Friends And Fight's - 2.0
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Sophie pegou uma lista e começou a fazer a chamada, logo ela chamou os novatos.
— Evellyn e Nico Vulcano Panogopoulos, vocês podem vir aqui para a frente? Turma, vocês sabem o que isso significa?
Eu e os outros alunos nos juntamos em um coro começando a gritar “Entrevista, entrevista”. Os irmãos — acho que eles são irmãos, tem o mesmo sobrenome, e olha que sobrenome estranho — se entreolharam confusos e depois olharam pra professora, Evellyn perguntou:
— O que está acontecendo?
— Minha querida, hoje vocês não tem direito de perguntar nada. Vocês só vão responder. – Ela se virou para a classe e disse – E então, quem vai fazer a primeira pergunta?
Dez levantou a mão e perguntou:
— Olá, sou o Dez. Panogopoulos... vocês são gregos? – Era uma boa pergunta, fiquei bem surpresa, normalmente esse ruivo só fala besteira. Dessa vez foi Nico a falar.
— Nosso bisavô era grego. Nosso avô paterno também nasceu na Grécia, mas veio para o Brasil ainda criança. Ele nunca mais voltou lá, e nós também nunca pisamos em território grego. A única língua que entendemos é o português, apesar de algumas pessoas já terem me dito que eu falo grego às vezes.
Uau, ele é bem espontâneo, e até engraçado, normalmente um novato demora pra abrir a boca. Fiquei boquiaberta quando a menina completou o que ele falava.
— E eu assisti àquele filme do casamento grego, não parecemos com aquelas pessoas. Puxamos mais a família de nossa mãe, que é italiana, de onde veio o nosso Vulcano. Bem, a altura eu herdei do meu pai, que já foi jogador de basquete na época do colégio. Porém, de acordo com minha mãe, se eu ficar muito alta, terei dificuldade para encontrar namorados mais altos do que eu... – Quando ela terminou de falar a turma inteira deu muitas gargalhadas.
— Ora, ora, ora... Normalmente precisamos de no mínimo umas cinco perguntas para descobrir detalhes sobre os novatos, mas só com uma, vocês contaram muito coisa. Essa entrevista é uma solidariedade que eu presto aos novatos, pois sei como vocês se sentem,como peixinhos fora d’água. Então cedo 15 minutos da minha aula para que seus colegas possam conhecer melhor seus gostos e opiniões. Estão prontos? – Eles afirmaram sorrindo – Então, quem quer perguntar agora? – Eu e metade da sala levantamos as mãos, a professora apontou pra Aggie que perguntou:
—Oie, me chamo Agatha, mas pode me chamar de Aggie. Eu amei a cor do seu cabelo. – Ela disse pra Evellyn – Já pintou de outras cores? – A garota confirmou com a cabeça e respondeu.
— Já pintei de rosa choque, roxo, vermelho e azul claro. Dá próxima pretendo pintar de verde. – Eu ainda estava com a mão erguida enquanto a garota respondia a pergunta, eu gostei dela, queria pintar meu cabelo, mas tava faltando coragem. A professora apontou pra mim e então perguntei pro Nico.
— Hey, me chamo Ally. -Você me parece ser bem inteligente, gosta de livros? – Notei um brilho nos olhos do menino e percebi que ele amava livros.
— Se eu gosto? Eu amo! Ler é a melhor maneira para fugir da realidade e criar meu próprio mundo. – Olhei pra Aggie e vi que ela tava babando pelo Nico. Tenho certeza que ela se identificou com ele, me aproximei mais e sussurrei no ouvido dela – Fecha a boca para não entrar mosquito. – Ela começou a piscar e me olhou meio confusa, ri da expressão dela e a entrevista prosseguiu.
— Olá, eu sou o Austin. Pelo sotaque vocês não são daqui, né? De onde vieram. – Algo chamou atenção da Evellyn e ela começou a rir, toda a turma virou para trás pra ver o que foi, porém a tal coisa que fez ela rir já tinha sumido.
— Somos de São Paulo.
Eles continuaram respondendo mais algumas perguntas durante os 15 minutos, porém ainda tínhamos que ter aula, a professora encerrou a entrevista e começou a dar o assunto. O que eu achei bem injusto, os novatos são mais interessantes que a Globalização. O sinal bateu e fomos liberados, entre as aulas sempre havia um intervalo de 5 minutos, eu e Aggie estávamos indo até a sala de Pathy e Trish para conversamos um pouco, só que no caminho vimos a Gabriella Moon junto com os rebeldes da escola, nos escondemos atrás de um armário e ouvimos toda a conversa:
— Eu quero que vocês falsifiquem a assinatura de minha mãe nessa advertência.
Mas o que? Como assim ela ia falsificar a assinatura na advertência. Que triste, ela não contava com nossa astúcia.
— Bem, a gente falsifica, mas são 10 reais.
— Ok, mas eu preciso disso pra agora!
— Ahh gatinha, pra agora já fica mais caro. 20 reais, senão nada feito.
— Como assim? O dobro do preço inicial?! Tá, eu pago. Mas façam isso já!
Ela entregou a advertência a ele. Pelo jeito o diretor Caio tinha entregue a advertência antes de ela ir pra detenção. Olhei pro lado e vi que a Aggie estava filmando. Eu deveria ter pensado nisso, sorri pra ela e murmurei:
— Boa idéia. Vamos lá mostrar isso pro diretor Caio. – Só que o sinal resolveu estragar nosso plano, voltamos pra classe, era aula de ciências e o professor era insuportável. Implicava com tudo e todos, se nos atrasássemos provavelmente ele iria ficar no nosso pé. Esperamos ansiosamente a aula acabar, assim que bateu saímos correndo da sala nossa até a sala da Pathy e da Trish, mostramos o vídeo e explicamos tudo pra elas, que logo entenderam e foram conosco até a sala do diretor. Bati na porta da diretoria e ele apareceu.
— Meninas, no que posso ajudar?
— Professor, eu e a Aggie vimos a Gabriella indo falsificar a advertência que você deu pros pais dela assinarem. – Falei com firmeza.
— É? E você tem como provar isso? – Ele perguntou erguendo as sobrancelhas.
— Sim, filmamos tudo. – Mostramos o vídeo a ele que respirou fundo e falou:
— Essa menina não toma jeito... Obrigado por me informar sobre isso, senhorita. Vou convocar uma reunião de pais, professores e alunos, pois essa menina é um caso sério.
— Por nada, diretor. Então, já vamos indo. Tchau. – Sai da sala com um ar de dever cumprido, vamos ver se a metidinha Moon ainda vai continuar com aquele sorriso de deboche no rosto.
No dia seguinte...
O diretor realmente cumpriu com o que ele prometeu, convocou todos os pais para uma reunião de pais, professores e alunos na escola.
— Bem, chamei vocês hoje aqui para falar sobre as coisas boas e as coisas ruins que os seus filhos vem trazendo pra escola. Precisamos corrigir as coisas ruins juntos, e digo o mesmo pras boas, só que ao em vez de corrigir, precisamos melhorá-las.
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