Frozen Bravery
16 Capítulo 16
Notas iniciais
-Não, Jack. Aí não. Droga, vai ficar a marca.
-Mas eu quero que fique a marca.
-E o que vou responder quando perguntarem?
-Tá bom, só de leve. Está ficando tarde, já pode trocar de roupa de novo e ir para casa.
Fico me divertindo pensando no que os pais dela fariam ao verem uma marca vermelha em seu pescoço. Infelizmente ela não me deixou morder ali, pelo menos não com força. Observo satisfeito a ruiva por suas roupas normais, bastante feliz com o resultado do dia. Foi muito produtivo. Podemos repetir tudo outra vez. E ir até mais além ainda.
Merida foi muito ativa, ela conseguiu tomar o controle da situação algumas vezes e acho isso ótimo. As coisas estão progredindo bem. Se ela conversar com Fergus e ela aceitar a situação, tudo estará perfeito. A não ser pelo detalhe de eu ser um Guardião e ela ser uma mortal.
Podemos deliberar. Se há um jeito de fazê-la permanecer comigo por toda a eternidade, eu o encontrarei. E ficaremos juntos, não importa como. Tem de haver uma maneira.
-Você parece pensativo, Jack, e preocupado.
-Um pouco.
-Não fique assim. –Ela sorriu, com aquele seu jeito que passei a amar com o decorrer do tempo. –Tudo vai dar certo.
-Espero que sim, ruiva.
-Amanhã á tarde apareça lá em casa. Vamos tornar as coisas oficiais. Até lá, Jack.
Como ela consegue continuar tão confiante enquanto estou aqui inseguro e com receio? Não deveria ser assim. Já passei por essa situação tantas vezes e a maioria acabou de um modo ruim. É a parte crítica, em que a garota vê que não temos futuro nenhum e para não ficar pior, decide terminar por aqui. Então como sempre eu continuo sozinho. Mas Merida está feliz. Ela me dá um beijo, levemente corada, e parte com Angus.
Permaneço no mesmo lugar em que ela me deixou até o anoitecer. Não tenho nada para fazer esta noite. A melhor opção é cuidar de um outro assunto que estava me incomodando. Aquela pessoa que vi na noite anterior, olhando para o quarto da minha ruiva. Não é difícil encontra-la, já que é bem na casa ao lado.
Observo uma silhueta se movimentar ali, parecendo estar organizando o lugar. Estava sozinha. Parece-me grande e talvez seja forte, o que quer dizer que ofereceria alguma resistência física em caso de um confronto direto. Eu poderia invadir a casa, mas... É melhor não fazer isso. Sei que não sou uma das pessoas mais certinhas desse mundo, mas ao menos hoje. O dia foi bom demais para que eu queira correr o risco de algo dar errado.
Realmente, isso me deixa satisfeito, mas é de se suspeitar. Nunca foi tão bom e tranquilo como está sendo. Talvez eu esteja sendo compensado por todo o tempo ruim pelo qual passei. Não é muito bom pensar assim, mas as coisas aparentam ser dessa maneira.
Ah Lua, sempre que estendo a mão para cima, nunca a alcanço. Esteve sempre em silêncio, nunca me deu as respostas que pedi. Continua perdida e sozinha no meio de um mar infinito de estrelas. Pelo menos agora, quando estendo a mão para Merida, sei que posso alcança-la e protege-la. Ela está sempre presente quando preciso e juntos podemos encontrar as respostas.
Só uma última olhada no quarto dela. Para verificar se está bem e segura, se nada de ruim lhe aconteceu. Há essa hora ela já deve ter falado com o Fergus. É estranho isso que estou sentindo, é uma insegurança. Amanhã as coisas darão certo...
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