Freddy e Suas Ferias Bizarras
4 A ilha misteriosa (parte um)
~ponto de vista do Freddy~
Eu estava sentado em um dos cantos da sala daquela velha casa, tentava dormir, mas o frio e o barulho incessante das ondas da praia não me ajudavam muito. Spring andava de um lado para o outro, com o livro em suas mãos, aparentemente, ele tentava ler seu conteúdo. Era estranho estar a sós com ele, principalmente depois de passarmos o capítulo anterior nos provocando (ok, foi eu provoquei ele, mas isso não vem ao caso no momento).
— Eu desisto! – Ele disse, fechando o livro e se jogando no sofá empoeirado que havia no meio a sala, fazendo a poeira levantar e ele começar a tossir
— Usa o Google tradutor, seu idiota – Falei
— Se eu tivesse com meu celular, eu ligaria para o Golden vir buscar a gente. Você trouxe o seu?
— Não, nunca saio com meu celular. Medo de ser assaltado. Por quê quer tanto ler esse livro?
— Eu realmente tenho que explicar? – Ele falou e eu fiz sim com a cabeça. Spring suspirou – Encontramos um tipo de laboratório enterrado no meio de uma floresta estranha e logo depois achamos uma porta que nos teleportou magicamente para está praia. Isso tudo é muito confuso, e sinto que a resposta pra toda está confusão está aqui! – Ele ergueu o livro – Vai dizer que não está curioso pra saber as tais respostas?
— Não. – Encostei minha cabeça na parede e fingi que dormia.
Eu sei que pareço estar calmo diante dessa situação esquisita, mas na verdade, eu estou tão assustado quanto parece, mas eu simplesmente tento ignorar o que aconteceu, essa é a minha forma de lidar com a maioria das situações complicadas. Não sei como, mas o cansaço me venceu, pois meus olhos começaram a pesar, meu corpo ficou mole, em questão de segundos, eu dormir. E acabei tendo o sonho mais esquisito da minha vida.
Eu abri os olhos, assustado. Não havia sido um barulho que me "acordou", mas sim a falta dele, era um silêncio quase que ensurdecedor! E me assustei ainda mais quando percebi que não estava mais naquela velha casa, mas sim em um espaço totalmente branco e vazio, e, mesmo que não houvesse chão, meus pés ainda tocavam em algo sólido. Foi então que um sentimento estranho se apossou do meu corpo, o sentimento indescritível de sentir tudo, saber tudo mas, ao mesmo tempo, não sentir nada, não saber de nada. Eu via. Eu via locais que os humanos jamais haviam pisados, eu ouvia canções que nunca foram feitas por seres humanos, eu sentia gostos de comidas exóticas que nunca haviam sido experimentadas. Eu pertencia a Todos os Lugares, e também não pertencia a Lugar Nenhum.
— Ei, pirralho! – Uma voz feminina invadiu meus ouvidos, me tirando daquela sensação.
Olhei para trás de mim, olhando em direção a origem da voz e vi uma garota, não mais velha do que eu, e um adulto, ambos correndo em minha direção. A garota tinha cabelos avermelhados e deveria ter por volta de um metro e sessenta de altura, não conseguia ver seu rosto pois estava um pouco longe de mim. O adulto tinha cabelos marrons e por volta de um e noventa de altura, também não conseguia ver seu rosto pelo mesmo motivo acima. Eu fiquei parado no mesmo lugar, esperando eles se aproximarem. Quando eles chegaram perto o suficiente, eu consegui ver os seus rostos: A garota tinha um rosto um pouco redondo, seus olhos tinham cor de avelã, e o adulto tinha um rosto fino, uma cicatriz cortava o canto direito de sua boca e uma outra cortava o meio de sua testa, passava pelo olho esquerdo e parava em sua bochecha, e seu olho direito era azul, diferente do esquerdo, que era um cinza metálico. Por algum motivo, ele me parecia familiar. Eles finalmente chegaram até mim, parando na minha frente, e eu finalmente entendi o por que o cara parecia familiar: tirando as cicatrizes e os olhos heterocromáticos, seu rosto era idêntico ao meu, era como se eu me olhasse no espelho e visse uma versão mais velha de mim mesmo. Eles pareciam tão perplexos quanto eu, pois eles apenas me encaravam com um olhar surpreso, mas então, o outro eu começou a rir descontroladamente.
— Meu Deus! Eu havia esquecido que isso acontecia! – Aparentemente, o outro eu não ria muito, pois a garota olhou assustada para ele quando ele começou a rir. Ele continuou rindo por alguns segundos, e então parou, olhou para mim e disse – Vamos começar pelas apresentações: Olá, eu do passado, meu nome é Frederick FazBear. É um prazer reencontra você
~ponto de vista do Spring~
Duas coisas que Golden havia esquecido de me falar: que Freddy é um cuzão e que ele roncava alto demais! Jesus, ele parecia um javali com tuberculose! Por conta disso, decidi dar uma caminhada pela praia, para clarear um poucos os pensamentos e proteger os meus ouvidos daquele ronco ensurdecedor. Fazia frio do lado de fora, mas tentei ignorar e continuar minha caminhada. Mas então, comecei a ouvir ruídos que se assemelhavam a risadas, comecei a prestar atenção neles e percebi que as risadas vinhas de trás de uma moita, decidi averiguar o que era e, assim que me aproximei da moita, alguma coisa pulou em meu rosto
— Sai de mim, capeta! –Falei assim que segurei na coisa, puxando-a com força e arremessando para o mais longe possível de mim.
A coisa pousou graciosamente na areia da praia e me encarou, ela, estranhamente, tinha a aparência de uma criança de 3-4 anos, seus olhos eram da cor roxa e não apresentava pelos em seu corpo, mas então, algo assustador e traumatizante aconteceu: seu rosto abriu em quatro partes, revelando uma segunda face totalmente retorcida, era como se Satanás tivesse um filho um alien! E para piorar, a coisa também começou a gritar, fazendo com que outros seres iguais a ele surgissem da areia atrás dele! Não pensei duas vezes e comecei a correr na direção oposta das criaturas
— Puta que pariu! Cu! Caceta! Por que só eu me fodo!?– Gritei assim que olhei para trás e vi os bebês demoníacos perseguindo-me.
Continuei correndo, mas já estava ficando sem fôlego, era extremamente cansativo corre na areia da praia. Foi então que vi que havia alguém a alguns metros na minha frente e ela parecia segurar algo em suas mãos, mas como estava escuro, não consegui ver o que era
— Se abaixa! – A pessoa gritou e eu me joguei no chão, engolindo areia no processo. – Engulam isso, filhos da puta!– Ouvi um zumbido seguido por um clarão azul, e depois, ouvi algo caindo no chão, olhei pra frente e vi que era uma arma estranha, acho que era isso que o desconhecido estava segurando. – Ok, não contava com isso. – Levantei minha cabeça e olhei para trás e vi que as crianças tinham desviado daquela raio estranho e estavam correndo em nossa direção – Acho melhor a gente correr, parceiro, sigam-me os bons!
Me levantei com um salto e comecei a seguir o desconhecido, que, olhando de perto, percebi que era uma garota da minha idade e de cabelos azuis. Não sei por quanto tempo nos corremos, mas quando me dei por conta, não estávamos mais na praia e sim em uma floresta. E antes que me perguntem, sim, os bebês demoníacos ainda estavam atrás da gente.
— Essas coisas não desistem nunca? – Perguntei enquanto tentava me soltar de um que havia pulado no meu ombro
— As Bidybabs nunca desistem, mas relaxa, conheço um lugar seguro! – A garota respondeu, dando um forte soco na criatura que estava em meu ombro, fazendo ela cair – Não precisa agradecer.
Continuamos correndo até encontrarmos uma enorme pedra no meio do nada.
— Continua correndo! – Ela falou – Se chegarmos até a pedra, nós estaremos a salv...– Uma das criaturas segurou o pé dela, fazendo ela cair de cara no chão.
Antes que eu pudesse ajudá-la, as outras criaturas pularam em cima de mim, me derrubando no processo
— Me soltem, desgraçadinhos!– Disse enquanto tentava tirar eles de cima de mim, mas, conforme ia tirando um, outro aparecia para tomar seu lugar, parecia um ciclo infinito!
Eu comecei a entrar em desespero, é sério que irei morrer aqui? Cercado por criaturas infernais? Com uma desconhecida ao meu lado? Morrerei sem dizer ao Golden o que sinto? É, o mundo é cruel. Desisti de lutar e simplesmente aceitei o meu fim, senti os dentes serrilhados deles perfurando a pele dos meus braços, das minhas pernas e até o do meu rosto. Eu gritei de dor, também ouvi a garota gritar. Foi então que as mordidas pararam, as criaturas se afastaram e se jogaram no chão em posição fetal, colocando as suas pequeninas mãos em seus ouvidos e começaram a choramingar.
— Você demorou, Ennard. – A garota falou enquanto se levantava, primeiramente eu achei que estava falando comigo, mas então percebi que ela olhava para alguém atrás de mim.
— Foi mal, tava procurando a geringonça numero 34.– Me virei para olhar o dono da voz, que era um garoto da minha idade, seus cabelos compridos e de cor escuro com as pontas acidentadas, ele era, definitivamente, o garoto mais alto que eu já encontrei, por volta de um e noventa de altura, seus olhos eram da cor acinzentada, o que fazia ele ter um ar de seriedade, mas o ar de seriedade se quebrou quando eu percebi que ele segurava um megafone – É difícil procurar alguma coisa no armazém quando o mesmo tem mais de mil objetos mal-organizados! Ei, quem é esse carinha? E como ele chegou aqui? – Ele apontou para mim
— Eu tenho uma pergunta melhor: O que caralhos voadores está acontecendo aqui! – Gritei, eu estava a beira de um colapso nervoso.
— Ok, vamos deixar a pergunta para depois que entrarmos no bunker, o ruído de baixa frequência tá perdendo o efeito, as Bidybabs estão se recompondo – A garota veio até mim e esticou a mão – Meu nome é Bonbon, consegue se levantar?
Ela me ajudou a levantar, meu corpo estava um pouco machucado, principalmente as minhas pernas, por causa das mordidas, mas conseguia andar com um pouco de dificuldade. Nós três andamos em direção a grande pedra, e, quando chegamos perto o suficiente, a pedra se abriu, revelando-se como um elevador disfarçado.
— Sei que está confunso, senhor...?– Bonbon perguntou assim que entramos no elevador
— Springbonnie. Me chama só de Spring.
— Sei que está confunso, Spring – Continuou ela – Mas preciso que me responda: Como chegou aqui?
— Eu, meu amigo e o irmão dele encontramos uma porta...
— Uma porta? Isso que dizer que o Corredor funciona! – Ennard interrompeu-me e começou a jogar confetes que surgiram, magicamente, em suas mãos – Vamos poder voltar pra casa, Bonbon!
— Para com essa merda, Ennard! – Bonbon deu um tapa na mão dele, fazendo os confetes caírem – O meu irmão não falou nada sobre o Corredor estar funcionando, talvez o garoto tenha achado uma brecha, de alguma forma.
— Puta merda! – Gritei, assustando meus companheiros – O Freddy! Eu deixei ele sozinho! Ah cara, se algo acontecer com ele, o Golden vai me matar! – Deitei-me em posição fetal, Bonbon e Ennard me encaravam.
— Olha, vamos achar o seu amigo. – Ennard falou – Mas primeiro, temos que nos preparar!
A porta do elevador se abriu, e uma luz branca invadiu os meus olhos.
Continua...
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