Frio jovem... O mundo em perigo!!!!
4 Capítulo 4 – Steven, o filho de Bóreas em sua primeira missão
Notas iniciais
Lorde Moros percebe a mudança do tempo e do que acontecia com os quatro cantos do mundo, com certeza Zeus estava muito irritado, sendo assim ele novamente some com o seu templo, mas para a infelicidade de todos, com o que o deus faz, o azar chegará a todos, sem a sorte é tudo azar, nada dará certo para os semideuses e mortais e até mesmo para alguns deuses menores. Com tudo que vem ocorrendo, essa não é uma perspectiva favorável, tanto para que os que sairão em busca de Hebe, quanto para os que ficarão protegendo o acampamento.
Não bastasse isso, Hefesto já imaginando que uma guerra possa ocorrer, fica um tanto pensativo em suas forjas, até que resolve aumentar o volume de trabalho, construindo mais armas, para aqueles qe logo virão atrás de suas graças, Hefesto e seus servos, os ciclopes, ao fazerem tal coisa, aumentam ao máximo o calor à sua volta, ao ligarem ainda mais caldeiras de derretimento de metal, não sendo contido apenas em suas forjas.
Em todos os lugares há algo estranho, o sol continua com seu brilho normal... mas o calor... esse é sufocante, deixando todos extremamente cansados e com seus reflexos alterados.
No acampamento, algo terrível começa a ocorrer com alguns semideuses, Tayler, filho de Cratos, parecia não ter limites, após passar a noite anterior em claro, lutando contra os cães infernais ao lado de outros semideuses, estava ainda acordado naquela manhã, pois muitos seres do inverno, estavam sendo enviados até ali, para atrapalhá-los ainda mais, apesar de jovem, o rapaz mostrava que estava preparado para o que precisassem. Ainda mal tendo entrado na adolescência já havia conquistado um posto, entre os vingadores de Phobos.
Junto a ele, era possível ver outros semideuses fazendo a ronda por todo o local, esforçando-se para manter a ordem em meio ao caos. Em silêncio ao lado dele, caminha Leila, uma jovem que nasceu filha de Cratos e que hoje era filha de Zeus, pois esse a adotou algum tempo atrás, após a jovem ter tornado-se imortal e recebido de Atena a dádiva de tornar-se uma deusa menor ligada a união da força e da inteligência, além de terem biologicamente o mesmo pai divino, os dois jovens eram irmãos por parte de mãe, o que aumentava os laços entre eles, sempre trabalhando bem em equipe, um pouco a esquerda deles, andavam os trigêmeos de Leila, Quill sempre com seu cachorro caminhando junto a ele, Hank, concentrado, como em um mundo só seu e a bela Crsty, uma garota de pele muito branca e gelada, que já havia demonstrado várias vezes ser a mais parecida com a mãe, sempre provando-se em busca de destacar-se perante os deuses, a garota carregava nas mãos, mesmo tão nova, a morte de um semideus, com quem bateu-se em duelo.
O clima dentro do acampamento, sufocante, graças ao calor vindo das forjas, dificultava até mesmo o caminhar dos campistas, que ainda precisavam lutar, cada vez que um dos enormes lobos enviados por Bóreas conseguiam ultrapassar a barreira de proteção do local, enfraquecida agora que os deuses pareciam não temer a ira de Zeus, já que esse estava preocupado com Hebe. Por todo lado, via-se campistas feridos sendo levados para a enfermaria, por esse motivo Leila, deixa o irmão continuar a ronda sem ela, indo até lá, como seguidora de Asclépio, seus braços ajudariam muito mais segurando ataduras do que uma de suas armas.
(…)
Na cabana, Thomas finalmente acorda, praguejando pela nova mudança repentina do clima, ele levanta, tomando um banho demorado, pensando em sua esposa, sentindo falta dela e claro preocupado com o que possa estar acontecendo a ela. Assim que termina de vestir-se ele aguarda seus companheiros chegarem, para que as primeiras medidas possam ser tomadas.
Os primeiros a chegarem foram Damon e Altamir, pois eles iriam ajudar o semideus nas forjas, a preparar aquilo que precisariam durante a missão, incluindo armaduras aqueles que não tinham e comunicadores para que pudessem conversar sem chamar a atenção dos inimigos que encontrassem pelo caminho.
Após distribuir tarefas a cada um deles e de enviar Steven para sua missão de reconhecimento, Thomas fica sozinho nas forjas para descansar um pouco após o trabalho incessante, prometendo reunir-se aos outros mais tarde.
(…)
“Estava com uma certa tensão mas isso passou, meus companheiros me ajudavam e me davam a confiança para poder seguir em frente, seria o primeiro a partir na missão. Thomas, o líder da missão, havia me confiado seu cavalo Donner Wanderer, ganho de seu pai. Além de me emprestar sua armadura de Drakon e seu corvo.
Antes de ir Thomas me avisou que o cavalo era extremamente rápido, mas não tão rápido quanto Arion.. bom, ao colocar os braceletes em meus pulsos peguei minha munhequeira negra de couro dada por Cratos e minha espada concedida por Hades. Voltei para onde o cavalo estava a me esperar e sem mais nem menos montei o mesmo e pressionei meus calcanhares sobre suas laterais e o cavalo partiu. A velocidade dele era tremenda, ficava até difícil se segurar, o corvo de Thomas, estava a minha frente também parecendo tentar se segurar em algo ou em alguma coisa próxima, antes de partir o relógio marcava 14:09 então ainda tinha bastante tempo para completar este serviço.
O cavalo era mesmo muito rápido e em poucos minutos já estava deixando a cidade de Nova York passando pela pista desviando de carros, não sabia como era possível fazer isso naquela velocidade mas Donner estava fazendo e com muita facilidade diga-se de passagem, após algum tempo olhava para o corvo que parecia estar se segurando melhor do que eu estava.
Depois de deixar Nova York por completo atravessava todo o país me aproximando cada vez mais do Canadá, meu destino. Teria de chegar em Quebec e vasculhar algo que possa ter a ver com o desaparecimento da deusa Hebe e de seu artefato roubado que ainda não se sabia ao certo o que era mas imaginava-se ser extremamente importante. Enquanto meus pensamentos pairavam pelo ar me dei conta de que já estava no Canadá, indo rapidamente em direção a cidade de Quebec onde ficava o palácio de meu pai que já foi visitado por mim, sabia a localização exata do palácio mas tinha quase certeza que Bóreas não estava lá, mas mesmo assim precisaria encontrar algo, ou alguém, não sei. Só precisava mesmo encontrar. Ao chegar no edifício onde ficava o palácio olhei para cima e fiz o cavalo parar na hora com um tranco em suas costelas com os calcanhares sem machucar o cavalo.
Ao descer do mesmo sentia um frio não muito comum pairando pelo local, peguei a mochila que carregava nas costas desde o começo e tirei de dentro dela um par de tênis alados do filho de Poseidon Alef, que havia me emprestado também para essa missão. Ao colocar os tênis as asas dos mesmos surgem batendo com entusiasmo, e coloquei os tênis normais que usava antes dentro da mochila. Logo estava erguendo vôo, enquanto fazia isso pedi para o cavalo me esperar se caso acontecesse alguma coisa. O corvo me seguia enquanto logo estávamos em frente a entrada, voltando ao chão subi as escadas que davam para uma vista mais bela e completa do palácio. Após estar no lugar onde fora pedido por meus companheiros vasculhei por todos os lugares sem encontrar.
De repente vejo por detrás de uma estátua de gelo um panfleto, sim, um panfleto de um lugar que nunca havia ido antes. Nunavut, era o nome da local, ficava ali mesmo no Canadá, só não sabia a localização exata. Depois de olhar por alguns segundos o panfleto enfio o mesmo no bolso antes de ser surpreendido pelos Boréadas Zetes e Calais, meus meio- irmãos. Ambos me olharam e em conjunto pronunciavam:
–Hey, intruso. — os dois voavam em minha direção quando ambos são surpreendidos pelo corvo que os atacavam abrindo espaço assim dando uma brecha para poder escapar.
E foi isso que fiz, desci as escadas de gelo rapidamente e saltei enquanto as asas se abriam, desci até o cavalo e o corvo a minha frente e disparamos em velocidade voltando para os Estados Unidos.. a viagem foi até mais rápida, logo estávamos em Nova York chegando em Long Island, subimos a colina com velocidade e o cavalo parou deslizando um pouco porém se mantendo em pé, saltei do mesmo e corri em direção ao acampamento tirando o panfleto do bolso...”
(…)
Thomas finalmente estava se juntando a seus companheiros, ele subia a colina montado em Nibelum, sua armadura estava pronta, sua espada Judgment e seu escudo Balder iam em suas costas, ele havia colocado Zar'roc na cintura e seu cinto de ferramentas estava adaptado a armadura e seu bracelete chicote estava em cima de sua manopla, ele acenava para Alef e Steven que estavam em dois pégasos e para Altamir, Damon e Eric que estavam em dois cavalos e em uma moto. Graças ao reconhecimento feito por Steven, era possível imaginar a situação agravada em que a deusa encontrava-se, cada minuto perdido pode ser crucial.
– Estão prontos? Sabem que podemos não voltar. — o líder pergunta sério, perscrutando cada um dos ali presentes.
– Sempre estive pronto. — a voz de Steven pode ser ouvida por todos, ele estava com uma certa ansiedade, há tempos esperava uma missão, ele levava Frost presa na bainha, outra espada presa na bainha do outro lado e um machado as costas, usava a armadura feita por Thomas especialmente para a missão, no pulso direito minha munhequeira, apesar de toda a ansiedade, suas palavras saem em um tom alto e claro.
Alef, já estava montado em seu Pégaso chamado Árthur a espera dos outros semideuses. Eu iria sobrevoando junto com Thomas e Steven. Usava seu colar com pingente de punho cerrado e outro pingente de tridente, sua espada de puro bronze celestial estava em suas costas, ele apenas acena, confirmando a Thomas, que está pronto, antes de perguntar-lhe onde estão os outros escolhidos.
Eric, chega montado em sua moto no momento em que Alef termina de falar, ele mantem-se ali sentado sobre ela, por não ser de falar muito apenas olha para todos, fazendo uma reverência educada a Thomas, ele estava desarmado, mas não preocupava-se com isso, sempre conseguia uma arma quando queria.
Logo após ele, quem chega é Altamir, montado em Donner, o qe cavalo de Thomas, que este lhe emprestou para que pudessem seguir até Nunavut, trajava a camiseta do acampamento, um casaco por cima, calça jeans preta e All Star preto. Em suas costas estava apenas o cetro, já que poderia invocar sua foice quando julgasse necessário. Estava também com o anel, o colar e o amuleto. Uma mochila ia as costas, com o que julgava ser útil.
– Estou aqui... Perdoem o atraso... — ele para ao lado de Eric, olhando diretamente para o líder.
Era mais uma manhã comum, Damon havia acordado cedo mas estava bem desperto, ao ouvir o chamado de Thomas e sobre o que se tratava ele vai até o Arsenal de sua cabana e logo pega tudo que precisava, a moeda que se transformava em uma espada que recebeu de Lady Nice, o anel que recebeu de Anfitrite, o pingente que recebeu de Deimos, a Espada que recebeu de Ares, a lança recebida de Cratos e sua inseparável faca de combate, ele pega uma caneta e um papel para escrever um bilhete para Hécate.
A mensagem consistia em um texto carinhoso e um aviso sobre a missão e que ele voltaria vivo e com Hebe à salvo, Ele deixa o bilhete sobre a mesa e beija a testa da Deusa que se encontrava em repouso na cama... Damon coloca suas manoplas e sai da cabana, ele respira fundo e assobia para chamar Shadow seu cavalo, uma sombra se põem no chão e começam a sair do mesmo ossos formando a estrutura do cavalo em seguida os músculos e por ultimo a pele. Damon vai de encontro a Thomas e os demais, o mesmo vestia uma calça de moletom, um par de tênis Adidas branco, uma regata preta da banda Matanza com a estampa do álbum "Odiosa Natureza Humana", em sua mochila havia roupa para o frio, ele sabia que teria de ir ao Canadá e que o frio seria intenso... Um sorriso se põem nos lábios de Damon, era uma mistura de ansiedade e de excitação, seria uma missão de grande escala e fazia anos que Damon não participava de uma...
Ao chegar no local designado ele desce do cavalo e vai até Thomas cumprimento o mesmo e os demais, ele sentia a tensão no ar mas não poderia se abalar com aquilo, era melhor que ele continuasse mantendo o foco nas coisas e pensasse bem em tudo que faria e falasse.
– Damon se apresentando! — dizia seguido de um sorriso confortante e uma pose de continência como se estivesse em um quartel ou algum regime militar
Thomas, agora que todos chegaram, olha mais uma vez para o grupo sobre seu comando, hoje apesar de ainda preocupado com sua esposa, ele começa a entender porque foram reunidos, cada um deles, é forte a sua maneira, sabe que tem somente aqueles que já se destacaram de alguma maneira entre os outros.
– Agora estão todos aqui, vamos nos dividir em duas equipes, a de terra e a do ar, Alt vai fazer a frente da terra e eu a do ar, lembrem-se que isso não é uma corrida, vamos rápido mas não exageradamente, o objetivo é toronto e de lá vamos checar a tal cidade que Steven descobriu. Agora vamos.
Thomas diz isso e seu dragão ruge e levanta voo saindo rapidamente em direção ao norte, enquanto os outros seguem as ordens dadas pelo líder. No acampamento, os semideuses, apenas podem ficar na expectativa de que eles tenham êxito, pois já puderam perceber que enquanto a deusa não for resgatada, o caos apenas irá aumentar.
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