Frozen Bravery
22 Capítulo 22
Notas iniciais
Fergus adoraria me fazer disputar com os três antigos pretendentes de sua filha para ver se sou digno dela, ou para se divertir talvez, quem sabe. Seria eu, proibido de usar meus poderes, contra os três. Não que eu tema perder nem nada, mas ainda bem que ela impediu isso.
Como sempre, a ruiva está treinando e converso com ela, a distraindo, fazendo-a rir. Enquanto isso tento decidir se digo ou não algo muito importante para ela. Afinal eu quero que ela fique comigo para sempre, mas para isso são necessárias algumas circunstâncias que eu supus serem as adequadas.
-Ultimamente você está muito preocupado, Jack.
-Ruiva, eu tenho de lhe dizer algo... –Olho para o céu, para evitar o olhar dela. –Tem um jeito... de você ser imortal. Morrer para sua vida mortal e ressurgir para uma nova existência eterna. Mas eu... eu não tenho certeza...
-Tem riscos, certo? E consequências. Você está com medo de que dê errado. Qual é a sua, Jack Frost? Para onde foi todo seu excesso de confiança e aquela impulsividade idiota? Sem dor não há ganho. Sem tentar não há resultados.
Por acaso ela está me instigando a fazer algo impensado? Realmente, eu não consigo guardar nem um sentimento ruim sequer quando estamos juntos. É como se estar junto dela tornasse tudo aquilo simples e insignificante. Talvez não seja tudo isso que estou pensando. Talvez seja mesmo simples e insignificante, algo fácil, que resolveremos sem perceber.
Começando a avançar para mim, aos poucos ela está deixando a vergonha de lado. Isso é bom, mas... Merida está tentando tirar meu foco. Ela quer que eu esqueça meus receios e minhas preocupações. E vai conseguir, porque não há como eu conseguir resistir á ela. Não ruiva, porque está fazendo isso comigo hoje? Ah, droga, venha logo então.
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Essa cara de preocupação fofa mas irritante, constante durante esses dias. Porque ele não tira essa expressão do rosto? Não importa, Jack, eu farei o que for preciso para que possamos ficar juntos. Mesmo que eu tenha de morrer ou qualquer outra coisa. Se eu o distrair, ele pode esquecer isso. Todo o receio sobre imortalidade, o medo quanto á mim.
-Mantenha as mãos onde eu possa ver, Frost. Agora você pertence á essa ruiva arrogante aqui.
-Nada melhor para colocar um baderneiro na linha do que uma boa garota de pulso firme. –Esboçou um sorriso.
-Farei tudo que está ao meu alcance por nós, Jack. –Sussurro, colocando-o contra uma árvore. Ponho meu dedo no nariz dele e faço uma cara zangada. –Você é um idiota.
-Você gosta de brincar, não é, Merida? Está me distraindo e provocando. Estou confuso. Tem um monte de coisas girando na minha cabeça. Mas o caso é que tem uma que fala mais alto e eu não aguento mais.
Resistiu até muito. Talvez eu devesse tê-lo beijado antes. Desde que isso o tenha deixado mais despreocupado, está ótimo para mim. O estúpido pedófilo Frost não deixa transparecer, mas ele tem a vontade de me tomar para si reprimida em seu interior. Posso perceber com o modo com que as coisas correm, pelo seu beijo urgente, desejoso.
Como sempre, seu toque frio na minha pele espalha calor pelo meu corpo de uma maneira boa e satisfatória, mas peculiar. É algo que me preenche, que achei estranho quando ele roubou meu primeiro beijo, mas que agora sei o que é.
Faremos tudo que for possível, nós dois, juntos. Não vou permitir que ele carregue um fardo. Eu o protegerei e cuidarei dele. Não deixarei que nada o abata. E tenho certeza que ele fará o mesmo por mim. Meu estúpido Jack Frost.
-Amanhã te mostrarei algo especial. E faremos algo diferente de tudo que fizemos até hoje. Vamos além.
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