso de novo, eu juro que mato você, seu escroto.

— Não sei o porquê teme tanto Júlio, seus amiguinhos não estavam tão preocupados se você é ou não um viado como eu.

— Do que você está falando? – disse o garoto enfurecido.

— Não está sabendo como eu consegui esse machucado na boca? Foi graças a eles, que me pegaram e tentaram me coagir pedindo pra que eu rebolasse no colo deles, e que você tinha dito que eu fazia isso. Você fala que não é pra eu contar pra ninguém, mas você mesmo saiu contando para eles, e ainda dizendo mentiras.

— Eu jamais faria isso seu idiota, acha mesmo que eu iria me expor desta maneira? – Júlio deu mais um tapa no rosto de Harry, que arfava o seu peito com vontade de gritar por socorro.

O menino então usou toda a sua força, já que era maior e bem mais forte que Harry e o virou de lado, e começou a esfregar em seu primo, já denotando certa ereção em membro, forçou o braço de Harry para trás e com a mão tentou baixar a calça dele, e logo depois segurou firme sua cabeça contra o travesseiro, tampando qualquer entrada de ar.

— Viado tem que ser tratado assim. – dizia Júlio fingindo com ruídos um prazer que de fato, não estava acontecendo — em fração de segundo soltou a cabeça de Harry e tentou baixar sua calça, para denegrir a integridade a força do menino, mas foi rapidamente impedido por um rápido movimento de Harry que conseguiu se esquivar e correr.

— O que é isso Harry, vai negar mesmo seu fraco?

Harry chorava de tanto medo, enquanto tentava retornar o ar aos seus enfraquecidos pulmões.

— Eles jogaram com você seu ridículo, e você caiu. O que você contou a eles? – disse o garoto partindo para cima de Harry novamente e o prensando contra a parede, com o braço em sua garganta. Com extrema dificuldade Harry disse:

— Eu não disse nada, eu juro, eu não disse nada...

— Muito bom que não disse mesmo, sua gazela... É esse é o seu apelidinho na escola. Se contar pra alguém, alguma coisa de mim pode ter certeza que eu faço da sua vida um inferno. E agora, seja um bom garoto, se deite naquela merda de colchão, você pode não querer me chupar ou dar esse rabo pra mim, mas você vai pegar bem gostoso no pau e vai me masturbar até eu gozar, porque eu estou com um tesão que só você me causa. – ao dizer isso, Júlio lambeu a boca de Harry, soltando o braço do pescoço do menino e o empurrando no colchão.

Ele não queria fazer aquilo, porém o medo de ter conhecido um terrível lado de seu primo não permitiu que não fizesse. Ele tentou se acalmar da maneira como pode, e mesmo com repulso segurou no pênis de Júlio e o masturbou. Enquanto fazia era chamado de gazela diversas vezes, e quando seu primo enfim terminou, jorrando em seu corpo todo o seu sêmen disse:

— Muito bom garoto. Agora limpa minha barriga com a sua língua, e não ouse reclamar!

Notas finais
E então? Será que rola um comentário? Vou pedir, na carencia de leitores, se conhecer alguém que possa compartilhar essa historia, não hesite. COMPARTILHE! Um forte abraço, caro leitor e a qualquer momento, proximo capitulo, entrara no ar.