Freedom
6 Capítulo Cinco
Notas iniciais
Divirtam-se, leiam com carinho e nos falamos na N/A!
Bella POV.
Conforme os dias foram passando, fui tentando arrumar uma maneira de melhorar as coisas entre Emmett e Rosalie.
A culpa ainda me corroia, principalmente quando eu me lembrava de sua expressão triste.
Por diversos dias, uma ideia me consumiu, mas eu não tive coragem de falar nada pra Rose, talvez por ser um pouco perigosa para Emmett.
Só que ela foi se tornando tão insuportável que eu precisava compartilhá-la com Rose. Simplesmente não dava mais para guardá-la mais para mim.
Disquei para seu celular, mas ela não atendeu. Desliguei o telefone e esperei alguns minutos, para logo em seguida ligar novamente.
- Alô? – murmurei, assim que a ligação foi atendida, esperando escutar a voz de Rose logo em seguida.
Nada.
- Alô? – murmurei novamente. – Rose?
Nada.
Esperei alguns segundos, esperando que ela dissesse algo, antes de, pela terceira vez, dizer algo.
- Alô?
E nada. De novo.
Desliguei, então, pensando que talvez ela estivesse ocupada. Com os Cullen, ou somente com Emmett, talvez.
Talvez tivesse atendido a ligação sem querer.
Só me restava esperar que ela retornasse.
Edward POV.
Eu senti cada músculo do meu corpo parar. Mal conseguia escutar meu coração martelando em meu peito, minha respiração acelerada. Porque eu estava escutando aquela voz.
Voz que eu pensava que nunca mais iria escutar.
- Alô? – tornou a murmurar. – Rose?
As lágrimas encheram meus olhos e eu apertei o celular com força contra a minha orelha.
Eu só podia estar louco; era a única explicação.
- Alô?
O que eu devia falar?
Nada.
Eu não podia – e acho que nem conseguiria – dizer alguma coisa.
Então a ligação foi encerrada, mas eu continuei com o celular na orelha, como se aquele irritante barulho fosse a coisa mais importante do mundo.
Eu me encontrava em choque.
Era mesmo a voz dela? Mas... como?
De repente, escutei passos. Passos dirigidos à cozinha, que me tiraram daquele estado que me encontrava, e eu tive que rapidamente me recompor.
Coloquei o celular sobre a bancada, no mesmo lugar de antes. Ao perceber que minhas mãos ainda tremiam um pouco, ergui-me, limpei as lágrimas que tinham sido derramadas, e peguei água na geladeira, tomando-a em dois goles.
Rosalie adentrou a cozinha um segundo depois, a expressão um pouco triste, pegando o celular e o jogando na bolsa.
Ela acenou para mim, sem se dar conta do meu estado, e eu até cheguei a abrir a boca para perguntar-lhe quem tinha ligado para ela.
Mas como? Como perguntar a minha cunhada se a voz que eu tinha escutado tinha sido de Bella?
Bella POV.
Alguns minutos depois, Rose ligou, dizendo que estaria chegando em breve. Deixei a porta destrancada e segui para a cozinha, onde comecei a preparar um café para nós duas.
O que eu tinha para lhe dizer era importante.
Meia hora depois, com a mesa já posta, Rose adentrou a cozinha, a expressão mais triste do que nunca.
E se antes eu tinha alguma dúvida sobre contar a ela sobre o meu plano, naquele momento, ela desapareceu.
- Você estava com Emmett quando liguei, não estava? – indaguei-a, me sentindo mais culpada do que nunca.
Ela assentiu.
- E com Edward – suspirou, se jogando em um dos bancos e apoiando a cabeça nas mãos. – Precisa de algo?
Eu me ajeitei em outro banco, só falando quando ela olhou para mim.
- Eu quero que você conte para Emmett que estou viva – comecei. Rosalie arregalou os olhos e abriu a boca, mas eu ergui a mão. – Por favor, deixe-me terminar.
Tomei fôlego, tentando organizar meus pensamentos.
- Só diga que estou viva e que você está tentando me ajudar a provar a inocência, nada mais. Ele não precisa de mais detalhes.
- Não posso colocá-lo em risco, Bella – balançou a cabeça, fechando os olhos com força.
- Você não precisa contar tudo – dei de ombros. – Apenas, sei lá, isso que eu te disse. Emmett precisa saber que você não o está traindo, Rose. Ele precisa disso. Você também. Não agüento mais vê-la com essa expressão. Não sei se vocês agüentam ficar nesse relacionamento, desse jeito, até tudo na minha vida ser esclarecido.
Ela me olhou, ainda com um pouco de dúvida, e eu me inclinei ainda mais, pensando nas palavras que, com certeza, fariam com que ela visse que eu tinha razão.
- Eu já me sinto culpada o suficiente – sussurrei. – Por favor, por que não conta para ele apenas que estou viva e que não pode contar para ninguém? Eu vou me sentir melhor.
Ela suspirou.
- Acho que não tem outro jeito – murmurou.
Eu sorri um pouco.
- As coisas vão dar certo – disse-lhe. – Você vai ver.
Antes de ela ir embora, fiz com que tirasse uma foto minha, apenas para o caso de precisar.
E quando a vi saindo pela porta, torci para que tudo desse certo.
Rosalie POV.
Eu dirigi o mais rápido possível, assim que saí da casa de Bella, em direção ao escritório de Emmett. Ele não trabalharia, normalmente, hoje, mas como eu o conhecia bem, sabia que Emmett sempre trabalhava quando estava com a cabeça cheia.
Estacionei em frente ao local, estacionando e pegando minha bolsa.
Como imaginei, ele estava lá, sentado atrás de sua mesa, concentrado em seus papéis. Ele era sempre brincalhão e era até engraçado vê-lo tão sério enquanto trabalhava.
- Emm... – sussurrei.
Ele me olhou, seus olhos de repente muito tristes, mas não disse nada.
- Preciso te contar uma coisa – tornei a sussurrar, após alguns segundos de silêncio.
Fechei a porta atrás de mim e contornei a mesa, pegando-o pela mão e o puxando até o sofá.
Ele engoliu em seco assim que nos sentamos.
Então, antes que ele tirasse suas conclusões, comecei a falar, de forma reduzida, é claro, e ocultando a maior parte da história. Como Bella havia dito, ele não precisava saber de tudo. Era para a sua segurança.
- Bella está viva? – indagou-me, assim que terminei de falar.
- Sim – suspirei. – Só você, eu e o detetive sabemos, Emm, ninguém mais. Não conte, ok? É importante que mantenha esse segredo.
- Mas...
Sabendo que ele ainda tinha suas dúvidas, peguei o celular na minha bolsa, colocando na foto de Bella. Entreguei o celular para Emmett, deixando que tirasse suas próprias conclusões.
- Edward pensa que ela está morta... – sussurrou por fim.
- E tem que continuar assim – disse. – Pelo menos até que tudo do assassinato dos pais dela seja esclarecido.
Ele assentiu, parecendo ainda meio chocado, e me devolveu o celular.
- Desculpe duvidar de você – murmurou.
Eu o abracei forte, sentindo o alívio tomar conta de mim.
Sorri, feliz de verdade pela primeira vez em dias.
- Eu te amo muito, Rose – me abraçou de volta.
- Eu também te amo, Emm.
Eu fechei os olhos, aproveitando o momento. Teria de agradecer a Bella depois; ela estava certa: contar a Emmett fora bem melhor.
Edward POV.
Sentado no sofá do meu apartamento, eu tentava dar uma explicação lógica para o que tinha acontecido mais cedo.
Foram poucas palavras ditas no outro lado da linha, mas suficientes para causar um turbilhão de sentimentos em mim.
Eu deveria estar ficando louco.
O “Alô” e o “Rose” ditos ecoavam em minha cabeça, por mais que eu quisesse e tentasse esquecer.
Meu coração não sabia se decidir; queria que ela estivesse viva, embora não soubesse como se sentiria em relação a isso.
Minha mente, porém, era a que buscava uma explicação lógica.
Talvez não fosse ela, talvez fosse outra amiga de Rosalie. Afinal, eu nunca tinha escutado a voz de Bella antes através de um aparelho de telefone, e a voz costumava mudar, certo?
Pelo menos, era disso que eu estava tentando me convencer.
Nos próximos dias fui tentando deixar isso de lado, concentrando-me no trabalho. Porém, a cada vez que Rosalie atendia ao telefone e saía alguns minutos depois, eu ficava com mais dúvidas. Ela e Emmett tinham parado de brigar, o que me deixava ainda mais desconfiado.
O que estava acontecendo?
Por que eu simplesmente não conseguia esquecer isso? Por que não deixava para lá e aceitava que estava ficando maluco?
Então, duas semanas depois de ter acreditado ouvir a voz de Bella, se passaram. Eu não dormia direito, não conseguia prestar atenção.
Eu precisava tirar isso a limpo.
Aproveitei que estávamos todos juntos no sábado, na casa dos meus pais. Rose e Emmett estavam em um canto, conversando aos sussurros. Meu pai e minha mãe tinham desaparecido depois do almoço e eu realmente não queria nem pensar no que eles estavam fazendo. Já Alice e Jasper – a quem eu via sempre agora – estavam sentados no sofá, juntos, assistindo a um filme romântico qualquer.
Eu estava sentado em uma das poltronas, fingindo estar alheio a tudo. Esperei pelo momento em que o celular de Rosalie tocaria, para eu colocar meu plano em ação.
Só que ele não tocava.
Eu comecei a me desanimar com o passar das horas, percebendo que não parecia ter jeito. Teria de deixar para outro dia. Até que minha cunhada começou a se despedir de todos, dizendo que tinha algo para resolver na rua e voltaria logo.
Foi a minha deixa.
Segui para a cozinha, sabendo que Emmett não suportaria ficar sozinho na sala com nossa irmã e nosso cunhado.
Dito e feito, alguns minutos depois, ele adentrou a cozinha também, jogando-se em um dos bancos e suspirando.
- Estou cansado – bocejou. – Nem acredito que viajo amanhã a trabalho.
Eu sorri.
- Vai ficar quanto tempo fora? – indaguei, não sabendo como chegar àquele assunto.
- Não sei – deu de ombros. – Alguns dias. Uns dois ou três, depende.
- Entendo – ri. – E Rose? Ela vai com você?
- Ela não pode – suspirou. – Ela tem trabalho a fazer aqui, daí fica bastante difícil, sabe?
- E como você dois estão indo?
Ele sorriu, fitando-me com aqueles grandes olhos castanhos, que ele tinha herdado de nossa mãe.
- Estamos bem – riu. – Pensei que ela estivesse me traindo, mas ela esclareceu tudo. Não é algo que pode me dizer completamente; apenas um cliente, importante, que pediu sigilo. Eu confio nela, só fiquei meio...
- Eu te entendo – dei de ombros. – Não precisa se explicar.
Ficamos calados por alguns segundos, até que eu senti Emmett me encarando. Seus olhos eram sérios enquanto ele sondava meu rosto e eu fiquei um pouco confuso com isso.
Emmett não era o tipo de cara que ficava sério.
Nunca.
Bem, quase nunca.
- Aconteceu algo? – perguntei.
- Não – negou rapidamente, ajeitando-se na cadeira e pigarreando. – Só... Como você está? De verdade, por favor.
Suspirei.
- Alguns dias são mais difíceis que outros, Emm – ri sem humor algum. – E acho que sempre será assim. Acho que sempre vou sentir falta de Bella.
Ele assentiu.
- As coisas vão melhorar para você, irmão. Você vai ver.
Eu assenti também, embora não concordasse muito.
Acho que nunca iria conseguir esquecê-la.
- Eu a amo – sussurrei. – Eu a amo demais. Eu penso nela todos os dias, por mais que prometa a mim mesmo que vou conseguir seguir em frente. Só que... ainda é cedo demais.
Emmett se levantou e veio para o meu lado. Seus olhos eram sérios e intensos, enquanto ele repetia que tudo iria ficar bem.
E eu queria acreditar.
_
Fui embora de casa um pouco mais tarde, decidido a tirar aquela história a limpo.
A conversa com Emmett tinha sido um pouco estranha, mas decidi ignorar aquilo. Naquele momento, eu precisava descobrir, de uma vez por todas, se tinha escutado a voz de Bella ou não.
Por isso, me pus atento, nos próximos dias, aos movimentos de minha cunhada. E no sábado seguinte, resolvi segui-la.
Estávamos, como sempre, na casa de meus pais quando ela se levantou e disse que tinha uns assuntos para tratar. Emmett já tinha voltado de sua viagem e não reagiu como vinha reagindo até alguns dias atrás.
Pelo contrário. Ele levantou e disse que ia acompanhá-la até o carro.
Foi a minha deixa.
- Eu já vou também – suspirei. – Preciso resolver algumas coisas.
- Está tudo bem, Edward? – Alice perguntou.
- Está tudo ótimo. – Dei um beijo nela e na minha mãe, para logo em seguida dar um abraço em meu pai. – A gente se vê amanhã.
Eu saí pela porta dos fundos, assim que me vi livre dos olhares de todos, tendo de correr e dar uma volta na casa. Escondi-me atrás de um muro e fiquei ali, esperando que Rosalie e Emmett se despedissem.
Eu até tentei escutar o que eles estavam dizendo, mas não consegui. Então, enfim, vi Emmett se afastar e entrar na casa dos meus pais novamente, e o carro de Rosalie acelerar.
Mais uma vez, era minha deixa.
Corri até o meu carro, desejando que tivesse arrumado outro emprestado. Rosalie poderia reconhecê-lo, o que significava que teria de tomar o dobro do cuidado.
Dirigi sempre dois carros atrás dela, sempre muito atento a cada detalhe. Caso ela começasse a parar, eu continuava a dirigir tranquilamente, para logo em seguida voltar a segui-la.
A viagem demorou cerca de dez minutos, até ela parar em um supermercado e sair de lá carregando várias sacolas.
Ela retornou a viagem mais uma vez.
E dessa vez, demorou cerca de vinte minutos.
Ela parou numa rua um pouco vazia, embora eu percebesse que fizesse parte de um dos bairros mais caros. Parei três carros atrás, observando-a sair do seu, com as sacolas nas mãos. Esperei que ela estivesse uns passos à frente, antes de colocar óculos e boné, para segui-la.
Rose andava tranquilamente, quase nunca olhando para trás. Foi até fácil me esconder atrás de muros e carros, porque ela realmente tinha um tempo para conferir se alguém a estava seguindo. Ela parou na rua de cima, abrindo uma porta nos fundos de uma bela casa e fechando-a em seguida.
Eu me sentei na beirada de uma calçada. Se ela saísse, não me veria, já que um carro parado ali me tampava. Fiquei ali por quase uma hora, chegando a me cansar e quase decidindo voltar outro dia.
Foi então que a vi sair. Ela tornou a fechar a porta e desceu rapidamente pelo mesmo caminho que tinha vindo.
Era a hora.
Meu coração martelava com toda a força em meu peito, enquanto atravessava a rua. Respirar parecia difícil, assim como ver algo. Eu nem sabia o que veria quando abrisse aquela porta, mas me encontrava desesperado.
Minha mão tocou a maçaneta e eu a girei, encontrando-a já trancada. Eu me considerava incapaz de ouvir alguma outra coisa além de meu coração naquele momento, em que me encontrava sem saber o que fazer.
Voltar outro dia ou tirar tudo aquilo a limpo de uma vez?
Não sei dizer o que me levou a fazer aquilo; talvez a incerteza estivesse acabando comigo ou talvez eu realmente não estivesse pensando.
Eu só decidi tocar a campainha.
E esperei.
Me escondi um pouco do olho mágico, deixando que ele revelasse só um pequeno pedaço da minha blusa, agradecendo por estar usando uma vermelha naquele dia, como Rosalie.
A pessoa que estivesse do outro lado pensaria que era minha cunhada?
Esperei alguns minutos e nada. E estava quase desistindo – aceitando o fato de que eu definitivamente estava ficando louco –, quando ouvi o barulho da porta sendo destrancada.
Eu fiquei sem ar imediatamente. Meus olhos mal piscavam enquanto eu encarava a maçaneta girar – e tudo parecia estar acontecendo em câmera lenta – e a pessoa puxar a porta.
E nada poderia ter me preparado para aquela visão.
Notas finais
Eu amei escrever esse final. Aproveitei uma aula chata, com professor repetindo matéria e anotei tudinho em uma folha. Espero que tenham gostado também.
É isso.
E não me matem por ter parado logo aí, haha.
Besos besos ;**
/ Frii ♥
N/B: AI CORRE DÉBORAH!!!!!!!!!!
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