Frozen Heart

4 Frozen Heart - Capítulo 4


Notas iniciais
Hey galera bonita ;D
Eu já disse isso, mas nunca é tarde de lembrar, a história tomou um rumo diferente do mangá, então não tem "spoiler" e eu vou dar a louca aqui e escrever coisas criadas por mim, de vez em quando, já que não conhecemos ainda essa ilha direito. Mas pelo que parece, ela é linda e charmosa, nada mais justo que rolar um romance opa ... *--*
Vamos ver o que vai ser daqui para frente, como eu disse, não sei ainda... o mar esta me levando~~

Quando Zoro informou que uma ilha se aproximava, Luffy saltou para a carranca frontal do Sunny. Ele ficou lá admirando a ilha de Dressrosa, com um sorriso gigantesco nos lábios de borracha, ansioso por desbravar aquela novidade.

Ainda estavam há uma certa distância da ilha, por isso uma reunião seria feita no convés do navio. Luffy juntou-se a ele, somente porque Sanji prometeu uma boa refeição antes de chegarem ao porto.

Usopp e Chopper estavam animados também, vestiam roupas de camuflagem, achando que assim passariam desapercebidos dos demais. Nami girou os olhos, ignorando-os. Do outro lado, Franky já estava preparado e abastecido de cola, dançando ao ritmo da música de Brook.

Sanji rodopiou em direção a Robin, carregando uma bandeja com suco de maçã. Para Nami, um suco de melancia. Ele ainda ficou ao lado delas, fazendo uma cara desesperadamente apaixonada, o que deixou Trafalgar Law distraído por alguns segundos, observando a interação do bando a sua frente. Não que o seu bando fosse melhor, ou diferente, para falar a verdade eram tão parecido quanto.

Zoro aproximou-se, ele havia acabado de descer as escadas do observatório. Mandou que Sanji parasse de fazer aquela cara assustadora, cruzando os braços e perguntando o que iriam fazer agora. Law abriu a boca para responder, mas Zoro virou-se para Luffy, exigindo uma resposta vinda dele. Nada mais natural, já que aquele era seu capitão. Mas sua expressão arrogante não deixava dúvidas de que também poderia ser por mais algum outro motivo. Tal motivo que era desconhecido por todos do bando.

– Vamos atacar. – Luffy ergueu os braços para o alto, deixando Nami, Usopp e Chopper histéricos.

– Não podemos atacar de frente, seu idiota. – a navegadora apontou o dedo na direção do nariz do capitão. – Agora nós precisamos de um plano, e um muito bem bolado. É muito arriscado o que vamos fazer. Você não pode sair por aí explodindo as coisas sem que aja consequências.

– Ela esta certa. – Robin concordou, e com isso Sanji também concordou com as duas.

– Tudo bem. – Luffy fez um bico desanimado. – Hey, Traf, o que você pensou?

Zoro não pode evitar uma recusa com aquela atitude de Luffy. Ele não seria liderado por outro capitão senão o seu. Mas Law não pareceu preocupado com a aura ameaçadora que emanava do espadachim, ele abaixou-se e estendeu um mapa no chão, mostrando a todos seu plano. Seria muito simples: – Vamos nos dividir em grupos, um cuidará do navio, é muito importante...

– Eu posso ficar e cuidar do navio. – Chopper aproximou-se, dando alguns saltinhos ao lado de Law. – Não é, Usopp?

– Sim, nós dois podemos cuidar do navio. Seremos como dois grandes guerreiros guardando nosso tesouro. – ele fez uma pose exagerada com as mãos, deixando Chopper estasiado, com olhos brilhantes. Luffy apenas riu encenação.

– Continuando... – Law apontou para a ilha. – Outro grupo fica encarregado de ir até a fábrica. A destruição pode ser controlada de longe, mas é necessário ir até lá para preparar as bombas.

– Pode deixar comigo. – Franky juntou suas mãos mecânicas, invocando um sonoro Suuuuuuper.

– Mas eu quero lutar. – Luffy resmungou. – Quero lutar com o cara que a gente conversou.

– Você esta louco? – Nami protestou. – Lutar com DoFlamingo? Precisamos fazer tudo conforme o plano para sair de um vez daqui. Ainda temos outros problemas para cuidar. Você pode lutar na volta.
O capitão pensou... tomando a cabeça para o lado, parecia que Nami estava conseguindo.

– Vamos pensar nos grupos então. – Sanji se prontificou em ficar no navio junto com as damas. Porém, Robin não parecia interessada em ficar no navio.

– É melhor que fique aqui, e deixar o resto com a gente. – Zoro disse, seriamente, sem olhar para a arqueóloga. – Luffy, podemos fazer isso, nós quatro. – Ele apontou para Franky, Brook e enfim o capitão.

– Esta certo. – Luffy concordou.

– Mas Luffy... – Robin se levantou da cadeira que Sanji havia lhe trazido mais cedo. – Eu já estou me sentindo bem.

– Desculpe, Robin. – ele disse, ainda sorrindo. – Mas nós vamos dar conta disso. Não se preocupe. Fique aqui com o pessoal. – por um momento estava tudo bem, até ele se recordar de mais uma coisa. – Ah! Traf, e você? O que vai fazer?

– Eu irei aportar aqui. Meus companheiros me aguardam do outro lado da ilha, combinamos que nos encontraríamos aqui, e já enviei uma mensagem sobre minha chegada.

– Isso quer dizer que vamos nos separar aqui?

– Sim. Mas nos veremos em breve.

Os dois capitães piratas se olharam de frente. Luffy moveu o corpo, virando-se e observando a ilha de Dressrosa. Ele estava ansioso por uma nova aventura.

– É... a gente ainda vai se encontrar novamente, não é? – ele sorriu e saltou novamente para ver a ilha se aproximar, conforme o navio os levava.

Robin entrou no quarto e fechou a porta. Ela não percebeu que estava sentindo-se furiosa, pelo menos até desabar na cama e deitar a cabeça no travesseiro. Ela não poderia ir contra a vontade do seu capitão, por diversos motivos, mas principalmente porque o respeitava e mesmo que suas decisões fossem estranhas, ele era Luffy e Robin confiava em seu julgamento.

Mas estava sim se sentindo deixada de lado. O que era uma bobagem, se fosse pensar bem. Estavam apenas cuidando dela. No entanto, a arqueóloga sentia dentro do peito que algo não estava certo, como se fosse predestinado ela sair dali.

Ela girou o corpo na cama, aquilo tudo era uma grande bobagem. Não acreditava em predestinações, visões ou pessoas que liam seu futuro numa bola de cristal, quem dirá sua mão. Só que ainda sentia aquele chamado dentro de seu peito. Era cortante, como um rio congelado trincado, prestes a se descongelar no fim do inverno.

Ela adormeceu então, e foi acordada com o barulho de Nami mexendo no guarda roupa.

A ruiva trocava de roupa, vestia um biquíni e short. Estava uma temperatura agradável, ela imaginou que Nami fosse aproveitar o tempo para tomar um sol. Não a julgava por isso, faria a mesma coisa, se não estivesse ainda sentindo um certo desconforto.

– Olha, sinto muito. – Nami disse, enquanto amarrava seus cabelos com um elástico cor de rosa, com um enfeite de dois sininhos nas pontinhas. – Eu sei que ficou chateada com o que o Luffy disse. Mas eu acho que é melhor assim. Vamos nos divertir um pouco, que tal? Sanji prometeu fazer uma torta de cereja.

Ela sorriu, gentilmente, enquanto Robin concordava, apesar de estar mentindo com o seu olhar. Perguntou-se a si própria se Nami percebera. Mas a ruiva deixava o quarto, alegando que o protetor solar estava no banheiro, e iria pedir para Chopper passar em suas costas, coisa que sabia que seria difícil, porque sempre que pedia isso ao médico, Sanji aparecia com uma cara demoníaca e o espantava. Era assustador.

Robin decidiu se vestir também, o que mais ela poderia fazer senão o mesmo que Nami?

Vestiu um biquíni azul marinho, e por cima uma camisa branca fininha, típica saída de praia, que deixava suas longas pernas a mostra.

Ela colocou os óculos escuro e saiu do quarto. Dirigiu-se para a biblioteca, seria uma boa mergulhar em alguma história, tinha certeza de que poderia confiar no grupo que deixaria o navio, e relaxar juntamente com Nami. É, poderia enganar aquele aviso apertando seu coração, não seria tão complicado assim.

A morena estava na biblioteca, garimpando um livro que havia comprado há algum tempo, antes mesmo de chegarem a ilha dos tritões, mas não houve uma oportunidade para ler. Falava sobre samurais, e depois de conhecer um, seria interessante saber mais um pouco da história.

Ela abriu o livro, foleando as primeiras páginas. Mas não conseguia se concentrar nem mesmo na numeração do índice. Robin suspirou longamente, sentindo-se completamente fora de si. O que acontecia era novidade, mas ela não se deixaria abater. Assim que virou, para seguir rumo ao terraço da cozinha do navio, ela notou que era observada. Não houve um sorriso de gentileza em seus lábios, mesmo porque não sentia-se bem ao fazê-lo. Robin caminhou, do lado oposto ao que Zoro estava, parado observando-a com os braços cruzados, inquisidor como era.

– Você não pode achar que ir nessa missão seja algum tipo de recompensa, após curar de uma doença que nem Chopper sabe porque aconteceu. – ele a avaliou, aguardando seu olhar complacente, mas Robin não o fez.

– Não quero que dê mais nenhum palpite referente a mim para o capitão. Eu sei como me sinto, Chopper garantiu que está tudo bem.

– Ele não sab-

Ele me garantiu. – Robin o atravessou, falando calmamente. – Vou respeitar a decisão do capitão. Mas não me trate como uma fraca, não faça mais isso.

Zoro a segurou pelo braço, sentindo o tecido macio que cobria a pele dela. Aproximaram-se tanto que podiam sentir a respiração um do outro. Ele não se moveu, não disse nada, nem um sinal de que faria qualquer coisa, senão olhar – com seu único olho –, para os dela, como se pudesse ler o que ela lhe dizia mentalmente.

Robin sentiu a mão pesada de Zoro soltar seu braço, quando Nami entrou na biblioteca, procurando por suas revistas. Elas as achou, acenando em seguida para Robin não demorar muito, Sanji havia preparado sorvete.

Zoro deu uma volta completa e deixou o lugar, sem dizer nada.

– O que estava acontecendo aqui? – A ruiva perguntou, fazendo uma carinha espertinha.

– Não é nada. – Robin acariciou o braço um pouco dolorido.

– Sei. Vocês dois não me enganam. – ela levou a mão a cintura. – Eu vejo tudo o que acontece ao meu redor, Robin. E sou sua amiga. Pode confiar em mim. Sei que tem mais alguma coisa incomodando você. Dá para sentir.

Será que ela estava mesmo assim tão mal que transmitia em suas ações?

– Eu... eu sinto que algo estranho pode acontecer aqui.

– Ah! Isso. – Nami balançou a cabeça. – Eu também sinto isso. Aliás, eu tenho calafrios só de pensar no que Luffy vai aprontar naquela ilha. Mas precisamos acreditar que vamos sair daqui ilesos.

Ela então deu um grande sorriso para Robin, fazendo milhões de perguntas referente a cena que havia flagrado há alguns minutos, mas nem mesmo Robin saberia responder aquilo.

Do lado de fora do Sunny, todos que iriam desembarcar estavam prontos para deixarem o navio. Nami fez diversas recomendações a todos, mas ela sabia que era uma batalha perdida, porque Luffy estava já hipnotizado pela aventura. Assim que o grupo deixou o navio, Nami e Chopper foram direto para a cozinha pegar mais sorvete, fazia calor. Usopp estava de guarda no observatório, mas Robin sabia que ele ia aproveitar para brincar de herói valente, ou algo do tipo.

Robin se viu sozinha no convés do navio. Ela sentiu a brisa marítima bater em seus cabelos, fazendo-os dançar no ar. Fechou os olhos por um tempinho, até sentir um cheiro agradável vindo da cidade.

Ela imaginava que mesmo com as recomendações de Trafalgar Law, o capitão iria aprontar. Falando nisso, ele também havia deixado o navio com os demais, iria partir em busca de seus companheiros assim que as bombas fossem colocadas corretamente na fábrica.
Não houve despedida, Law não lhe dirigiu nenhuma palavra ou olhar.

Robin também não, mas agora ela sentia aquela sensação no coração aumentar. O que era mesmo que Law havia salientado sobre a cidade ser perigosa?

“A ilha do amor e paixão...”

– Hey! Robin... – Usopp gritou lá do alto, chamando pela arqueóloga que saía do navio e caminhava rapidamente na direção da saída do porto. – Nami! Vem aqui.

– O que foi? Para que esse escândalo? – Nami apareceu segurando uma taça de vidro, cheio de sorvete, calda e cerejas.

– Robin, ela saiu do navio. Ela esta ali... – Ele apontou na direção em que vira a morena pela última vez, mas ela não estava mais lá. – Sumiu.

Usopp gritou.

Notas finais
Ahh, lembrando uma coisa. Fui num evento aqui de São Paulo, o Anime Party, e tirei uma foto com meu amigo que fez cosplay de Law. Um amor.
Essa moça linda na foto sou eu hehe, vejam o link no meu tumblr:
http://millahime.tumblr.com/post/47580957804/anime-party-sao-paulo-brasil-07-04-2013