Freedom
15 Capítulo Quatorze
Notas iniciais
A gente se fala mais na N/A! Divirtam-se ;*
Edward POV.
Talvez alguém tivesse falado alguma coisa comigo. Talvez todos se encontravam tão paralisados como eu. Eu sinceramente não sabia dizer.
Meus olhos permaneciam grudados na televisão, a reportagem ainda passando em minha mente. Todos sabiam que Bella estava viva. Todos sabiam que a morte dela fora forjada.
Respirei fundo, talvez pela décima vez – será que eu estava mesmo contando? –, pensando nas conseqüências que aquilo traria. Será que Rosalie tinha mesmo feito o certo ao anunciar a todos que ela estava viva? Por que se eles estivessem errado...
Ela morreria de verdade dessa vez.
– Edward? – Escutei a voz da minha mãe a olhei. Seus olhos não demonstravam nada mais do que preocupação. – Você está bem?
Suspirei pesadamente, dando de ombros.
– Acredito que só estou um pouco chocado... – murmurei. – Eu realmente não esperava por isso.
Minha mãe assentiu. Sentando-se ao meu lado, ela me abraçou.
– Eu também não esperava que ela estivesse viva – sussurrou. – Nem sei o que te dizer, querido.
Imediatamente me senti mal; minha mãe pensava que eu estava descobrindo naquele momento que Bella nunca morrera.
– Na verdade, mãe... – comecei. Levantei meus olhos, a procura do meu pai. – Pai... Eu já sabia que Bella estava viva há um bom tempo.
Meu pai franziu a testa, evidentemente confuso. Tornei a respirar fundo, passando a mão por meus cabelos e rosto, pensando em uma maneira de explicar tudo.
– Eu descobri seguindo Rosalie um dia – murmurei. – Não esperava por isso, fiquei bastante surpreso... Rosalie, junto de um primo dela, estão buscando provas para provar que Bella é inocente.
– Você sabia? – indagou meu pai. – E por que ficou surpreso agora?
– Não esperava que eles fossem contar a todos agora – encolhi os ombros. – Pensei que fosse demorar algum tempo, que eles fossem provar a inocência dela primeiro e só depois aparecesse algo na TV. Tem um bom tempo que eu não falo com ela ou com Rosalie...
Eu sabia que eles estavam confusos, ainda mais do que eu. Só que era tanto para explicar... Por onde começar?
– Por que não explica para gente quando começou a desconfiar que Bella estava viva? – Minha mãe sugeriu, um sorriso no rosto.
– Nunca havia pensado nessa hipótese – dei de ombros. – Para mim ela estava morta e eu estava tentando superar tal coisa... Fui até o cemitério onde supostamente ela estava enterrada e tudo...
– Então como foi que descobriu? Por que começou a seguir Rose?
Suspirei pesadamente.
– Emmett comentou que eles estavam afastados – murmurei. – Rose estava saindo demais, e eles estavam brigando... Um dia, eles brigaram mais uma vez... Rosalie foi atrás de Emmett e deixou o celular para trás. Mesmo sabendo que era errado, eu o peguei e atendi. Eu pensei que estava ficando louco quando escutei Bella dizendo “alô”.
“Fiquei meio que atento nos dias que se seguiram, conversei com Emmett, mas nada. Pensei até que era coisa da minha imaginação e segui Rosalie. Ela foi parar em uma casa bem bonita, um pouco distante daqui... Depois que ela saiu, eu apertei a campainha... E Bella apareceu.”
Tomei fôlego, sentindo cada memória doer em mim. Eu sentia falta dela demais... e ela realmente não queria mais nada comigo, não sentia nada por mim.
Ela somente tinha confundido os sentimentos.
– Tentei descobrir o que estava exatamente acontecendo, mas nunca consegui – sussurrei. – Depois de um dia, parei de procurá-la. Faz um tempo que não vejo ou tenho notícias.
Respirei fundo, voltando meus olhos para os meus pais.
– Nossa... – Minha mãe murmurou. – Rosalie viajou para resolver coisas do caso de Bella?
Assenti imediatamente.
– Emmett também sabe que Bella está viva e que Rose viajou para isso, mas ele também não anda tendo notícias. Acho que se viu essa reportagem, deve ter ficado tão surpreso quanto nós.
O silêncio tomou conta da sala dos meus pais por alguns minutos, cada um perdido em seus próprios pensamentos.
Até que meu pai quebrou o silêncio.
– Para ela ter aparecido na televisão – começou –, acho que devem ter conseguido todas as provas, certo?
– Não sei – dei de ombros. – Realmente não sei.
Ele assentiu.
– Fica tranqüilo, Edward. – Meu pai se aproximou e colocou a mão no meu ombro, apertado um pouco. – Vai dar tudo certo. Rosalie e esse primo dela devem estar certos do que estão fazendo.
Foi a minha vez de assentir.
– É. Deve ser.
Levantei-me do sofá, só querendo ir para casa e tentar dormir um pouco. Despedi-me de meus pais, insistindo que eu estava bem e parti para o meu apartamento.
Tomei um banho longo, enquanto várias coisas iam se passando por minha mente. Quando cansei de não ter respostas para minhas perguntas, desliguei o chuveiro, enrolando-me em uma toalha. Sequei-me e coloquei somente uma cueca antes de me jogar na cama.
O que será que estava acontecendo com Bella nesse exato momento?
Bella POV.
Meus olhos ainda permaneceram grudados na televisão mesmo depois de a reportagem que falava de mim, pensando no que aquilo tudo causava às pessoas. O juiz, o júri, o promotor...
Respirei fundo, desligando a televisão e me jogando na cama. Encontrava-me em um hotel, sozinha em um quarto bem aconchegante. Na porta, duas pessoas – amigos de Jacob, de acordo com ele – guardavam a minha segurança. Rosalie dividiria o quarto comigo, Jake ficaria no quarto ao lado. Agora, porém, eu me encontrava sozinha.
Eles tinham saído para resolver as últimas coisas do julgamento que eu teria amanhã.
Suspirei pesadamente, olhando para o lado e vendo o notebook que eu estava usando nos últimos meses aberto na mesinha. Levantei-me e fui até lá, abrindo-o e ligando.
Meus dedos bateram levemente contra a mesa, meu coração de repente muito apertado. Será que eu realmente devia ver? Será que eu devia passar por aquilo? Mesmo estando sozinha?
Puxei a pasta que Jacob e Rosalie tinham deixado comigo; uma das várias cópias que eles tinham das provas que me inocentavam.
Vários DVDs e papéis estavam ali. Minhas mãos tremiam enquanto eu pegava um a um e começava a ver e ler.
Os papéis não pareciam assim tão importantes, até que entendi o que eles queriam mostrar. Peguei o DVD com o número 1 escrito e o coloquei no notebook, esperando enquanto carregava. Por fim, cliquei em play e comecei a acompanhar o que era dito através da folha.
Várias ameaças foram feitas ao meu pai nos dois meses que antecederam sua morte. Meu coração acelerava cada vez que eu as lia e ouvia.
Pare de investigar. Você vai sofrer as consequências. Gostaria que mais pessoas morressem por sua causa? É o último aviso.
Lágrimas escorreram pelo meu rosto, a medida que eu ia trocando os DVDs, a medida que eu ia lendo e escutando cada coisa.
Por fim, peguei os DVDs que continham algumas cenas da casa de meus pais. Puxei meus joelhos para cima da cadeira e apoiei a cabeça no joelho, deixando que as lágrimas escorressem livremente pelo meu rosto enquanto eu vi cenas comuns do dia-a-dia deles. Os dois rindo, assistindo TV, trocando beijos antes de meu pai sair para trabalhar, jantando... Eram coisas bobas, rotineiras e provavelmente enjoariam grande parte das pessoas que assistissem.
Mas não eu.
Pausei em uma das cenas, onde eles estavam deitados no sofá, as mãos entrelaçadas. Estiquei meus dedos, acariciando a tela do notebook, sentindo falta de tocá-los, sentindo falta de estar perto deles. Sentindo falta de ao menos falar com eles.
Vi alguns onde aparecia meu pai conversando ao telefone, sua voz meio tensa. Não dava para escutar muito bem já que sussurrava. Era a filmagem de uma das ameaças.
Respirei fundo, retirando mais um DVD do notebook. Encarei o último que restava, sem saber se veria ou não. Porque aquele era o pior de todos; aquele era o do dia em que eu os tinha visitado.
Aquele era o do assassinato dos meus pais.
Passeei meus dedos pelo DVD, mordendo o lábio inferior. Não queria ver, mas Rosalie e Jacob estavam certos: para provar minha total inocência, aquele DVD teria de ser exibido diante de todos no julgamento.
Suspirei pesadamente e apoiei minha cabeça na mesa.
Assistir ou não?
Não queria ter de passar por aquilo, porque sabia que uma vez que assistisse... carregaria aquelas imagens comigo para sempre.
Era demais para uma pessoa só.
Porém, eu o veria. Aqui ou no julgamento, eu teria que passar por isso. Antes que mudasse de ideia, peguei o DVD e coloquei no notebook. Fechei os olhos com força, o coração batendo cada vez mais acelerado.
Por fim, abri os olhos e apertei o play.
As imagens começaram no momento pouco antes de eu chegar a casa dos meus pais. Assisti, com lágrimas nos olhos e o coração cada vez mais apertado, mais um pouquinho da rotina dos dois, depois me vi chegando. Assisti-me fazendo o jantar, usando a faca que eles falaram ter minhas digitais...
Peguei-me pausando várias vezes, adiando aquilo que era inevitável. Logo a casa se tornou silenciosa e escura. Até que duas pessoas apareceram.
Elas não usavam máscaras ou qualquer outra coisa que pudesse tampar seus rostos. Não levaram armas. Somente carregavam duas cordas e usavam luvas tão negras quanto suas roupas.
Engoli em seco.
Eles haviam espalhado várias câmeras pela casa e o vídeo que eu estava vendo era dividido em várias telas. Peguei-me prendendo a respiração enquanto os via indo até a cozinha e pegando a mesma faca que eu utilizara para fazer o jantar. Vi-me apertando a mesinha com força, fazendo com que os nós dos meus dedos ficassem brancos.
Se alguém entrasse no quarto do hotel naquele momento eu não notaria. Se alguém falasse algo comigo eu não ouviria. Porque eu estava congelada. Presa àquele vídeo, preso àquilo que eu sabia que me causaria dor.
Mas me libertaria.
Um dos homens, enquanto contornavam a mesa da cozinha para sair dela de maneira que pudesse voltar para a sala, acabou esbarrando na cadeira. A cadeira acabou caindo e não provocou muito barulho.
Porém, foi o suficiente para acordar a minha mãe.
Vi quando ela se sentou na cama, os olhos voltados para a porta. Ela inclinou um pouco a cabeça, mas logo depois deu de ombros.
Meu pai acordou também e murmurou algo para ela. Consegui ler em seus lábios quando ela disse água. Então meu pai sorriu, deu um selinho nela e se levantou.
Ela se deitou novamente e fechou os olhos, seu rosto voltado para a porta.
Com o coração batendo mais rápido do que nunca, assisti meu pai descendo as escadas, em direção à cozinha.
Os caras que os mataram ainda estavam lá.
Depois disso, tudo pareceu acontecer rápido demais. Charlie acendeu a luz da cozinha, bocejando levemente, os olhos ainda meio fechados. Um dos homens o pegou por trás, colocando a mão em sua boca. O outro parou na sua frente, o sorriso mais frio e horrível que eu já tinha visto, tomando conta do seu rosto.
Fechei os olhos depois que o acertaram na garganta. Sabia que aquela tinha sido a facada que o matara, sabia que eles ficaram ali, vendo o sangue escorrer pelo chão da cozinha até que... até que ele morreu.
Permaneci de olhos bem fechados, sabendo que eles ainda tinham muitas facadas para dar. Não entendia por que eles amarravam as mãos com a corda depois de mortos... Talvez fosse coisa de psicopatas como eles.
E então, minha mãe cometeu seu erro.
Ela tornou a se sentar na cama e chamou por Charlie. Baixo o suficiente para me acordar, alto o suficiente para eles ouvirem.
Os dois deixaram o corpo do meu pai na cozinha e subiram as escadas, ainda sorrindo, ainda carregando a faca que o matara. Andaram pelo corredor, abrindo as portas e tornando a fechá-las. Prendi a respiração quando chegaram ao meu quarto, mesmo sabendo que eles não fariam nada. Os dois sorriram quando me viram, fazendo uns gestos com a mão que eu não consegui compreender. Tornaram, então, a fechar a porta e se viraram para a última.
A porta do quarto dos meus pais.
Renée já deitara novamente, seus olhos abertos em direção a porta. Vi o sorriso dela crescendo quando a maçaneta girou. Vi o sorriso dela apagando quando ela viu as duas figuras vestidas de negro e com a faca ensanguentada na mão.
Ela não gritou, não emitiu nenhum som enquanto eles avançavam lentamente. Seus olhos se mantiveram nos dois e eu tornei a fechar os olhos quando a primeira facada a atingiu no pescoço.
Não vi nada mais. Fechei o notebook com força, meu corpo tremendo de forma violenta. Não gritei, não falei nada. Só me afastei da mesa e me encolhi contra o chão, deixando que as lágrimas escorressem pelo meu rosto, deixando que os soluços silenciosos tomassem conta do meu rosto.
As imagens que eu vira naquela noite nunca seriam esquecidas.
Suspirei pesadamente, apoiando a cabeça entre os joelhos, mordendo os lábios com força.
Mais do que nunca eu precisava me manter forte, mais do que nunca eu precisava conseguir minha liberdade. Precisava colocar na cadeia aqueles que mataram meus pais. Aqueles que os assassinaram de forma tão fria, tão... violenta.
– Bella?
Olhei para a cima, assustando-me um pouco por não ter notado Rosalie entrar. Seus olhos se fixaram no meu ao ver minhas lágrimas, meu estado. Depois ela olhou para a mesinha onde antes eu me encontrava, seus olhos passeando pelo notebook fechado, os DVDs ainda ali, espalhados.
Ela não disse nada. Simplesmente atravessou o quarto e se abaixou ao meu lado, me puxando para os seus braços. Deixou que eu chorasse tudo o que eu tinha para chorar, cada vez que eu revia aquele vídeo na minha mente.
– Shhh... – murmurou depois de um tempo, acariciando meus cabelos. – Vai ficar tudo bem, Bella. Nós vamos conseguir. Vai dar tudo certo.
Ela repetiu aquela frase algumas vezes, até que meu choro parou por completo. Ergui a cabeça e fitei a pessoa que tinha se tornado mais do que uma advogada, mais do que uma amiga.
– Obrigada – sussurrei. – Por favor, Rose... Não vou conseguir, não quero ver essa gravação diante de todos no julgamento.
Ela assentiu.
– Eu sei, querida – sorriu. – Eu vou dar um jeito, ok?
Assenti.
Foi difícil dormir naquela noite, principalmente sabendo o que me esperava no dia seguinte. Acordei muito antes de Rosalie e do despertador e me dirigi até o banheiro. Deixei que a água quente batesse em minhas costas e enrolei o máximo que pude. Por fim, saí, sequei-me e comecei a fazer o mesmo com o meu cabelo.
Quando saí do banheiro, vestindo somente um roupão, Rose já estava acordava, pronta e com um sorriso no rosto.
– Bom dia – disse. – Deixei sua roupa estendida na sua cama...
Assenti, sorrindo um pouco.
– Obrigada – murmurei. – Onde tomou banho?
Ela riu.
– No quarto de Jacob. De acordo com ele, nós demoramos demais para arrumar. Então, para não ficar esperando muito e ansioso, fui lá e me arrumei.
Assenti rapidamente.
Vesti-me e me virei para o espelho. Não conseguia acreditar que estava indo ter mais um julgamento, que finalmente as coisas se resolveriam.
– Prenda seu cabelo em um coque – sugeriu Rosalie. – Vai ficar bom.
Tornando a assentiu, puxei meus cabelos, prendendo-os. Eu estava pronta.
– Vamos? – sussurrei. – Quero acabar logo com isso.
Saíamos do quarto, encontrando com Jacob, seus dois amigos e mais um cara que eu nunca tinha visto na vida. Franzi a testa e olhei para Jake e Rose, esperando que explicassem o que aquilo significava para mim.
– Ele é seu advogado a partir de agora – murmurou ele. – Rose não vai te representar mais.
– Por quê? – indaguei, engolindo em seco.
– Forjamos sua morte, Bella. – Rosalie disse, sem deixar de sorrir. – Escondemos você, ajudamos... Temos que prestar contas também, mas não precisa se preocupar. Cada um de nós tem seu próprio advogado.
Fui apresentado ao meu novo advogado, Harry Clearwater, antes de descermos pelo elevador.
– Bella... – Olhei para cima e vi Jacob ali, sorrindo de forma despreocupada. – Tem jornalistas aí fora.
Congelei.
– Como é que é? – indaguei.
Ele revirou os olhos.
– Você está segura, ok? – disse. – Não precisa se preocupar.
– Fique tranqüila, Srta. Swan. – Meu advogado disse, sorrindo também. – O julgamento vai ser rápido, acredite. Vocês estão dando às autoridades tudo aquilo que elas sempre sonharam.
– E o que? – murmurei.
– Provas – respondeu. – Provas contra os Volturi. Eles esperam por isso há anos... E só com esse vídeo, com essas gravações... Eles conseguem condená-los a morte e talvez até ligá-los às outras mortes.
Suspirei pesadamente, somente assentindo.
Não confiava na minha voz naquele momento.
Saímos do hotel e corremos para o carro, meu corpo sendo protegido de vários lados enquanto os jornalistas tentavam chegar até a mim. Tentei conter o tremor que ameaçava tomar conta do meu corpo quando o carro se pôs em movimento.
Estava indo para mais um julgamento.
O julgamento em busca da minha tão sonhada... liberdade.
Notas finais
Eu sei que é meio tenso fazer a Bella ouvir as gravações, ler os papéis e ver o vídeo, mas ela meio que precisava disso. Se não visse e passasse por isso, ia ficar "presa" no passado e ela realmente precisa se libertar.
Enfim, por hoje é só. Julgamento chegando, coisas começando a se encaixar e tal. Quem quiser spoiler, já sabe, certo? Deixar email e tudo o mais.
A gente se fala mais na sexta que vem!
Besos besos ;*
N/B: Aiiiiiiiiiiiiiii que nervoso! Muita maldade da Déborah parar o capítulo justo nessa parte! Uh! To ansiosa para saber como as coisas vão rolar para saber sobre o futuro do Edward e da Bella ai, ai comentem, meu povo. Quem sabe a Deh não volta mais cedo com o capítulo, uh? ;)
beijinhos, Friida.
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