Frozen Bravery
2 Capítulo 2
–De novo você aqui? Toda vez que eu erro, você aparece com a minha flecha e fica me provocando. Já faz uma semana.
–Não posso evitar, eu fico aqui por perto. –E gosto de te observar e ver seu rosto vermelho de frustração.
–Você é estranho, seu moleque. –Ela estreita os olhos para mim. –Quem é você?
–Jack. –Respondo simplesmente, pondo as mãos nos bolsos.
–Jack o que?
–Frost. Jack Frost.
–Pfff. –Ela gargalhou deliciosamente. –O Guardião do Inverno nunca seria um pivete irritante como você. Ele deve ser um cara mais velho.
–Eu sou velho.
–Oh, quantos anos você tem, Frost, 19? –Ri, ironizando meu sobrenome.
–Você acha que aparento 19, Merida? E você, tem 16?
–Sim... Mas isso não te importa. Dê a flecha e vá embora como sempre faz.
No início ela realmente não acreditava que eu pudesse ser Jack Frost. Pivete irritante, ela me chamou. Engraçado. Crianças normais me agradeceriam por lhes dar divertidos dias de neve em que podiam brincar com seus amigos. Para ela, neve parecia ser um incômodo. E um dos grandes. Aliás, essa guria tinha amigos? Ela vinha sempre sozinha. Ela e o cavalo, que ao que eu havia ouvido, devia se chamar Angus.
–O inverno está no fim. Logo eu irei realmente embora. Então você sentirá minha falta, acredite.
Merida dá aquela risada melodiosa que passei a amar com o tempo, me olhando de um jeito sarcástico, como se eu fosse louco e idiota. Ela gostaria que o inverno acabasse. A neve a atrapalhava treinar e dificultava procuras á flechas perdidas.
–Se enxerga, cara que se acha o Frost. Nem te conheço. Estou me danando para você.
–Vou te mostrar uma coisa, sua ruiva arrogante. –Digo me abaixando para fazer uma bola de neve. –Tome isso! Na sua cara.
–Quer morrer?! Engula essa sua neve. –Replica tentando me acertar.
–Opa, ela errou. Sua mira não é tão perfeita assim como você se gaba, não é?
–Cale a boca! –Tenta outra vez.
–Pelo amor de Deus, Merida. Estou parado. Vamos, me acerte se puder.
–Seu... Seu... Vou tirar esse sorriso da sua cara. –Ela insiste pela terceira vez, em vão. É minha vez de rir, da frustração dela. –Com minhas próprias mãos.
–Nada de agressão física. –Repreendo.
–Que porra é essa? Me ponha no chão!
–Admita. Diga que acredita que eu sou Jack Frost.
–Eu acredito na existência do Jack Frost. Mas não sabia que ele podia levitar pessoas com seu pauzinho mágico... Eei! –Reclamou quando a fiz ir mais alto.
–Não é um pauzinho. Admita logo e vou te descer.
–O que mais você consegue fazer –Cede, contrariada. –Jack Frost?
Nada melhor do que um dia de neve para começar algo novo.
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