Freddy e Suas Ferias Bizarras
3 A dupla dourada me leva em um tour
Notas iniciais
~Ponto de vista do Golden~
Era por volta de dez horas da manhã, meu pai havia saído, Freddy ainda estava dormindo e eu assistia mudava de canais na televisão, procurando algo pra assistir
— Tédio! – Gritei, arremessando o controle no chão
Quase que automaticamente, a campainha da casa tocou. Eu pulei pelo sofá e corri em direção a porta, abrindo-a com força, animado pois eu sabia quem estaria do outro lado dela: Springbonnie, meu melhor amigo.
— Spring! – Disse, abraçando ele. Sim, eu abreviei o nome dele, sempre achei o nome Springbonnie muito feio.
— Desculpe-me por vir sem avisar antes, meu celular descarregou –Ele falou assim que nos soltamos – Seu irmão já acordou?
— Não sei, a ultima vez que vi, ele tava todo embrulhado. Vamos, entra ai!
Ele entrou em casa e sentou no sofá, enquanto isso, eu subia as escadas em direção ao quarto do Freddy e abri a porta do seu quarto com um chute
—Freddy!– Gritei, mas ele nem se mexeu, decidi me aproximar e começar a cutuca-lo – Freddy? Você morreu?
Não importava o que eu fazia, ele continuava dormindo feito pedra, ele parecia está mais dormindo do que de madrugada! Meus esforços pareciam inúteis, então decidi jogar água em sua cara, sai do quarto e desci as escadas, andei até a cozinha, peguei um copo e o enchi de água. Quando estava entrado novamente para o quarto do meu irmão, me deparei com o mesmo sentado em sua cama
— Você realmente cogitou a ideia de jogar água na minha cara? –Ele parecida indignado
— Tu estava acordado, seu sacana!?
— E quem disse que eu dormi? – Freddy deu um sorriso orgulhoso – O que você quer?
— Não se lembra do que eu disse antes, no capítulo passado?
— Você tá falando daquela idéia idiota de fazer um tour pela cidade? Não valeu, prefiro ficar aqui mesmo.
— Deixa te ser chato! São dez da manhã, o Sol já raiou, as flores desabrocharam, os animais tão acordados! Você tem certeza que vai ficar parado aqui dentro enquanto tem um mundo lá fora para desbravar?
— Eu não estou só parado – Ele disse – Estou testando uma lei de Newton: Corpos em repouso tende a permanecer em estado de repouso.
— Para com essa porra – Disse, jogando a água que tinha no copo em seu rosto
— Você não vai me deixar dormir mesmo, né?– Ele falou, enquanto usava seu lençol para enxugar seu rosto
—Não! –Respondi– A gente tá de férias, você quer mesmo passar suas férias trancado no quarto?
— Quero.
— Não se eu puder evitar! – Comecei a puxa-lo pelo seu pé
— Me solta, caralho!– Freddy falou e deu um leve chute na minha mão – Pare de ser exagerado, e eu não quero sair daqui! Poderia respeitar meu espaço pessoal, por favor?
— Escute, Freddy, você prefere aproveitar as férias se divertindo e conhecendo pessoas novas, ou prefere ficar estagnado dentro do seu quarto, vendo o tempo passar pela janela e, quando estiver morrendo, perceber que estará sozinho e sem ninguém para lamentar a sua morte e lembrar da pessoa incrível que você poderia ser, se arrependendo amargamente do tempo que perdeu?
Meu irmão pareceu considerar a ideia, pensou em silêncio por alguns segundos e deu sua resposta:
— Espere-me na sala, eu irei trocar de roupa.
~Ponto de vista do Freddy~
Quando terminei de trocar de roupa, desci as escadas e percebi que havia um outro garoto sentando no sofá, junto com Golden, esse garoto parecia ter a nossa idade, ele tinha cabelo lisos da cor dourada, como a do meu irmão. Eles pareciam estar conversando sobre assuntos aleatórios, mas estavam tão concentrado que não haviam me notado ainda, era como se eles estivessem em um mundinho só deles. Eu tenho quatro amigos, mas, mesmo com a Chica (que é a minha amiga de infância), eu nunca tive algo como aqueles dois tem, uma sintonia incrível, como se eles fossem mais que amigos... Era como se eles fossem irmãos.
Finalmente Golden pareceu me notar, ele se levantou e falou
— Freddy, esse aqui é o Springbonnie, mas pode chama-lo só de Spring – Ele apontou para o garoto, que acenou para mim – E Spring, esse alí é o Freddy, meu irmão
— Uau, vocês são realmente idênticos – Spring disse
— Somos gêmeos, Einstein. – Falei, sarcarticamente – A gente vai ficar parado aqui ou iremos passear?
— Não vai comer nada? – Golden disse
— A gente tá enrolando de mais neste capítulo, vamos logo fazer o que temos que fazer! – Fui em direção a porta, Golden e Spring vieram atrás de mim – Vamos aonde?
— Vamos leva-lo para ver os pontos turísticos mais famosos da cidade – Golden disse enquanto Spring pegava uma lista do bolso – Vamos para o aquário!
— tenho quase certeza que isso não é considerado ponto turístico – Spring disse – Nem sequer tá na lista
— Mas é famoso e eu quero ver uns peixes, vamos! – Golden disse, correndo em direção o portão
— Ele sempre é animado assim? – Perguntei pro Spring
— Ele ainda tá calminho, vai por mim – ele deu uma risada e correu atrás dele. Sem opção, decidi ir atrás de ambos.
~quinze minutos depois~
Depois de de esperarmos em uma fila, conseguimos entrar naquele aquário, que tinha tudo o que um aquário tem: Câmaras de água com peixes
— Uau, quanto peixe. Se eu fritar um, dá ruim? – Perguntei, mas não obtive resposta nenhuma
— Olha aquele peixe estranho! – Golden disse, apontando para um peixe de quase três metros e com uma cara achatada – Parece você, Freddy – Ele começou a rir
— Temos a mesma cara, gênio – Após eu disser isso, a risada de Golden parou. Me aproximei de uma placa que havia perto do tanque daquele peixe – Aqui diz: "Pirarucu.: um dos maiores peixes de água doce, um ataque de sua cauda pode desmaiar um homem, assim como uma cabeçada sua." Ele não me parece tão perigoso assim – Disse, cutucando o vidro. O peixe começou a se aproximar dele – Posso adotar ele?
— Freddy, eu não faria isso se fosse você– Spring falou
— Relaxa ai, cabeçudo, o vidro é reforçado, não vai quebrar nem se levar um tir– O pirarucu deu uma cabeça no vidro, que acabou rachando e vazar água – Droga.
— Freddy, você é um boca santa do caralho! – Golden gritou e saiu correndo, eu e Spring fomos atrás.
~Trinta minutos depois~
— Seja bem vindo ao Parque dos Dinossauros! – Spring falou – Tenta não quebrar nada desta vez.
O tal Parque dos Dinossauros era como um museu, mas cheio de ossos e réplicas em tamanho real sobre dinossauros (óbvio). Passamos pelos esqueletos de dinossauros estranhos
— Aquele dali é o Irritator, um dinossauro brasileiro que... – Spring começou a falar, mas eu o cortei
— Chato. – Falei
— Mas você também é chato de agradar! – Golden apareceu do meu lado com uma blusa escrito: "eu amo Dinos!". – Quer ir pra onde agora? – ele me deu a lista de pontos turísticos
— Vejamos... Casa de cera, um saco.... Lugar mais alto da cidade, vai demorar muito.... Praia? Nem pensar...– lendo mais um pouco, encontrei algo que chamou minha atenção – o que é esse tal de Floresta? Não vai me dizer que é só uma floresta?
— É uma floresta – Spring disse – mas não é qualquer floresta, é A Floresta.
— Realmente, é uma floresta – Falei – Vamos embora daqui.
— Existe uma lenda... – Golden exclamou – E essa lenda diz que existe centenas de tesouros dentro daquela floresta, quem acha pode se tornar podre de rico!
— É uma lenda, só isso – Antes que eu voltasse a ler a lista, Spring falou:
— Já ouviu falar de William Afton? O ricaço que vende animatrônicos pra pizzarias e festas infantis? Ele nasceu aqui, e fundou o seu império achando um dos tesouros na Floresta. Desde então, muitos tentam a sorte, mas poucos consegue, eu posso contar nos dedos as pessoas que acham um dos tesouros .
— Ok, vocês me convenceram, vamos lá! – Disse, eu realmente fiquei curioso com o local.
O local não ficava muito longe, e era exatamente como eu imaginava: uma floresta cheia de árvores e mato, nada de novo. Continuamos andando até aonde o Sol não iluminava direito, pois as árvores bloqueava a vista para o céu.
— Hã... acho melhor a gente voltar – Falei, olhando ao redor, esperando qualquer coisa sair do meio da vegetação densa
— Está com medo, Freddy? – Spring respondeu com um tom debochado – relaxa, você está com um especialistas aq...– Antes que ela pudesse terminar, ele caiu em um buraco que estava escondido entre as folhas mortas
— Grande especialista. – Falei enquanto Golden ria da situação do seu amigo.
Me aproximei da beirada do buraco e vi que não era tão fundo, dava para escalar
— Você tá bem? –Golden disse, olhando para o fundo do buraco, Spring estava deitado
— Eu tô bem! – Ele falou, se levantado, mas parando subitamente – Tem um túnel aqui!
— Deixa eu ver! – Golden falou e pulou para dentro do buraco, caindo em cima de Spring
— Qual as chances de ser um dos tesouros?– perguntei enquanto descia normalmente pelo buraco e parei ao lado de Golden e Spring, que havia se levantado novamente
— A pergunta correta é: Vocês realmente querem entrar ai? – Spring perguntou – Não me parece o lugar mais seguro do mundo, vai que tem escorpiões ou outros bichos venenosos
— Enquanto você estava falando, Golden foi lá dentro. – Falei, apontando para a silhueta do Golden sumindo entre a escuridão do túnel
— Por que você não o impediu!? – Spring me segurou pelos ombros e me balançou – Aonde está o seu senso de responsabilidade!
— Me solta, caralho – Falei, empurrando ele – Ele já é bem grandinho, não precisa de uma babá! Ninguém mandou ele ser tão irresponsável!
— Escuta aqui, seu bostinha! –Ele me segurou pela gola da minha camisa – Você me tratou mal desde de nos conhecemos, e eu sinceramente não realmente não me importo com isso, mas o Golden é seu irmão, então aja como um! Trate-me mal, aja de forma indiferente comigo, mas se o Golden se machucar porque você fez corpo mole, eu quebro a sua cara. – Spring falou, ele parecia estar sério
— Tenta a sorte, bafo de pica, eu acabo com você antes de você pensar em fazer algo.– Ameacei ele, com o mesmo tom de voz que ele tinha usado contra mim – Ou vai me dizer que é só marra? Qual o problema, Spring? Tá com medinho?
Ouvimos um barulho vindo do túnel, era Golden voltando, em seu rosto havia um semblante eufórico
— Ei, venham ver o que eu achei! – Ele disse, ofegante.
Estávamos em frente a uma porta de metal enferrujada, parecia que ela estava alí a muito tempo. Mas a surpresa veio Golden abriu a porta: Em seu interior, havia o que parecia um laboratório, havia cilindros cheio de líquidos esverdeados, mecanismo que eu não compreendo até hoje, e todos estavam funcionais. A maioria dos móveis estava empoeirados, pareciam não ter sido varrido pelos últimos trinta anos
— Uai, quanto.... – Falei, pegando um papel velho que estava em cima de uma mesa, e o papel virou pó em segundos – Lixo.
— Afinal, o que é tudo isso? – Spring se aproximou de uma estante cheia de livros, pegou um e abriu – Ei, isso aqui tá em.... Latim? Que porra é essa?
— É exatamente isso que eu me perguntei quando vi isso – Golden falou, apontando para todo olaboratório – Estamos diante de algo que ficou escondido da sociedade por anos!
— E o que faremos agora? Ligamos pra polícia ou algo do tipo? – Perguntei
— Não quer investigar este local um pouquinho mais? – Golden me encarou com um olhar de cachorro pidão– Qual é, aposto que é a primeira vez que ve algo do tip...
— Oh gente, desculpa interromper vocês, mas eu queria saber se tambem tão vendo aquilo– Spring falou, apontando para o centro do laboratório
Segui com o olhar para onde ele apontava e lá havia uma porta de madeira, aparentemente normal, mas ela não estava presa em uma parede ou algo do tipo, ela só estava lá. Algo estalou na minha mente, foi então que eu percebi
— Ela não estava lá quando entramos aqui.– Disse eu, me aproximando – Isso é impossível.
— Vamos ligar pra polícia – Spring falou – Estamos em um local que não deveríamos estar, as máquinas e lâmpadas ainda funcionam mesmo este local estando abandonado por anos, tem livros em latim e uma porta apareceu do nada! Isso não é normal.
— Para de ser frouxo, isso é irritante – Falei, colocando minha mão na maçaneta
— Você não pretende abrir, não é...? – A voz de Spring vacilou
Dei um sorriso, girei a maçaneta, abri a porta e entrei para onde quer que ela fosse. Senti o chão de concreto do laboratório ser substituído por um chão arenoso, os cliques e zumbido das máquinas se tornarem o som de ondas se quebrando e a luz das lâmpadas se tornarem a luz do Sol. Eu estava em uma praia.
— Mas que caralho! Onde diabos estamos? – Spring perguntou, ele apareceu no meu lado esquerdo. Ele ainda segurava o livro que pegou na estante em sua mão
— Acapulco? – Falei – Aliás, por que você veio comigo?
— Não vim por vontade própria, fui sugado por um brilho assim que você abriu a porta – Ele respondeu, olhando para trás – Falando nela: Ela sumiu.
Virei-me para trás em direção a porta apenas pra ver o que Spring disse: a porta havia sumido magicamente assim como havia aparecido. Eu e Spring estávamos perdidos em uma praia que nem conhecíamos, teria como ficar pior? Começamos a andar pela praia, em busca de ajuda, mas parecia em vão, não encontramos uma viva alma naquele lugar e, pra piorar, estava começando a anoitecer. Continuamos andando em silêncio, até que eu vi uma casa, avisei Spring sobre ela e fomos em direção a tal casa com a intenção de falar com quem quer que estivesse morando nela. Quando chegamos perto o suficiente, percebi que a casa estava velha e um pouco quebrada
— É uma casa abandonada – Spring disse
— Boa observação, Sherlock. – Ouvi Spring suspirar – Vamos entrar ou quer andar mais um pouco?
— É melhor entrarmos, amanhã continuamos andando. – Spring exclamou
E assim, coloquei minha mão naquela velha maçaneta e abri a porta daquela casa.
Continua....
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