Frozen Heart

2 Frozen Heart - Capítulo 2


Notas iniciais
Acho que perceberam que a historia se passa quase encostado com o mangá. Mas eu não vou me apegar aos últimos acontecimentos, senão somente algumas coisas que achar interessante.

Também não quero ser tão detalhista em alguns fatos, porque eu sei que muitas pessoas não acompanham o manga e eu odeio dar spoiler rs (odeio receber também)

Acho que é isso.

Obrigada pelos comentários, vou responder todos.

Ela não dormiu.

Passou a noite na companhia dos livros e só quando o sol nasceu, Robin espreguiçou-se na poltrona e fechou os olhos, relaxando o corpo. Foi completamente abraçada por aquela sensação gostosa do sono chegando. Mas a tranquilidade não durou muito pois Chopper entrou pela biblioteca eufórico, queria saber onde estava Law.

Robin mal teve tempo de responder e o médico tratou de correr pelo navio. Em seguida veio Sanji com uma bandeja com café e pãezinhos. Ela agradeceu, aceitando tomar café da manhã ali mesmo. Enquanto bebia o café, podia ouvir o bando despertando e o silêncio do navio sendo cortado. Sentiu uma leve dor de cabeça.

As novidades daquela manhã eram muitas. Robin consolou Nami após a leitura matinal do jornal. A exposição do bando foi grande, elas estavam no quarto, pensando em algum plano B. Conheciam muito bem o capitão do navio. Com certeza a ideia de Luffy era descer na ilha para lutar com toda a força sem medir as consequências, o que deixava a ruiva com os cabelos brancos.

Nami decidiu tentar colocar alguma coisa na cabeça dele, deixando Robin sozinha no quarto, o que não foi ruim. Ela deitou, poderia relaxar um pouco enquanto ainda estavam em alto mar. A previsão de chegada seria de dois dias no máximo, se o tempo continuasse bom como estava, com ventos soprando na direção correta. A navegadora tinha certeza de que aquele tempo bom iria perpetuar até o objetivo deles ser alcançado.

Assim que Robin deitou a cabeça no travesseiro e fechou os olhos, a porta foi aberta. O ruído de madeira rangendo a tirou de seus pensamentos, ela abriu os olhos lentamente.

– Perdido novamente? – disse, ainda deitada. A leve dor de cabeça estava aumentando. O que também crescia era a grande moleza em seu corpo. Algo que nunca foi comum, dificilmente ficava doente, mas não precisava se preocupar, com certeza Chopper poderia lhe ajudar depois. Mas no momento, não queria preocupá-lo.

– Mais ou menos. – Trafalgar Law parou na porta do quarto, escorando-se no batente. Ele usava seu chapéu e o moletom com as mangas arregaçadas, fazia calor. – Eu notei que não tomou café da manhã. E ontem a noite...

A morena sentou na cama, e quando fez isso, sentiu uma vertigem. Ela fechou os olhos no mesmo instante, segurando-se no lençol da cama. Ouviu Law perguntar se estava tudo bem, e com isso, ele entrou de vez no quarto, aproximando-se da cama.

Robin suspirou levemente e deu um fraco sorriso.

– Não precisa se preocupar. – mentiu, alegando que estava perfeitamente bem, apenas precisava de algum descanso. – Mas o que me dizia sobre o café da manhã?

– Ah! – ele se recompôs, ficando de pé novamente. – Que eu senti sua falta no café da manhã?

– Sentiu minha falta? – ela arqueou a sobrancelha fina. – Estranho, porque eu ouvi que notou que eu não tomei o café da manhã.

– Isso, isso mesmo. – Ele deu uma risada fraca, olhando ao redor. O lugar era bem ajeitado, como deveria ser comum para as duas mulheres do bando. – Não perguntei a ninguém aliás, quem notou foi o cozinheiro.

– Sanji.

– Sim. Ele não parava de falar sobre o vazio em seu peito, quando não esta por perto, iluminando o ambiente com seus olhos brilhantes e os cabelos tão negros como era seu coração naquele momento. Um pouco perturbador, confesso.

– Ele tem um jeito especial de tratar as mulheres.

– É, deu para notar.

Ouviram a voz estridente de Luffy procurando por Law. Também dava para ouvir Chopper e Usopp. Com isso, o convés parecia em chamas.

– Estão atrás de você. – Robin concluiu.

– Fico pensando se precisam mesmo de mim agora.

– Acho melhor ir. – ela disse, sem demora. Law apenas virou-se e partiu. Robin encostou-se na cabeceira da cama, sentindo uma dor lancinante. Como se milhares de golpes e picadas atingissem uma parte da cabeça. Ela conseguiu dormir, não soube por quanto tempo, mas acordou com Nami sentada ao lado da cama e Chopper do outro lado, medindo sua temperatura com um termômetro. Eles falavam baixinho para não incomodá-la, mas assim que a morena abriu os olhos, ambos ficaram aliviados.

– Porque não disse que estava se sentindo mal? – Nami perguntou, parecendo preocupada.

– É, deveria ter me contado que estava doente. – Chopper endossou a preocupação da navegadora. – Esta com febre alta e suando muito. Esta sentindo mais alguma coisa?

– Uma dor de cabeça. Mas... – ela tentou sentar na cama, só que o movimento lhe causou vertigem e uma ânsia. Nami segurou os cabelos da arqueóloga, enquanto ela passava mal.

– Chopper, faça alguma coisa. – Pediu Nami, nervosa.

– Eu vou chamar um médico. – Ele correu, mas parou. – Não, espera, eu sou o médico. Posso cuidar disso. Eu me esforcei muito nos últimos anos.

A ruiva girou os olhos.

– O que deve ser? Ela pegou algum tipo de gripe, virose?

– Pode ser a exposição ao calor e ao frio. – Chopper molhou uma toalha na bacia de água e passou no rosto de Robin.

– Mas eu também passei por isso e não fiquei doente. Aliás, todos nós.

– É, mas essa é a primeira vez que ela fica doente. Da última vez, não conta, quando foi congelada pelo...

– Choppe! – Nami reclamou. – Nem lembre disso.

Nami pediu para Chopper preparar algum chá, ou qualquer coisa para fazer Robin se sentir melhor. Mas que fosse discreto, não seria uma boa hora de colocar todo o bando preocupado, principalmente Sanji.

O que Nami queria era paz e tranquilidade. Coisas que não aconteceria caso todos soubessem que Robin não estava se sentindo bem, principalmente o cozinheiro. Porém, ao que tudo indicava, o plano não saiu como desejado.

Sanji entrou no quarto com uma bandeja com chá, comida e várias outras coisas que, segundo ele, poderiam ajudar. Nami irritou-se, não era hora para declarações de amor ou choradeira. Ela mandou ele sair, assim como mandou Luffy e Usopp saírem também. Os demais estavam no convés, como deveria ser.

– Posso ajudar? – da porta do quarto, Law oferecia-se para colaborar.

Nami o fuzilou com os olhos e sussurrou. – A culpa disso é sua.

– Minha? – ele não compreendeu a reação da navegadora.

– Aquela droga de ilha. – Nami voltou os olhos para Robin, que acabara de dormir novamente após tomar um chá.

– Nami, acho que ele não tem culpa do que aconteceu. – Chopper comentou.

– Eu sei, eu sei. – ela gesticulou com as mãos. – O que vamos fazer agora? Daqui a pouco chegaremos a Dressrosa. Alguém deverá ficar com Robin no navio.

– Me deixe ver como ela esta. – Law insistiu.

– Você ainda esta ai? – Nami fez um bico, mas Chopper a convenceu de que seria uma boa ideia. – Certo, eu deixo. Mas nada de truques! – ela o alertou, levantando-se da cama.

Trafalgar aproximou-se e parou ao lado de Robin, ele deu uma olhada para Nami de braços cruzados, Chopper estava em cima da cama e disse baixinho.

– O remédio que dei foi para baixar a febre. Ela ainda esta bem quente, mas olha, suas mãos estão frias como gelo.

Law pegou as mãos da morena. Estavam mesmo frias, como foi relatado. Chopper apertou os olhinhos de Rena e suspirou, lamentando o ocorrido. O capitão Trafalgar o consolou: – Não se preocupe. Ela vai ficar bem, você é um bom médico.

– Jura? – Chopper piscou os olhos assustadoramente brilhantes.

– Oh eu não sou bom não, para com isso.

– Então não é nada muito grave? – Nami chegou próximo da cama. – Ela vai ficar bem antes de chegarmos a ilha?

– Talvez sim. – ele respondeu pacientemente. – Ela precisa descansar e se alimentar bem. O chá que você preparou, parecia muito bom, a temperatura dela já esta melhorando. Mas podemos fazer mais algumas coisas.

Enquanto Chopper saracoteava ao lado de Law, com as patinhas balançando na frente do corpo, Nami os obrigou a sair do quarto, decidida que iria cuidar de Robin, até ela melhorar. Ficou a tarde ali e também o inicio da noite, quando Sanji veio trazer o jantar.

– Preparei uma sopa especial para a Robin-chan. – Ele falou baixinho, colocando a bandeja sobre a mesa de cabeceira. – Para você eu fiz aquele peixe com temperos, grelhado como gosta.

– Eu não estou com muita fome, mas agradeço mesmo assim.

Assim que Sanji saiu, Robin despertou. Ela perguntou as horas e se estava na cama há muito tempo. Nami a tranquilizou e disse que estava tudo bem agora. Pegou a bandeja e colocou sobre o colo da arqueóloga, quando ela sentou-se melhor na cama.

– Não sinto fome. – reclamou Robin.

– Mas vai comer se quiser ficar boa. – Nami pegou a colher e fez aviãozinho. – Abre a boca.

Robin riu.

– Tudo bem, eu como, mas sem aviãozinho.

Nami fez um bico de insatisfação, mas depois encolheu os ombros, aliviada.

– Você me deu um belo susto.

– Me desculpe, foi somente um mal estar. Acho que a mudança brusca de clima. – Robin elogiou a sopa de Sanji, oferecendo uma colherada para Nami, que experimentou. – Estou me sentindo bem. Depois quero agradecer ao Chopper, tenho certeza que ele ficou preocupado.

– Não foi somente ele. – Nami deu uma risadinha. – Outra pessoa veio te ver, parecia preocupado com você. Esta fazendo cara de quem não se interessa, mas seu olhar não me engana.

A ruiva levantou-se tirando a bandeja do colo de Robin.

– Estou preocupada com você. Daqui um dia iremos chegar a Dressrosa, e não sei se será uma boa ideia você desembarcar, acho que o melhor será ficar no navio.

– Não quero ser um incomodo. – Robin moveu as pernas na cama, sentando em seguida.

– Você é teimosa. Não sabemos ainda se esta completamente bem. As recomendações que fizeram foram muito claras, você tem que descansar.

– Prometo me comportar.

– Ótimo. Vou levar os pratos para o Sanji, depois eu volto. – Nami saiu, fechando a porta do quarto. Robin lamentou não ter tido tempo para pedir um livro para ler, limitou-se a descansar a cabeça no travesseiro, observando o céu escuro do lado de fora, pela janela.

Não ficou só por muito tempo. Luffy apareceu, trazendo um pedaço de bolo que Sanji preparou. Robin não estava com fome, mas agradeceu a atitude do capitão. Usopp e Brook também vieram, logo Franky e Sanji chegaram, mas Nami acabou expulsando todos do quarto. Porém, uma pessoa permaneceu, quando a ruiva fechou a porta.

Robin ainda podia ouvir a voz de Nami do lado de fora, alertando que deveriam fazer silêncio.

– Não esta com medo de que ela o encontre aqui?

– Eu não tenho medo. – das sombras da porta fechada, Zoro deu alguns passos na direção da cama. Ele estava da mesma maneira como Robin o vira da última vez, no dia anterior. Zoro arqueou a sobrancelha e a testa ficou ligeiramente enrugada. – Chopper disse que não é grave.

– É o que parece. Apenas um mal estar. Estou me sentindo muito bem agora. Precisava apenas de descanso.

– Sei. – ele moveu os dedos sobre o cabo das espadas presos a cintura. – Mesmo assim, não acho que seja certo participar do plano para desembarcar a ilha, pode ficar aqui com os outros, cuidando do navio.

Robin abriu a boca para dizer alguma coisa, mas decidiu não alongar aquela conversa. Era uma batalha perdida. Por outro lado, não poderia deixar de se sentir incomodada com sua condição atual. Ela, mais do que ninguém, desejava colaborar. E se fora para ajudar no navio, ficará. Mas a ordem partindo do espadachim, era um tanto quanto confusa para ela.

Zoro saiu, desejando melhoras, com um olhar não tão duro sobre ela. Ele ainda segurou a maçaneta da porta por alguns instantes, mas pela forma como saiu, desistiu de dizer o que quer que fosse a Robin.

Notas finais
Tô sem beta, diz ae se tiver um erro, li três vezes, e as três vezes achei algo para arrumar kkkkk

Até o próximo