Freedom
7 Capítulo Seis
Notas iniciais
Loucas para saberem logo qual será a reação de Edward?
Divirtam-se (;
Falo com vocês na N/A ;*
Bella POV.
Os dias foram se passando, transformando-se logo em semanas.
E minha situação continuava a mesma.
Constantemente Rosalie e Jacob me acalmavam, dizendo que tudo daria certo. Mas eu tinha medo, muito na verdade. Não podia deixar de pensar constantemente que as coisas poderiam dar errado.
Eu me sentia mais tranqüila quanto a Rosalie, porém. Emmett agora sabia que eu estava viva e eles não brigavam mais. Eles estavam bem. E saber que aquilo era por causa de algo que eu havia feito – convencer Rosalie a contar a ele – me deixava um pouco mais feliz.
Levantei-me cedo naquele cedo naquele sábado, mesmo não tendo nada para fazer. Estava tão entediada que fiquei jogada na cama mesmo, assistindo a um desenho qualquer na TV.
Mas como Rose viria ali mais tarde, para trazer as compras do mês, resolvi deixar de preguiça e levantar logo, rumando para o banheiro.
Tomei um banho, lavando meu cabelo e deixando a água quente bater nas minhas costas. Apenas o penteei, sem ligar para secador ou algo do tipo.
Não faria diferença.
Almocei sozinha, sem me importar com isso. Era algo com o qual eu já havia me acostumado.
Depois, fiquei vendo TV, deixando a porta destrancada quando recebi uma mensagem de Rose.
- Olá! – Sua voz animada invadiu o ambiente, fazendo-me rir. – Pode continuar deitadinha aí, só vou colocar as sacolas na cozinha.
Encolhi-me mais contra o sofá, enrolando-me na manta e esperando que ela surgisse, um sorriso dançando em seus lábios.
- Mas para que essa felicidade toda? – indaguei, dando espaço para ela.
- Emmett e eu sairemos juntos esta noite. – Puxou-me para colocar a cabeça no seu colo. – E depois...
- Ew! Ew! Ew! – cortei-a. – Não quero saber, mesmo.
Ela riu.
Ficamos conversando durante algum tempo, quase uma hora, até seu celular tocar e Emmett dizer que tinha conseguido a reserva para o restaurante.
- Vou indo, Bella – disse, animada. – Eu passo aqui amanhã, ok? Preciso curtir Emmett um pouquinho.
Eu sorri para ela.
- Claro, não se preocupe comigo. Divirta-se!
Ela estava quase alcançando a porta dos fundos, quando gritou:
- Eu vou!
Levantei-me, apenas para trancar a porta e voltei a me deitar no sofá, tentando prestar atenção à série que eu estava vendo antes.
Porém, antes que eu pudesse me inteirar sobre a trama novamente, quando a campainha dos fundos tocou.
Eu congelei por alguns minutos, sem conseguir pensar em algo para fazer. Rose me ligaria caso ela tivesse que voltar aqui? Ela nunca fizera isso...
Levantei-me novamente, me sentindo um pouco confusa, e caminhando devagar até a direção que seguira outrora.
Minha mão se esticou até a chave que estava ali, mas resolvi, por segurança, olhar o olho mágico.
E só deu para ver uma camisa vermelha. Rose estava usando vermelho hoje...
Mais tranqüila, girei a chave, destrancando a porta e girando a maçaneta. Puxei a porta, já abrindo um sorriso para perguntar a Rose o que ela tinha esquecido, quando eu o vi.
Ele estava diferente e eu consegui notar aquilo imediatamente.
Seus olhos verdes estavam arregalados, sem aquele brilho costumeiro que ele costumava ter quando olhava para mim. Seus cabelos desalinhados, ainda mais bagunçados do que eu costumava lembrar. Havia, também, olheiras em volta dos olhos e ele parecia mais pálido.
Aquele era o Edward tentando superar a minha suposta morte.
Nenhum de nós dois falou nada durante algum tempo. Ele me avaliava e abria a boca várias vezes, para logo em seguida fechá-la de novo.
E eu... eu não conseguia nem raciocinar.
Como ele descobrira que eu estava viva? O que ele estava fazendo ali? E por que ele não falava nada?
- Edward... – comecei. – Eu...
Porém, antes que eu pudesse terminar, ele simplesmente deu as costas e saiu.
Edward POV.
Eu estava ficando louco.
Só podia ter ficado louco.
Qual outra explicação teria para o fato de eu estar vendo Bella bem ali, a minha frente? Eu sabia que se esticasse a mão, conseguiria tocá-la...
Como? Por quê?
Como?
Meu coração pulsava dolorosamente no meu peito, mas se ele estivesse silencioso, não faria diferença nenhuma para mim. Eu mal conseguia pensar, mal conseguia piscar.
Seus cabelos estavam maiores, mais brilhantes e bonitos, emoldurando seu rosto com a mesma perfeição de outrora. Seus olhos estavam um pouco arregalados, mas eram eles; com aquele mesmo tom de castanho que sempre tinha me fascinado.
Ela estava linda, maravilhosa, mas naquele momento minha mente mal conseguia registrar aquilo, enquanto uma mesma pergunta ecoava mil vezes.
Como Isabella Swan, a quem eu vira morrer meses atrás, estava ali?
- Edward... – Sua voz soou em meus ouvidos, tirando-me do transe. – Eu...
Só que antes que ela completasse, eu saí.
Precisava pensar, precisava ficar sozinho.
Corri até a rua abaixo, entrando no meu carro e acelerando. A imagem dela, mais linda, tomava conta de mim e eu realmente não sabia o que pensar.
Ela não podia estar viva.
Ela não podia ter me deixado sofrer assim sem ao menos deixar que eu tivesse um pouco de esperanças.
As lágrimas invadiram meus olhos a tal ponto que parecia difícil até dirigir. Estacionei de qualquer jeito na minha vaga do prédio, só assim me dando conta de que havia chegado, e corri para o meu apartamento.
Um urro de raiva escapou de meus lábios assim que me encontrei sozinho lá dentro.
Bella estava viva.
- Por quê? – gritei. – Por que você fez isso comigo?
Atravessei a sala de minha casa em dois passos, pegando a primeira bebida que vi e a entornei, sem me importar em pegar um copo.
Ela estava viva.
Viva.
Só que parecia impossível; não dava para acreditar. Eu a vira morrer, eu a vira fechar os olhos, eu vira o médico colocando o estetoscópio... Eu vira tudo.
Seu túmulo, sua ficha, tudo. Por quê? Como?
E por que ela não me dera o menor sinal?
Fechei os olhos por um momento, me lembrando de sua aparência, de seus olhos arregalados. Ela não esperava que eu descobrisse.
Ela queria que eu sofresse?
Sentindo uma raiva imensa tomar conta de mim, peguei a garrafa que estava em minha mão, quase no final, e a joguei com toda a força contra a parede, sem me importar com os cacos de vidro, com o barulho.
Porque Bella estava viva e ocultara isso de mim.
O sofrimento pelo qual passei, as lágrimas, os meses recluso, quase incapaz de sair de casa, sem nem dar um sinal de que estava tudo bem.
Nada mais, naquele momento, parecia importar.
Bella POV.
Eu queria correr atrás de Edward e lhe explicar tudo, embora não tivesse a mínima ideia do que dizer e sabendo que não poderia dizer também. As lágrimas começaram a descer pelo meu rosto e os soluços chegaram logo depois.
Ele provavelmente me odiava agora.
Fechei a porta com força, trancando-a e correndo a procura do meu celular descartável.
Mas... Rose saíra com Emmett, para se divertir.
O que fazer?
A imagem de Jacob surgiu antes que eu pudesse pensar em outra coisa. Ele saberia o que fazer, não?
Sabendo que não tinha condições de dizer alguma coisa naquele momento, comecei a digitar uma mensagem, tendo de parar e respirar fundo algumas vezes para parar de tremer.
Problemas. Não conte a R. ainda.
Ele entenderia, certo? Não podia dar detalhes e nem envolver o nome de Rosalie, mas eu sabia que ele entenderia. Daria um jeito de me ligar quando fosse seguro ou daria um jeito de vir aqui.
Só me restava esperar.
_
Dormir foi uma tarefa completamente impossível naquela noite; meus olhos pareciam se recusar a fechar, enquanto eu me lembrava da expressão de Edward.
Como ele estaria agora?
Levantei-me antes das sete, partindo para o banho e logo depois para a cozinha. Preparei um café forte e o tomei sem esperar que esfriasse um pouco. Queimou minha língua, mas não me importei.
Eu queria saber como Edward descobrira tudo, queria saber como ele descobrira onde eu morava agora.
Passos apressados surgiram do corredor e, de repente, Rosalie e Jacob surgiram na cozinha, ambos parecendo preocupados. Ao me verem bem soltaram um suspiro, igualmente aliviados.
- O que foi? – indaguei-os.
- Por que não está atendendo ao celular? – perguntou Rose, pegando um pouco de café para si e Jake. – Ficamos preocupados.
- Rose... – comecei, sem me preocupar com celular e nem em tirar a preocupação dos dois naquele momento. – Edward esteve aqui ontem.
A xícara que estava em sua mão caiu no chão, mas nenhum de nós pareceu se importar com o café entornado no chão ou os cacos de vidros espalhados. Ambos me fitavam, os olhos arregalados, as faces congeladas.
- Não sei como descobriu – funguei. – Ele não disse nada... Só me fitou, virou e saiu... Eu não podia ir atrás dele e...
- Jacob – interrompeu-me Rose –, fique aqui com Bella. Vou a procura de Edward. Depois nos falamos.
Ela saiu às pressas da cozinha, sem dar maiores explicações.
Por favor, que ele esteja bem. É tudo o que quero, tudo que peço. Que ele fique bem.
- Shhh, Bella. – Jacob me abraçou e só então percebi que chorava e tremia. – Vai dar tudo certo, vai ficar tudo bem.
Mas por mais que as palavras e a voz soassem tranquilizadoras, eu não consegui me acalmar.
Porque Edward agora sabia.
E ele podia correr perigo.
Edward POV.
Assim que abri os olhos, senti a dor de cabeça que até alguns meses atrás, era extremamente familiar para mim. Movi minha cabeça bem devagar, percebendo que eu adormecera no sofá da sala.
Um riso amargo escapou de meus lábios quando percebi o estado do local.
Sentei-me e respirei fundo, tentando buscar forças em mim que eu sabia que não existiam mais. Não sabia o que pensar ou o que fazer.
E naquele momento, antes mesmo que pudesse me levantar e me situar direito da situação, a campainha tocou.
Eu sabia que, para o porteiro deixar subir, deveria ser alguém da minha família. Eu queria ignorá-los, mas algo me dizia para ir atender.
Eu precisava saber até qual ponto eles estavam familiarizados com o fato de Bella estar viva.
Sem me preocupar com meu estado ou da minha sala, abri a porta, sem sorrir nem por um minuto quando vi Rosalie parada ali, parecendo nervosa.
- Ora... – comecei, só então notando o quão amarga minha voz soara. – Resolveu me contar algo, querida cunhada?
Rose entrou, seus olhos azuis se abrindo ainda mais ao ver a bagunça que estava ali. Bati a porta com força, fui até o sofá e me joguei ali.
- O que quer? – indaguei, sem me preocupar se estava ou não sendo grosseiro.
- Edward... – começou. – Eu sei o que deve estar pensando, mas...
- Não, você não sabe – cortei-a, de repente me encontrando sentado e voltado para ela, enquanto as palavras simplesmente saíam. – Não sabe o que é viver achando que a pessoa que você ama está morta e que não há nada que você possa fazer. Não sabe o que é passar meses lamentando e tentando achar algo em que se apoiar para continuar vivendo. Não sabe o que é reviver os momentos a todo minuto, desejando só mais um, um mísero segundo sequer, porque você sente que não teve o suficiente dessa pessoa. E você deseja esse tempo, mesmo que saiba que não será suficiente, nunca será suficiente. Porque ela se foi, ela morreu e ela não vai voltar.
Parei de falar por um momento, só então percebendo o quão ofegante estava.
- E aí eu percebo que tudo poderia ser evitado – continuei. – Tem ideia do que senti quando a vi viva, Rose? Tem ideia do que foi tê-la ao alcance de minhas mãos e mesmo assim a sentindo tão distante?
Parei de falar, a dor em meu coração se tornando mais intensa.
- Eu não sei o que é isso – disse. – Mas eu sei o que Bella passou, Edward, e sei que...
- Ah, mas então você sabe o que Bella passou! – Joguei as mãos para o alto, de repente me sentindo muito revoltado. – Claro que sabe. Naquela casa imensa, tendo tudo ao alcance das mãos e...
- Ela tem lutado diariamente para provar sua inocência e conseguir seu perdão – interrompeu-me. – É em tudo que ela fala. Em como quer conseguir seu perdão, explicar tudo... Ela está sozinha, ela fica sozinha. E se pensa que está fazendo isso por ela, está muito enganado, Edward, porque nós dois sabemos que ela desistiu de lutar há muito tempo.
Respirei fundo, afundando-me no sofá e passando a mão pelos cabelos.
- Estou confuso e não sei o que pensar – disse, sem encará-la. – Preciso ficar sozinho.
- Não conte a ninguém – pediu. – É tudo o que peço. Não conte.
Havia um apelo profundo naquele pedido de Rose e eu assenti. Se isso fosse prejudicar Bella, mesmo estando com raiva naquele momento, eu jamais faria isso.
Jamais.
Ela saiu do apartamento, mas eu não me levantei para ir fechar a porta. Meus olhos permaneceram no chão, minha cabeça mais pesada. Eu não tinha ideia do que iria fazer...
E isso me assustava.
Resolvi subir e tomei um banho longo, tentando clarear minha mente. Minha mente insistia em se lembrar daquele momento.
O momento que eu a revi.
Eu sabia que teria, cedo ou tarde, que conversar com ela e esclarecer tudo.
Sabia que tinha respostas que só ela podia dar.
Por que se esconder de mim? Eu podia me cuidar muito bem. Podia cuidar dela também, caso tivesse permitido. Eu saberia representar para os outros, certo?
É. Eu poderia ter feito tudo aquilo.
Mas então, por que optar por tudo isso? Por que nos privar de meses de felicidade, de estarmos juntos?
Não conseguia pensar em uma explicação.
Se eu quisesse saber, eu iria precisar perguntar a ela.
Bella POV.
Rose voltou algumas horas depois, dizendo que já tinha conversado com Edward e ele não contaria nada a ninguém.
- Ele está bem? – indaguei, querendo dar um alívio para o meu coração.
- Vai dar tudo certo, Bella – revirou os olhos. – Você não tem com o que se preocupar.
Assenti, a contragosto.
Eu não queria saber naquele momento se tudo iria ficar bem. Eu só queria saber ele iria ficar bem, porque era ele que me importava.
- Temos algumas coisas a investigar – disse Jake. – Mande mensagem se precisar de algo, ok?
Ele me deu um beijo na testa e eu até tentei retribuir com um sorriso; não consegui.
- Eu também vou – suspirou Rose. – Passei para te contar isso. Agora preciso contar ao Emmett que Edward já sabe de tudo.
Assenti.
- Obrigada por tudo – disse, tentando controlar o choro. – A gente se fala depois.
Eu os senti me encararem por alguns minutos, sem dizer nada.
Assim que ouvi a porta dos fundos ser fechada, deixei que os soluços tomassem conta de mim.
A campainha tocou uma hora depois, me pegando de surpresa. Corri até a porta, sem saber o que pensar.
E assim que olhei no olho mágico, vi Edward.
Abri a porta rapidamente e fiquei ali, o observando e deixando que ele falasse quando quisesse.
Não queria assustá-lo novamente.
- Acho que precisamos conversar.
Notas finais
A semana passou rápido até, hã? Ou para vocês demorou porque queriam muito saber da reação do Edward? hehe.
Eu sei que tem gente aqui pensando que eles deviam ter se beijado e se entrega, matado a saudade e sei lá mais o que, mas... Calma, ok? Coloquem-se no lugar do Edward. Imaginem como deve ser encontrar uma pessoa que você pensou estar morta? O pobrezinho ficou em choque, né? ):
E esse final? Como será a conversa deles, hã?
Semana que vem vocês saberão!
Porém, para quem aí é muito curioso e quer matar um pouquinho da curiosidade, já sabe, né? Deixando email no review, eu mando spoiler do próximo (;
Ah, eu comecei a postar Guilty no FFnet (link: http://www.fanfiction.net/s/8031795/1/Guilty), seria pedir muito uma ajudinha? (;
Por hoje é só, amores. Já falei demais.
A gente se vê no próximo capítulo.
Até sexta que vem!
Besos besos ;*
N/B: AI. MEU. DEUS! Agora que a coisa ficou séria...
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