Frozen Heart
5 Frozen Heart - Capítulo 5
Notas iniciais
Bem, nos vemos nos reviews.
Ela correu pela cidade. Esbarrando nas pessoas, pedindo desculpas e acenando com uma mão brotando na cabeça de alguém que passava por ali. Robin ouviu um silvo alto, alguma cantoria e uma mulher rodopiava gritando Olé deixando a rosa que pendia em sua boca cair no chão, e seu vestido espalhafatoso amarelo, vermelho e preto ficar para trás, rodopiando pela rua. Robin sentiu cheiros agradáveis, sentiu calor, a música contagiante. Brinquedos falantes.
A morena não parou de correr, seque sabia onde iria chegar, mas ela tinha um pressentimento de que deveria continuar. Tão logo alcançou uma praça central, com diversas árvores e um belo jardim. A fábrica não ficava ali, ela pegara outro caminho, mas não era para lá que seguia.
Havia um cheiro, um aroma especial. Precisava encontrar. Precisava saber o que é que lhe tirou de seu rumo.
Continuou seguindo pelas ruas da cidade portuária de Acácia, até que o aroma que a trouxe até ali ficou mais forte. O corpo dela congelou no meio da rua. Robin olhou a rua movimentada, por diversas pessoas, falavam algo sobre o Coliseu. Mas não era o que ela estava interessada.
Aquele aroma penetrou suas narinas, causando-lhe uma série de calafrios e arrepios.
Finalmente decidiu atravessar a rua. Aproximando-se do seu destino.
Era uma floricultura. A loja de flores era pequena, parecia mais um corredor com porta de vidro. Assim que abriu a porta, uma sineta tocou, a florista virou-se, sorrindo, era uma boneca. Uma bela boneca de longos cabelos vermelhos feitos de fios brilhosos. Ela vestia um vestido longo de baile, como as bonecas que Robin recordava-se que sua prima possuía. Aquela lembrança veio fulminante como um raio em sua cabeça.
– Posso ajudá-la? – A voz da boneca era estranha, Robin não a respondeu, ela apenas girou o corpo no corredor de flores, e vasculhou em meio tantos aromas, aquele que a trouxe ali. De repente, a rosa se destacou em meio a lírios, copos de leite e margaridas. Uma rosa recém desabrochada, sem espinhos. Aquela possuía uma mistura de cores, amarelo, branco e rosa.
Aquela rosa, a última vez que Robin a vira... oito anos atrás, em Ohara.
– Onde conseguiu? Essa rosa, onde conseguiu.
– Há campos floridos em uma ilha vizinha. – a voz ranhosa da boneca dava sensação de que ela precisava de algum tipo de concerto.
– Nossos mercadores só compram as flores mais especiais dos mares.
– Eu quero todas... – exigiu a arqueóloga.
– Todas? – a boneca pareceu chocada. – Mas essa é a única. Elas florescem tão pouco, geralmente morrem quando são colhidas.
– Então eu vou levar essa. Quanto é?
– 200 mil. – a boneca sorriu.
– O que? – Robin não pode deixar de ficar assustada com o valor. Duzentos mil era muito, e Nami, mesmo sendo amiga, não iria liberar tanto dinheiro por uma flor. O que ela deveria fazer? Precisava daquela flor. – Pode guardar para mim? Eu vou buscar dinheiro.
– Não, infelizmente não posso, essa flor já foi encomendada.
Robin quis perguntar porque a boneca não avisou antes, mas sabia que poderia ser uma discussão sem sentido. Ela então fez melhor, perguntou como fazia para chegar a ilha das flores. Assim, quem sabe, poderia pegar mais do que uma, ou melhor, uma mudinha para plantar no Sunny.
A boneca ensinou o caminho da ilha, mas ela iria precisar de um navio.
– Isso eu já tenho. – Robin agradeceu, deixando o corredor de flores, e despedindo-se da Boneca de cabelos vermelhos.
Um leve sensação de prazer percorreu seu corpo, ela não sabia exatamente o que aquilo significava, mas não parecia ser alguma coisa boa. Afinal, deixou o navio para encontrar-se com Law, mas acabou que seu destino a trouxe até aquela floricultura, encontrando uma herança rara de sua ilha natal. Mas o que aquilo tudo significava e porque sentia-se daquela forma ali?
Ela sacudiu a cabeça e seus cabelos balançaram com o movimento. Robin girou os calcanhares para olhar novamente a floricultura, mas nesse momento sentiu o braço ser seguro por uma mão e rapidamente puxado para o lado.
A arqueóloga desequilibrou-se num instante, mas logo já estava postada de pé, com seus grandes olhos injetados.
– O que faz aqui? – A pergunta veio curiosa, mas ao mesmo tempo preocupada dos lábios do capitão Trafalgar Law. – Deveria estar no navio, é mais seguro para você.
– Eu... eu não sei. – Ela piscou os olhos, confusa. – O que aconteceu?
Robin parecia sair de um transe.
– Preciso levá-la de volta ao navio.
– Não! – Ela disse categórica, mas em seguida seu olhar pareceu suplicante. – Não, eu preciso ir em outro lugar. Eu preciso dizer uma coisa. Eu não sei. Esta confuso.
– É a ilha, ela causa isso nas pessoas. Lembre-se, essa é a ilha do amor e paixão. As coisas podem sair bem diferentes do que imaginamos.
– Eu preciso ir.
Law a olhou sem entender porque daquela atitude. Mas achou melhor não ser contra a vontade dela. Nesse caso, poderia ao menos saber o que ela desejava fazer naquele momento.
– E para onde pensa que vai?
– Eu preciso ir em Takarazuka. Essa é a ilha que a florista me falou.
Ele endureceu o olhar.
– O que quer fazer lá? – Perguntou espiando por cima dos ombros da morena, verificando se alguém estava aproximando-se deles. – Sabe que Takarakuza é um domínio de Doflamingo, assim como essa ilha.
– É importante. – Robin estendeu as mãos e alcançou as de Trafalgar, contando a ele tudo o que aconteceu desde que saiu do navio, nesse momento, a Robin sensata pareceu despertar daquela aura de hipnose. – O que você faz aqui? Não deveria estar na fábrica?
– Sim e não. – Law lhe respondeu, puxando-a para longe da rua, quando viu que havia um grupinho estranho passando por ali. – Nós nos separamos, houve uma confusão em um bar.
Ele aguardou que Robin ficasse preocupada, mas pela expressão de seu rosto, parecia que era algo já esperando que viesse a acontecer.
– Então, eu preciso retornar, caso precisem de minha ajuda.
– Mas, e a rosa? – Law deu um passo a frente. Robin já havia se virado, estava de costas para o pirata. – Você a quer?
– Eu... eu. – Robin levou as mãos a cabeça.
– Depois, agora tenho que ir, meus companheiros devem estar precisando de mim.
Caminhou, batendo o salto de sua sandália no chão. Ela se virou, lançando-lhe um sorriso pequeno.
– Espere. – ele disse sem pensar, mas não demorou muito, Law estava sozinho. Robin já havia partido. E um aroma delicado se fez presente, o perfume dela alastrava-se pelo ar. Mas a única coisa que tinha certeza, era a de que a arqueóloga estava já sobre o efeito da ilha.
Mas o pior era que, ele também estava sobre o mesmo efeito, embora parecesse que chegara naquela ilha já hipnotizado.
Notas finais
Ana Carolina me mandou um review tão amor que me deixou animada para escrever mais ;D
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