Friendship Crazy
43 Parque - parte II
Notas iniciais
P.O.V Soluço
–Posso saber o que está acontecendo aqui ? — Perguntei a Punzie.
Eu ainda estava muito bobo para saber o que era essa cena na minha frente. O Jack...Jack...Jack BEIJANDO A MICHAELLA!! Sabe o que é isso. É o fim. Simples e fácil o fim, só consegui olhar pra cara das meninas. A Rapunzel estava com uma áurea assassina e a Merida tinha uma lagrima escorrendo do olho, mas acho que era de raiva mesmo.
– Oh, Rapunzel não esperava que visem essa cena. — Disse a vaca com a maior cara de pau.
– Jack não acredito que você...- Tentei dizer.
– Soluço eu não fiz nada, eu juro. — Disse ele cara de quem não entendia nada daquilo.
– COMO NÃO FEZ NADA!? — Gritei. — Você acabou de beijar a Michaella ?!
– Jacknha esse beijo não significo nada ? — Putz grila alguém mata essa vaca.
– Cala a boca, você me agarrou agora mesmo...Pera ai você armou isso tudo não é ? — Disse depois que entendeu.
Mas é claro eu acho que ele não iria beijar ela assim, de uma hora pra outra , no parque. A Merida saiu correndo dali o mais rápido possível e sei lá pra onde. As coisas que aconteceram agora ,aconteceram, muito rápido. Numa fração de segundo o Jack saiu correndo atrás da Merida, a Michaella ia correr atrás dele mas , também numa rapidez absurda , a Rapunzel colocou a mão no peito da mesma, impedindo a passagem dela.
– Você não vai a lugar nenhum! — Olhou mortalmente pra ela. — Soluço vai atrás do Jack...
– Não vou não! — Disse.
–Ah, mas vai sim. — Me olhou. — Tenho que conversar com essa aqui, sozinha. E ainda tem que a Merida está querendo matar o Jack.
– Não! — Gritei e ela se assustou com a minha reação. — Eles precisam se arrumar e eu também tenho que conversar com essa ai. — Na mesma hora que eu falei isso o querida Josh saiu de trás de uma das pilastras e ficou do lado da vaca.
– Acho que você prefere conversar comigo, não é ? — Perguntou irônico.
– Claro porque não. — Respondi na mesma ironia, ele se distraiu para falar alguma coisa com a Mich e eu peguei meu celular e coloquei no gravador.
– Rapunzel sem sal e sem açúcar, anda logo tenho mais coisas o que fazer. — Falou olhando pras unhas.
– O.k vou ser bem rápida, biscate. O que você tem haver com a tentativa de sequestro ? -Falou dura e rígida.
– E-Eu n- não tenho nada haver com isso. — Gaguejo ? Se entrego. Olha rimo, rimo de novo.
– Se você não tem nada haver com isso Michaella — A resposta veio de quem a gente menos esperava. Sim o Josh. — eu sou a Madonna vestida de gatinho. Foi você que armou esse sequestro e pediu a minha ajuda. — Como ? Boiei.
– Josh seu...
– Seu nada, vaca. Assumi pelo menos, você foi descoberta.
– E por que você está ajudando John ?- Perguntei curioso.
– As vezes fazemos coisas idiotas por amor e eu, infelizmente, passei por essa fase. — Disse cabisbaixo, não posso negar, senti um pouco de pena dele. — Mas agora que eu percebi que ela só estava me usando, vim falar pra vocês que quaisquer que sejam suas escolhas, sobre isso, vou ajudar.
– Obrigada. — Disse a Rapunzel. — Mas também tenho outra duvida, o que você fez com o Jack pra ele te beijar ?
– Já que estamos falando tudo vamos lá, o John me ajudou a fazer ele ficar longe de vocês por bastante tempo, tempo o suficiente pra vocês se preocuparem e virem atrás. E no momento que vocês aparecerem ele estaria me beijando. — Falou como se fosse a coisa mais fácil do mundo, na mesma hora eu tirei o telefone do bolso e parei de gravar.
– Bem tentativa de sequestro é crime, não vamos resolver isso agora e sim na cadeia. — Falei convicto do que acabei de fazer.
– Você gravou o que eu falei ?! — Perguntou ela assustada e eu assenti. — Eu te mato!
– Experimenta encostar um dedo nele. Ou melhor você nunca conseguiria nem chegar perto dele. — Disse a Rapunzel olhando mais mortalmente pra ela, se é que é possível.
– Rapunzel acho melhor vocês irem atrás da Merida, ela já deve ter conversado com o Jack. — Disse o John e antes dela ir embora caminhou até ele e lhe deu um beijo na bochecha, isso me deu a maior raiva possível.
–Obrigada. — Falou, veio até o meu lado e me puxou, provavelmente até os dois.
Corremos metade do parque, no caminho encontramos a Mar e deixamos ela com o celular, fizemos a mesma prometer que não perderia e nem ouviria o que tinha ali. Continuamos correndo até que achamos os dois, debaixo da montanha russa.
– Merida! — Gritou a Rapunzel e assim que a Meri nós viu, saiu correndo pra sei lá onde sendo acompanhada pela Rapunzel que gritava por ela.
– Jack o que aconteceu ?! — Perguntei chegando perto dele e vendo o mesmo com uma cara abismada. — Jack ?
–E-Ela disse que eu deveria viver a minha vida. — Falou sentando (Caindo) no chão. — Disse que me deixaria viver a minha vida em paz e ,o pior de todos, ela disse que agora eu sabia dos meus verdadeiros sentimentos. — Disse ele cabisbaixo e acho que chorando.
– Jack... — Minha voz morreu, só tinha o visto uma vez assim, e foi a vez que ele descobriu tudo da vida da Meri. — Você não se explicou ?
– Eu tentei mas... -Ele se remexeu um pouco. — Ela disse que deveríamos seguir, de novo e eu fiquei sem palavras. Como ela acha que eu vou conseguir seguir sem ela ?! Meu mundo não gira sem ela. Eu não respiro sem ela. Eu não tenho motivos para viver sem ela.
–Jack. — Falei convicto e ele se espantou que até levantou a cabeça para me ver.- Você tem duas escolhas. Primeira, não viver e ficar ai se remoendo ou ir atrás do que você, porquê você sabe que ela gosta, não, você sabe que ela te ama.
Virei as costas e deixei ele ali, sentado no por do sol. Meu destino ? O ônibus, sim já eram seis horas, hora marcada para ir embora do parque. Encontrei no caminho o Lucas e a Black, contei pra eles o que havia acontecido e o Lucas falou que ,quando eu fosse na delegacia ele iria junto.
Entrei no ônibus e sentei lá na frente com a Mar, depois de um tempo a Punzie sentou do meu lado (No banco do lado, já que eu já estava sentado com a Mar.) com cara de quem acabou de se estressar, com certeza a sua conversa com a Merida, também ,não foi das melhores.
– Punzie tudo bem ? — Perguntei assim que o ônibus começou a andar.
– Não. — Respondeu me olhando. — Ela tem certeza que é melhor deixar o Jack em paz e sabia que eu acho mesmo uma otina ideia. — Minha boca se formou um excelente 'O' — Sabe eu já cansei de tentar colocar alguma coisa na cabeça daqueles dois, a Merida tomou a sua decisão e o Jack tem que viver, ela não vai se livrar disso, nunca. — Eu sentia que isso doía nela, não posso negar que ela também estava certa, por parte.
Continuamos o caminho inteiro em silencio, silencio entre aspas, pois a Mar não parava de falar do meu lado. Ela me disse que o filho dela teria dois padrinhos e duas madrinhas. Os padrinhos seriam eu e o Jack. Fiquei muito feliz por isso, já que eu achei que ela escolheria só o Jack, ou o Lucas e ele. Mas as madrinhas ela disse que escolheria por quem a tratasse melhor mesmo. Prevejo guerra. Antes de descer pedi pra ela o meu celular, perguntei se ela tinha ouvido e ela disse que não. Graças a Odin.
Depois de quatro horas dentro daquele ônibus, chegamos em Corona, mas especificamente na Corona's School. Descemos todos ali e a Liz fez a mesma contagem que tinha feito no começo. Eu olhei seriamente para a cara da Michaella e ela parecia bem tensa, bem até eu ficaria sabendo que vai ser pressa.
Assim que fomos permitidos ir embora, eu puxei a Rapunzel e falei pra ela que iriamos resolver o caso Michaella agora mesmo. Fomos para a delegacia mais próxima dali, que ficava perto do bar que o Jack se embriagou. Assim que entramos parecia com aquelas delegacias de filme. Com vários policias passando com copos de café e todas aquelas coisas. Encaminhamos para a recepção.
– Pois não. — Disse nós um policial negro, com farda mexendo num computador e comendo uma rosquinha. Depois que eu digo que parece filme, vocês não acreditam.
– Queremos fazer uma ocorrência.
–Sobre ? — Perguntou meio entediado.
–Tentativa de sequestro. — Falei e seus olhos arregalaram.
– Vocês tem provas, crianças ? — Perguntou desconfiado. Não meu filho eu não vi aqui fazer uma merda de ocorrência sem provas.
– Serve uma gravação. — Perguntou a Rapunzel e ele confirmou. Ela meteu a mão no meu bolso e tirou o celular de lá, entregando-o para o policial.
Ele ouviu e ouviu umas três vezes pelo menos, mandou a gente ficar esperando sentados que ele iria falar com o delegado. Sentamos nós bancos que tinha ali. Depois de uma hora minha bunda já doía.
– Pirralhos! — Caraio é difícil perguntar o nome ? — Venham aqui o delegado quer falar com vocês. — Levantamos e fomos até a salinha que ele apontou. Lá dentro era quase tudo de madeira, tinha um homem, provavelmente com seus 27 anos, de terno e gravata, sentado na mesa.
– Prazer eu sou o delegado Lion. -Ele apertou minha mão e da Rapunzel e pediu para nós sentarmos. — Bem crianças eu gostaria de saber mais sobre essa historia.
Primeiramente nós apresentamos e depois começamos a contar a historia desdo começo, ele anotava cada virgula que nós falamos. Ele era muito novo para ser um delegado mas a contrario dos da Tv , ele era amigável. Perguntou desde todo o começo da historia, o começo mesmo dês da escola.
– Acho que não tenho mais duvidas, essa menina vai ser chamada aqui amanhã mesmo para ser ouvida, mas não tenho duvidas. — Falou ele levantando de sua mesa, fizemos o mesmo. — Bem de qualquer modo a ocorrência está feita e o depoimento de vocês também, avisem pro Lucas e pro Jack que eles também vão ser chamados aqui. — Falou e nós assentimos.
– Senhor — Começou a Rapunzel. — eu queria saber como fica a situação do John nisso tudo.
– Bem ele vai ser classificado como cúmplice, entretanto se ele ajudar nas investigações, como eu acho que ele vai, podemos diminuir a pena dele.
– Claro. — Falou ela. Ele nós comprimento e nós indicou a saída.
Fomos o caminho inteiro calados. Nem precisávamos falar nada.Amanha seria um longo dia, deixei a Punzie na porta de casa e me despedi com um beijo. Fui direto pra casa depois e assim que cheguei estava um silencio intenso. Todo mundo dormindo, fui pro meu quarto e troquei de roupa. O Jack já estava sonhando a uma hora dessas. Deitei na cama e me apaguei em cinco minutos.
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