Frozen Bravery
21 Capítulo 21
Notas iniciais
Merida está melhor agora, bem melhor. Ela voltou ao seu normal e está lindamente corada. Isso me deixa muito aliviado. Chega de quase ficar louco me preocupando, como se... como se eu fosse perde-la.
-Você disse que é minha ruiva. Então eu quero fazer tudo o que for possível. Com direito a te roubar para mim e fugir, te dar tudo o que tenho, tudo o que eu possa lhe dar, incluindo afeto, carinho, felicidade, te beijar, abraçar, pegar no colo, segurar sua mão e lhe dar (muito) prazer. –Ela está estupefata, o rosto vermelho do jeito que adoro. Morro de vontade de parar de declamar meu amor por ela e lhe dar também o melhor beijo de sua vida... até agora, claro, pois coisas ainda melhores estão por vir. Mas não consigo parar. Ela tem de saber o que sinto. Nunca mais quero fazer algo que a deixe magoada. –Podemos nos casar também, se você quiser. As garotas gostam de passar uma vida pensando em detalhes sobre casamento. E tenho certeza de que você ficaria incrível em um daqueles...
-Jack! Cale a boca, seu idiota. –Porque ela está rindo? Será que é de mim? Eu devo ter soado muito estúpido. –Você desatou a falar hoje, já entendi aonde quer chegar. Quer fazer tudo o que for possível? Tudo bem, vamos lá então.
Começando agora mesmo. Porque já não aguento mais reprimir esse desejo de puxa-la para mim e beija-la com ternura e depois com força, manter a ruiva em meus braços, senti-la me puxando para si. É por isso que agora estou encostado no armário dela, e como dizem vulgarmente, estamos nos agarrando, e com vontade. Ah, é tão bom sentir seu corpo quente contra o meu, seus lábios doces colados aos meus. Beijos breves seguidos por investidas longas, me fazendo avançar e querer mais.
-Uh. –Três vozes murmuram em uníssono, acompanhadas pelo barulho da porta se abrindo. Isso faz nos separarmos, mas mesmo assim mantenho-a junto de mim com uma mão em sua cintura. O primeiro ruivo, provavelmente Harris, diz: -A irmã está com seu namorado no quarto. Será que isso é certo?
-Devemos contar para o pai, já que somos rapazes honrados e corretos. É para o seu próprio bem, irmã.
-Merida e Jack. Encostados no armário. Se b-e-i-j-a-n-d-o. –Riu o terceiro, Hubert talvez, enquanto saem correndo e berrando o que fazíamos aos quatro ventos para quem quisesse e se interessasse em ouvir, o que eu espero que ninguém queira.
-Ora seus pirralhos! Voltem aqui! Acham o que?! Não podem ir entrando no meu quarto sem bater!
Inicia-se uma perseguição. Sorrio e vou atrás dos quatro ruivos, me divertindo. Claro, isso é uma família. Tem seus problemas e implicâncias de irmãos, brigas e brincadeiras, conversas sérias e constrangimentos. Um dia eu também tive uma família. Muito tempo atrás.
-Jack, pegue-os!
-Como quiser, Merida.
-Finalmente essa sua vareta mágica serve para algo útil.
-Ei! –Me ofendo.
-Nos ponha no chão! Mãe!
-O que está acontecendo aqui? –Elinor aparece para abrandar e controlar a situação. Ponho os garotos no chão, que correm para longe. Ela de imediato nota que a filha está melhor, mas continua séria.
-Eles estavam no quarto se beijando!
-Eles invadiram meu quarto! –Se acusam mutualmente.
-Garotos, não façam mais isso. Sua irmã é uma garota, e precisa de privacidade. E Merida... –A ruiva espera pela bronca, corada e zangada. –tranque a porta da próxima vez.
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