Frozen Heart
9 Frozen Heart - Capítulo 9
Notas iniciais
Beijos
Ps.: Usei Heart Pirates, em ingles mesmo porque acho mais bonito e combina com o titulo da historia =X heart etc HUSUHAUHASHUAS ok, vão ler.
Chopper estava sentado numa cadeira de metal ao lado da cama em que Robin dormia. Como prometeu a Zoro, ele não saiu ao lado dela por nenhum minuto desde que subiu a bordo do submarino dos Heart Pirates. Mesmo que só estivessem há apenas duas hora no submarino. Robin parecia dormir tranquilamente, ele pensou em talvez não ter problemas se desse uma caminhada pela embarcação, afinal, sua barriga já estava roncando. E naquela confusão, acabou esquecendo de levar a bolsa com comidas que Sanji havia preparado com tanto empenho.
Passou mais alguns minutos até a porta do quarto se abrir. Law entrou e posicionou-se na outra lateral da cama. Chopper, que estava com seus bracinhos cruzados, não parecia muito interessado em conversar. Trafalgar Law imaginou que ele ainda estivesse chateado com o que aconteceu na ilha de Dressrosa.
– Shachi esta organizando a sala de avaliação. Iremos fazer alguns exames antes de tomar qualquer outra providencia. – Law piscou seus olhos e analisou a expressão de Chopper.
– Ficarei ao lado dela todo o tempo. – ele alegou.
– Sim, claro. Eu estava esperando por isso. – Law caminhou pelo quarto. Era um cômodo não muito grande. A cama de metal era presa ao chão por parafusos, um pequeno armário no canto, onde Chopper guardou os poucos pertences que levaram. Uma porta que dava para o banheiro privativo e uma mesinha com cadeira. Nela haviam alguns livros, blocos de papel em branco, lápis e uma luminária. Bem, aqueles livros não estavam ali antes, mas o capitão achou que seria um bom passatempo para alguém que fosse permanecer por um tempo naquele quarto.
Chopper olhou através da pequena janela de vidro arredondada. Ele não notou que já estavam no fundo do mar. O médico aproximou-se da janelinha redonda, e com a ajuda da cadeira, admirou os peixes e monstros marinhos que nadavam no mar.
– Quando quiser, estaremos te esperando. – Law deixou o quarto em seguida. Chopper olhou mais uma vez para Robin, dormindo serenamente. Ele tirou a temperatura da morena, estava normalizada. Chopper achou que não faria mal ele deixá-la ali sozinha por alguns minutinhos.
Ele caminhou pelos corredores vazios, seguindo o som das vozes. Chegou a uma sala, onde Shachi estava sentado organizando os tubos de ensaio. Law estava de costas, sem chapéu e o casaco. Sua espada estava apoiada na lateral da mesa de aço, onde ele virava as páginas de um livro.
Ao virar-se, sorriu para Chopper, convidando-o a sentar ao seu lado. A rena aproximou-se cautelosamente, subindo no banco de frente a mesa. Law empurrou o livro na direção do outro médico.
– Aqui estão minhas anotações.
Chopper arregalou seus olhinhos, emocionado por Law deixar que ele lesse suas anotações, afinal, eram anotações profissionais, compartilhar o trabalho era algo muito pessoal. Então Chopper travou, achou que estava passando dos limites, mas Trafalgar o olhou e acenou positivamente, para que ele prosseguisse a leitura e assim foi. A rena ficou completamente absorvida na leitura, que não percebeu a ausência do capitão ao seu lado.
Trafalgar abriu a porta do quarto em que Robin dormia. Ele hesitou um momento, mas entrou, fechando a porta. Sentou-se na mesma cadeira em que Chopper esteve velando o sono de Robin. Ela estava com as mãos sobre o cobertor. Seus cabelos espalhados no travesseiro. Ele ergueu a mão e alcançou os fios negros, acariciando levemente. Robin moveu as mãos e sua respiração alterou-se. Ela despertou, abrindo os olhos um pouco sonolenta ainda. Virou-se e sua expressão de surpresa ao ver o capitão Trafalgar Law ao seu lado, só não foi maior, porque ela havia sonhado.... ou não foi um sonho tudo o que aconteceu e o que ouviu?
– Não se levante. Ainda esta fraca e não podemos nos arriscar. – ele pediu, recuando a mãos dos cabelos dela, agindo como se não estivesse feito qualquer coisa.
Robin deu uma olhada rápida no quarto. Obviamente não estavam no Sunny.
Law imaginou que ela estivesse confusa com o que estava acontecendo e por isso relatou, superficialmente, o que havia acontecido nas últimas horas. Robin o ouviu falar, em silêncio. Ela queria fazer algumas perguntas, mas ao ser notificada que Chopper estava ali, achou prudente conversar com ele antes de mais nada.
Chopper apareceu no quarto, estava pronto para protestar sobre a presença de Law no quarto sem sua companhia, mas quando ele viu Robin acordada, esqueceu-se da bronca.
– Está se sentindo bem? Quer alguma coisa? Comida? Água? Um livro?
– Eu estou me sentindo bem sim, não precisa se preocupar. – ela sorriu, agradecendo a gentileza dele. – Apenas estou tentando me adaptar aos últimos acontecimentos.
– Ah! Não se preocupe. Nós fizemos uma troca. Dois deles estão lá e nós aqui. Caso aconteça alguma coisa... bem... não sei o que poderia acontecer. Certo? Nada de errado pode acontecer ao nosso bando. Zoro me garantiu que iria proteger a todos. E tem o Usopp, ele me disse que daria a vida para manter o navio firme. Você não tem culpa dos buracos feitos pelas balas de canhão, nós fomos pegos de surpresa pela marinha. E você estava febril e delirando. Eu fiz tudo o que pude fazer.
Chopper ficou pensativo, mas Robin compreendeu os motivos da troca. Embora aqueles detalhes fossem um pouco mais do que ela esperava. Law pareceu um pouco desapontado, já que ele tomou cuidado em não dizer mais do que necessário para que não ficasse agitada. Mas Robin havia passado por tanta coisa durante esses anos, e o que ela sentia no momento era gratidão e confiança no seu bando.
– Eu só gostaria de saber uma coisa. – Robin sentou-se na cama com cuidado, recebendo a ajuda de Chopper, a coberta escorregou por seu corpo, ela usava uma camisa de algodão branca, com os botões abertos na altura dos seios. Chopper sentou-se na cama, tomando a temperatura dela, levando sua pata na testa da morena. – Eu me sinto bem, mas se estou aqui, quer dizer que não estou assim tão bem.
– Sinto muito Robin. A culpa é minha, se eu fosse um médico melhor, nada disso teria acontecido. – Chopper fez um olhar de choro e Robin acariciou seu pelo macio. – Luffy decidiu que você estaria em boas mãos vindo para cá.
– Entendo. Mas isso não responde a minha dúvida. O que eu tenho. – ela perguntou novamente. Mas dessa vez olhou diretamente para o capitão do navio. – E porque você se interessa em nos ajudar?
Chopper olhou para Law, ele também estava interessado na resposta do capitão.
Trafalgar observou os dois, que o olhava atentamente e também ansiosamente. Ambos aguardando pela resposta dele.
– Amanhã pela manhã iremos fazer alguns exames específicos para tirar todas as dúvidas. Por enquanto a única coisa que posso dizer é que, Chopper... – ele encarou a rena, tranquilizando-o. – Você é um ótimo médico, o fato de não ter tido condições de ajudá-la não significa que não seja bom. O caso é um pouco mais complicado do que imaginava. E Robin, por favor, descanse. Amanhã será um dia puxado.
Ele saiu do quarto sem dar mais nenhuma informação.
– Você sabe quais exames são esses? – Robin perguntou, observando então a arrumação dos livros sobre a mesa. – Irá demorar?
– Não se preocupe, eu estarei aqui sempre ao seu lado. Ah! Já estava me esquecendo de uma coisa. – Chopper correu na direção do guarda roupa e pegou sua mochila. Ele tirou de dentro de um livro um pedaço de papel dobrado e entregou a Robin.
– Uma carta? De Nami? – Ela pegou o papel, animada. Sentia-se sonolenta ainda, uma leve dor no peito, mas nada que se comparasse ao que havia sentido anteriormente.
– Não, não é da Nami.
– Não? – Robin piscou os olhos, imaginando que fosse uma carta de amor de Sanji, uma daquelas cartas que ele costumava deixar para as duas, por baixo da porta. Todas as noites após Nami e ela se retirarem para dormir.
– É uma carta de Zoro.
Robin segurou a folha de papel nas mãos, um pouco tensa. Não estava esperando por aquilo. Chopper notou que ela não iria ler a carta em voz alta e decidiu ir buscar algo para o jantar. No tempo em que esteve na companhia de Shachi, ele garantiu que o jantar estaria pronto logo mais.
Chopper olhou mais uma vez para Robin, querendo saber se poderia ir. Ela moveu a cabeça, confirmando que ficaria tudo bem. Assim que o médico saiu do quarto, a arqueóloga dobrou o papel. Depois de alguns minutos, finalmente decidiu ler o que ele havia escrito. Não sabia o que esperar, jamais recebera qualquer bilhete, nota ou mensagem de papel vindo do espadachim. E uma carta parecia ser algo exagerado até mesmo para Zoro.
Ela, que estava acostumada a ler livros proibidos, mensagens codificadas e antigos inscritos de várias línguas, não imaginava que sentiria as mãos tremerem por ler uma carta de um nakama.
Um nakama. Essa frase ecoava em sua cabeça.
Robin estendeu a folha sobre a coberta e leu a carta. Os kanjis pareciam ter sido feitos rapidamente, era possível notar um padrão nas curvas e retas que poderiam ser confundidas na interpretação ao ler, se ela não fosse uma especialista talvez isso poderia acontecer, mas não, Robin estava lendo uma breve carta que mostrava exatamente o que Zoro pensava.
“Não confie nele, voltarei para buscá-los.” – E assim acabou a carta. Sem assinatura, ou qualquer respingo de tinta nanquim.
Robin não sabia se estava sentindo uma decepção grande, ou aquela dor em seu peito era resultado de toda essa confusão. Ela enfiou rapidamente a carta embaixo do cobertor, quando a porta do quarto se abriu.
– Trouxe o jantar. – Era Trafalgar Law, carregando uma bandeja. – Chopper esta entretido no jantar com Jean Bart e Shachi, eu achei melhor trazer sua refeição.
– Não precisava se incomodar comigo. – ela respondeu sem gentileza em sua voz.
– Isso não foi um incomodo. Eu também preciso lhe entregar alguns remédios. – Ele deixou a bandeja sobre a mesa e tirou do bolso da calça jeans um frasquinho de vidro com alguns comprimidos. – Precisa tomar três antes de cada refeição.
– E existe algum efeito colateral?
– Bem... você tem hipertensão?
– Não.
– Algum tipo de alergia?
– Não que eu saiba.
– Doenças hereditárias na família?
– Não... digo, sim. – ela pensou na tia, mas logo uma lembrança ruim de sua infância tomou conta dos pensamentos. – Não, nenhuma.
– Então acho que não tem problemas você tomar esse remédio. Eles serão importante para os exames de amanhã.
– O que eu terei que fazer? – Robin agradeceu o copo de água que Law a entregou, tomando os três comprimidos como foi orientado.
– Precisarei retirar amostra de sangue e outras coisas mais. Não se preocupe.
Robin entregou o copo a Law, que trouxe em seguida para ela a bandeja. Uma sopa bem leve com alguns legumes e peixe cozido.
Trafalgar estava próximo a porta, quando Robin pediu para ele não ir. O capitão atendeu o pedido dela, sentando-se na cadeira ao lado da cama. Ele apenas a assistiu em silêncio.
Robin não estava certa do porque ter feito aquele pedido, mas não gostaria de ficar sozinha. Assim que terminou, Law levou a bandeja para a mesa. Ele esperou que fosse ordenado a sair do quarto ou a sentar novamente na cadeira. Mas dessa vez, Robin nada lhe disse.
– Nós vemos então amanha, Nico Robin. – Ele saiu. Logo em seguida Chopper atravessou a porta como um furacão, prometendo que não a deixaria sozinha, novamente. Ou Zoro iria descobrir e o pior poderia acontecer.
Robin sorriu, deitando na cama, ela sentia o corpo tão cansado que dormiu antes mesmo de perguntar onde estava a cama do médico.
Notas finais
HHAAHAHA me contem.
Aliás, eu não tenho beta, é até ironico a moderadora não ter beta né? Mas é que os betas geralmente dão prazos de uma semana ou mais para entregar o capitulo betado, e eu não tenho paciencia de esperar. Quando escrevo quero postar logo, se tiver algo aí errado é pq me escapou, pode ajudar a tia Kori, que eu arrumo hehe
Beijossss
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