Frozen Heart
1 Frozen Heart - Capítulo 1
Notas iniciais
- Estou aqui me divertindo e escrevendo coisas diferentes, casais diferentes, porque? Porque sou legal e adoro coisas estranhas (as vezes)
- Não tenho a menor ideia de como vai acabar essa história, estou ainda escrevendo o capítulo 2 rsrs
- Se for ler apenas para dizer que eles não combinam, não perca seu tempo, sério, vou te ignorar caso mande um review assim kkkkkkk
- Tem um triangulo amoroso rolando aqui, mas como eu disse, não sei como vai ser.
A banheira já estava cheia, Robin espalhou o aromatizante pela água e depois o sabão para criar espuma. Ela sentou-se no banquinho de madeira ao lado, esperando a espuma se espalhar. Aproveitou para passar um creme esfoliante nas pernas e os pés, antes de mergulhar o corpo na banheira, para finalmente relaxar.
O navio estava em direção a uma nova ilha naquele momento, Nami distribuía tarefas para cada um realizar, como Robin ficou livre dessa, a arqueóloga decidiu tomar um bom e demorado banho. Punk Hazard foi um aventura e tanto, mas os cabelos de Robin estavam horríveis com aquele calor todo, e o frio também. Ela deixou o creme agir por alguns minutos nos fios, e depois enxaguou no chuveiro, para em seguida imergir na banheira.
Robin deixou a porta aberta para Nami entrar, ela disse que não iria demorar, mas isso já foi há mais de meia hora.
Quando a porta foi aberta, a morena nem se deu ao trabalho de abrir os olhos, ela apontou para a bancada da pia, e disse que o creme para hidratar estava ali, e que Nami poderia usá-lo antes do banho.
– É uma oferta tentadora. – disse a voz masculina.
Robin abriu os olhos. Não era Nami na porta.
A arqueóloga não moveu o corpo nem um milímetro, a espuma cobria-lhe quase todo seu colo, somente as pernas, esticada para fora da banheira, dava para serem vistas. O que não era nenhuma novidade, visto que ela estava até um tempo atrás com um vestido curto. E definitivamente Robin não era uma mulher tímida. Era calada, introvertida para com seus sentimentos, mas tímida? Não.
Trafalgar Law estava escorado na porta fechada. Ele cruzou os braços e admirou a mulher na banheira que não parecia se importar com sua presença ali.
Robin alisou os cabelos, espremendo a água e retirando a espuma dele, ela moveu as mãos sobre a água, espalhando mais a espuma na banheira, a água estava ainda morna, mas logo esfriaria caso Nami não chegasse logo. Coisa que ela duvidou que aconteceria muito cedo. Apesar de não resistir imaginar a cena da ruiva entrando no banheiro e deparando-se com o 'convidado' ali dentro.
Se Nami chegasse ali, provavelmente ela arremessaria um raio na direção do pirata curioso. Mas Robin também estava curiosa em saber o que ele fazia ali, por isso decidiu acabar logo com aquele mistério todo.
– Se precisa de um banho, pode tomar logo quando eu sair. – Ela disse, ainda brincando com as bolhas de sabão que flutuavam.
– Não, não. Como eu disse, é uma oferta tentadora, mas eu estou perdido.
– Perdido? – ela arqueou levemente a sobrancelha, movendo os ombros. Estava sentindo uma dor desagradável nas costas.
– Procurava a cozinha.
– E ao invés disso, achou o banheiro. Interessante.
– Na verdade, eu fui atraído até aqui.
– E o que te atraiu? – Robin virou-se de costas para Law.
– Esse cheiro, o perfume... – Uma mão apareceu ao lado dele, pegando a esponja e atirando na direção da banheira. Ele estreitou os olhos, mas curtiu aquilo.
Os cabelos molhados de Robin pingavam no chão do banheiro.
Houve um silêncio. Robin lançou um olhar na direção de Law, como se estivesse aguardando ele sair dali para ela continuar o banho. Ele não se moveu no primeiro instante, mas depois deu um passo para trás, abrindo a porta e saiu.
+++
Robin estava no quarto, passava creme nas pernas quando Nami entrou. A ruiva caiu sobre a cama e suspirou cansada. Ela girou o corpo, com as pernas dobradas e pés para o alto, sem sandálias. Olhou para a morena perguntando se estava tudo bem. Robin abriu a boca, pensou em não contar nada, mas não soube bem porque acabou falando o que aconteceu. Nami sentou na cama, com a mão fechada, em punho. Robin pediu para ela não exagerar, porque não aconteceu nada.
– Claro que aconteceu. Ele não é do nosso bando. E mesmo que fosse, não tem o direito de invadir nossa privacidade.
Robin riu, observando o rosto corado da navegadora, estava mesmo zangada.
– Fizemos uma aliança.
– As alianças não significam que tem passe livre para o banho e... – Nami parou de falar e no instante seguinte gargalhou, apontando para Robin. – A não ser que você tenha se interessado.
Robin frisou o cenho, penteando os cabelos com uma escova, ela não respondeu, mesmo porque Nami não havia feito uma pergunta, apenas estava divagando sobre as possibilidades. Mas a ruiva não deixou por menos, ela tentou de todas as formas persuadir Robin a falar alguma coisa, mas a morena nem sabia o que falar.
– Diga a verdade Robin.
– Qual verdade? – ela perguntou, sem qualquer tipo de emoção transparecer em seu rosto. Nami inclinou a cabeça, ainda curiosa. Decidiu continuar a conversa, porque não era sempre que aquele tipo de assunto era tratado.
– Mas... – a ruiva mexeu nos cabelos. Ela deitou na cama, com as mãos sobre a barriga, olhando para Robin sentada ao lado, na cadeira. – Eu achei que rolava um clima seu com outra pessoa.
– Um clima? – Robin apertou os lábios.
– Sabe, um clima de romance ou sei lá como você chama isso. – a navegadora gesticulou com as mãos. – Achei que você e o Franky tinham algum tipo de relação.
– Isso é um pouco embaraçoso. – respondeu tranquilamente.
– Eu precisava saber a verdade.
– Não houve nenhum tipo de clima com o Franky.
– Certo, então, se não é o Frank, quem é?
Robin sentiu formigamento no estômago.
– Não há nenhum clima com ninguém. – ela respondeu gentil.
– Você não me engana. – Nami sentou-se novamente. – Não precisa me falar nenhum nome.
A navegadora piscou para Robin, que deu por encerrada a conversa e mais nada disse.
Ela não estava com fome, por isso não foi jantar. Gostaria de ler um livro, e quando todos pareciam dormir, foi a biblioteca. Chegando lá, encontrou Chopper fazendo companhia para Trafalgar. O médico do bando acenou com os bracinhos curtos para Robin, falando o que eles faziam.
Law estava sentado numa poltrona, com diversos livros abertos sobre a mesa. Chopper coçava os olhos porque já estava tarde e ele estava com sono.
– Ainda tem muitas coisas para estudar. – ele disse manhosamente, bocejando em seguida.
– Tudo bem, podemos ver isso depois. – Law concluiu, dando boa noite para a rena.
Chopper agradeceu e deu boa noite também para Robin.
Sozinhos, ficaram os dois em silêncio por alguns minutos, até Law comentar que estava ensinando algumas coisas que sabia para Chopper, assim como ele também o ensinou algo. Robin pegou um dos livros e leu alguns títulos dos capítulos referentes a medicina.
– Olha, sobre hoje a tarde... – Ele mexeu-se na poltrona, fechando alguns livros e os empilhando para guardar nas prateleiras em seguida. Chopper havia ensinado como guardar os livros, ainda mais porque Nami e Robin costumavam deixar o lugar muito bem organizado.
– Não precisa dizer nada sobre hoje a tarde. – Robin cortou a frase de Trafalgar. Ela moveu as mãos, e os livros foram sendo passados de mão em mão até alcançar as prateleiras corretas, arrumando-os habilmente.
– Gostei disso. – ele se levantou, estava sem o chapéu e os cabelos bem bagunçados. Robin o olhou de soslaio. – Então você é aquela que o governo procura desde os oito anos.
– Sabe muito sobre mim pelo visto. – Robin aproximou-se de uma das prateleiras e capturou um livro. – O que me deixa em desvantagem, pois não sei muito sobre você.
– Não há muito para saber.
– Tenho minhas dúvidas. – Ela sentou em outra poltrona, abrindo o livro, mas não estava certa se iria conseguir concentração para ler.
– E eu tenho dúvidas sobre o que ouvi falar da única sobrevivente de Ohara. – Law encostou-se na estante de livros e cruzou os braços. Robin observou as tatuagens nas mãos do pirata. – E não querendo ser grosseiro, também não acredito que não saiba nada sobre mim.
– Eu disse que não sei muito, ao contrário de nada, tem uma diferença.
Robin moveu os lábios, num fino sorriso. Ele tinha razão, mas não havia motivos para dizer qualquer coisa. Confiava e seguia o capitão acima de tudo, por isso, as vezes apenas deixava Luffy seguir seu instinto sobre as outras pessoas. Tanto é que ele já surpreendeu a todos diversas vezes...
Mas a arqueóloga não teve tempo de dar continuidade a conversa. Eles foram interrompidos pela presença de uma terceira pessoa.
– Esta tudo bem aqui? – Zoro perguntou, segurando com uma força desnecessária uma garrafa de saquê. Ele olhou para Robin, em seguida para Trafalgar, voltando sua atenção para a arqueóloga.
– Sim, esta tudo bem. – ela respondeu, ajeitando uma mecha de cabelo detrás da orelha.
– Estávamos apenas conversando. Está tudo bem. – Quando percebeu que não ficariam sozinhos novamente, Law decidiu que era a hora de ir dar uma olhada no prisioneiro do lado de fora. Ele ainda lançou uma piscada de olho para Robin, dizendo um 'até mais'.
Robin voltou sua atenção para o livro, mas a verdade era que estava sentindo o olhar de Zoro recaindo sobre ela, desejando algum tipo de explicação, mas ele era orgulhoso demais para perguntar alguma coisa. Robin recordou-se do que Nami lhe disse, se havia algum clima rolando entre ela e outra pessoa. O que a navegadora não sabia era que a pessoa certa, jamais deixaria transparecer qualquer tipo de 'clima' rolando.
– Vou dormir. – Zoro disse, mas não se moveu do lugar. – Olha...
– O que? – A morena o encarou, amável.
– Eu achei que vocês dois estavam... – Zoro fez uma careta e bebeu o restante do saquê.
– Estávamos o que?
– Não sei, muito íntimos.
– Íntimos? – ela fechou o livro. – Não achou que era isso que você gostaria de saber.
– Não era, mas não é nada importante mesmo. – ele virou-se mas Robin pediu para esperar. Zoro parou de costas, até ela se aproximar.
– O que é então?
Ainda de costas, Zoro respondeu: – Estão todos muito empolgados com ele. Chpper, Luffy, Usopp, até aquele idiota do cozinheiro.
Robin sorriu discretamente, levando a mão até sua boca.
– Está sentindo ciúmes?
– Eu não! – Zoro a encarou sério.
Ela o olhou, com um olhar de que não estava acreditando muito naquilo, mas iria aceitar como resposta. Robin voltou a poltrona, queria ler pois estava sem sono. Zoro ainda ficou parado ali por um tempinho, mas virou-se novamente e foi embora.
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