Friendship Never Ends
6 Capítulo 6
Enquanto Chuck convencia Alisha a se acalmar, David e Duda, debruçados na varanda do restaurante, conversavam, matando a saudade e se abraçavam, pra se esquentarem.
- E como são as turnês? Eu sei que deve ser super-chato sair de casa e ficar tanto tempo longe, mas... Como você se sente? – perguntava ela.
- Ah... Quando eu brigo com a Alisha é um alivio sair daquela casa. Mas eu olho pra Bella... Aqueles olhinhos esverdeados cheios de lagrimas... Me da uma vontade de ficar.
- eu imagino...
- eles me lembram você.
- eles quem?
- Os olhinhos da Bella.
- haha... Para com isso. A Bella é loira, eu sou morena. Não temos nada a ver uma com a outra.
- Mas seus olhos têm aparência inocente, como os dela.
- Um viva as palavras bonitas que você anda dizendo.
- Viva! – disse ele, sorrindo. – Mas... E você? O que anda achando da sua profissão?
- Ah... é bem exaustiva. Bem que meu irmão resolveu largar...
- Seu irmão? Que irmão? Ficou louca?
- Sim. É. Não.
- Que isso?
- Seu irmão? Sim. Que irmão? É. Ficou louca? Não. O Chuck... Esqueceu que somos quase irmãos?
- Quase!
- Ta bom... Meu primo-irmão. Melhorou?
- sim. –disse David, com cara de deboche. – Termina de falar. Por que é exaustiva?
- Ah, você ta dormindo os sonhos dos anjos, ai seu celular toca: Atenção Eduarda, um incêndio na avenida tal. 15 minutos pra você estar na emissora. Quem merece isso?
- Haha, você quis assim. Então, não reclama!
- Mas eu faço o que eu amo. Então, não vejo motivos pra terminar aqui.
- Obrigada por me tirar, princesa!
- não te tirei, bocó.
- Vou fingir que acredito...
- Cala a boca e vamos pra casa que aqui ta super frio.
Eles voltaram pra dentro e foram pro carro. Ao chegarem, ficaram todos quatro sentados na cama de casal, onde David ficaria, jogando conversa fiada. Chuck sorridente, estava agarrado a Duda enquanto o casal estava separado. Alisha sentada na cama e David jogado e esparramado na cama, abraçado a um travesseiro.
- O que estão achando de Paris? – perguntou Duda.
- bonita... – Chuck
- Atraente... – Alisha
- Fria... – David.
- Uau! Que animação! – responde ela.
- Ah, chegamos hoje... Estamos nos acostumando aqui ainda.- responde David.
- Vão ficar quantos dias?
- não sabemos ainda. Quanto tempo você nos agüenta aqui? – pergunta Chuck, acariciando seus cabelos.
- O resto da vida. – responde ela, lhe dando um beijo no rosto.
- Ai, meu amor...
- espaço pra nós... –dizia David, mas bocejou no meio da frase -...é o que não falta, ne?
- Realmente... Tem quarto de casal, quarto cor-de-rosa pra Bella e uma cama extra pro Chuck. Trás suas coisas e mudem pra cá.
- Não! Você vai pra lá. Você está em minoria. – diz David, puxando o pé dela.
- Larga meu pezinho, bocó!
- pezinho?
- Meu pé é pequenininho.
- Faço de conta que é... – respondeu ele, até olhar pra parede e ver alguns quadros pendurados. – Quês quadros são aqueles, princesa? – pra ódio de Alisha.
- um da formatura, meu diploma; outro de um premio que eu ganhei da emissora, outro que veio acompanhado de um troféu como jornalista do ano. – responde ela.
- Isso tudo em quatro anos? – pergunta Alisha.
- É. E to concorrendo ao premio internacional da BBC, como jornalista/radialista do ano. Pelo que eu vi, to na frente de novo.
- quem te viu e quem te vê, meu bebê! – diz Chuck, a abraçando mais forte.
- Vamos mudar desse assunto, Chuck? Vamos dormir, que a zebra ta com sono.
- Eu to, mas fica aqui. – responde David.
- Não... a Alisha também quer dormir e eu vou matar saudade do MEU PRIMO-IRMÃO agora.
- Ah, perdão... Depois eu digo algo menos obvio.
- você sempre diz isso. Beijos gente. Amo vocês! – e saíram do quarto.
David mandava beijos pra Duda, ate ela fechar a porta. Depois puxou o edredom e deitou-se direito na cama. Alisha fuzilava-o.
- Que cara é essa, Alisha? – perguntou ele.
- nada...
- você já mudou toda de novo. Eu sou um idiota mesmo!
- Calma David! –disse Alisha, indo ate a cama e se deitando, depois de trocar de roupa.
- como calma? Eu não entendo esse seu ciúme ridículo. Alem da sua falsidade. Você vem pra casa de uma pessoa e mal olha na cara dela. Depois, fala algumas coisinhas bonitinhas, que eu, trouxa, acredito. Depois você começa a dar chiliques. E você ainda quer que eu fique calmo? – disse ele, nervoso.
- eu não minto pra você, David. Mas eu te falei que não queria ficar na casa dela, por que não vou muito com a cara dela. Vim pra cá, pensando apenas em você dessa vez, por que eu não sou tão falsa pra fazer isso que você diz que eu faço. Eu não escondo que tenho ciúmes de vocês então, para de me chamar de falsa!
- Olha, eu vou dormir, e esquecer de tudo... do papel de idiota que você me fez e faz passar. E por que não, fará?
- Boa noite pra você também! – disse ela, enfezada, cobrindo a cabeça e virando pro outro lado.
Passa pouco tempo, ambos se arrependem. Alisha fica o olhando no escuro e David olhava pro teto. Depois ele acende o abajur e se levanta da cama.
- onde você vai? – pergunta Alisha.
- Pra cama da Eduarda. – diz com som de deboche e abre a mala, pra pegar um pijama e a escova de dentes.
- Hum... – suspira Alisha.
- Não vai me dizer que acreditou, né? – diz ele, rindo dela.
- ZzZzz...
- hahaha!
Ele troca de roupa e sai do quarto, pra escovar os dentes. Ele escutas altas risadas do Chuck [esculhambado pra rir] e dela, sua amiga da vida toda. Ele até dá alguns passos ate o quarto, mas resolve não atrapalhar, afinal, Chuck tem mais direito do que ele. Ele escova os dentes e escreve um bilhete com pasta de dente no espelho do banheiro.
“bocó...
Eu amo você mais do que o Chuck. Ele nunca fala de você nas turnês. Haha, falei :X
Beijo e não me mata! :D”
Depois ele novamente volta ao quarto e se deita ao lado de Alisha, que tentava dormir.
- você ficou com raiva por que eu chamo ela de princesa ne? – diz ele, olhando pro guarda-roupa.
- não. – responde ela.
- Não?
- não... Exatamente.
- Alisha, olha, eu não sei o porquê que você faz isso comigo, mas, eu ainda gosto de você, sabe? Aprendi a gostar de você, ao longo desses quatro anos. Mas você parece que não se importa com os sentimentos dos outros, alias, com meus os sentimentos. Você acha que eu estaria casado com você esses quatro anos se não sentisse nada por você? Se meu maior sentimento fosse pela Duda, eu não estaria La no Canadá e ela aqui. Mas não, eu estou até hoje com você, mas isso não é importante pra você. Desculpa estar pregando sermão uma hora dessas, mas é que eu precisava te dizer isso.
- eu nunca fui isso que você diz, só que eu não consigo esquecer que estou casada e com uma filha de 4 anos, enquanto durante esse tempo eu poderia estar fazendo minha faculdade de medicina. Mas não te culpo por isso, eu também tenho culpa nesse cartório. — responde ela, sem olhar pra ele. Ela ouve um gemido de choro e olha pra David. ele deixava algumas lagrimas descer pelo seu rosto com uma expressão triste.
- eu acabei com a sua vida, ne? Me perdoa. Essa foi a minha ultima intenção.
- eu não disse que você acabou com a minha vida. Apenas comentemos um erro, mas não culpo a Isabella disso. Para com esse complexo!
- me deixa dormir, por favor?
- então para de chorar.
- eu não sou forte o bastante pra isso... – responde ele, fechando os olhos.
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