Freddy e Suas Ferias Bizarras

5 A ilha misteriosa (parte dois)


Notas iniciais
Os fois capítulos que prometi estão entregues, me perdoem pela demora. Enfim, sem mais enrolação, boa leitura e me perdoem os erros

~Ponto de vista do Spring~

— Sei que se sente confuso, Spring. – Bonbon falou, me dando uma xícara de chá de camomila. Tanto os meus ferimentos quanto os dela já haviam sido tratatos pelo Ennard – Não é sempre qur alguem norma vê o que você viu.

— É, e você ainda teve sorte de não ser lua cheia, as Bidybabs ficam mil vezes mais violentas! – Ennard estava sentando em uma cadeira metálica à poucos metros de mim

O bunker, que era como eles chamavam seu esconderijo, era algo mais parecido com um laboratório de filmes de ficção científica, fazia o laboratório enterrado que encontramos ser algo ultrapassado! E ele também era duas vezes do tamanho da casa do Golden! Haviam computadores operando sozinhos através da inteligência artificial, braços mecânicos trabalhavam em uma espécie de carro/nave espacial, mas, por algum motivo, tinha um cilindro metálico gigantesco e, em seu interior, um rapaz de cabelos brancos trabalhava em uma porta de madeira.

— Aquilo é o Corredor. Nossa passagem de saída daqui. – Ennard disse. Provavelmente havia percebido para onde eu olhava.

— Você já deve ter percebido que não estamos mais na nossa dimensão. – Bonbon colocou uma de suas mãos em meu ombro – Nós estamos em Lugar nenhum.

— Mas aqui é um lugar. – Respondi, confuso. – E como assim "nossa dimensão"?

O multiverso existe! – A voz do rapaz saiu ecoando do Corredor – Expliquem pra ele de uma vez!

— Ok, como meu irmão disse: o multiverso existe, mas não é tão simples assim – Bonbon continuou – Para que cada dimensão não entre em contato uma com as outras, existem três filtros: Todos os Lugares, que é o primeiro filtro, onde a maioria das coisas que atravessam a barreira do multiverso vão parar; Lugar Nenhum, segundo filtro e é onde estamos, essa ilha flutuante no meio do multiverso, é quase como um ponto de parada na viagem dimensional, mas, até o momento, não achamos uma forma de sair daqui sem passar pelo terceiro filtro, que chamamos de Limiar, não temos muita informação sobre ele.

— E o que viemos fazer aqui? – Perguntei

— Você, eu já não sei, mas eu sei o que nós estamos fazendo aqui – O irmão da Bonbon saiu do Corredor e eu pude ver ele com mais detalhes: ele era baixo, por volta de um e cinqueta e nove, mas seu rosto era sério, seus olhos eram da cor azuis, ele também usava um daqueles jalecos usados por cientistas e havia um ar de arrogância nele– E o que nós fazemos não é de seu interesse. Mas devo admitir: se você não tivesse vindo parar aqui, eu jamais ia ter certeza que o Corredor funcionaria. – Ele andou até uma mesa que havia diversas ferramentas

— Ele é sempre mau humorado assim? – Sussurrei para Ennard

—Você teve sorte, encontrou ele justamente quando está de bom humor – Ele me respondeu.

— E então, Funtime Freddy, quanto tempo para sairmos daqui? – Bonbon foi até o seu irmão

— Algo entre vinte e sete a quarenta anos. – Funtime Freddy respondeu

— O quê! – Gritei – Como ass...– Antes que que pudesse de terminar de falar, uma chave de boca acertou meu rosto

— Cale a boca. – Funtime Freddy me olhava irritado. Havia sido ele que jogou a chave em meu rosto, então isso significa que todos as pessoas com nome Freddy são babacas? – É extremamente difícil transportar algo daqui do que o contrário, e também existem diversas variáveis e riscos que pode colocar não só a nossa vida em risco mas sim a de todo mundo. Se eu tivesse o diário do pai...

— Ei, ontem, antes de vir pra cá, eu estava em um laboratório e acabei pegando um livro estranho que parecia estar em latim – Assim que terminei de falar, Funtime Freddy me encarou com curiosidade

— Não é latim, mas sim uma língua criada pelo meu pai, para nos comunicar e impedir que Lolbit entendesse nossos planos – Ele se aproximou de mim – Me diga que trouxe ele para cá.

— Primeiro, quero respostas! Como vocês vieram parar aqui? O tal de Corredor vai ficar pronto mais rápido se o diário estiver aqui? E quem diabos é Lolbit? E por que ele não podia ouvir seus planos? – Falei

— Não temos para isso, me entregue o diário! – Funtime Freddy me agarrou pelo colarinho. Definitivamente, todos os Freddy's são babacas .

— Funtime Freddy, precisamos contar pra ele! Não pode simplesmente fazer com que as pessoas obedeçam o que diz sem saber o por que de tanto trabalho! – Bonbon afastou seu irmão, que me olhava com raiva

— E sem falar que, se Spring aceitasse nos contar onde está o livro sem nem perguntar nada, não haveria capítulo! – Ennard falou, ele comia um pacote de biscoitos que tirou do além.

— Tudo bem! – Funtime Freddy exclamou – Irei resumir: Antes de haver os três filtros, as dimensões interagiam entre si, mas algo aconteceu e uma das dimensões acabou sendo destruída, e por causa disso, o que sobrou dela se espalhou através do multiverso, essas "sobras" são como átomos sencientes, meu pai as nomeou como Remanescente, e eles, de vez em quando, se reúnem em um único ponto para formar um fenômeno aleatório na realidade, assim, os Remanescentes criam eventos paranormais simples, como mexer um copo de lugar ou apagar uma lâmpada, até eventos complexos como conseguir manter a alma de um ser humano preso em objeto e até mesmo a criação de matéria orgânica com níveis de inteligência elevada e com certo controle sobre os Remanescentes chamados de seres místicos – Funtime Freddy apontou para Ennard – Ennard é um deles.

— Sou um híbrido, pra ser mais exato. Minha mãe passou em um lugar carregado de Remanescente, alguns desses Remanescente se uniram dentro do útero dela e boom! Ser meio místico e meio humano formando! – Ennard disse jogando o pacote de biscoitos no chão e invocando outro

– Meu pai estudava física na área atômico e também sabia um pouco de física termonuclear, ele tinha inteligência o suficiente para chamar a atenção de Lolbit. – Bonbon disse

— Lolbit... – Funtime Freddy continuou – Meu pai me disse que ele era o único ser vivo restante daquela dimensão destruída e que ele queria compartilhar o conhecimento do seu povo para nós, mas Lolbit morrendo, então chamou um engenheiro, um químico, o Ennard e o meu pai para construírem o que chamava de "câmara de regeneração". Lembro que meu pai ficou super animado quanto foi chamado para esse projeto. Tudo o que sei sobre os Remanescentes eu aprendi com ele. Ele me acordava de madrugada para contar suas teorias de como usar os Remanescentes na área urbana, na medicina, na física, Lolbit o encheu de esperança – Por alguns segundos, seu rosto sério se tornou um rosto melancólico – Mas era tudo mentira. A câmara de regeneracão era, na verdade, algum tipo de arma de destruição em massa. Os alvos? A humanidade.

— O pai e os outros se juntaram para impedir que Lolbit concluisse seu plano, seja lá qual fosse ele, e destruíram a tal arma. Construíram até um laboratório subterrâneo para se esconder, junto com eu, Funtime Freddy, Ennard e mais duas crianças, seus nomes eram Funtime Foxy e Ballora, acho eu.– Bonbon continuou – O plano do pai era trazer Lolbit para Lugar Nenhum e deixá-lo aqui, pois Lolbit é um ser de outra dimensão, e coisas da nossa dimensão não o afetam, deixá-lo preso era a melhor das opções. Eles até começaram a criar um protótipo do Corredor, mas algo que não estava no plano aconteceu...

— Eles traíram o senhor Fitzgerald. – Ennard Interrompeu – Contaram a nossa localização para Lolbit. Eu tentei enfrenta-lo, mas ele estava além dos meus poderes.

— Meu pai ligou a máquina e nos jogou aqui. – Funtime Freddy falou – Eu usei a minha memória para replicar um novo Corredor, e, com ajuda do Ennard e da Bonbon, construi o bunker.

Eu os encarei, sério. Era quase impossível de acreditar naquela história, mas, depois do que eu vi, aquilo não me parecia tão absurda assim.

— A quanto tempo estão aqui? – Foi a única coisa que eu consegui falar

— Oitenta e sete anos. – Funtime Freddy respondeu. Algo me dizia que aquilo não era uma piada. – O tempo das dimensões são diferentes uma para as outras, isso inclue os filtro.

— Se vocês estão aqui a Oitenta e sete anos, então como estão tão jovens? ‐ Eu os olhava perplexo

— Por não sermos originais daqui, nosso "medida de tempo e vida" ainda está entrelaçada com a nossa dimensão. No caso, se passaram três anos na nossa dimensão original. – Funtime Freddy respondeu novamente – Agora que sabe tudo o que queria, conte-nos onde está o diário.

— Numa casa abandonada a alguns quilômetros daqui. – Quando terminei de falar, algo veio em minha mente – Puta merda! Eu fiquei conversando todo esse tempo e esqueci do Freddy! De novo!

— Relaxa, desde que ele esteja acordado, nada de muito ruim vai acontecer, as Bidybabs só atacam aquilo que se mexe. E elas não vão entrar na casa, pode ter certeza. – Ennard disse, jogando o outro pacote de biscoitos no chão. Eu encarei Bonbon

— Então a gente poderia ficar parado que elas não nos atacariam? – Perguntei, dando um olhar irritado para ela

— Eu esqueci. – Ela deu um sorriso sem graça

— O que aconteceria se ele estivesse dormindo? – Eu olhei para Ennard novamente

— Dormir em Lugar Nenhum é perigoso, pois, como estamos em um dos filtros do multiverso, a nossa consciência vai tentar ir para a nossa dimensão original, mas acaba ficando presa no Limiar. – Ele invocou uma maçã e deu uma mordida – Na pior das hipóteses, ele jamais acordaria. Lembrei da primeira vez que eu dormi aqui, fiquei três messes dormindo, ai ai, bons tempos...

— Ele tava dormindo quando eu sai! – Arregalei meus olhos e desviei de mais uma chave de fenda que Funtime Freddy arremessou – Para com essa porra!

— Bem, acho que tá na hora de testar a minha mais nova invenção – Funtime Freddy me ignorou e andou até o carro/nave que os braços mecânicos construíram – Infelizmente, o carro só tem três assentos, então eu terei que ficar.

— E quem vai dirigir ? – Assim que a Bonbon perguntou, Ennard se teleportou para o assento do motorista – Nem fudendo.

— Tudo fudendo, minha cara. – Ennard buzinou duas vezes – Quem vai querer fazer um tour pela ilha?

Sem opção, Bonbon entrou no carro/nave e sentou no assento ao lado do motorista, e eu me sentei atrás, no único assento restante.

— Ei, como vamos sair daqui? – Assim que eu perguntei, fomos teleportados para o lado de fora do bunker, provavelmente foi obra de Ennard – Se você consegue nos teleportar, então por que não nos teleporta para a casa abandonada?

— Só consigo me teleportar pra onde eu já fui. E eu nunca fui pra tal casa – Ele respondeu – Enfim, aperte o sinto, iremos decolar! Ou rodar! Ou explodir em pedacinhos! Sei lá o que essa porra faz!

O motor do carro/nave fez um barulho estranho quando Ennard o ligou, e então, os pneus do carro/nave sairam do contato do chão e começou a voar em alta velocidade

— Puta que pariu! – Bonbon disse, olhando para baixo pela janela do carro/nave – A gente vai morrer!

— Volta, por favor! Eu acho que deixei minha alma pra trás! – Gritei em desespero

— Relaxem! Eu dei aulas para o careca de Velozes e Furiosos! O pai sabe o que tá fazendo! – Ennard riu igual um maluco lunático.

~Dez minutos depois~

Assim que o carro/nave aterrissou no solo, eu e Bonbon saltamos para fora e começamos a vomitar arco-íris

— Vocês são muitos frescos. – Ennard se espreguiçava enquanto saía do carro/nave

— Nunca mais faça isso, imbecil! – Bonbon disse, limpando a boca com a costa da mão

— Acho que acabei de vomitar o meu fígado – Eu olhava para um pedaço de carne que havia em meio ao meu vômito colorido

Voltei a minha atenção para a casa abandonada, respirei fundo e abri a porta.

Freddy estava sentado no sofá velho e tomando uma xícara de café. Assim que me viu, me lanço um olhar acusador

— Abandonando um amigo enquanto sai pra passear? Que péssimo amigo você é, Springbonnie. – Ele tomou mais um gole de café – Não me pergunte da onde saiu o café, já estava aqui quando acordei. – Ele finalmente pareceu perceber nos dois atrás de mim – Quem são eles?

— São pessoas que a acabei de conhecer e já considero amigos, diferente de você – Entrei na casa, indo em direção ao livro. Peguei o objeto e depois apontei para Bonbon e Ennard – Esses daqui são Bonbon e Ennard. No caminho de volta eu te conto como conheci el...– Freddy interrompeu-me

— Ennard? A sua mãe esqueceu de colocar o B na hora de te registrar – Ele começou a gargalhar. Ennard invocou um ovo e jogou na testa de Freddy, que ficou surpreso – Eu estou surpreso. De onde caralhos veio isso? – Freddy falou. Ennard invocou uma toalha para Freddy se limpar

— Do Ennard – Respondi – E não, ele não é uma galinha, mas sim um ser místico e...– Comecei a contar como eles me encontraram, sobre o multiverso e sobre a história de Lolbit – E esse livro é a chave para sair daqui.

— Cara... – Freddy estava perplexo – Eu estou perplexo. E o autor tá preguiçoso nas minhas falas hoje, hein? – Ele olhou pra cima – Enfim, vamos meter o pé daqui.

— Temos um problema – Bonbon levantou a mão para chamar a atenção – Se todos vamos voltar ao bunker, como iremos fazer isso se o nosso veículo só tem três assentos?

— Daremos um jeito, relaxa – Ennard respondeu.

~ Ponto de vista do Freddy~

Finalmente esse caralho de narração veio para mim! Achei que o capítulo iria terminar sem uma narração minha.

Caso vocês se estejam se perguntando sobre o meu sonho: Eu só consigo me lembrar até aonde eu narrei ontem, então ele é um mistério tanto para vocês quanto para mim. Mas, toda vez que eu penso sobre isso, sinto um sentimento estranho em meu corpo, um sentimento melancólico... mas enfim, sonhos são só sonhos, ignorarei ele para continuar a história.

Como Ennard disse, nós demos um jeito, e o jeito foi que alguém deveria sentar na perna de alguém. E entre sentar na perna de um dos dois desconhecidos e sentar na perna do Spring, eu escolhi sentar na perna da Bonbon. Não me julguem! Ennard me encarava com um olhar malicioso e eu me recuso a sentar no colo do Spring! E a garota azulada se ofereceu, é errado recusar ofertas de uma garota bonita!

— Você é bem levinho. – Bonbon sussurrou – Pesa quantas miligramas?

— Ei, é errado perguntar o peso das pessoas que acabou de conhecer. – Sussurrei de volta

— Ah, foi mal. – Ela sussurrou novamente, parecia estar envergonhada – A minha ultima interação com a sociedade foi aos doze anos, então eu não estou acostumada a agir de forma comum na frente de pessoas novas.

— Relaxa, com o tempo você se acostuma novamente.

Continuamos o resto da viagem em silêncio.

Chegamos ao tal bunker, Spring foi até um anão de cabelos brancos e entregou o diário.

— Aquele é meu irmão mais velho, Funtime Freddy – Bonbon se aproximou de mim

— Também conhecido como "albino ranzinza" — Assim que a Ennard terminou de falar, um martelo acertou seu rosto – Filho da puta.

— Eu irei dar uma lida no diário, não quero interrupções, estão me ouvindo? – Funtime Freddy exclamou irritado. Todos nós balançamos a cabeça positivamente – Ótimo.

Ele se andou até um dos cantos do bunker, sentou no chão e começou a ler o diário.

— Tem alguma forma de dormir sem ter a consciência levada para o Limiar? – Spring perguntou para Bonbon

— Claro! Temos as "câmaras de sono" que meu irmão criou... – Ambos foram andando conversando.

— Ei, Ennard, tem algo divertido para se fazer enquanto o Einstein ali resolve o problema do Corredor? – Me virei para o rapaz acinzentado

— Claro, temos diversas formas de passar o tempo! O primeiro é....

Continua....

—Que merda! Quando eu finalmente ia ter alguma relevância no capítulo, ele acaba! – Gritei, assustando Ennard, Spring, Bonbon e Funtime Freddy – Desculpa.

Notas finais
Espero que tenham gostado deste capítulo! Bem, não vou prometer que vai ter mais algum capítulo hoje, pois provavelmente eu estarei mentindo pra vcs e pra mim mesmo, mas o sexto capítulo ta quase pronto, então ele sairá ainda esses dias. Eu acho. Enfim, isso é tudo, até a próxima, minha gente
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.