Frozen Heart

11 Frozen Heart - Capítulo 11


Notas iniciais
Opa, sumida mas viva. Fiquei ausente por conta do Anime Friends, recebi visita em casa e fiz cosplay ♥
Quem quiser ver, tem algumas fotos no meu DA: http://felacio.deviantart.com/

Sobre o capitulo, escrevi hoje KKKK não pesquisei nada, sinto muito se eu ofender a medicina.

Law esfregou as mãos espumadas embaixo da água morna, a torneira com sensor automático desligou assim que ele retirou as mãos para secar. Chopper estava sentado no banco mais alto, assistindo Nico Robin caminhar em uma esteira ergométrica, com alguns eletrodos espalhados pelo seu corpo, enquanto o computador processava as informações captadas através deles.

– Está indo tudo bem? – Chopper perguntou para Robin.

– Sim. Está tranquilo. – ela respondeu olhando para o companheiro de bando que anotava algo em um caderno que recebeu alguns minutos atrás do capitão do submarino. – Acho que vai demorar algumas horas para eu me cansar, sempre fui muito boa em fazer longas caminhadas.

Trafalgar Law deu a volta no balcão onde Chopper fazia suas anotações, ele deu uma olhada rápida para a morena que vestia o macacão amarelo tradicional de seu bando, tênis e os cabelos preso num rabo de cavalo. Era a forma mais confortável que ela poderia estar para fazer os testes.

Law deu uma olhada nos instrumentos sobre a bandeja e pegou uma seringa. Robin o observou com cautela. A conversa que tiveram naquela madrugada, inicio de dia, foi adiada para depois. Assim que acordou de seu desmaio, ela não fez nenhuma pergunta, apenas pediu para que conversassem depois, quando tudo estivesse resolvido.

Ele injetou um líquido amarelado no tubo.

– O que é isso? – ela perguntou.

– Sua resistência física é maior do que a maioria das mulheres. Devido a fruta que comeu. Alguns usuários ficam mais resistentes, outros nem tanto. Mas não tenho muitas informações sobre isso, já que eu quase não tive contato com mulheres usuárias. – Chopper desceu do banco, aproximando-se da esteira ergométrica. Enquanto isso Law explicava como aquela injeção poderia colaborar. – Precisamos elevar sua capacidade máxima, como quando esta em uma luta e sente adrenalina. Para isso criei essa mistura. Era isso ou entrarmos em uma arena de luta para testar seus limites.

– Que incrível. – Chopper comentou admirado, Law virou-se para ele, explicando os materiais que era utilizado para a criação daquela mistura. – Seria perfeito para fazer avaliações físicas em todos no bando.

– Sim. Pode aproveitar meu laboratório para criar o seu.

– Posso mesmo? – Os olhos do médico se iluminaram, ele voltou animado para o balcão.

Law aumentou a velocidade da esteira, fazendo Robin se esforçar um pouco mais.

– Isso demora para fazer efeito? – ela aumentou o passo e então começou a correr.

– Não, somente mais um pouco e... mais um pouco...
Robin então sentiu o corpo responder ao estímulo do exercício. Ela segurou-se por um momento nas alças da esteira, para se equilibrar no equipamento e voltar a correr. Em sua frente, Law abriu um pequeno sorriso, parecendo satisfeito com o resultado. Antes dos exercícios de esforço, foi coletado alguns tubinhos de amostra de sangue e a medida da pressão arterial.

Passaram-se trinta minutos, Robin ainda suportava a corrida, apesar de alguns sintomas aparecerem, como fadiga, cãibra e falta de ar.

– O que me diz de seus batimentos? – Law estava ao lado dela, com um cronômetro na mão.

– Esta... – ela respirou fundo. – Normal.

– Entendo. – ele pareceu decepcionado com a resposta. – Talvez seja necessário ir mais a fundo. Você tem um bom condicionamento físico, embora possa melhorar um pouco mais. Acredito que Chopper ficará responsável disso. – ele olhou para trás e a rena estava concentrada nos seus experimentos. – Vamos aguardar os resultados dos exames, então eu poderei dizer o que fazer em seguida.

Robin concordou e assim que Law desligou o aparelho, ela pode relaxar o corpo, fazendo um alongamento e por fim decidiu ir tomar um banho e descansar.

Law imprimiu o eletrocardiográfico, sentando-se em uma cadeira do outro lado do balcão de experimentos onde Chopper estudava. Ele verificou atentamente os dados.

– Algum problema? – Chopper perguntou preocupado. Law deu um leve suspiro, ele não achou necessário alarmar o médico com suas suspeitas, mas não poderia omitir nenhuma informação, já que o trouxera justamente para colaborar. E Trafalgar realmente achava Chopper um ótimo profissional.

– Bem, veja você mesmo. – Law espalhou pelo balcão o resultado do eletrocardiograma.

– Está acelerado?

– Sim. – O capitão apertou os lábios, coçando o cavanhaque.

– Isso é possível? Ela deveria ter tido algum tipo de reação.

– A injeção que lhe dei era o mesmo que se tivesse passado por várias batalhas seguidas. Não houve nenhuma alteração física visível, mas seus batimentos cardíacos não mentem.

– Como a Robin não percebeu isso? Ela disse que estava tudo bem. Parecia bem ao deixar a sala.

– Ela acha que é normal, porque nunca disseram o contrário. – Law levantou-se e caminhou pela sala. Ele parou diante de uma janela arredondada. O fundo do mar era tranquilo. – Não fique apreensivo, vamos esperar os resultados dos exames. Você me ajuda? – ele virou-se para a rena.

– É claro! – Chopper estava mais sério e parecia decidido também. Eles passaram o inicio da noite analisando as amostras de sangue, comparando com alguns resultados anteriores e fazendo anotações. Ao cair da noite, foi anunciado o jantar por Shachi.

Law informou que iriam em alguns minutos, mas passou duas horas e Shachi decidiu levar a comida até eles. Ficou lá para ajudar no que poderia. Jean Bart entrou em seguida na sala, dando ao capitão algumas informações quanto a rota que seguiam. Trafalgar aproveitou para perguntar como estava Nico Robin. Jean Bart coçou a cabeça, era óbvio que algo havia acontecido.

– Após o jantar ela disse que iria para o quarto, mas quando eu passei lá para levar a sobremesa que Shachi preparou... bem, ela não estava lá.

– Como assim não estava lá? – Law ficou de pé, tirando as luvas das mãos. – Onde mais ela poderia estar? Estamos dentro de um submarino.

Jean Bart não tinha resposta, havia procurado em quase todos os lugares. Law então recordou-se de que Jean Bart não sabia que ele havia levado Robin até seu escritório na casa de máquinas do submarino. Ele pediu para que Chopper fosse descansar, pois continuariam no outro dia, não adiantava nada trabalhar sob pressão, para não obter resultados errados. Chopper agradeceu e foi para o quarto.

Jean Bart e Shachi receberam novas ordens do capitão. Law aguardou que eles deixassem a sala, para em seguida ir até seu escritório. Após passar pela casa de máquinas, ele abriu a porta de metal, encontrando Robin sentada no divã verde escuro. Ela estava recostada nas almofadas, com um livro nas mãos. Law entrou e fechou a porta com cuidado para não tirá-la de seu concentração.

Enquanto isso, observava uma mão sobre a mesa, capturando uma caneta, outra pegando um bloco de papel e mais uma escrevendo alguma coisa. Ele caminhou até a mesa para ler o que a mão escrevia, mas foi impedido por dois braços que pegaram o bloco de papel.

– Como foi mesmo que disse quando se tornou uma usuária?

– Eu não disse. – Robin fechou o livro, deixando-o sobre seu colo. – Estava sem sono, então decidi vir até aqui, caso não se incomode.

– Fique a vontade. – Law escorou-se na mesa, cruzando os braços. – Fico imaginando como isso aconteceu. Uma criança tão jovem.

Robin suspirou, deixando claro de que não estava interessada em falar naquele assunto. Mas antes que Trafalgar pudesse mudar o rumo da conversa, ela começou a falar.

– Eu era muito pequena quando minha mãe partiu. – Robin esticou as longas pernas sobre o divã. Ela vestia uma calça roxa e camisa azul, os cabelos ainda presos em um rabo de cavalo, e também usava óculos de leitura. – Passei a frequentar escondida a biblioteca, eles diziam que eu ainda era muito pequena para ler e compreender. – Robin sorriu com suas recordações. Law permaneceu no mesmo lugar, não sentiu necessidade de pedir para ela prosseguir, deveria dar o tempo que fosse necessário para suas lembranças. – Eu estava com fome naquele dia. O pão havia acabado e meus tios não estavam em casa, foram em algum passeio, eu não lembro exatamente dessa parte. – Ela mexeu nos óculos, ajeitando-os sobre o nariz afilado. – Quando cheguei na biblioteca, encontrei o lugar vazio, achei em uma sala alguns livros sobre a mesa e entre eles a fruta rosada. Era incrível. – Robin sorriu mais uma vez, tirando uma mecha de cabelo do rosto. – Não sei se foi a fome, curiosidade... mas eu a provei. Um pedacinho, que mal poderia fazer? Clover sensei chegou no instante seguinte. Eu fiquei com medo de que ficasse zangado comigo, mas ao invés disso, pegou o restante da fruta e me entregou, dizendo que se alguém ali merecia tê-la, seria eu. Naquela época não fazia sentido, mas acredito que ele sabia o que viria a acontecer alguns anos depois.

Law descruzou os braços e foi até o divã. Ele sentou-se na beirada, onde poderia ver o rosto da morena e seus olhos, de um castanho puro e o sorriso nos lábios saudosista com as lembranças.

Robin contraiu os lábios, mais uma vez mexendo nos cabelos que se desprendiam do amarrado. Law aproveitou para capturar o queixo dela, apenas sendo levado por aquele desejo de tê-la, protegê-la. Embora aquela não fosse mais a menina frágil e inocente da história que acabara de ouvir. Mas ainda assim, dentro de seu peito, ele sentia necessidade de cuidá-la.

Acariciou a pele macia e quente com a ponta dos dedos, fechando os olhos, como se pudesse absorver o calor para seu coração frio. Os rostos próximos, as respirações sincronizadas e os batimentos cardíacos acelerando como deveria ser.

Trafalgar enlaçou seus braços em volta do corpo de Robin, tocando seus lábios suavemente em sua tez, depositando um beijo em seu rosto. Robin segurou as mãos do capitão, prendendo a respiração. Ela abriu os olhos, tirando qualquer faísca de esperança.

– Sinto muito, eu... eu não posso.

Notas finais
Ops =X
O outro capitulo teve mensagens subliminares e ninguem acertou poxa.