Frozen Heart
3 Frozen Heart - Capítulo 3
Notas iniciais
Nos falamos mais lá embaixo.
O dia estava ensolarado e o vento soprava na direção exata, colaborando com a navegação. Nami estava em pé diante da sacada e Sanji na porta da cozinha chamando-a para o café da manhã que já estava pronto. Não havia problemas de Luffy e o restante devorar tudo, já que Sanji preparava um café especial para Nami e Robin.
Ela agradeceu, e disse que logo iria entrar. Queria se certificar de que o tempo não mudaria de uma hora para outra, temendo a instabilidade do mar no novo mundo. Ela piscou, olhando para o céu sem nuvens.
O clima estava perfeito. Perfeito até demais. Uma coisa era certa, nada as coisas eram instáveis, principalmente no mar. Por isso, toda a preocupação era pouca.
– Bom dia. – A voz de Robin tirou a navegadora de seus pensamentos. Nami desceu as escadinhas, preocupada com ela. Havia deixado claro que levaria o café da manhã no quarto. Ela fez milhões de perguntas e Robin acenou com a mãos para que ficasse calma. – Eu me sinto bem.
– Só vou ficar tranquila quando Chopper confirmar. – Nami falou categórica, em busca do médico. Enquanto isso, Robin aproveitou para caminhar pelo navio. Um dia apenas dentro do quarto, era demais para ela.
– Super Robin! – Franky a cumprimentou, também preocupado com sua saúde. Ela não se preocupou em responder novamente que estava se sentindo bem. E mesmo quando Brook, Luffy e Usopp também a questionou e comemoraram a melhora da arqueóloga.
Ela subiu as escadas agradecendo a Franky, afirmando que não precisava de ajuda. Lá de cima, viu Zoro treinando. Ele erguia um peso exagerado. Usopp se juntou a ele, e bem... erguia uma leve barra de ferro.
Ela deu a volta pela cozinha, observando o mar e recebendo os mimos de Sanji com um café fresquinho, mas recusou o pão de mel, não sentia fome. Subiu mais alguns degraus para alcançar a parte superior, onde ficavam suas flores e o pomar de laranjas.
Podia ouvir a música de Brook, sentada na espreguiçadeira que Nami costumava usar para tomar sol. Ela bebeu o café tranquilamente, enquanto Luffy saia da cozinha, alimentado e animado para que chegassem logo a ilha.
– Hey, Nami, falta muito para chegar? – o capitão gritou. – Nami!
– Eu já ouvi. – a navegadora apareceu pisando firme as sandálias de tiras no gramado do navio, levou as mãos a cintura e olhou desanimada para o horizonte. – Não posso fazer nada, seja paciente. Logo chegaremos.
– Mas estou cansado de ficar aqui no navio. – Luffy desmoronou, pendurado na divisória de madeira. Suas mãos se esticaram até embaixo para mexer no chapéu de Chopper. Alguns minutos depois eles já estavam brincando e dando uma trégua para a ruiva.
Robin, de olhos fechados, deitada na espreguiçadeira, podia imaginar o que cada um estava fazendo, apenas ouvindo suas vozes. Não demorou muito para Nami ir fazer companhia a ela, que ainda estava preocupada com a saúde da arqueóloga. Mesmo depois de Chopper ter garantido que um pouco de sol e ar fresco não faria mal.
– Se quiser algo para comer, posso buscar. – ela se ofereceu.
– Não estou com fome no momento. Mas obrigada por se preocupar. – Robin fechou os olhos novamente, o sol estava agradável.
Ela não pode deixar de sentir um certo incômodo, dando por falta de alguém no navio. Todos estavam ali, falando, cantando, brincando, se exercitando... mas uma pessoa não estava, ou pelo menos não estava fazendo qualquer barulho.
Então Nami acabou com o mistério, dando de bandeja os acontecimentos matinais.
– Law esta na biblioteca desde que acordei. Acho que passou a noite lá, mexendo nos mapas, nos livros. – Nami usou a mão para abanar a si própria, o calor aumentava. Seus cabelos estavam presos num rabo de cavalo e a franja jogada para o lado, com umas fivelinhas prendendo.
– Está preocupada com algo? – Robin ajeitou os óculos escuros sobre a cabeça, em seguida, arrumando o cabelo.
– Não sei, é apenas intuição. – Ela olhou lá para baixo, dando um leve suspiro. – Além do mais, tem toda essa história da destruição da fábrica. Precisamos nos preparar, não é uma invasão simples. Luffy vai acabar aprontando alguma coisa.
Robin deu uma risadinha.
– Bem, devemos ter fé em Luffy, não é?
Nami a olhou chorosa, concordando, mas ainda assim preocupada.
O resto da manhã foi calmo. Ao menos sem problemas graves, porque calmaria mesmo somente a água do mar. O almoço foi pescado por Luffy, cortado em fatias por Zoro.
Mais tarde, Robin foi a sala de Chopper, como prometido na hora do almoço.
Chopper estava anotando na caderneta algumas informações.
Ao lado da mesa, sentada na cadeira, Robin observava o pequeno espaço do médico. Os livros bem organizados em prateleiras, algumas amostras em tubos de ensaio e diversos outros equipamentos médicos guardados na estante de portas de vidro. Nico Robin aguardou que ele terminasse, para depois ser dispensada. Era imprescindível manter um diário médico a bordo.
– Esta tudo bem agora. – O médico disse. – Mas caso algum sintoma volte é importante me informar. Você não tem nenhum histórico aqui comigo, por isso acho melhor preencher algumas coisas.
– Eu irei responder o que for necessário. – Robin moveu a cabeça positivamente, e como dito, respondeu o que Chopper lhe perguntou. Ao final, deixou-o na sala, para que ele pudesse concluir suas anotações.
– Boas notícias? – Robin não foi pega de surpresa, mas também não esperava vê-lo ali. Ela apenas virou-se, terminando de fechar a porta.
– Acredito que não há nada com o que se preocupar. – respondeu, encostando as costas na porta. Uma mecha de cabelo caiu sobre o rosto, sendo amparado por seus dedos. Ela cruzou os braços.
Trafalgar não confiou na resposta. Ele tomou a cabeça para o lado, estudando suas feições.
– Suas palavras contradizem o que seu coração diz. Seu olhar me dá outra resposta.
Robin não deixou de sorrir com o atrevimento dele. Law também não.
– Se pode ler meu olhar, então minhas respostas não são necessárias. – ela deu um passo para a frente, e o capitão também, se colocando no meio da passagem. Robin continuou, porém Law não saiu do caminho. Estavam a mesma altura dos olhos, ela, devido o salto da sandália. Apesar da diferença de altura ser de poucos centímetros.
– Mas eu devo dizer que de todas as pessoas que conheci, é a menos previsível.
– Esse é um elogio interessante. – Eles cruzaram olhares.
– Eu não disse que era elogio.
– Esta me recriminando por não ser transparente. – Robin ouviu seu nome ser chamado por Nami. Ela não se moveu, pelo menos ainda não.
– Logo irei aportar. – Trafalgar falou em voz baixa. – Vamos seguir caminhos diferentes. Mas em breve poderemos nos encontrar novamente, e dessa vez, podemos estar em lados opostos. Talvez uma conversa como essa não será possível.
Robin deixou que ele terminasse de falar, apertou os lábios, processando e assimilando o significado daquelas palavras a sua maneira. Law não estava usando o chapéu, seus cabelos negros de fios bagunçados, tal como se não houvesse penteado.
– Então, quando esse dia chegar, ao menos saberei que não é pessoal.
– Não, não é pessoal. Mas até lá... – ele deu mais um passo a frente, ficando a um palmo de distancia da morena. Law ergueu a mão alcançando a mecha de cabelo que caía sobre o rosto da arqueóloga. Colocando com delicadeza a mecha atrás da orelha. Ele respirou prazerosamente o cheiro agradável que vinha dos cabelos dela. Não identificando de imediato que cheiro era, já que foram interrompidos por Chopper que abriu a porta de sua sala.
Animado com a presença de Trafalgar ali, o médico do bando do Chapéu de Palha, convidou-o a entrar e conhecer a sala. Law sorriu para a rena, aceitando o convite, lançou um último olhar para Robin, que já caminhava na direção oposta.
Notas finais
Não estava esperando retorno tão rápido com essa história, era para ser uma oneshot com um final subliminar. Mas eu abro o arquivo e da vontade de escrever mais. Embora eu não tenha uma ideia formada sobre a história, escrevo o que me vem a cabeça na hora. Por isso, não tenho ideia do que vem por ai.
Beijos e obrigada pelos comentários, e também pela recomendação super linda da Allys. Você me pegou de surpresa ♥
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