Frozen Heart
12 Frozen Heart - Capítulo 12
“Eu não posso.”
Essa frase retumbava em sua mente durante toda a noite em que esteve no escritório. Law estava sozinho, logicamente. Assim que o mal entendido ocorreu, Robin levantou-se, partindo para seu quarto com o livro em mãos, sem dizer mais nenhuma palavra. Ele não a impediu de ir, estava claro que não haveria palavras ou gestos que a segurasse ali. Claro que Trafalgar não iria tentar nenhuma gracinha dali para frente. Apesar de sua curiosidade estar mais aguçada do que nunca. Ele se sentia responsável por seus pacientes, principalmente por ter dado sua palavra para Luffy. Obviamente não era somente por esse motivos, mas Law acreditou que era a melhor resposta no momento.
Ele dormiu pouco, o suficiente para descansar e voltar ao trabalho. Encontrou Chopper concentrado em uma leitura. Não queria atrapalhá-lo, mas assim que a rena o viu, abriu a boca com um sorriso animado, mostrando para ele o que acabara de encontrar no livro de anotações do capitão do navio.
– Eu não me recordava disso, faz tanto tempo. – Law pegou o livro, caminhando pela sala do laboratório. Era um antigo paciente, que na verdade não fora de seus cuidados, mas de outra pessoa.
– Esse caso é semelhante ao de Robin. Pelo que diz, o homem não tinha controle e isso o levou ao derrame. É horrível. – Chopper soou alarmado, afastando os pensamentos negativos de sua cabeça.
Precisava acreditar que nada de ruim aconteceria com sua companheira.
– Não, não é bem isso. Está faltando algumas páginas desse caso. Estranho. – Law virou-se e foi direto para a estante de livros. – Podemos pesquisar mais casos, quem sabe não achamos a solução para esse problema. Até lá precisaremos fazer mais exames e tomar certar precauções.
Chopper parou no meio da sala, com suas patinhas inquietas: – Eu prometi que iria protegê-los, ser o melhor médico. Me sinto o pior neste momento.
– Não, não se preocupe. – Law piscou para Chopper. – Não quero que fique muito animado com isso... – Ele juntou as mãos nos ombros da rena, abaixando-se no chão, queria compartilhar algo com Chopper, mas não sabia que ele estava pronto para isso. – Existe algo que podemos fazer... mas é perigoso.
– É? E o que seria? – Chopper alargou os olhos impaciente, animado e cheio de esperança.
– Algo que pode por todos nós na mira da Marinha. E isso poderia por a baixo o plano inicial. Seu bando está cuidando para manter a marinha afastada, o contrário disso seria jogar para o alto todo o sacrifício.
– Sim, sim. Luffy e os outros estão chamando a atenção da marinha para que não nos sigam e assim poderemos trabalhar mais tranquilo. Mas se isso for salvar a Robin, vale a pena o risco. Aposto que todos pensariam da mesma forma.
– Precisamos conversar com todos juntos. Quem sabe no almoço. – Law sugeriu. – Podemos entrar em contato com o outro navio.
– Seria ótimo, eu estou com saudade de todos. – Chopper comemorou. – Vou contar para Robin.
– Ah... – Já era tarde para Law pedir que Chopper guardasse algum segredo, a rena havia saído em disparada. Ele se levantou e fez o que dissera que faria antes, pesquisou em quase todos os livros algo que relacionasse a doença de Robin. Mas tudo o que encontrava eram semelhanças, mas nada que o levasse a uma cura definitiva. E cada vez mais a ideia mirabolante tomava conta de sua cabeça. Seria mesmo arriscado e perigoso. Embora Chopper afirmasse ser algo que valesse a pena.
Lembrando-se da noite passada, ele não podia deixar de negar que o médico falava a verdade.
Após o almoço, todos permaneceram sentados em volta da mesa, Law ficou responsável por fazer a ligação. A primeira tentativa deu errado, mas na segunda tentativa a voz de Nami ecoou pelo submarino.
– Você disse que iriam entrar em contato assim que fosse possível. – Esperneou a navegadora. Jean Bart e Shachi fizeram caretas, tampando os ouvidos.
– Sim. Só tivemos um tempo agora. – Law respondeu. – Como está tudo por aí? Bepo? Penguin?
– Nada disso, primeiro os nossos. – Nami reclamou, mas logo a voz de Luffy estremeceu a mesa e o pobre den den mushi quase desmaiou assustado. Chopper gritou o mais alto que pode para que seu capitão o ouvisse.
– Oeee! – Luffy comemorou, falando rápido e chamando Bepo de urso branco maneiro. Contando animado o que estava acontecendo e como lutaram com alguns marinheiros.
– Para com isso Luffy. – era Usopp, mas sua voz foi abafada por todos os demais que queriam falar ao mesmo tempo.
– Como está a dama mais bela dos mares. – Sanji fez um pequeno discurso com palavras carinhosas para Robin.
– Estou bem. – ela respondeu, sem olhar para Law que estava bem a sua frente na mesa.
– Robin, você está bem mesmo? Já descobriram o que é? Quando vai voltar? Estou com saudades. – choramingou Nami, mas logo ela irritou-se com alguma bobagem que Sanji fez e um barulho mais grave soou.
– Chopper! – Era a voz de Zoro. Rapidamente a rena endireitou-se em frente ao den den mushi.
– Estou aqui Zoro.
– Está tudo bem?
– Sim. – ele olhou de Robin para Trafalgar, depois olhou para o den den mushi. – Esta tudo bem. Mas precisamos de mais tempo para ajudar a Robin.
– O que aconteceu? – Luffy pareceu mais atento a conversa. – Podemos conseguir mais tempo. Foi fácil trazer a marinha para cá, eles caíram nas armadilhas do Franky e Usopp.
Gargalhou o capitão.
Law, que desistiu de evitar olhar para Robin (mesmo sendo ignorado) expôs o plano, observando a reação da morena.
– Não posso garantir que dará certo. Mas nesse lugar é possível encontrar uma pessoa que nos ajude. Chegar lá não será fácil, já que fica próximo a uma base da marinha, por isso o submarino é importante. Podemos passar quase desapercebido, se tivermos sorte.
Todos ficaram em silêncio até Luffy perguntar diretamente para Robin o que ela achava daquele plano.
Finalmente a morena direcionou seu olhar para o capitão do submarino, ele sentiu o peito aquecer no mesmo instante.
– Se é uma possibilidade de conseguir ajuda, eu aceito. – ela ainda ouviu algumas recomendações de Nami, poemas de Sanji e os demais companheiros incentivando como podiam. Não houve nenhuma palavra de Zoro.
– Certo, então eu aceito essa decisão. – Luffy concordou. – Mas enquanto isso o urso fica com a gente?
– Sim. – Law concordou também.
– Legal! – A ligação acabou ficando confusa demais para entender, por isso Trafalgar finalizou. Ele precisava, com sua tripulação, trabalhar na mudança de rota. Por isso abriu um mapa na mesa, apontando o local onde estavam e para onde iriam. Explicou como era guardado o forte da marinha e também como era a ilha que pretendiam chegar.
Robin assistiu tudo em silêncio, deixando as perguntas para o final.
– Essa pessoa tem conhecimentos médicos?
– Sim, digo, também.
– Entendo. É um homem de confiança, pelo que vejo.
– Ele é. – Law moveu a cabeça em concordância. – Já me ajudou alguns anos atrás, também ajudou muitas outras pessoas. Piratas, homens peixes, não importa a história, posso garantir que é uma pessoa de confiança.
– E sua localização é dificultada pela marinha. Isso faz dele a última cartada de qualquer um.
Law olhou para Robin, queria poder dizer a ela o real motivo de irem para aquela ilha, mas ainda não era o momento certo para isso.
– Ele chegou lá antes da marinha, somente alguns anos depois é que o forte foi tomado. Por isso isolou-se do mundo.
– Completamente isolado? Mas a ilha fatura com plantações.
– Exatamente. É uma pequena ilha que sobrevive apenas com a colheita de algumas plantas, frutas e outras coisas. Podemos chegar lá em três dias, caso aumentemos a velocidade.
Robin analisou o mapa. Law não poderia dizer que ela estava preocupada ou ansiosa. Quem sabe com medo. A mulher mantinha-se controlada e séria encarando o papel, como se seus pensamentos fosse naquele momento a companhia mais importante para ela.
– A ilha é bem visitada por marinheiros, deve existir muitos cartazes de procurados. – Law notificou. – Por isso o mais aconselhável é desembarcar um número pequeno de pessoas disfarçadas. Os demais ficam no submarino aguardando a segunda chamada. Se necessário, poderemos fugir por uma outra rota. O retorno será mais longo, no entanto, isso nós dará uma vantagem de fuga embaixo da água. – Law foi marcando com caneta o mapa. Enquanto todos prestavam atenção.
– Um grupo pequeno? Seria bom uma dupla? Alguém vai com a Robin. – Chopper bateu os cascos sobre o mapa. – Eu posso fazer uma vistoria pela ilha.
– Isso ajudaria bastante. Obrigado. – Law encarou Robin, esperando que ela se pronunciasse quanto aquela ideia.
– Nesse caso você me acompanha. – Robin ainda olhava o mapa, mas era claro em sua voz que ela falava com Trafalgar Law. Ele concordou com a cabeça.
– Muito bem. Vamos partir.
Notas finais
Estou sem novidades, mas podemos conversar nos comentários.
Beijos ;*
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