Frozen Bravery

11 Capítulo 11


Notas iniciais
Eis o pequeno capítulo de hoje. Mais um narrado pela ruiva. Realmente acho que já dominei a parte da narração dela, hee hee. Onee subiu um level, meus caros.

-Jack Frost. Ah sim, eu me lembro desse moleque. –O grande Fergus, mais conhecido como meu pai, franzi o cenho diante das minhas indagações. –Tem gente que pode me achar louco por isso, mas que ele existe, ele existe. Eu o vi, com meus próprios olhos, e quase botei minhas mãos nele.

-Quase?

-Quase. –Riu com sua risada estrondosa. –Se eu o tivesse pego, não haveria mais Jack Frost.

Engoli em seco. Melhor não pensar nisso.

-Você não gosta dele, pai? O que ele lhe fez?

-É uma história velha e chata. Você não vai querer ouvir.

-Não, eu quero sim. Conte.

-Tudo bem então.

Meu pai deu início á sua narração e imaginei os acontecimentos na minha cabeça.

Em um típico dia de inverno, o jovem Fergus se ocupava com um trabalho muito importante que seu pai havia lhe dado. Sua missão era concertar algo. E Fergus sempre fora muito habilidoso com as mãos, ele sabia bem manusear as ferramentas.

Um vento forte e frio soprava no exterior, mas mesmo assim ele estava ali trabalhando e se esforçando. Não era algo difícil de se fazer, mas haviam algumas complicações. Fergus estava tão concentrado no que fazia que nem percebeu que suas ferramentas iam sumindo aos poucos, uma a uma.

-O maldito moleque correu com minhas ferramentas para a floresta e as escondeu pela neve. Quase morri congelado tentando encontra-las.

É bem a cara dele fazer uma coisa dessas mesmo.

-Fergus! –Ouvimos o chamado.

-Já vou! –Responde. E para mim, diz: -Vamos dormir antes que sua mãe fique zangada e me expulse no quarto, certo? Tome cuidado para não acordar seus irmãos. Boa noite, filha.

-Boa noite, pai.

-Veja se a janela do seu quarto está bem fechada. Pare que tem alguma coisa batendo contra ela.

Não era exatamente alguma coisa, era mais alguém batendo na minha janela. Fecho a porta com cuidado, para não fazer barulho. A casa toda estava silenciosa. Ele não pararia de bater se eu não abrisse.

-Que é, Frost? –Sussurro.

-Como foi a conversa? –Ele sorri, entrando no quarto como se o tal fosse dele.

-Acho que meu pai não gosta de você.

-Pff, que nada.

-Você quase o fez morrer congelado.

-Err... Não era essa a intenção.

-O que está fazendo na minha cama? Você não pode dormir aqui, Jack, eu já disse. –Puxo-o pela mão para fazer com que ele se levante. –E também, você não pode d-dormir comigo.

-Não precisamos dormir.

Sinto o calor subindo ao meu rosto. É inevitável em vista a essa resposta maliciosa. O-o que ele quer dizer com isso? Ao contrário do que eu estava tentando fazer, sou puxada e logo me encontro nos braços dele. Lábios frios roçam meu pescoço. Um arrepio percorre meu corpo ao mesmo tempo em que um calor se espalha por cada lugar em que ele me beija.

Estúpido Jack Frost, pedófilo bobão e excessivamente confiante, você não pode fazer isso comigo aqui, é perigoso. Alguém pode nos...

-Jack. Tire a mão da minha perna.

-Hum... Não.