Escuridão...

Era tudo o que havia na minha existência.

Antes que eu a encontrasse.

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Meu nome é Jack Frost. Como eu sei disso? A Lua me contou.

Se você por acaso ouvir falar de uma geada ou se uma bola de neve por acaso acertar sua nuca e não ter ninguém em volta para tê-la jogado, lembre-se de murmurar “Jack Frost...” e aposte que estarei dando risada disso em algum lugar.

Esse era um daqueles anos frios, que eu adoro. Eu passava por uma floresta branca, me divertindo congelando um rio e observando os flocos de neve caírem, distraído. Quando ouço uma voz suave e um relinchar de cavalo. Em seguida a mesma voz se torna mais baixa e passa a murmurar palavras que não entendo rapidamente.

Intrigado, vou ver o que é e do alto de uma árvore enxergo um monte cor de fogo se movimentando, fazendo um contraste espantoso com minha paisagem branca. Ah, era uma garota. O que diabo ela poderia estar fazendo no meio de uma floresta em um bom dia gelado como aquele? E... Uau, aquilo era um arco? Fiquei interessado.

Observo-a se posicionar e acertar pontos marcados em lugares bem difíceis. Ela era boa, essa ruiva. Mas ela não poderia ficar arrogante e orgulhosa por acertar tudo. Eu não poderia permitir isso. Faço-a perder o equilíbrio com um pouco de gelo sob os pés e a flecha vai parar longe.

-Mas o que... –Ela olha em volta, procurando o que causara o erro, sem encontrar nada, claro. –Maldito Jack Frost... Isso deve ter sido culpa dele. –Esbravejou.

Veja só, uma garota que acredita na minha existência. Para executar a segunda parte do que eu esperava que fosse um plano, pego a flecha e vou caminhando na neve como se estivesse irritado até irromper na clareira em que ela se encontrava, talvez pensando se a flecha valia o esforço.

-Ei, está procurando por isso?

De imediato a ruiva posiciona-se contra mim, me pondo na mira de seu arco.

-É minha flecha.

-Abaixe esse negócio, garotinha. Você pode acabar ferindo alguém. –Digo me aproximando.

-Só entregue-me a flecha e vá embora.

-Você quase me acertou garota. –Continuo com meu teatro parecendo enfezado.

-Entregue logo a flecha.

-Quer saber, acho que não. Acho que ela daria um bom graveto para minha fogueira. –Provoquei.

-Não ouse fazer isso.

-Certo, tudo bem garota. Tome a flecha e veja se não mata ninguém.

-A garota aqui tem nome, e é Merida.

Lhe jogo a flecha e viro as costas, indo embora com um sorriso no rosto.