Frozen Heart

6 Frozen Heart - Capítulo 6


Notas iniciais
Demorei? hehehe lá embaixo eu conto o que houve. Boa leitura.
Tava com saudades de vocês. Aliás, obrigada pelos comentários e recomendação ♥

Havia um rastro de fumaça no céu e Robin a seguiu, desviando das pessoas em pânico que gritavam “fogo, explosão, Socorro...”

O coração da arqueóloga batia descompassado no peito. Sua respiração era ofegante e suava as palmas das mãos. Robin pausou a corrida, brotando uma mão no peito, verificando seus batimentos. Ela respirou fundo e ouviu um estrondo ao seu lado. Um prédio de cinco andares havia sido cortado ao meio. Ela piscou os olhos, mas pode distinguir as três lâminas cortando o ar.

O homem caiu perfeitamente no chão, logo a sua frente. A espada em sua boca estava manchada de vermelho. Robin deu um passo para trás e sem querer o salto de sua sandália prendeu-se numa fissura no chão. No momento que ela olhou para os pés, sentiu duas mãos ágeis lhe agarrar a cintura e seu corpo ser arremessado para o chão.

Ao abrir os olhos, Robin sentiu a respiração quente do espadachim sobre seu rosto.

– O que pensa que esta fazendo? – ele disse autoritário, mas ao mesmo tempo preocupado. Sua voz misturava-se aquela sensação de adrenalina que acabara de passar. Robin não respondeu. Ela apenas verificou que, caso Zoro não a tivesse levado ao chão, teria sido esmagada por uma parede de concreto. Zoro levantou-se, observando a rua. As pessoas que corriam para fugir do perigo já estavam longe. Assim era mais fácil lutar, sem preocupar-se em ferir algum inocente.

Em seguida, a morena se levantou também. Ela ignorou uma dor latente que sentia no peito e a falta de ar. Perguntou o que estava acontecendo, inicialmente parecia que o espadachim estava ignorando-a, mas logo depois ele se virou e disse: – Fomos atraídos para uma armadilha.

Achou, Zoro, que aquela frase seria o suficiente para que Robin compreendesse toda a situação. E era verdade. Ele a conhecia assim tão bem para saber que iria entender. Mas a dor em seu coração falou mais alto. Robin caiu ajoelhada no chão, sentindo aquela dor aterrorizante no peito, como se o seu coração estivesse sendo rasgado ou cortado em pedaços pequenos. Zoro a segurou nos braços, pegando-a no colo. Saíram da rua, para mantê-la em segurança. Ele não era bom com essas coisas. Por isso admirava tanto Chopper, que seria muito mais útil naquele momento, do que um homem com espadas e um desejo alucinante de cortar em mil partes um capitão pirata.

– Calma, vou levar você para o navio. – disse enquanto segurava Robin no colo, dando umas batidinhas em seu rosto. – Qual é? Não desmaia.

A cidade portuária de Acácia estava um caos. Pessoas corriam de um lado para o outro. Brinquedos pareciam assustados, de uma forma completamente estranha, e os gritos femininos eram altos e agudos. Zoro precisou lutar contra marinheiros e piratas. Mesmo com Robin caída sobre seu ombro, o espadachim possuía destreza e velocidade para seguir em frente, sem machucá-la.

Houve um momento em que a arqueóloga despertou, e sibilou algo sobre flor. Mas Zoro sequer sabia o que aquilo significava. Só sabia que Chopper era o único que poderia ajudar. E com esse pensamento, as lâminas de sua katana cortaram com ferocidade.

O navio estava próximo, ele podia ver uma confusão ao redor. Alguém fora arremessado para longe, um raio caía de uma única nuvem nublada no céu azul, com chamas e fumaças cobrindo outras partes. Quando Sanji viu Robin sendo levada pelo espadachim, ele avançou na direção dos dois, a primeira reação foi querer chutar Zoro, mas desistiu para não machucar a morena.

Nami veio em seguida, estava com seus cabelos soltos e molhados pela chuva que fizera cair com aquelas nuvens carregadas. Zoro entregou Robin nos braços da ruiva, que não aguentou o peso, indo de encontro ao chão. Sanji ergueu a mão, chamando-o de Marino estúpido. O loiro pegou Robin no colo e a levou para o navio.

– Onde estão os outros? – perguntou para Nami, que olhava na direção de alguns prédios destruídos.

– Brook e Franky chegaram a pouco. Luffy está lá. – ela apontou. – É verdade? Que fomos traídos?

Zoro não respondeu, partindo na direção em que Nami apontou.

Ela apertou os lábios e virou-se, procurando ajudar em alguma coisa no navio. Franky estava cuidando para que eles partissem o mais rápido possível, e Chopper, bem, ele estava completamente desanimado e triste com a traição que sofrera, ainda que não aceitasse o que Law fizera a todos.

Usopp estava de vigia no mastro do navio. Num momento ele gritou para Nami tomar cuidado. A navegadora girou o corpo e caiu no chão, rolando na grama do navio. Ela se levantou e logo em seguida Usopp mirou e atirou em cheio o marinheiro que pulava ali dentro.

– Estão vindo de todos os lados, são muitos. – Gritou mais alto.

– Fique de guarda, chame Brook para ajudar. Vou ver o que houve com a Robin. – ela entrou e foi direto para o quarto, onde encontrou Sanji ajoelhado ao lado da cama, segurando a mão de Robin, e chorando feito uma criancinha. – Vá ajudar Usopp.

– Não posso deixar Robin-chwan aqui.

– Ela estará bem comigo, agora vá logo, ou o navio afunda e nós duas morreremos. – Nami foi categórica. – É isso que você quer? Sanji-kun? – completou, fazendo uma voz fina.

– Não. Eu vou proteger vocês duas com minha vida.

O loiro saiu rodopiando do quarto.

Nami observou Chopper trabalhar em silêncio. Ele verificou os batimentos cardíacos de Robin, mediu a pressão e preparou uma injeção. Robin, ainda desacordada, não sentiu a picada da agulha em seu braço. Embora ela as vezes mexesse o rosto e fizesse caretas.

– Chopper. – Nami tentou dizer algumas palavras de consolo, afinal, ele era o mais empolgado com Trafalgar Law a bordo. Deveria ser difícil ter alguém que se admira como inimigo. Aliás... essa não era a primeira vez que aquilo acontecia com a rena. Nami lembrou-se de quando estiveram em Thriller Bark. Uma longa história. – Sinto muito por isso.

– Não sinta, Nami. Tudo bem. – ele deu um falso sorriso, voltando a sua atenção para Robin.

– Certo. Agora me diga, o que ela tem?

– Eu preciso examinar mais. Mas tenho algumas suspeitas. – ele fez algumas anotações e depois olhou para Nami, de uma forma preocupada. – Espero que eu esteja errado.

Nami segurou a mão de Robin e alisou os dedos nos cabelos da arqueóloga, rezando para que Chopper pudesse curá-la de uma vez por todas. Iriam precisar dela o mais cedo possível.

Notas finais
Gente, to trabalhando o dia todo, fiz esse capitulo no celular dentro do onibus indo trabalhar, então o que vale é o esforço UHSAUHSUAHS e eu sou muito esforçada ♥
Tenho várias ideias, e vou ver se na minha folga tiro uma horinha para fazer uns capitulos maiores.
É isso, e não se preocupem, eu sou do tipo de autora dramatica, amo um drama HUSUHASUHA então vão sofrer comigo.
Beijos, e obrigada a quem não desistir dessa história ;D