Frozen Heart

8 Frozen Heart - Capítulo 8


Notas iniciais
Voltei, oi pessoas. Espero que gostem do capitulo, conversamos nos comentários.

O céu azul escuro era iluminado por um mar de estrelas. A lua se escondia por detrás de uma fina nuvem em tom amarelado. Já passava da meia noite e o mar estava tranquilo. Franky manejava o navio, quando Nami deu a ordem de parar. Ela segurava um eternal pose na mão direita. Havia uma ilhota mais a frente. Ali era o ponto de encontro combinado. Em seu pulso, as três agulhinhas do log pose estavam paradas.

Estavam todos os chapéu de palha no convés do navio, com exceção Robin, que repousava em seu quarto, até o momento em que seria transferida.

Zoro deu uma boa olhada para o mar, ele vestia um grosso casaco preto, calças verde escuro e uma camisa com botões abertos no peito. As espadas estrategicamente posicionadas e sua mão sobre as mesmas, os dedos coçavam diante a expectativa.

Luffy e Usopp estavam incrivelmente sérios e atentos ao que Chopper lhes dizia, Zoro não ouvia suas recomendações por estar ansioso demais. Nami suspirou, fechando os botões de seu casaco Rosa, fazia frio.

Antes de subir ao convés, Nami fez questão de ajudar Robin no banho. Vestiu-a com uma calça roxa e camisa de algodão branco. O casaco cor creme era bem fofinho e de gola alta, assim ela não sentiria frio, muito menos usando o par de botas forradas, que havia encontrado na loja de Pappagu, na ilha dos trintões. Assim que bateu os olhos no calçado, sabia que ele deveria ser usado pela morena.

Nami encolheu os ombros, apertando os lábios, pensando que se aquele plano não desse certo, não haveria força o suficiente para se reerguer. Não admitiria perder mais ninguém em sua vida.

Brook tocava no violino uma melodia que preenchia a alma de seus companheiro, um sentimento de coragem os tomou de assalto. Franky sorriu, emocionado demais para dizer alguma palavra. Sanji, que acendia seu cigarro, também sorriu, ele já havia feito um discurso sobre como defenderia a todos e faria o impossível para que Robin voltasse em segurança para seus braços. Usopp deu alguns tapinhas nas costas de Chopper, animando-o e dando seu melhor sorriso. Luffy agitou-se, quando ouviu um barulho no mar. Era como se as águas movessem mais rápido sem a ajuda do vento.

Das águas escuras do mar, surgiu um submarino. Todos olharam sérios para o símbolo destacado de preto na cor amarela da embarcação que emergia. Luffy deu um passo a frente e segurou o chapéu, para não voar com a ventania que se formava. Nami deu algumas instruções para os demais, que acataram rapidamente, para que as embarcações ficassem paralelas uma a outra.

Alguns minutos depois, estavam lado a lado, os dois navios piratas.

O embarque de Robin e Chopper no outro navio seria rápido, caso o tempo não tivesse mudado. Começou a chover, e assim, o capitão do outro navio estava em pé, aguardando seus dois novos tripulantes a se juntarem temporariamente a sua tripulação. E como combinado, dois do bando dele ficariam com os chapéu de palha, como moeda de troca.

O urso branco parecia inconsolável, aos olhos de Chopper, quando eles se olharam, o medico quis transmitir em seus olhos que o Sunny era um lugar bom para viver. Mas isso não pareceu animá-lo.

Franky abriu a escotilha do Sunny, assim que Nami ordenou, estavam no pequeno Merry: Robin, Chopper, Luffy e Zoro.

Do outro lado, iam Law, Bepo e Penguin.

Quando os pequenos barcos se encontraram, Luffy pode finalmente olhar nos olhos de Trafalgar Law, e falar o que estava engasgado na sua garganta:

– Você promete trazê-los em segurança, que eu cuidarei dos seus como sendo meus nakamas.

Zoro quis socar Luffy, chutar a bunda de borracha dele para longe, que iria chegar ao East Blue antes do sol nascer. Aquela NÃO era a pergunta ou ameaça a ser feita. Mas o espadachim nada poderia fazer.

Law vestia um casaco branco com manchas pretas, parecidas com as que utiliza em suas calças. Ele moveu a cabeça na direção de seus companheiros, e com um sorriso, confirmou o que Luffy dissera: – Eu confiarei eles, assim como você esta fazendo a mim, não se preocupe, eu prometo que irei curá-la.

Zoro e Law se olharam por alguns segundos, que valeram por horas. Não era preciso dizer muito, para saber que as faíscas que escapavam dos olhos de cada um, tinham significados, e tais significados deveriam ser acompanhados de ódio, sangue ou algo pior.

Mas Law logo moveu os lábios e esticou as mãos para ajudar Chopper a trocar de barco, logo em seguida foi Bepo, depois Robin, e assim Penguin se foi.

Com um semblante ameaçador, Zoro desejou dizer a Law que o buscaria mesmo no inferno, caso algo acontecesse a Chopper e Robin. Talvez sua expressão já fosse bastante aterrorizante, visto que Bepo estava morrendo de medo do espadachim.

Trafalgar iniciou a conversa:

– Daqui em diante iremos manter contato esporádico , não podemos deixar pistas do que esta acontecendo, os dois bandos, agora, estão de uma certa forma mais fracos.

– Fale somente por você. – rosnou Zoro, mas o moreno não se deixou calar.

– Querendo ou não, estamos em desvantagens, não numérica, mas em estratégia, vocês estão sem uma poderosa usuária e o médico. Mas a nossa desvantagem é maior, estamos basicamente nessa para salvá-la. Meus dois companheiros os ajudarão no que for possível também.

Zoro olhou para Luffy, como se esperasse que o capitão tomasse alguma atitude.

– Deixa com a gente. A marinha não vai seguir vocês. Esta tudo planejado, eles virão atrás de nós, e você poderá salvá-la. – Luffy concluiu com um sorriso e logo depois olhou para Bepo e somente então percebeu que se tratava do urso branco. Seus olhos se arregalaram e ele gritou animado.

Zoro balançou a cabeça negativamente, depois, olhou para Chopper, e tentou transmitir força para ele cuidar de Robin.

A rena engoliu seco e acenou para Zoro, mais cedo eles haviam conversado sobre a partida, e o espadachim deixou bem claro que não era, por hipótese alguma, deixar Robin sozinha. Chopper prometeu ficar ao lado dela, todo o tempo.

– Hey, Traf. – Luffy, agarrado a Bepo, parou um instante. – A fábrica, quando estávamos lá, você me disse que havia coisas importantes para fazer, e nos deixou. O que era?

Zoro finalmente sentiu uma queimação no estômago, dependendo da resposta, ele iria marcar um ponto e trazer de volta ao navio Chopper e Robin. Assim não iriam precisar da ajuda daquele pirata.

Trafalgar Law moveu o pescoço, e olhou para Chopper, que parecia amargurado por tê-los deixado.

– Tive que deixá-los por motivos pessoais. – ele simplesmente disse, sem parecer interessado a dar mais explicações.

– Ser era isso, então tudo bem. – Luffy abriu um sorriso.

Zoro trincou o maxilar.

Após uma breve despedida, Law encorajou seus companheiros com um breve olhar.

Eles partiram então.

Robin estava desacordada em uma maca, Chopper ficou ao lado dela, como havia prometido a Zoro.