Frozen Bravery

20 Capítulo 20


Notas iniciais
Bem, como a Zakuro me pediu insistentemente para postar um capítulo hoje, aqui estou eu. Em compensação, sem capítulo para vocês nesse fim de semana.

Merida não apareceu hoje, então eu fui até ela. Depois de passar breves minutos me questionando se devia entrar pela porta da frente ou invadir pela janela de uma vez, lá estou eu subindo para o quarto dela, onde Elinor disse que estava. Sim, eu optei pela opção mais civilizada, e não pela mais rápida.

Ao que sua mãe havia me contado, ontem a ruiva chegara nada contente. Deixara Fergus lidar com o MacGuffin, o dispensado e subira sem falar nada. Desde então estava ali. Não abrira a porta para ninguém. Ah, seus pais deveriam é estar furiosos comigo. O que eu fiz com sua preciosa filha? Afinal é por minha culpa que ela se encontra dessa maneira.

-Ruiva, abra a porta. Sou eu, Jack.

Sem resposta. Era previsível que aquilo aconteceria. Posso tentar mais algumas vezes, depois é só congelar a porta e dane-se. Vou entrar, pedir desculpas pela minha suprema estupidez, perguntar se estamos bem e se ela quer continuar com este relacionamento.

Ouço seus passos leves e furtivos. Logo o barulho da tranca e um olho azul me espiando por uma brecha. Tento lhe dar um sorriso, mas na verdade estou infeliz com isso. Nada assim nunca, nunca mais acontecerá. Estendo a mão para ela. Ao menos minha ruiva eu posso alcançar. Ela não é como a Lua.

A porta se abre de uma vez. Sou puxado para dentro, ela é fechada e sou posto de costas contra ela. Pego de surpresa com um abraço, totalmente desprevenido, desarmado, suscetível ás investidas dela. Envolvo-a com meus braços e enterro meu rosto em seu pescoço. É uma sensação boa, aconchegante. Como se eu estivesse no lugar ao qual pertenço.

-Desculpe, eu sou um idiota. Eu...

-Cale a boca, Frost.

Não. A voz dela está embargada. Seu corpo está começando a ser sacudido por soluços. Me abraçando com cada vez mais e mais força. Droga, porque ela está assim? É culpa minha, não é? Eu não a mereço.

-Por favor, Merida. Não chore. –Afasto-a de mim para tirar suas lágrimas com os polegares então a beijo na bochecha. Um gosto salgado. Vê-la assim é como enfiar um pedaço de gelo pontiagudo no meu peito. Causa uma dor intensa. –Não chore.

-Jack, você... –Sussurra. –É um idiota. Estúpido. Pedófilo. Maldito. Eu não entendo. Qual o motivo de todo esse ciúme? Eu sou sua ruiva, certo? Sua...

-Não chore, minha ruiva.

Estou começando a ficar desesperado com a situação. E confuso. Se bem que o que ela disse está certo. Sim, essa ruiva é minha, e ninguém vai tirá-la de mim. Não vai ser aquele cara simplesmente chegando e dizendo que quer casar com ela que vai me derrotar. Mas tudo bem que só de vê-los juntos me dá vontade de transformá-lo em um bloco de gelo. Eu vou... vou... Qual a solução menos ruim que posso encontrar? Ah, vou mostrar para ele quem é Jack Frost. Esse MacGuffin vai voltar para o pai dele e dizer que a filha de Fergus está totalmente comprometida com um cara que ela mesma escolheu... Ou melhor dizendo, um cara que partiu para cima dela e não a deixou e nem a deixará escapar de jeito nenhum.

-Prometo nunca sair do seu lado. Eu vou estar aqui sempre que quiser e precisar. Não vou mais fugir e nem pensar que o que estou fazendo é errado e que estou destruindo sua vida mortal. Eu vou dizer todas as minhas intenções que tenho em relação á você para seus pais para que eles tenha consciência de tudo que faremos juntos.

-T-Tudo que faremos? Como assim, Jack, o que você pretende fazer comigo?! Q-q-que tipo de coisas?

Notas finais
Então, Jack, consegue resolver as coisas e deixar a ruiva bem de novo, mas... tudo sempre acaba em malícia.