Frozen Heart

7 Frozen Heart - Capítulo 7


Notas iniciais
Eu não os abandonei hehe
Esse capitulo não explica muita coisa, achei melhor dividir, ou ia dar tudo de mão beijada a vocês =X
E eu sou má. muwhahaha

A primeira coisa que viu quando acordou foram os olhos esperançosos de Nami, acompanhado de seu sorriso cheio de alívio. Robin se mexeu na cama, tentando inutilmente se levantar, mas as mãos da navegadora a impediu de continuar. Ela então suspirou, e pousou a cabeça no travesseiro fofinho e macio, desejando não ser um peso ou tormento para o bando.

Nami ainda lhe sorria, explicando o que estava acontecendo. Robin tinha certeza de que ela omitia as partes mais importantes e críticas. Porém, não discutiu e nem exigiu a verdade, pelo menos não naquele momento. Sentia-se cansada e fraca. Não seria de muita ajuda numa luta. Talvez fosse melhor apenas ouvir que tudo estava bem, antes de começar a se culpar pelos estragos.

Ela voltou a dormir novamente, deixando Nami mais tranquila quanto ao seu estado atual. Obviamente a arqueóloga mentiu, mas já era ruim não poder ajudar, também não queria atrapalhar. Ela acordou novamente, e dessa vez Sanji quem fazia companhia ao seu lado. Ele estava sentado na cadeira, com a cabeça baixa, fumando um cigarro amassado. Robin estreitou os olhos e notou um filete de sangue que escorria de sua boca. Ele estava sujo e com o terno azul marinho rasgado nas mangas, mas mesmo assim, seu ar elegante não lhe escapava.

Assim que notou que ela havia despertado, o cozinheiro abriu um amplo sorriso, segurou sua mão e beijou delicadamente, sem aquela rotina enlouquecida de amor exagerado, era mais como um beijo cálido de irmãos, amigos, companheiros. De alívio.

Robin sentiu os lábios quentes de Sanji, provavelmente pelo sangue que escorria, mas ela não sentiu nojo. O loiro conseguia ser um cavalheiro mesmo naquela situação.

– Fique acordada, Robin-Chan. Chopper já vem te ver.

– Onde estão todos? – perguntou, com um fio de voz.

– Estão bem. – Sanji lhe sorriu de canto. Robin sabia que ele mentia. Mas ela não contestou, dormiu mais uma vez e ao acordar, Chopper estava ao seu lado, juntamente com Usopp. Ambos pareciam cansados, como se tivessem utilizado todas suas forças em uma luta.

– Oi, Robin. Ta com uma cara melhor, parece mais corada. – Usopp exagerou no elogio, mas Robin sorriu em agradecimento.

– Obrigada pela gentileza. – Ela olhou para os dois, esperando por informações que nunca receberia, ainda não.

Chopper a examinou rapidamente. Ele também estava com o mesmo sorriso preocupado de Nami. Robin sentiu a agulhada da injeção, fechando os olhos, numa careta. Não gostava de agulhas, mas...

Ela dormiu.

Ao acordar, estavam Brook e Franky no quarto, eles arrumavam algo na parede. Na verdade concertavam um buraco. Robin assustou-se inicialmente, mas logo sentiu uma tontura e caiu no sono. Seu peito doía fortemente, uma dor lancinante que não a permitiu sequer gemer.

Um barulhinho e uma picada no braço, assim ela despertou mais umavez e seu corpo recebeu uma descarga de adrenalina. Robin sentiu seu coração disparar descontrolado no peito. Sua voz falhava e a visão ficou tremula. A única coisa possível naquele momento, era ouvir. E ela ouviu a voz de Zoro:

– Não. Chopper é capaz de curá-la. Não é? – houve um silencio e um choro cortado no ar. Nami segurou a mão de Robin, a arqueóloga sentiu o suor frio vindo da ruiva.

– Sinto muito, estou fazendo tudo o possível. – Chopper, a voz dele era embargada, a ponto de chorar. – Sinto muito pessoal.

– Não se culpe, Chopper. Você é incrível. – Usopp continuou elogiando o medico, ate que os dois caíram no choro.

Robin não ouvia a voz de Franky e Brook, mas podia sentir eles por perto, na certa estavam ocupados com o navio. Alguns minutos depois, Sanji trouxe uma sopa para Robin, mas ela não estava com forças para falar, quem diria comer.

– Não podemos confiar nele. Não mais. Olha o que aconteceu. – Zoro irritou-se com o silencio de resposta.

– Quais são nossas opções? Eu não quero perdê-la. – Nami esperneou alguns minutos depois.

– E você acha que eu quero? – Zoro falou alterado, ignorando os olhares em sua direção.

– Não vamos perdê-la. – Foi a primeira vez que Robin ouviu a voz de Luffy. Era diferente, não havia vitoria ou alegria em seu tom. Estava serio e decidido. – Se ele pode ajudar salvar a Robin, então iremos acreditar que vai dar certo.

– Ele nos traiu, quem nos garante que não fará novamente? – Sanji também participava da discussão. – A não ser que eu vá com ela. – a voz dele foi carregada de emoção, mas Zoro imediatamente o cortou.

– Você só atrapalharia, eu vou. – ele deu um passo a frente.

– Acho que quem deveria ir é o Chopper, afinal ele é medico. – Usopp intrometeu-se na discussão deles, recebendo um olhar fulminante de Zoro e Sanji.

– Eu vou.. É minha responsabilidade. – A voz de Chopper estava carregada de coragem e esperança. Robin sentiu-se especial naquele momento. – Eu cuidarei dela, eu ficarei de olho em tudo, não se preocupem. Por favor, confie em mim.

Zoro abriu a porta da cozinha com ferocidade, como se estivesse pronto para atacar um inimigo. Ali dentro, Sanji preparava comida e arrumava a louça na pia para lavar em seguida. Ele disse – sem reclamar da batida na porta –, que estava preparando uma deliciosa comida para que Chopper e Robin pudessem levar.

– Não irei admitir que eles comam qualquer coisa naquele navio. – Argumentou, esticando a manga da camisa social para o alto, e amarrando um avental na cintura. Zoro achava aqueles aventais ridículos, mas Sanji o ignorava, não era como se ele fosse sujar suas roupas lavando louça, e o marimo não compreendia que havia de fato uma diferença de quando usava os aventais. Já que não iria ficar trocando de camisa a cada respingada de molho rosé.

O espadachim bateu os coturnos na mesa, e nesse instante, Sanji acendeu seu cigarro, abrindo a torneira e lavando os pratos. Zoro bufou, irritado, bebendo saquê direto da garrafa. E Sanji suspirou.

– Não acredito que você concorde com essa loucura. – Finalmente Zoro desabafou. Estava entalado em sua garganta aquela frase, entre outras. – Estão a dando de mãos beijadas ao inimigo.

– Nós não temos a certeza de que ele é nosso inimigo. – Sanji respondeu, enquanto ensaboava os talheres. – Temos apenas pistas, as provas não são concretas.

– Ele nos abandonou. – Zoro, inquieto, tentava manter sua voz não muito elevada, ele não queria que ninguém entrasse ali naquele momento. Se o fizesse, ele teria que voltar a sua habitual forma grosseira de tratar aquele cozinheiro tarado e demente.

– Por N motivos que desconhecemos. Não pense que eu não estou tão irritado e zangado quanto você. Nosso navio foi atacado pela marinha, por outros piratas, e no meio de tudo isso, estamos perdendo uma nakama.

– Não me parece tão preocupado, já que concordou em deixar que ele a cure.

– Sim. Eu deixaria. Desde que a cure. – Sanji virou-se, com as mãos pingando sabão no chão limpo da cozinha, ele era extremamente organizado e perfeccionista, logo em seguida pescou um pano de chão bem dobrado de uma das gavetas e limpou o chão. – Eu me entregaria a marinha, eu viraria o mar de cabeça para baixo para salvá-la, ela e a Nami-san. – Seus olhos brilhavam, mas não daquela forma doentia quando falava de mulheres, porque aquelas duas eram mais do que especiais para o loiro. – Law é seu inimigo, não nosso.

– Do que você esta falando, idiota.

Sanji deu um leve sorriso e voltou a lavar a louça.

– Confie na decisão de Luffy, afinal, ele é nosso capitão.

Notas finais
Nos comentários conversaremos mais.
E palmas para o Thiago que reavivou sua conta no Nyah somente para recomendar minha historia UHSUHAUHSAUHSAUHSUHA seu lindo ♥

Beijos amores ;*