Frozen Bravery

10 Capítulo 10


Notas iniciais
Daí você me pergunta o que diabo eu estou fazendo aqui e acordada ás 3 da manhã. Ah, sei lá né, tipo, Rock in Rio, fiquei vendo o show do Muse e tals. Vi Offspring, 30 Seconds to Mars, Saints of Valory, Florence e Muse. A coisa é que eu acabei dormindo e acordei agora a pouco, então... Foda-se tudo, capítulo de hoje!

Sentado no alto de uma árvore, olhando ela treinar, aqui estou eu com uma ardência do lado esquerdo do rosto. Tapas devem ser a única coisa que me deixam vermelho, acho. Depois de ser apanhado por causa de um descuido, foi o que recebi após ver o rosto dela furiosamente corado.

–Não vejo nada de mal em pedir aquilo. Seria muito bom se eu pudesse...

–Jack. O que você está resmungando aí?

–Nada não. –Sorrio, descendo de um pulo. –Quero te propor uma coisa, Merida.

Os olhos azuis se estreitam desconfiados.

–Diga.

–Eu acho –Respirei fundo antes de dizer aquilo. –que sua mira não é tão boa assim.

–O quê?!

–Sim, isso mesmo. Então vamos brincar de uma coisa. Se você acertar os alvos que eu vou lhe propor, nunca mais comento sobre sua mira ser ruim. E ainda deixo você fazer o que quiser comigo por um dia.

–Parece interessante. Mas e se as impossibilidades resolverem despertar e eu por acaso perder?

–Então você fará o que eu quiser por um dia.

–Pff, não tem como eu perder. Claro que aceito.

–Que bom. Agora me dê um beijo.

–Pra quê, Frost?

–Selar o acordo.

–Que tal um aperto de mãos? –Sugere, um pouco corada.

–Aperto de mãos... –Desdenho. –Vem cá. Você é minha, sua ruiva. Pare de besteira e me dê um beijo.

Merida expira profundamente antes de avançar. Mas é isso que eu quero que ela faça. Seria muito mais divertido, muito melhor, se ela também tomasse a iniciativa. Ela tem de querer tanto quanto eu quero. É breve, logo acaba, e delicado seu beijo, superficial. Não o longo, delicioso e profundo que eu quero. Mas como ela é “pura e inocente”, também traduzido como inexperiente, posso ensiná-la com prazer.

–Tenho de lhe dizer uma coisa.

–Aiai, o que é agora, Jack?

–Sabe o seu pai?

–Claro que sei né.

–Pois é. Eu e ele somos amigos de longa data.

Divertido, surpreendente e talvez até perigoso é observar as reações passarem pelo rosto dela. Choque, surpresa, confusão, preocupação, receio, e por fim, compreensão e duvida. Fico me perguntando se devo parar de sorrir e correr, desta vez sem cometer erros estúpidos e me deixar ser apanhado. Se tem algo que descobri é que a pequena ruiva tem bastante força no braço. Bendito seja o treinamento com arco e flecha.

–Como é?

–É uma longa história. Só digamos que seu pai acredite em mim. Quando chegar em casa, pergunte á ele. Eu estarei esperando para ouvir o relato em seu...

–Nada disso. Hoje fecharei minha janela. Se meu pai acredita em você, de jeito nenhum pode ser apanhado em meu quarto. Ainda mais dormindo na minha cama. –Recebo um olhar sério e desaprovador.

–Mas Merida, você dormindo é tão...

–Vou para casa agora. Nos encontramos aqui amanhã.

–Pelo menos deixe as cortinas abertas! –Supliquei, quando ela partiu com Angus. Droga, nem se despediu de mim direito...

Notas finais
Me pergunto se vou conseguir dormir mais...
Essa proposta de Jack foi uma boa jogada, ela me levará a tomar algumas atitudes nos próximos capítulos. E tambem... Ei, olha, o Fergus.