Frozen Bravery
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Como sempre me encontro sentado no chão da floresta olhando para o céu. A Lua está ali, mas não posso vê-la. Mesmo que eu não consiga, ela sempre está por ali, em algum lugar. Isso é bom. Mas esperar me deixa impaciente, por isso tenho de me distrair pensando em coisas aleatórias. Estou ansioso. Ouço-a chegando e isso já faz surgir um sorriso em meu rosto.
-Jack. –E lá se foi minha empolgação. –Não fique desapontado. Meus pais me viram tentando sair. Me atrasei por causa de uma bronca. Eu tentei, Jack.
-Espere aqui, ruiva. Já volto.
-Onde você vai?
Para sua casa. Chego em poucos minutos e adentro o quarto dela. Tenho de ser rápido e dar uma busca no seu armário antes alguém ouça ou decida verificar o cômodo. Vasculho tudo, meio deslumbrado e atordoado, com um desejo constante de pegar algo dali para mim. O cheiro inebriante dela... Escolho duas peças e volto, até um pouco ressentido por ter de fazer isso.
-Tome.
-Ahn...
-Vista elas. Troque de roupa.
-Mas onde?
-Aqui.
-Não! Você vai ficar olhando.
Claro que vou. Seria uma oportunidade desperdiçada não olhar. Eu seria um grande babaca se não o fizesse. Mas eu também seria considerado um cara mais decente. Dane-se a decência! Eu sou homem!
-Fizemos um acordo. Você tem de fazer o que eu quero.
-Droga, me dê isso aqui. –Meio corada, ela se afasta resmungando. –Não olhe, Frost. Você foi no meu quarto pegar essas roupas, não foi? Que diabo você tem na cabeça para fazer uma coisa dessa? Sorte que deixei a porta fechada ao sair. Ei! Não, não, não. Eu não vou vestir isso! Olhe o tamanho desse short e do decote dessa blusa! Frost...
-Tá bom, tá bom. Levante os braços, Merida.
-Pra que?
-Eu troco suas roupas. –Sorrio.
-Sai daqui! Pervertido tarado pedófilo maldito! Você pegou as roupas mais indecentes que encontrou, tenho certeza.
-Não fui eu quem as coloquei no seu armário. Elas são suas. Sinceramente, você não usa isso para sair de casa, não é?
-É bom para dormir quando está calor. Espera... Isso aí por acaso é ciúme, Jack?
Imagina só se algum desgraçado, qualquer outro cara que não seja eu, a visse com aquilo. Se prostraria aos pés dela no mesmo segundo. Ela por algum motivo ri de mim agora. Isso não é engraçado. Só de imaginar a possibilidade fico com raiva. Não posso ficar assim. Oras, ela está se trocando na minha frente. Não existe deleite maior para meus olhos. Droga, eu quero tocá-la. Esperar que ela termine me deixa ainda mais ansioso.
-Você está demorando para me provocar, é?
-Talvez.
-Não me importo se você não conseguir terminar.
-O que... Não, não. Estou pronta. Pode olhar agora.
Eu já estava olhando, Merida. Eu vi tudo. Quer dizer, quase tudo. Ela está um pouco corada, parece tímida. Preciso mesmo falar que ela está incrivelmente atraente? Com toda certeza é a ruiva mais linda que já vi na minha existência. Me recuso a perdê-la para alguém. Arrumo um jeito de morrer se isso acontecer.
-E o que vem depois disso, Jack?
-Para falar a verdade... não tenho a mínima ideia do que farei. Você é uma pessoa perigosa, ruiva. O que você está fazendo comigo?
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