Freedom

16 Capítulo Quinze


Notas iniciais
E finalmente... o julgamento da Bella!
A gente se fala mais na N/A. Divirtam-se ;*

Edward POV.

Acordei no dia seguinte já me preparando para trabalhar. Não havia dormido muito bem durante a noite, tendo sonhos e acordando várias vezes, pensando em Bella, pensando em tudo o que ocorrera nos últimos meses, pensando na reportagem que eu vira na noite passada.

Peguei-me suspirando enquanto me barbeava e tomava café da manhã. Por fim, peguei minhas chaves, carteira, celular e caminhei até o meu carro, já dirigindo até o hospital. Estacionei e saí, adentrando o local.

Somente para ver outra coisa na televisão que ficava na recepção.

Eu podia ver Bella sendo protegida por vários caras que eu não conhecia. Reconheci Rosalie vestida de forma formal, percebendo que Bella também estava vestida assim.

Balancei a cabeça, procurando afastá-la da minha mente, procurando focar minha mente no trabalho.

Foi em vão, entretanto.

Trabalhar com as crianças realmente havia me ajudado bastante, mas naquele dia nem fazer tal coisa estava me ajudando. Eu me peguei pensando no que estava acontecendo, no que tinha acontecido.

- Edward?

Parei no corredor infantil e me virei, encontrando meu pai ali, me olhando de forma preocupada.

- Está tudo bem? – indagou.

Suspirei pesadamente, me apoiando em uma parede, sem saber o que dizer. Bella havia me dito que havia confundido os sentimentos, eu havia ido embora, dado adeus. Por que eu tinha que continuar pensando tanto nela? Preocupando-me tanto?

- Não sei – sussurrei, quando ele se aproximou de mim. – Você viu o que passou na TV a pouco?

Ele assentindo, apoiando uma mão no meu ombro.

- Os noticiários só estão falando nisso – disse. – Parece que está ocorrendo um julgamento agora. Não sabem quando irá terminar, mas é algo importante... Tudo pode ser decidido hoje ou amanhã...

- Ou demorar meses – sussurrei. – Eu sei. Não sei por que estou assim.

Ele ergueu a sobrancelha para mim.

- Ela é parte do meu passado, pai. – Fitei-o, querendo expressar aquelas palavras com toda a sinceridade que eu podia, por mais que doesse em mim. Bella dissera isso para mim.

Passado. Erro. Confusão de sentimentos.

- Edward... – começou, mas eu balancei a cabeça, cortando-o.

Afastei-me da parede e procurei me recompor.

- Vou ficar bem – menti. – Vou trabalhar e ocupar minha cabeça. Como eu disse, como ela deixou claro, tudo isso é parte do passado.

Virei-me, engolindo em seco, e já partindo para a pequena sala que eu tinha, só para pegar o prontuário do meu próximo paciente.

Passado. Parte do passado. Esquecer. Seguir em frente. Nada de Bella.

Fui repetindo tais palavras, tentando me convencer. Tentando de verdade penetrar tais palavras em mim, sabendo que elas eram mais do que reais, que era tudo mesmo parte do passado.

Mas então por que tudo soava tão falso?

Bella POV.

Minhas mãos tremiam dentro do carro. Estávamos quase chegando ao local do julgamento e eu não sabia o que pensar, o que esperar.

Nas duas últimas vezes em que estive aqui... tudo tinha dado tão errado.

Por que daria certo agora?

- Bella, querida, dá para se acalmar, por favor? – Escutei Rosalie ao meu lado, dando um pulo ao ouvir sua voz.

Todos no carro estavam em silêncio, nenhuma música ligada e eu realmente não tinha notado que minha perna balançava de forma ansiosa no chão.

- Eu estou um pouco nervosa... – Ouvi minha voz, trêmula demais, sussurrar. – Não sei o que esperar.

Rose sorriu para mim, ajeitando meu cabelo.

- Respire fundo e confie em mim – murmurou. – Vai dar tudo certo.

Respirei fundo, tentando me acalmar, tentando pensar em todas as provas que tínhamos.

- Mas e vocês? – disse de repente, voltando a ficar nervosa. – Vocês me esconderam, você forjou minha morte... Ai, Rose, não é uma boa ideia e...

- Bella. – Jacob me chamou, virando-se um pouco no banco carona e sorrindo. – Respire, confie na gente. Estamos dando a tanta gente mais do que eles conseguiram em anos. Vai dar tudo certo.

Assenti, engolindo em seco logo em seguida. Vai dar tudo certo. Vai dar tudo certo.

Nos próximos minutos fui repetindo tal coisa, respirando fundo, procurando me acalmar. Ainda tinha tanto pela frente, eu ainda falaria diante de várias pessoas e eu sabia que precisava me manter calma.

Quando, enfim, chegamos, dei de cara com mais um bom número de microfones e câmeras. Fui cercada pelos amigos de Jacob, por ele e meu advogado e fui guiada para dentro do local.

Várias pessoas olhavam para mim e me gritavam enquanto passávamos. Quando adentrei uma sala não muito grande e nem muito pequena, suspirei, meio aliviada.

- Lembre-se de tudo o que combinamos. – Rosalie me disse, me abraçando um pouco. – Eu e Jacob não podemos ficar com você agora, só o Harry. Vai dar tudo certo, ok? Só seja sincera.

Assenti, retribuindo ao seu abraço, partindo para Jake logo em seguida.

- Obrigada, Jake – sussurrei. – Mesmo.

- Relaxa, Bella – riu. – Confie na gente e só fale tudo o que combinamos.

Tornei a assentir.

- Eu... – engoli em seco, fitando ele e Rose. – Eu não quero ver o vídeo dos meus pais sendo mortos... Tem como vocês cuidarem disso para mim?

- Fiquei tranqüila, Bella. – Harry falou, surgindo ao meu lado, sorrindo. – Eu vou cuidar disso.

Sentei-me, procurando me lembrar de tudo o que acontecera, de todos os detalhes que me foram passados. A sala ficou em um silêncio bastante confortável quando sobraram somente eu e Harry. Às vezes ele dirigia a palavra a mim, tentando me deixar bastante tranqüila e eu assentia, deixando-o saber que estava tudo bem.

Não sei dizer quanto tempo passou até que a porta se abriu e um policial me escoltou para aquele local tão conhecido por mim. Corri meus olhos para as pessoas que estavam ali; algumas se demonstraram chocadas, outras não. O promotor que me acusara se encontrava ali, os júris eram pessoas diferentes, todos me fitando.

Sentei no lugar que era destinado a mim, um pouco mais tranqüila ao ver Jacob e Rosalie ao meu lado esquerdo, enquanto que Harry se sentou ao meu lado direito. Esperamos durante alguns minutos, até que o juiz chegou.

Engoli em seco.

Tinha chegado a hora.

O promotor se levantou, após o juiz permitir, e começou a falar sobre tudo o que acontecera nos dois primeiros julgamentos. Eu bloqueei meus ouvidos quando ele começou a falar sobre eu ter escapado da prisão com vida e ter vivido tanto tempo escondida. Concentrei-me em minha respiração, tentando repassar tudo o que Jake e Rose haviam me dito.

Porém, antes sequer que eu terminasse, vi meu advogado se mover ao meu lado. Não escutei as primeiras palavras que escaparam de sua boca, mesmo notando que seu tom de voz era firme, sério, sem demonstrar medo algum.

E, então, ele chamou meu nome.

- Eu gostaria de chamar minha cliente, Isabella Swan.

Senti as mãos de Jake e Rose em mim, dando um aperto gentil e sorrindo gentilmente para mim. Eu sorri de volta para eles antes de me levantar, engolindo em seco e me dirigindo até o local indicado aos acusados e testemunhas. Fiz o juramento e me sentei.

Todos olhavam para mim, mas, pela primeira vez, eu realmente não me importei. Foquei-me nas pessoas que haviam me ajudado, nas pessoas que batalharam tanto por mim, que desistiram até mesmo de suas famílias para conseguir provas. Concentrei-me nos sorrisos dos dois, nos olhares confiantes deles. E só depois voltei meu olhar para meu advogado.

- Srta. Swan... – começou. – Eu sei que pode ser um pouco difícil para você, mas poderia, por favor, nos contar, desde o começo, tudo o que aconteceu?

Assenti, tornando a engolir em seco, suspirando pesadamente. Obviamente a parte de me apaixonar por Edward iria ficar de fora, já que nenhum de nós queria que ele perdesse seu emprego.

- Entrei de férias um dia antes de visitar meus pais – disse, surpreendendo-me por minha voz estar saindo em um tom tão alto e firme. – Fui para casa, planejando ir para lá no dia seguinte. Cheguei, passei o dia com os dois e nós jantamos juntos, eu fiz o jantar. Combinei de sair com minha mãe no dia seguinte, meu pai não poderia ir já que ele trabalhava. Fui dormir no quarto que me pertencia desde que eu era muito pequena...

Tomei fôlego, fechando os olhos por um segundo, apenas querendo controlar as lágrimas.

- Eu acordei no dia seguinte e... – engoli em seco. – E eles estavam mortos... Não sabia como agir, não sabia o que fazer ou o que pensar. Eu só sei que depois estavam me prendendo...

“Não sei ao certo quando dei por mim, quando notei que estava sendo acusada de matar as pessoas mais importantes do meu mundo. Não sabia como reagir, eu sinceramente fiquei quieta em meu canto, esquecendo das pessoas ao redor, tentando sobreviver a cada dia que passava. Demorou, talvez muito, até que eu conseguisse me abrir com alguém, porque enfiei em minha cabeça que acabaria dando errado, que eu já havia perdido meus pais e não podia mais perder ninguém...”

Percebi os olhares dos júris, os olhares de todos. Respirei fundo e limpei algumas lágrimas, um sorriso triste aparecendo no meu rosto.

- Eu me via pensando em meus pais – suspirei. – Lembrava-me com perfeição da nossa última noite, das palavras ditas, dos sorrisos, histórias e risos contados. Tanto quanto eu amava meu trabalho, eu também amava passar esse tempo em família. Era realmente uma pena que eles não morassem na mesma cidade do que eu.

“Então, teve meu primeiro julgamento. Eles haviam designado um advogado público para mim, mas eu realmente não estava ligando. Perdi meu primeiro julgamento, não queria recorrer. Para mim, sinceramente, não havia sentido em viver... Meus pais estavam mortos, por que eu iria querer continuar viva? Porém, mesmo quando eu pensava nisso, me via querendo saber quem os matara, por que e também por que não me mataram. Queria que eles fossem presos, que eles pagassem por tudo o que haviam feito. Mas eu perdera meu primeiro julgamento e desisti.”

Tornei a respirar fundo, sabendo que mentiria um pouco agora para não prejudicar Edward.

- Até que meu psicólogo, o psicólogo da prisão, Edward Cullen, ofereceu para me arrumar um advogado. Ele disse que eu viveria em paz comigo mesma caso conseguisse provar minha inocência, ou algo assim – dei de ombros. – Realmente, não liguei muito na época. Decidi tentar mais uma vez, uma só mais, e Rosalie Hale entrou em minha vida.

Sorri para minha amiga e ela retribuiu o sorriso.

- Tornamos a perder e então, mais uma vez, eu desisti – ri amargamente. – Tornei a viver um dia de cada vez, como se fosse realmente o último, porque dali a alguns meses eu iria morrer. Não tinha a menor ideia de que escaparia daquele lugar com vida. E então, eu caminhei, literalmente, para a morte, pronta para receber a injeção letal. Abri os olhos, não sei exatamente dizer quanto tempo depois, e vi Rosalie. Assustei-me um pouco no início, mas ela me explicou tudo. Com ajuda do médico responsável pelas injeções, Dr. Embry Call, eles forjaram minha morte, diminuindo as doses das injeções. Foi assim que sobrevivi.

“Passei os próximos meses fingindo que estava morte, presa em uma casa vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, mas com a esperança renovada. Rosalie contatou um primo distante, Jacob Black, que era detetive, e eles começaram a procurar provas e mais provas. No começo, parecia que tudo estava dando errado. Eles descobriram que Riley Biers, meu ex-chefe, estava por trás de algumas coisas e foram atrás deles.”

- Só que ele foi assassinado, certo, Isabella? – Harry perguntou, interrompendo-me.

Respirei fundo e assenti.

- Exatamente – suspirei. – Aparentemente, Riley tinha uma caixa, ou algo assim, que me livraria de todas as acusações. Eles voltaram a buscar tudo, pesquisaram, investigaram... Até acharem uma pessoa do passado do meu ex-chefe: Bree Tanner. Essa Bree foi dada como morta em um acidente de carro, que Jacob descobriu ter sido forjado. Assassinada. Outra pessoa assassinada. Só que dessa vez, eles conseguiram uma prova. Riley deixara um envelope com ela e nesse envelope havia um mapa de sua casa, mostrando um local na casa onde ele escondia a caixa.

“Nesse meio tempo, outra morte aconteceu. O médico que me ajudara, Embry, foi dado como morto e Rosalie e Jacob sumiram por um tempo, até conseguirem todas as provas. Quando eles voltaram, eles me explicaram tudo. Eles me contaram quem havia matado os meus pais. Eles me mostraram provas, eles tiraram minhas dúvidas, eles explicaram cada detalhe.”

- E quem havia matado os seus pais, Isabella? – Harry perguntou.

Olhei em volta, principalmente para o juiz, que me observava atento. Eu sabia que aquilo deixaria todos surpresos, sabia que aquilo colocaria um ponto a meu favor. Rose e Jake não haviam mencionado os responsáveis pelas mortes ainda.

Os nomes deles seriam apresentados pela milésima vez talvez.

Porém, dessa vez, tínhamos provas. Dessa vez eles não iriam se safar.

- Os Volturi – disse em tom alto.

Percebi imediatamente as pessoas começarem a conversar, o juiz arregalar os olhos. Percebi o júri ofegando, percebi tudo.

E continuei calada.

O juiz ordenou silêncio, voltando-se para mim. Eu o fitei, mal piscando. Se ele tentasse ler a verdade em meus olhos, ele conseguiria.

- Os Volturi? – indagou ele, incrédulo. – Aquele grupo que tentamos prender há anos, mas que sempre escapavam por falta de provas?

Assenti imediatamente.

- Temos papéis, temos gravações, temos vídeos, Meritíssima – disse. – Temos ameaças, temos um vídeo claramente mostrando a noite... a noite que eles foram assassinados.

Ele assentiu.

- Continue, por favor, Srta. Swan – disse.

Voltei a olhar o meu advogado, sabendo que agora ele tornaria a falar.

- Gostaria de apresentar, primeiro – começou –, as gravações e os papéis, Meritíssima.

O juiz assentiu. Harry andou até o lugar que estávamos outrora e puxou sua pasta, tirando alguns papéis e um CD. Ele caminhou até o promotor e lhe entregou uma cópia dos papéis, fazendo a mesma coisa com os jurados e depois com o juiz. Um dos policiais trouxe um aparelho de som e o colocou em um local onde todos pudessem ver. Harry pôs o CD lá dentro e apertou play.

E todas as ameaças que haviam sido feitos aos meus pais começaram a serem ouvidas.

Chefe Swan, está se metendo com as pessoas erradas, está fazendo tudo errado. Pare de se intrometer. Deixe essa morte em paz, deixe-nos em paz.

Mordi o lábio inferior com força, tentando ignorar tais mensagens.

Pare de investigar. Você vai sofrer as consequências. Gostaria que mais pessoas morressem por sua causa? É o último aviso.

Suspirei pesadamente, observando as pessoas a minha volta. Os jurados, o juiz e o promotor acompanhavam tudo pelo papel que Harry lhes oferecera. Todos tinham os olhos bastante arregalados. As pessoas que não tinham os papéis simplesmente ouviam, cochichando entre si.

Depois de alguns minutos – ou talvez horas – as ameaças simplesmente rodeavam em torno de somente uma frase: é o último aviso. Ela foi repetida diversas vezes e eu me peguei fechando os olhos quando ouvia a voz do meu pai, falando que não pararia, que ele estava cada vez mais perto.

Por fim, acabou. O silêncio tomou conta do local, enquanto Harry retirava o CD e tornava a guardá-lo. Voltou-se, por fim, para perto de mim e se virou para o juiz.

- Meritíssima, temos também as provas que Charlie Swan conseguiu contra os Volturi, sobre a morte da jovem que ele investigava na época.

O juiz assentiu, esperando que ele entregasse. Eu não tinha visto aquelas provas, então não sabia exatamente o que continha ali. Engoli em seco quando Harry disse que havia um vídeo sobre aquela morte também, que recentemente eles encontraram no porão de Riley, mesmo lugar aonde haviam encontrado a minha.

Vi uma televisão grande ser posicionada ali, de modo que todos pudessem ver. Harry colocou o DVD ali e antes de apertar play, se voltou para todos.

- Nós acreditamos que os Volturi gravam a rotina das pessoas que pretendem matar e gravam a morte também – disse em tom alto. – Não temos vídeos de todos os assassinatos que eles cometeram, mas temos esse e temos dos pais dessa jovem que perdeu tanto tempo de sua vida presa por algo que não cometeu.

Ele se voltou para o juiz.

- Há partes pesadas, Meritíssima – disse. – Tanto nesse vídeo quanto no próximo que mostraremos. Não sabemos se todos aqui agüentarão ver.

O juiz assentiu, olhando para todos que assistiam ao julgamento.

- Caso alguém queira sair, sinta-se à vontade – disse.

Ele deu então, permissão para Harry apertar play e se voltou para a televisão.

A rotina da jovem começou a passar na televisão. Eu prendi meus olhos ali, minhas mãos apertando a cadeira. Respirei fundo, mordendo o lábio com força quando os mesmos homens que apareciam no vídeo de meus pais adentraram a casa, indo até a cozinha e depois partindo para o quarto da moça, que morava sozinha.

Fechei os olhos e ignorei tudo ao meu redor, não sendo capaz de ver aquelas imagens. Pensei em meus momentos com Edward, pensei nele com toda a força e quando tornei a abrir os olhos, o vídeo já havia acabado.

As pessoas pareciam chocadas demais e eu até as entendia. Respirei fundo, talvez pela milésima vez, e esperei pelo próximo passo de Harry.

- Creio que todos aqui, ou a maioria, saibam quem são os dois desse vídeo, visto tantas vezes em noticiários, acusados várias vezes – comentou.

Escutei outra vez o falatório das pessoas, algumas concordando e outras se mostrando chocadas demais para fazer alguma coisa. O juiz tornou a pedir silêncio e eu olhei para Harry, suspirando pesadamente. Queria que tudo aquilo acabasse logo.

- Agora, Meritíssima, eu gostaria de pedir um favor – comentou, após alguns minutos de silêncio. – A Srta. Swan já teve que passar por muito e, inclusive, já viu o vídeo com a morte dos pais. Iremos passá-lo aqui novamente e eu gostaria de ter permissão para que ela saia e vá para outro local, somente durante a duração do vídeo. Não acho necessário ela ter de passar por isso novamente.

O juiz me fitou durante alguns segundos e depois se voltou para meu advogado.

- Creio que está na hora de encerrar tal sessão, Sr. Clearwater. Retornaremos amanhã no mesmo horário. A Srta. Swan não precisa entrar de imediato. Ela esperará enquanto o senhor mostra o vídeo do assassinato dos seus pais.

Fui liberada, meio que aliviada por estar livre, mas ainda um pouco nervosa por ter que voltar no dia seguinte. Fotógrafos e jornalistas tornaram a me cercar quando saí, mas nenhum conseguiu chegar até a mim graças a Jacob e aos amigos dele.

Foi difícil dormir naquela noite, mas eu consegui em algum momento. Tornei a acordar cedo no dia seguinte e fui para mais um julgamento. Esperei em uma sala com vários policiais e fui chamada somente quinze minutos depois de ter iniciado a sessão. Não tive que falar muito, porém, o que agradeci. Harry basicamente me perguntou como eu me senti quando vi o vídeo.

- Foi... horrível – sussurrei. – Não quero ter que ver nunca mais, não quero ter de passar por aquilo novamente.

A sessão foi mais uma vez encerrada, para que o júri se reunisse para me julgar como inocente ou culpada. Voltei no dia seguinte, mais uma vez, nunca me sentindo tão nervosa. Nunca querendo tanto que o tempo voasse.

- O júri chegou a um veredicto? – O juiz se virou para o júri, indagando.

- Sim, Meritíssima. – Uma das mulheres se colocou de pé, com um papel na mão. – E com decisão unânime.

- E como vocês se pronunciam? – tornou a perguntar.

Engoli em seco, os encarando, esperando pelas palavras que ou me dariam a liberdade... ou destruiriam todas as minhas esperanças de uma só vez.

Notas finais
N/A: Hmmm... Não me matem, hehehe. Sei que estão tensos por pararem nessa parte, mas enfim... Semana que vem vocês vão saber, ok?
Então, povo, Freedom realmente acabando ): Vai até o capítulo 18 + epílogo. Que tal comentarem nessa reta final, hein?
E quem aí estiver curioso para saber o que acontece no próximo capítulo, só deixar email que eu mando spoiler, ok? E falem o que acham do capítulo! Tem gente que deixa só o email... não mando spoiler só para ter número de review, quero realmente saber o que acham, ok?
Bem, por hoje é só. A gente se fala mais na sexta que vem!
Beso beso, suas lindas!
N/B: Pobre Bella, não consigo imaginar nem 1/3 do que ela passou... mas as coisas estão se resolvendo, espero. Qual será a decisão do júri, uh? Hm inocente, ou culpada? Comentem!!!! SOS muita maldade a deh parar bem aí D: