Fucking Harry 2 - De volta ao passado
4 A experiência dos mais velhos
Notas iniciais
O final de semana passou rapidamente, e toda aquela sensação vazia que Harry sentiu naqueles últimos dias haviam sidos jogados a esmo, com a nova amizade que ele fizera, lembrando que não por ele, já que as poucas e bem sucedidas ações para que a amizade fluísse, foram feitas por Jéssica. A garota havia garantido a ele, que o protegeria de qualquer insulto ou insinuação que fizessem contra ele, até que ele pudesse enfim, assumir-se a todos sem medo, até mesmo a sua própria família, mesmo que ela tivesse que tomar alguma atitude mais drástica. Embora Harry a indaga-se constantemente sobre o que seria tal ação, a menina jurava que não saberia explicar o que realmente faria, apenas fez com que ele confia-se o máximo possível nela.
— Tenha calma. – dizia ela — Eu estarei com você.
Harry retornou à sua casa, um pouco mais aliviado naquele sábado, mesmo ainda sentindo-se um pouco estranho por alguém saber de suas vontades. Mas ele teimava em dizer a si mesmo que aquilo era apenas uma fase e que ele teria que confiar que logo acabasse. No entanto, seus desejos eram mais profundos do que sua sã consciência, e naquela noite sua masturbação noturna foi de longe uma das melhores.
Sua mãe sentiu-se mais aliviada, tal qual como seu pai, que quase não estava em casa devido ao trabalho e a projetos para angariar uma possível promoção, mesmo assim, antes de dormir, como sempre, iam até o quarto de Harry lhe desejar uma boa noite de sono, com um terno beijo no rosto.
Eles eram em si, uma família feliz. Talvez não como os comerciais de TV insanamente mostravam, mas eram unidos, e Harry temia que isso acabasse. Como já mencionado, ele era filho único, e por conta disso tinha todos os benefícios, tal como roupas caras, jantares e idas a parques temáticos, e também uma poupança muito gorda caso passasse em alguma universidade federal. Seus avôs ainda eram vivos, e tinha seus primos, Júlio e Ana, que era bem mais nova. Era uma família pequena, porém unida, e se dependesse de seu primo, unidos até demais.
Na semana seguinte, Harry sentou-se ao lado de Jéssica na sala de aula, e foi de todas as maneiras, paparicado por ela, e estranhamente pelas meninas que sempre o olhavam torto por ser tão diferente. Mas não se importou com isso, uma vez que Jéssica já havia dito que elas fariam isso com ele. A garota era popular, seria normal as outras o tratarem bem apenas para ter a amizade de Jéssica, que além de popular, era a mais rica da escola. Mas não se enganem em achar que ela era a típica esnobe por ter tantos benefícios. Aos poucos e ao longo daquela semana Harry percebeu que era da índole de Jéssica estar ao lado daqueles que eram conhecidos como fracos na escola, sempre ajudando ou dando um sorriso largo, dando a esperança a eles de que eles eram sim notados e de uma forma boa. Ele entendeu então que além da garota já ser daquela forma, isso devia ao fato da ótima criação que seus pais deram a ela, e cabe lembrar, era dois pais. Todo o preconceito que ele, em dado momento, tivera sobre aquela situação havia se tornado nada naquela semana, e entendera que de nada tinha haver o fato de uma criança ser criada por pessoas do mesmo sexo. A sociedade era realmente brutal e ridícula, e era isso que causava espanto em Harry, e talvez em muitos outros meninos ou meninas que estão na mesma situação que ele. Mas ele seria forte e levaria até o fim, e reforçando, seguiria até que a fase acabasse. Mesmo temendo; já estava com seus quatorze anos: quanto tempo mais duraria isso?
Elevou o seu pensamento ao mais alto possível, criando para a si a oportunidade de sentir-se bem com o que era, e a grande responsável disso era Jéssica. Todos os dias que se seguiram naquela semana ele era convidado para passar um tempo na casa da menina, e de muito bom grado era bem recebido por Henrico e Jorge que explicavam a ele tudo o que ele tinha medo de procurar, sem julgá-lo, e isso fazia bem ao garoto, pois ele sabia que jamais teria uma conversa desse nível com os seus pais.
— Sente-se aqui Harry, vamos conversar. – disse Henrico, o chamando para sentar na linda sala de televisão, enquanto Jéssica foi tomar um banho — Precisamos ter uma conversa muito séria sobre uma questão bem importante.
— Sexo? – disse o garoto em disparada.
— Sexo. – falou Henrico conformado — Sexo é tão bom, porém é algo que tem que se ter muito cuidado.
— Cuidado com o sexo? Não entendi. Sexo não é prazer e essas coisas?
— Vai, além disso, Harry. Sexo é maravilhoso, se feito com que se quer realmente fazer, melhor ainda, e se feito com alguém que se ama, é indescritível.
— Não sei se terei tamanha sorte Henrico.
— Por que tanta negatividade? Você é jovem, tem muito que aprender e muito caminho a trilhar.
— Eu não sei. Talvez eu diga isso por não saber o que me aguarda no amanhã.
— Isso é uma grande verdade, mas veja, o que eu queria falar com você é muito sério, e está de certa forma relacionado com o que estamos conversando. Harry, eu preciso que você entenda que ser como somos causa muita, como posso dizer, ignorância de muitas pessoas, e que muitas delas vão usar o fato de você ser como é para te usar e depois vão sumir e apontar o dedo te julgando.
— Desculpa Henrico, mas não entendi.
— Vamos ser mais claros, tudo bem? – Harry concordou com a cabeça — Bem, você está em uma idade de grandes descobertas. Do seu corpo, de prazeres e sensações, e tal qual como você, outros também estão, e eles podem ser um pouco perverso por conta disso. Eu me refiro a meninos oportunistas sexuais.
— Continuo sem entender absolutamente nada.
— Harry, muitos meninos, na sua idade mesmo, ou alguns até mais novos, usam o fato de conhecerem outros meninos que gostam de meninos, para se satisfazer. Na maioria das vezes, eles chegam mansinho com papos sorrateiros dizendo que até sentem certa atração, e então pedem que você prove que está realmente interessado. É nesse momento que você deve fugir deles, porque você acaba acreditando no que eles dizem, e acreditar fará com que você faça exatamente o que eles querem, e na melhor oportunidade te julgarão por isso. As pessoas são cruéis, e talvez você não saiba, mas homens pensam mais com a cabeça debaixo do que com a cabeça que realmente deveriam usar, e depois que se satisfazem eles viram e somem sem dizer adeus. Você pode se perguntar se eu passei por isso: não. Conheci Jorge na época de escola e sempre soubemos um do outro, foi um caso atípico de amor a primeira vista e estamos juntos até hoje, mas temos amigos que passaram por isso, e outros que passam por isso até hoje. Então tenha cuidado em dar tanta atenção ao que esses meninos pedem, e se você realmente tiver interesse em fazer, faça por você, não para provar nada a ninguém, por que o prejudicado será você. E é claro, use a camisinha. Isso é fundamental nos dias de hoje, nunca sabemos com quem vamos nos deitar. Mas não tenha pressa para que isso aconteça, não é vergonha esperar e se entregar a pessoa certa.
— Mas como vou saber quem é a pessoa certa?
— No fundo você saberá. É algo mágico. Você sentira formigar as pernas, o coração acelera, os olhos vibram, e você sentira a reciprocidade nos sentimentos. Qualquer coisa que seja diferente a isso é apenas para beneficio próprio: deles, no caso.
Harry havia entendido e muito bem o recado dado por Henrico, e já por diversas vezes durante aquela semana pensou sobre a conversa, e começou a entender os motivos pelo qual Júlio estava tão ansioso quando o procurava. Seu primo estava na idade de descobertas e Harry o ajudava com isso. Porém para ele, seu primo era um preguiçoso, já que era muito fácil o procurar, baixar as calças e pedir a ele para fazer todo o serviço e depois se virar e aparecer horas depois, ou no dia seguinte. Mas ele colocaria um fim naquela situação, e iria conversar com o seu primo no próximo final de semana, que iria dormir na casa de sua tia.
Enfim o sábado chegou, e como de costume desde que havia aliviado seu primo, ele chegou na casa de sua tia, sendo sempre muito bem recebido. Assistiram a um filme e jogaram um pouco de vídeo game, e logo eles foram para o quarto dormir. Júlio ia a todo o momento abrir a porta e verificava através de uma fresta se seus pais já estavam dormindo. Naquele dia uma amiguinha de Ana foi dormir lá naquele dia, logo eles não seriam incomodados. Como de costume, após ter a certeza de que seus pais estavam dormindo, Júlio saltou para o colchão e baixou as calças pedindo para que Harry o ajudasse, que o fez de não tão bom grado, e Júlio soltou um suspiro de insatisfação.
— Gosto quando você passa os dedos na cabeça, você foi um fracasso hoje.
— Eu sou sirvo para fazer isso Júlio?
— Vai surtar agora?
— Estou fazendo uma pergunta Júlio.
— Por que da pergunta? Você gosta, não? Adora sentir meu mel escorrendo na sua mão.
— Não mude de assunto.
— Vai começar com cobrança desnecessária agora? – Júlio levantou — Vou tomar uma água e pegar uma toalha, hoje você não terá paz.
— Estou tentando conversar com você, será que tem como me ouvir?
— Está bem. O que quer conversar? Não me diga que está a fim de partir para outro nível? Talvez uma boca, ou quem sabe você liberar esse rabo logo, estou com vontade de entrar em você já faz tempo.
— Júlio, eu estou falando sério. Eu sirvo apenas para você esvaziar?
Seu primo o olhou e soltou um leve sorriso.
— Do que você está falando? Por que está assim tão estranho?
— Só pensei que...
— Que eu realmente estou afim de você? Do tipo como um menino e menina? Harry, eu não sou viado, diferente de você.
— Eu não sou viado Júlio.
— Todo mundo comenta e sabe que você gosta de um ferro.
— E você parece não estar muito preocupado, não é? Ora, eu vivo na sua casa, então não me venha com essa que todo mundo comenta.
— De fato comentam, mas eu não me importo, se eu estou afim de você? Não. Se você serve pra eu esvaziar? Sim. Você gosta, e eu gozo gostoso. Ah, Harry. Para de ser tão mulherzinha, são elas que ficam negando e você vem aqui e faz o serviço delas; confesso que você já foi melhor. Vai. Libera a portinha pra mim?
Júlio tentou se engraçar, abraçando Harry e a se esfregar nele, a esse ponto já estava com seu membro ereto, mas Harry se esquivou.
— Puta merda Harry. Vai ficar com frescura? Caia de boca no meu pau e seja o viado feliz que você tanto quer...
— Não quero cair de boca e muito menos ser feliz ao lado de alguém tão filho da puta como você está sendo. – disse ele seriamente.
— O que você quer que eu diga? Que eu te amo? Eu te amo, é claro; você é meu primo, e uma delicia, diga-se de passagem. Vamos Harry, me deixaeu ser seu macho pelo menos uma vez vai? – concluiu Júlio manhosamente.
Harry se levantou e levou o travesseiro e o edredom para a sala, deitou no sofá e ali ficou a noite toda em claro. No dia seguinte, quando sua tia levantou, perguntou ao sobrinho o que tinha acontecido, e não obteve nenhuma resposta conclusiva.
— Tem como me levar para casa tia?
Sem muitas perguntas, sua tia o levou para casa, causando até certo espanto em sua mãe, porém Harry correu para o seu quarto e lá ficou durante um bom período de tempo, sem dormir. No período da tarde, seu primo apareceu e entrou no quarto, dando apenas um rápido recado.
— O negocio é o seguinte primo, se você não vai liberar tudo bem, mas se você contar algo para alguém eu juro que mato você. Você é um viadinho qualquer, e não será nem o primeiro e nem o último e me querer, naquela droga de escola está cheio de frutinhas como você, que estão louquinhas para sentar no meu ferro, e quer saber? São melhores do que você. O recado está dado.
Harry já havia percebido que isso iria acontecer a qualquer momento, mas não pensou que seria de alguém tão próximo, e logo após Henrico ter comentado que isso iria de fato acontecer. Pensou até que o pai de Jéssica era vidente, mas logo mudou de opinião, crendo apenas na experiência dele. Ele ficou ali no quarto por mais um curto período de tempo, até que sua nova amiga ligasse e pedisse para que ele fosse até sua casa. Prontamente Harry foi, pois não temendo a ameaça de seu primo, iria contar a ela o que tinha acontecido.
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