Friends And Fight's - 2.0
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Assim que o diretor termina de falar, vejo Gabriella engolir em seco e se esconder atrás dos pais.
— Então, quem são os pais de Gabriella Moon? –Ele pergunta e a senhora e o senhor Moon se aproximam.
— Somos nós.
— Senhor e senhora Moon, sua filha vem causando problemas para nossa escola. Como por exemplo, ontem de manhã eu ouvi um barulho enorme na frente da minha sala, sai para ver do que se tratava, notei que sua filha estava dando autógrafos pros demais alunos. Chamei a atenção dela com relação a isso, e a mesma me faltou com respeito. Pela falta de respeito e de educação dela, lhe dei uma detenção e uma advertência que deveria ser assinada pelos pais. Digam-me, um de vocês viu a advertência ? – Eu e a Pathy trocamos um sorriso de triunfo ao ver os pais da garota negando com a cabeça, ela ia aprender a parar de ser esnobe. – Desapontado, porém não surpreso. Ontem as alunas Ally Dawson, Agatha Lavisch, Patrícia Kannenberg e Trish Koshinen, vieram até mim e mostraram esse vídeo. Por favor, srta Dawson. – Entreguei meu celular com o vídeo para ele, senti o olhar de ódio da Gabriella em cima de mim, encarei ela e dei um sorriso irônico, o diretor mostrou o vídeo para os pais da menina que ficaram boquiabertos. A mãe dela virou automaticamente e agarrou o braço da garota.
— Gabriella, não é essa a educação que te damos. Esperava mais de você. Está de castigo pelo resto do ano, quando chegarmos em casa a gente conversa. – Uau, a Sra Moon não é como os filhos, ganhou meu respeito.
— Agora iremos falar sobre as garotas que nos ajudaram a resolver este problema. As alunas Ally e Agatha promovem um projeto de música na escola. Senhoritas, vocês poderiam, por favor, explicar para os presentes sobre esse projeto? – Abro um sorriso enorme e começo a falar sobre o nosso projeto que tanto amo.
— A música é uma das mais antigas e valiosas formas de expressão da humanidade e está presente na vida das pessoas. Na antiguidade, filósofos gregos consideravam a música como “uma dádiva divina para o homem...” Segundo historiadores, o fazer musical de uma forma ou de outra, sempre esteve presente nas sociedades, desde as mais primitivas até as atuais. Sem dúvida, o nível de complexidade musical se alterou com o passar do tempo, mas não perdeu a sua característica de reunir pessoas. Hoje se percebe que a música tem a capacidade de aglutinar crianças, jovens e adultos, para cantar, tocar um instrumento, ou ambas. Verifica-se que os jovens se identificam por um mesmo gênero musical, o que lhes dá e reforça a sensação de pertencerem a um grupo, de possuírem um mesmo conhecimento. Assim, podemos afirmar que a vivência musical faz parte do dia-a-dia do ser humano e é muito salutar para o desenvolvimento de trabalhos grupais e que a aprendizagem musical abre portas para outras informações. A música ajuda a afinar a sensibilidade dos alunos, aumenta a capacidade de concentração, desenvolve o raciocínio lógico matemático e a memória, além de ser forte desencadeador de emoções. Cada ser humano que descobre sua voz, fica mais bonito, mais seguro de si e com a auto-estima elevada. Fazer música, principalmente em grupo, no coletivo, traz a noção da importância da ordem e da disciplina, da organização, do respeito ao outro e a si mesmo. Pensando assim, a música não pode estar desconectada do processo de ensino-aprendizagem da escola. – Quando terminei de falar vi Gabriela me olhando com uma cara de tédio, vou arrastar a cara de tédio dela no asfalto, ninguém merece.
— E nossos objetivos são:
1- Despertar o gosto pela música e suas expressões;
2- Oportunizar através desta experiência, o ingresso dos alunos na arte musical;
3- Desenvolver a sensibilidade ao ritmo, percepção auditiva, coordenação e memória;
4- Conhecer as diversidades musicais;
5- Perceber a importância da música como cultura;
6- Apresentar diversos ritmos musicais, bem como apreciá-los e identificá-los;
7- Estimular os talentos na arte musical;
8- Estimular a linguagem, respiração correta e enriquecimento de vocabulário;
9- Desenvolver a sociabilidade, participando do trabalho em grupo;
10- Oportunizar o desenvolvimento da concentração, atenção, criatividade e cooperação; – Agatha completa, sorrio e seguro a mão da mesma dando seguimento.
— No momento estamos trabalhando com o K-Pop, que é um gênero musical que explodiu esse ano. Além de que não só trabalhamos com a música, como também trabalhamos com a dança. – Vejo Evellyn dar pulinhos de alegria e ergo as sobrancelhas, confusa.
— K-Pop? Você disse K-Pop? EU AMO K-POP. Quero participar desse projeto. – Rio com a animação da garota e confirmo com a cabeça. Ela havia cumprido com o que falou na entrevista na aula de geografia, estava com os cabelos verdes e azuis.
— Você será muito bem-vinda!
— Que merda é K-Pop? – Austin pergunta com uma cara de tédio idêntica a da irmã. Eu ia dar uma resposta mal educada a ele, porém Evellyn tomou a frente respondendo.
— K-Pop, meu querido leigo, é nada mais, nada menos que música pop coreana ou música popular coreana. É um gênero musical originário da Coreia do Sul que se caracteriza por uma grande variedade de elementos audiovisual. E a única merda que eu estou vendo aqui é esse teu visual brega. Helloooo, século 21, vai me dizer que é sua mãe que compra suas roupas? – Eu estava gargalhando internamente, aquela menina era maravilhosa. Ela se vira e dá uma olhada de cima abaixo na mãe do Austin – Não, não é sua mãe que compra, ela tem mil vezes mais estilo que você. Tia, dá umas dicas de como se vestir para ele. Tá precisando. – Evellyn dá uma piscadela para a mãe do Austin e volta para o seu canto. – Olho para a cara do diretor Caio e o mesmo está boquiaberto, tanto pela nossa explicação, como pela resposta de Evellyn.
— Ahn, então, prosseguindo. – Ele diz voltando a ter a postura formal – O projeto das meninas ganhou patrocinadores e nesse ano elas pretendem criar um grupo misto de K-Pop. Tanto garotos quanto garotas podem participar. Quem estiver interessado, falar com uma das duas. Agora vamos falar sobre Patrícia e Trish, que montam uma peça de tea... – Escutamos alguém batendo na porta da sala, interrompendo a fala do diretor, ele vai até a porta e abre, a faxineira entra desesperada na sala falando.
— S-senhor Ca-Caio, a c-cantina t-tá-tá – Ela trava no ” ta” e o diretor ergue as sobrancelhas esperando que ela continue. Então a mulher grita assustando a todos – A CANTINA ESTÁ PEGANDO FOGO. –
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