Frozen Bravery

15 Capítulo 15


Notas iniciais
Hoje acordei cedo para postar esse capítulo, afinal, eu disse que seria um bom capítulo, pois então, aqui está.

Eu sou perigosa? Eu? Não sou eu quem estou andando até ele com aquele olhar faminto em meu rosto. Estou sentindo que isso vai ter um resultado duvidoso. Porque diabos mesmo eu aceitei o empate daquela proposta idiota? Devia ter insistido no que eu queria com uma flecha no meio dos olhos dele.

-Porque está se d-despindo, Jack?

-Não se preocupe. Ficarei de camisa.

-Certo... Mas por quê?

-Acho que vou ficar com calor hoje.

Parece que sou a presa aqui, estou sendo encurralada. Estou com um pouco de medo. O que ele fará comigo? Ou melhor, o que ele pode fazer? O quão longe podemos ir juntos? Jack é frio contra mim. Seu toque me provoca arrepios. É estranho, pois ao mesmo tempo em que ele é gelado, um calor se espalha pelo meu corpo em cada lugar que me toca. Mas isso não é ruim...

-Não se preocupe. –Repete, acariciando meu rosto de leve. –Não farei nada que você não queira.

Inevitavelmente coro. Talvez eu não esteja sendo sincera. Eu não admito o quanto quero que ele me toque, me beije, o quanto é bom, confortável e seguro ficar em seus braços. De algum modo contraditório, o Guardião do Inverno tem fogo em seus olhos azuis-gelo. Seus lábios pressionam os meus de leve e ele sorri antes de me pegar no colo.

-Jack! –Protesto.

-Assim é bem melhor. Ótima posição como uma desculpa para por uma mão na sua perna e...

-Cale a boca, Frost.

Entrelaço meus dedos nos cabelos brancos e macios dele e o puxo para mim. Minha atitude o surpreendeu, mas ele mantem nosso beijo em um ritmo lento e progressivo. Logo, não demora muito, e o instinto o consome, fazendo-o perder o controle. Meu estúpido pedófilo me segura e me beija com vontade, já sem fôlego, mordiscando meu lábio inferior.

-Merida. –Sussurra no meu ouvido, ofegante. É bom ouvir meu nome saindo da boca dele. Soa tão bom.

Sou posta contra uma árvore e as mãos dele passam minhas pernas por sua cintura, prendendo-o a mim. Mãos geladas nas minhas coxas. Seu nariz roça meu pescoço e sua boca percorre-o da base até meu queixo. Sufoco um gemido constrangedor em minha garganta e sinto a mão direita dele nas minhas costas, por baixo da blusa. Não consigo deixar de querer explorar o corpo dele também.

-Jack. Tire isso. Deixe eu tirar.

-Hum... –Murmura, meio ocupado aplicando beijos em meu pescoço, enquanto puxo sua camisa de maneira insistente tentando segurar meus gemidos. Ah, que coisa constrangedora. –Droga ruiva. Você é muito quente.

-Deixe eu tirar, Jack. –Suplico.

Nos afastamos brevemente e arranco a camisa dele, a jogando para um lugar qualquer. Enterro meu rosto em seu pescoço e aspiro seu cheiro, leve e doce, como o de uma flor que desabrocha no inverno. Um beijo rápido ali e outro no canto de sua boca, então paro para observar o físico do tal Frost. Mantenho uma mão apoiada no peito nu dele e me curvo para beijá-lo outra vez, me demorando nisso.

Talvez não seja eu ou ele quem seja perigoso aqui. Talvez nós dois juntos o sejamos. Quando perdemos o controle e cedemos ao que queremos fazer, desejos, nunca se sabe o que pode acontecer depois, como ou quando isso vai acabar. Eu não sei, e eu não quero saber agora. Porque isso tudo é simplesmente muito bom.

-Consigo fazer o Guardião do Inverno se sentir quente?

-Pegando fogo. –Ele sorriu. –Não me recordo de suar nenhuma vez em toda minha existência. Até te encontrar.

Notas finais
Espero reações adequadas á este capítulo, certo?