Notas iniciais
Yay, mais um capítulo da Merida. Acho que estou pegando o jeito dela, embora continue difícil. Agora revezando entre ela e o Jack. Afinal, não tinha como escapar de mostrar-lhes a reação da ruiva.

Acordo com o sol batendo em meu rosto. Argh, que claridade terrível nos meus olhos. Desperto de um sonho não muito comum com o Jack, em que ele estava fazendo... algumas coisas comigo. Bem, não foi ruim. Só espero que eu não tenha murmurado durante o sonho.

Fico um tempo me perguntando o que é aquela sensação morna na minha perna e nas minhas costas, além de algo frio e constante no meu pescoço. Tento me virar para o outro lado da cama, mas sinto algo me segurando.

Então, porque tem um cara na minha cama? Com uma mão na minha perna e outra me mantendo junto de si, com o rosto enfunado no meu pescoço me fazendo cócegas com sua respiração fria. Falei para ele não vir até minha casa e parece que não adiantou nada. A mesma coisa de falar com um pedaço de gelo.

Mas se eu sonhei com o Jack... Quer dizer, será que foi um sonho mesmo? Não me lembro de algo ter acontecido, mas porra, o que diabo ele está fazendo na minha cama?!

-Jack. Jack. Jack! –Cutuco a bochecha dele com o indicador de maneira insistente.

-Ah, você acordou.

-Eu acordei? Era você quem estava dormindo. Porque diabos você está aqui?

Ouço passos rápidos e pesados vindos do corredor. Em um pulo me levanto e o empurro pela janela.

-Sai daqui. Sai. Sai rápido! Mais tarde vou ter uma conversa com você, Frost.

Pouco depois de eu vê-lo desaparecer, a porta se abre com força e meu pai entra acompanhado pelos três pirralhos. Sou convocada para o café da manhã.

-O que foi, pai? –Saio da frente da janela para disfarçar.

-Imaginei ter ouvido uma voz masculina vindo do seu quarto. Mas isso é impossível certo? Venha, vamos.

---------------------------------------------------------------------

É, eu acabei dormindo com ela. Não foi tão ruim, pelo menos do meu ponto de vista. Não é nada mal acordar daquele jeito. Espero que ela não fique zangada. Passei perto de ser pego ali por seu pai e seus irmãos, três pequenos ruivos hiperativos.

Vou agradecer por ter escapado. Eu não poderia nem fazer idéia de que o pai dela era o Fergus. Agora se perguntarem se ele acredita em mim... Oh, não, ele só me perseguiu uma vez depois de eu ter acidentalmente congelado e espalhado algumas coisas que deviam ser importantes. Mas isso faz tempo. Depois só voltei para incomodá-lo mais algumas vezes.

Ora, não tem como ele ter guardado ressentimento por tantos anos. Fergus nem devia ser casado ainda naquele tempo. Só acho que talvez fosse engraçado chegar e me apresentar para ele. Seria algo do tipo “E aí, Fergus, lembra de mim? Pois é, eu sou o namorado da sua filha”. Ainda farei isso um dia, espero.

Tenho de ficar sentado no chão da floresta esperando até que Merida chegue para treinar. Odeio esperar, sou muito impaciente. Quando quero algo, vou atrás disso. Se ela demorar eu vou voltar lá e...

-Jack Frost! –Desmonta de Angus e vem até mim, me segurando pela frente do agasalho. É, parece que ela está um pouquinho zangada. E corada também. Engraçado isso. –O que você estava fazendo na minha cama? Não, melhor: o que você fez comigo enquanto eu dormia?

-Você disse que é pura e inocente. Vamos mudar isso!

-O quê?! –Agora a ruiva bate em meu peito, parecendo um tanto quanto constrangida. –Seu pervertido! Tarado! Seu... seu... Você não pode fazer isso enquanto eu estiver inconsciente!

-Eu não fiz nada, é brincadeira.

-E aquela mão na minha perna, hein?!

-Okay, não sei explicar isso... Mas por favor, vista roupas que mostrem seu corpo! Eu adoraria!

Acho que essa é a parte em que eu saio correndo.